Quando eu acordar

30 Capítulo 30


Notas iniciais
Olá meus queridos leitores! Mil perdões pela demora, mas tive um bloqueio de inspiração. Mas aqui está.. Espero que gostem.. :*

Alguns minutos depois, lá estava Regina, parada na frente da porta que ela tão bem conhecia, com seus pensamentos tomados pela incerteza. Se ela não batesse, jogaria todas as chances para o alto, e viveria em um eterno conflito com o que aconteceria se ela tivesse apenas apertado a campainha. Mas se ela o fizesse, seria feliz, e isso era o que mais a preocupava. Porque quando se é feliz, você fica frágil, e disso ela tinha medo. Então depois de fundas respiradas, viu seu dedo se locomover para o pequeno botão. Agora não havia volta. Rapidamente a porta se abriu.
— O que você está fazendo aqui? — Robin perguntou ríspido.
— Precisamos conversar.
— Acho que você já disse tudo que queria. — O loiro fez gestão de fechar a porta, mas Regina a segurou, e em um rápido movimento, já se virá dentro do apartamento.
— Eu não vou embora, antes de falar o que realmente está engasgado em minha garganta. — Ela disse autoritária. Robin sentou no sofá, e lhe ofereceu um lugar, para que ela se acomodasse.
— Fale! — a morena suspirou com aquele tom de voz, rígido e doloroso.
— Eu já lhe falei o que sentia a respeito de você ter ido embora, e não vou mudar sequer uma palavra. — o moreno revirou os olhos.
— Então eu não entendo o motivo da vinda. Você deixou bem claro que não me quer por perto.
— Eu não disse isso!
— Você não precisaria. Estava nas entrelinhas.
— Me deixa falar? — Ela pediu suavemente. Ele arqueou as sobrancelhas, e fez um movimento com as mãos, como quem falasse: eu não estou te impedindo! Ela balançou a cabeça negativamente. — você é torrão! — Regina afirmou. Ele nada disse. — Eu quero acrescentar mais algumas coisas ao meu texto. — Ela se levantou. — eu sofri muito quando você foi embora. Não foi fácil criar a Sophie sozinha por todo esse tempo. Eu senti sua falta, eu chorei por você. Eu me perguntei todos os dias, o que eu havia feito de errado. Eu me culpei pelo acidente. Meu coração partiu quando você perdeu a memória. Eu me crucifiquei por te amar. — Ele fez gestão de falar, no entanto, ela o interrompeu. — Mas eu não quero mais falar sobre isso. Nós dois erramos, e já assumimos o erro. Como você disse, ficar remoendo o passado, não vai ajudar. — Ela engoliu seco. — Zelena me disse que eu fico achando desculpas para atrasar minha felicidade. — Robin levantou o olhar.
— E o que isso significa?
— Significa que eu não aprecio as coisas que estão na minha frente. Significa que eu amei você por todo esse tempo, e eu ainda amo. Robin, você é o meu sol. E eu não quero mais fechar as janelas. Eu quero ser feliz! — Robin ficou em silêncio. Sua reação foi apenas um leve sorriso no rosto. — você não vai falar nada? — Silêncio novamente. Regina foi em direção à porta, virou uma última vez para Robin, e voltou-se para a maçaneta, girando-a.

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Um ano atrás...

— Mãe, minha filha não me ama. — Regina falava com Cora ao telefone.
— Não fale isso, filha. Você já viu a temperatura?
— Ela não está com febre.
— A fralda?
— Limpa!
— Cólica?
— Eu já fiz de tudo, ela continua chorando sem parar. Eu sou uma péssima mãe.
— Quer que eu vá te ajudar?
— Não mãe. Eu não quero te atrapalhar, eu dou um jeito. — dito isso, a ligação foi finalizada. — Sophie, eu juro que se você me disser, eu faço qualquer coisa por você. Qualquer coisa! — Regina balançava o bebê conforto em cima da mesa, enquanto via sua filha chorar. Ela estava em desespero. Pegou sua pequena no colo, e a fez a olhar nos olhos. — Só me de uma chance de ser uma boa mãe. Me diga o que há de errado. — A criança foi se acolhendo no colo da morena, que agora cantava uma música qualquer de ninar. E com isso, logo viu Sophie adormecer. -Você queria que eu cantasse? Está ficando mal acostumada. — Sophie fez uma expressão com o rosto, enquanto resmungou nos braços da morena. — Você é igualzinha o seu pai. — Sophie sorriu, e as pequenas covinhas recém formadas logo se mostraram. — Igualzinha...

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Dias atuais...

Regina girou a maçaneta, e estava prestes a ir embora, mas foi parada, quando sentiu um peso em sua mão.
— Onde você vai? — Robin perguntou delicado.
— Eu achei que..
— Esse é seu problema, Rê. Você acha demais. O meu silencio foi pura absorção. Não é todo dia que eu vejo uma linda morena, implorar para me ter de volta. — Regina revirou os olhos.
— Eu não implorei! — ele riu, e fez menor os espaço entre eles. Acariciou o rosto de Regina, que deitou a cabeça em sua mão, deixando-se levar pelo toque.
— É isso mesmo que você quer? Passar o resto da sua vida ao meu lado?
— Se for o que você quiser também...
— Regina, você é o meu futuro! Eu não quero cometer o erro de te deixar ir embora novamente. Nada e nem ninguém terá mais esse poder sobre nós. Se tivermos que lutar, o faremos juntos. Eu quero você. Eu amo você! — Ela sorriu. Ele delicadamente passou seus dedos sobre os lábios que exibiam aquele maravilhoso sorriso. — Eu senti sua falta!
— Eu também! — Robin se aproximou mais ainda de Regina; fazendo seus corpos colarem. Ele depositou um beijo suave na cicatriz que tão bem ressaltava aquela boca.
— Eu senti falta disso. — Depois ele desceu, depositando selinhos até o pescoço da morena; o ato a fez arrepiar. Ele fungou o delicioso aroma. — e disso. — Robin se afastou alguns centímetros, para que pudesse a olhar nos olhos. — Eu senti falta do seu beijo, com gosto doce de maçã. Senti falta do seu cheiro, e do seu corpo que eu decorei como um perfeito poema. Mas sabe o que mais me fez falta? — Regina arqueou uma de suas sobrancelhas. — Seus olhos! — Ela sorriu. — Esses olhos castanhos, de cor de tempestade, que me trazem calmaria. Sophie tem os seus olhos.
— Ela tem seu cabelo. Suas covinhas. — Robin sorriu. Quanto tempo ele ficou imaginando essa cena em sua cabeça. Ele e Regina, descrevendo detalhes de sua filha. Observando os semelhantes traços que Sophie herdará dos dois.
— Eu amo tanto você! — Robin disse no ouvido de Regina.
— Você já me disse isso.
— E irei repetir quantas vezes forem preciso. Eu não consigo mais... — Regina colocou o dedo indicador nos lábios do amado.
— Shii... eu estou aqui agora.
— E eu sou o homem mais feliz do mundo por isso. — Dito isso, ele a beijou. Começou com pequenos selinhos, mas logo foi intensificando. E a necessidade de terem a boca um do outro, aumentou. As línguas logo se encontraram, e dançavam sobre o céu de suas bocas. O que era um beijo calmo e cheio de saudade, logo se transformou em um beijo quente e repleto de desejo. Quando se deram por conta, os dois estavam no sofá. Se provocando com suaves toques. Entre chupões e mordidas, muitos arrepios. Robin se afasta.
— O que foi? — Regina pergunta incrédula.
— Eu realmente quero fazer isso. Não sabe o quanto eu quero. Mas quero que seja especial.
— Robin, nós já temos uma filha.
— Eu sei. Mas não é somente sobre isso. Regina, eu quero namorar você. Sair para jantar. Lhe entregar flores. Te cortejar.
— Me cortejar?
— Sim! Eu quero fazer as coisas certas dessa vez. Quero lhe dar todo o amor que você merece.
— Você já me oferta isso.
— Deixa, deixa eu conquistar você? — Regina mordeu o lábio.
— Ok. Faremos do seu jeito!
— Obrigado! — beijaram-se novamente. — dorme comigo hoje?
— Acho que isso não se encaixa nas regras. — Ela ironiza.
— Nós já temos uma filha, lembra? — Ela ri. — E não iremos fazer nada. Só quero poder dormir com você em meus braços. E acordar vendo o seu rosto, sendo iluminado pelos raios de sol, que invadem meu quarto.
— Eu iria adorar isso! — Ele se anima. — Mas... preciso ir para casa da minha mãe. Prometi a ela isso, e já está quase amanhecendo. Além do mais, com toda essa correria, nem dei atenção a nossa filha, que deve estar com saudade.
— Trás a Sophie pra cá. Dormimos todos juntos.
— Amanhã, Robin! — Ele faz bico. — Não faz assim. Prometo que amanhã seremos suas. Eu não como desejaria, mas... — Robin ri, e a beija.
E assim os dois ficaram por mais alguns minutos. Se beijando. Acariciando-se. Fazendo juras de amor. Regina foi embora. E ambos demoraram a dormir, pois ficaram sorrindo, lembrando de cada detalhe daquelas últimas horas. Era lindo o amor. Não havia o que temer, pois eles sabiam, que independente de tudo, agora teriam um ao outro.

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Um mês depois....

Regina e Robin conversavam no escritório. Sentados no sofá.
— Adorei as flores! — Regina dizia enquanto admirava as rosas que agora davam cor para sua sala.
— Que bom que gostou. Se bem que elas não chegam nem perto da sua beleza. — Regina cora.
— Me conte algo sobre você. — Regina pediu suavemente.
— O que você quer saber?
— Da sua infância, da sua vida, de seus pais.
— Eu já lhe contei sobre minha mãe.
— Mas nunca se aprofundou no assunto. Eu quero te conhecer por inteiro. Então isso inclui o jovem Robin. — O loiro ri com o comentário.
— Bem... Eu nasci em Nova York, no brooklyn. Minha infância foi normal. Eu fui uma criança feliz. Tinha uma família feliz. Vivendo uma vida feliz. Até o momento em que tudo desabou. — Regina pegou nas mãos do amado. — quando eu tinha 16 anos, minha mãe ficou muito doente, tuberculose, não tínhamos dinheiro para pagar um tratamento decente, então ela só veio a piorar. Alguns meses depois, ela faleceu. Eu costumava fotógrafa-lá todos os dias, desde os meus 12 anos. Lembro do sacrifício dela para me presentear com aquela câmera, que eu tenho até hoje. — Ele sorriu.
— E o seu pai?
— Depois disso, ele se transformou, começou a frequentar o bar todos os dias, chegava bêbado em casa. Eu comecei a trabalhar, como um refúgio, não suportava vê-lo daquele modo. Uma certa noite, eu estava o esperando voltar, como sempre fazia; tinha medo de que chegasse machucado, por conta das brigas que ele insistia em arranjar. Mas nesse dia, ele não voltou. Esperei o dia raiar, torcendo para que ele viesse junto com o sol. Mas ele não o fez. Passou-se um mês, e ninguém soube me dar notícias sobre ele. Então, eu percebi que ele não iria voltar. E fui embora. Comecei a trabalhar na empresa Hood, e cresci rapidamente lá. E o resto da história você já sabe. — Regina absorvia tudo que lhe foi contado pelo seu amado. Jamais pensará, que a vida de Robin, teria sido tão sofrida.
— E você não pensa em encontrá-lo novamente?
— Por muito tempo, eu esperei que ele voltasse, que ele me encontrasse, mas ele não o fez. Era obrigação dele. Ele era o pai. Então não. Não penso em encontra-lo novamente. Não me interessa mais.
— Eu sinto muito!
— Não sinta. Está tudo bem. Algumas coisas acontecem porque tem que acontecer. E você está aqui agora, é só nisso que eu quero pensar. Em você, na Sophie, e no Roland. Vocês são a minha família. — Regina sorriu. — preparada para amanhã?
— Estou curiosa. Você está aprontando. — Robin riu.
— Será o melhor final de semana da sua vida.

— E eu posso saber porque?
— Porque estaremos juntos, em um lugar lindo, na presença dos nossos filhos. E eu tenho uma surpresa, mas não vou falar mais nada. — Regina fez bico. Robin a beijou. — Prometo que você vai gostar.

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Roland e Sophie assistiam um desenho no banco de trás do carro, enquanto Robin dirigia e Regina o ajudava a se localizar. Depois de algumas horas, eles chegaram ao seu destino. Era uma linda pousada, tinha piscina, um lago, um vasto campo. Era um lugar para se admirar.
Robin preparava com perfeição todos os detalhes de sua surpresa. Era difícil manter Regina afastada. Mas nos poucos minutos, ele conseguiu fazer um excelente trabalho. E dali três dias, Regina seria inteiramente sua...

Notas finais
E então, o que acharam?? Postei assim que terminei, então perdoem-me se tiver muitos erros. Comentem, critiquem, elogiem, estou a disposição aqui e no Twitter. E se preparem, os próximos capítulos serão extremamentes romanticos haha ♥ Até:*