Quando eu acordar

29 Capítulo 29


Notas iniciais
23:40?? Tá valendo ainda ne? Capítulo novo, como prometido... Espero que gostem! Boa leitura, meus queridos! :*

— Regina! — Whale a afastou um pouco dos demais; — Estamos mesmo fazendo todo o possível, e eu sinto em ter que lhe perguntar, mas... entre Zelena, e o bebê, quem você salvaria?
— O que? — Ela pergunta com a voz falha;
— Você precisa entender que a situação de sua Irmã..
— O que eu preciso entender, é que você é o médico aqui, então comece à agir como tal. — Ela se aproximou de Whale, deixando seus rostos a milímetros de distância; — Salve os dois, ou eu prometo, que arranco o seu coração. — dito isso a morena se afastou, pegou sua bolsa e foi para qualquer lugar longe dali.

—---------------"
Alguns anos atrás...

— Zelena, devolve a minha boneca! — Regina batia na porta do quarto de sua Irmã desesperadamente;
— Não! Você quebrou a minha!
— Eu já disse que foi sem querer. — Silêncio; De repente Regina se afasta ao escutar a porta sendo destrancada, um sorriso surge em seu rosto, talvez sua Irma lhe tenha perdoado.
— Nunca mais fale comigo! — Zelena disse enquanto jogou a boneca nas mãos da Irmã.
E assim se passaram dois dias. As irmãs evitavam se encontrar em qualquer cômodo da casa, e por mais que odiassem admitir, sentiam tanto por isso. Era uma saudade inadmissível, mas ambas eram orgulhosas demais para recorrer.
Regina estava sentada no jardim, triste, com sua boneca nos braços, quando sentiu alguém se aproximar.
— Vocês não podem ficar brigadas para sempre! — Sua mãe lhe disse.
— Ela disse que nunca mais falaria comigo.
— Você também não tentou falar.
— Também estou triste com ela. — Cora suspirou;
— Eu estava pensando, se você poderia me ajudar a fazer o almoço, talvez depois, eu possa te dar dinheiro para comprar doces, o que você acha? — Regina sorriu com a ideia que brotou em sua mente.
— Sim! — Ela disse animada. Cora logo suspeitou da trama da filha.
Regina começará ajudar Cora todos os dias, durante uma semana, que se passou lenta por conta da distância das irmãs, que sofriam noite após noite, por estarem brigadas.
Era sábado, Regina pediu que sua mãe lhe levasse a uma loja, Cora de imediato aceitou.
Algumas horas se passaram e lá estava Regina, com seu embrulho mas mãos, batendo na porta da Irmã.
— Não estou com fome, mamãe. — Zelena disse suavemente. Regina sorriu ao escutar a voz da irmã.
— Não é a mamãe. — Silencio;
— O que você quer? — Zelena diz após alguns segundos;
— Preciso falar com você. — após algum tempo, é escutada a porta sendo aberta. Regina rapidamente esconde o pacote nas costas.
— Fala! — A ruiva exclama;
— Eu te trouxe um presente! — Regina diz sorrindo, e o entrega para a irmã, que senta no pé da cama. Regina segue a irmã. Zelena sorri ao ver a linda boneca em suas mãos. Ela olha para a morena com o canto dos olhos. — Me desculpa por ter quebrado a sua boneca?
— Sim! Me desculpa por ter ficado tão brava, eu sei que você não fez por mal. — Regina abraçou a Irmã, que lhe beijou a bochecha.
— Vamos prometer, nunca mais brigarmos desse jeito.
— A briga é inevitável. Mas podemos prometer, que apesar das brigas, nunca iremos permitir abalar essa amizade que temos. Sempre teremos uma a outra. Sempre protegeremos uma a outra.
— Eu prometo! — Zelena ofereceu seu dedo mindinho.
— Eu prometo! — Regina disse encaixando o dedo da Irma no dela. A promessa havia sido feita.

—--------------"

Regina conseguia avistar a cidade quase inteira daquele ponto. Estava em uma pequena montanha, localizada atras das enormes árvores da compacta floresta. Abraçava seu próprio corpo, tentando reconfortar-se naquele abraço. As lágrimas caiam sem timidez. Ela deitou sua cabeça para trás, deixando que a brisa da noite invadisse seus poros. O que eu vou fazer? — Ela pensava. Como eu poderia viver em um mundo sem você, Zelena? — Ela tentará conversar com sua Irmã, mesmo que em pensamento. A ideia de ter que escolher entre uma vida e outra a apavorava. Ela não poderia simplesmente escolher.
— Eu sabia que te encontraria aqui. — Ouviu a voz que ela tão bem conhecia. A voz da pessoa que tanto lhe trazia conforto, e ao mesmo tempo tormento. Ela almejou correr aos braços de Robin, lhe abraçar, e deixá-lo dizer que tudo ficaria bem. Mas não o fez. Apenas ficou em silêncio, deixando que todos aqueles pensamentos perturbadores conturbasse sua mente. -Você está bem? — Ele persistiu
— Vai embora! — Ela disse com a voz baixa.
— Eu sei o quão forte você gosta de demonstrar ser, Regina. Mas não podemos ser fortes o tempo todo. Então não, eu não vou embora, você pode gritar comigo, me xingar, mas eu não ousaria em te abandonar agora, nem que fosse o seu desejo mais profundo, o que eu sei que não é. — Ela nada disse, apenas respirou fundo, e deixou que seu corpo frágil lhe levasse ao chão. Robin rapidamente a aparou. Os dois sentaram à poucos centímetros do penhasco. Robin abraçou Regina, que se deixou levar e permitiu apreciar aquele momento. Não se conteve em deixar sua lágrimas caírem. Ela nunca conseguiu esconder o que sentirá de Robin. Ele a lia, como a mais pura poesia. — Eu sei que pode parecer inapropriado eu lhe falar isso, mas vai ficar tudo bem.
— Eu não tenho tanta certeza!
— O que o Dr. Whale lhe disse?
— Que o quadro de Zelena é realmente preocupante. — Omitira, pois nem ela conseguia proferir a pergunta de Whale. Entre Zelena e o bebê? Que espécie de escolha é essa? Não é sobre escolher um café, e sim uma vida. — Sabe o que eu não entendo? — Robin a fitou. — É que ela estava bem. Estávamos dançando, rindo, e de um momento ao outro, tudo tornou-se essa explosão de acontecimentos. Eu não consegui nem ficar ao lado dela. Eu fugi, porque eu simplesmente não consigo pensar na ideia de perdê-la, Robin! — O loiro segurou a mão de sua amada, que o mirou, e ele pode jurar que conseguirá ver sua alma, naqueles olhos castanhos que ele tanto pensava. — eu não posso mais perder ninguém!
— Isso não é mais sobre a Zelena, certo? — Regina respirou fundo, e voltou a encarar os prédios e casas de sua vista.
— Isso é sobre a minha vida. — Ela disse com a voz rouca. — É sobre a imensidão de tempestades que minha vida é feita. Sempre que eu tenho esperança que o sol vai finalmente sair, e o dia ficará lindo. Chove! E a cada queda de água, os trovões são ainda mais assustadores.
— Você já parou para pensar que a chuva também pode ser admirada?
— A casa está alagada! — dito isso, ela levantou e se afastou.
— Pare de falar em códigos, Regina. Diga o que está pensando, me deixar saber o que está entalado em sua garganta.
— O que você quer que eu diga, Robin? — Ela já alterava o tom de sua voz; — Quer saber o como eu estou cansada de ver todos que eu amo irem embora? Ou como eu estou desgastada de fingir que sou forte, porque é isso que todos sempre esperam de mim? Ou quer saber sobre o fato de que quando Sophie nasceu, milhares de pessoas me perguntavam onde estava seu pai, e eu não sabia o que responder, então tinha que colocar a droga de um sorriso no rosto, e falar que eu não me importava? Quer saber também sobre como minha vida mudou desde quando você acordou daquele maldito acidente... — As lágrimas a essa altura já banhavam seu rosto; — O que você quer que eu diga, Robin? — Ela respirava forte, enquanto penteava seus cabelos com os dedos.
— Você sabe que eu teria ficado se soubesse da Sophie.
— E como você gostaria que eu te contasse? Porque na minha cabeça, o homem que eu amava, havia perdido a memória, e estava em busca de sua ex mulher, porque o seu coração não se recordava que era meu.
— Eu sei o quanto eu te fiz sofrer. E não sabe o como isso me entristece todo dia. Mas quer saber, eu não me arrependo! Porque tudo que eu fiz, foi por você, foi por amar você. Quando eu sofri aquele acidente, eu estava indo atras de você, para te dizer que eu havia te escolhido, que era com você que eu queria passar o resto da minha vida, porque eu amava você. Eu amo você!
— Está me culpando?
— Só escuta! — Ela engoliu seco. — Quando eu fui embora, eu parti porque eu realmente não conseguiria imaginar uma imagem de você em um caixão.
— Mas foi fácil para você me deixar.
— Você realmente só acredita no que quer acreditar, não é? Você acha que foi fácil deixar a mulher que eu amava para trás? Pensar nela todo segundo, e não poder tê-la em meus braços? viajar duas vezes por semana a Boston, só para ter o prazer de aprecia-lá da janela, e quando eu finalmente resolvo jogar tudo para o ar, e encarar de frente todos os problemas que me impediam de me juntar a ela, ver que ela já arranjou outra pessoa?
— Não me culpe!
— Não estou te culpando. Só estou te falando, que você não foi a única a sofrer. E ficar remoendo o passado, não vai mudá-lo. Você reclama da chuva que insiste em invadir a sua vida, mas quando lhe oferecem o sol, você fecha as janelas. O que eu quero te dizer, é que eu estou aqui agora! Eu te amei por cada maldito segundo desses dois anos, e ainda amo! Mas eu realmente cansei. Se você não gosta da felicidade, não culpe os outros pelo muro que você mesmo criou. — Regina movimentou a boca com o intuito de falar algo, mas Robin já estava distante.
Seu telefone toca.
— Alô! — Ela funga, limpando o rosto molhado pelas lágrimas.
— Regina, onde você está? Porque não me contou sobre sua irmã?
— Desculpe, mãe! Eu não tive cabeça.
— Tudo bem! Mas todos estão te procurando; eu e seu pai, estamos aqui com Sophie. O bebê nasceu, mas precisamos de você.
— Estou a caminho! — Regina respirou uma última vez ali, antes de ir em direção ao hospital.
Chegando lá, ela rapidamente foi de encontro a sua família.
— Me diga que ela está bem. — Ela disse em direção a sua mãe.
— Ela... — Cora é interrompida pela chegada de Dr. Whale.
— Ela está bem. Os dois estão! — Ele disse em direção a Regina. — Mas ela está fraca, perdeu muito sangue, precisa de doação, e Cora não pode...
— Tudo bem! — Ela disse ja se afastando, mas Whale a segurou.
— Regina! — Ela o fita. — Desculpe pelo o que eu falei, é que realmente, por um momento eu achei que..
— Tudo bem! Os dois estão bem, é isso que importa. Você fez o seu trabalho, e eu o agradeço por isso. — Whale lhe retornou um sorriso sincero;
A doação foi feita rapidamente, visto que os exames de rotina de Regina, estavam em dia, apurou o processo.
Algumas horas depois, Regina finalmente pode visitar a irmã.
Zelena estava na cama, com seu filho nos braços, a cena mais linda e reconfortante que Regina já virá. Ela sentou-se ao lado da cama, em uma cadeira que estava ali, e segurou a mão livre da ruiva.
— Vocês nos deram um grande susto!
— Desculpa!
— Eu tive tanto medo...
— Estamos bem agora. — Regina sorriu;
— Ele é lindo!
— Meu pequeno Robin!
— Não acredito que não mudou mesmo o nome. — Regina revira os olhos.
— Admite! Você o ama do mesmo jeito. Mas se preferir pode chamá-lo de Victor.
— Robin Victor? Sério? — Regina arqueou a sobrancelha. — Tudo bem vocês são os pais. — Zelena riu. — Mas eu o amo sim. E espero que vocês nunca mais façam algo assim comigo.
— Prometo! — O silencio predomina por algum tempo, até que Zelena repara as feições da Irma. — o que aconteceu?
— Além disso tudo? — Zelena balançou a cabeça. — Dr. Whale me disse que vocês terão que ficar um tempo aqui.
— Sim, até Robin conseguir atingir seu peso. Mas não é isso que te aflige. — Regina suspirou. Sua Irmã lhe conhecia bem.
— Eu conversei com Robin.
— E?
— Ele me disse muitas coisas.
— E?
— Eu sinto falta dele.
— E o que te impede de ficar com ele?
— Muita coisa aconteceu...
— E eu já ouvi essa história, milhares de vezes. Mas pensa Rê. Graham não está mais aqui. Robin está sozinho. Todo mundo já sabe da história de Sophie. O que te impede? — Regina fitou a Irmã.
— Estou com medo!
— Do que?
— E se ele ir embora de novo?
— Eu acho que agora ele só vai se você permitir que ele vá. Ele te ama! E você a ele. Para de atrasar a sua felicidade.
— Eu não sei se ele vai me aceitar.
— Você só vai descobrir se encontrá-lo. Então o que você ainda está fazendo aqui?
— Eu não vou atrás dele agora.
— Regina! — Sua irmã a repreende.
— Ok! Você vai ficar bem?
— Sim! A família toda está aqui. — elas riram -Agora pare de achar desculpas. Vai atras desse homem.

Notas finais
E então?? O que acharam? Comentem... beijos beijos beijos e até :*