Notas iniciais
Espero que tenham gostado do primeiro capitulo, e antes que fiquem ansiosos demais, aqui vai mais um... Boa leitura!

— E para lhe ajudar nessa sua nova caminhada, lhe apresento-lhes meu novo Sócio, Robin de Locksley.
Todos olham para a porta e então ele entra. Perco o ar ao ver quem está ali.
— Você?
Devo ter dito alto, pois todos abaixam a cabeça evitando um riso, papai me olhou e arregalou os olhos. O que disse em seguida foi o que me fez odia-lo por quase um segundo.
— Ora, ora, vejo que já se conhecem — e antes que eu pudesse esclarecer algo, papai segue dizendo — então não haverá problema se Regina lhe apresentar a empresa — Olha pra Robin, que com um sorriso de canto responde — Por mim tudo bem.
Mesmo que contra sua vontade, Regina pede para que Robin a acompanhe. Ensina-lhe tudo sobre a empresa, o apresenta para todos os funcionários, lhe mostra onde fica todo e qualquer local, e isso tudo em tal velocidade de passos e falas, que o impede de qualquer questionamento. Quando finalmente o "passeio" termina, ele acha uma brecha para à agradecer, e mesmo que com um medo voraz da resposta, ele pergunta:
— Ainda está brava comigo por ter lhe derrubado, o que reforço, não ter sido proposital?
— Quantos anos o senhor acha que tenho?
— Quantos anos milady acha que tenho, para me chamar de senhor?
— Há... Confesso que quando fiquei sabendo de sua existência, achei que era um pouco, ou talvez muito mais velho.
Ele ri e antes que o assunto prolongasse Emma nos interrompe. De imediato ele sai em direção à sua sala, e eu saio em acompanhamento de Emma.
Emma Swan é minha amiga desde a infância. Ela trabalha numa delegacia que se localiza a um quarteirão da empresa. Saímos almoçar praticamente todos os dias juntas.
Chegamos ao granny's, o que confesso ser a melhor cafeteria da cidade. Enquanto Emma faz os pedidos, vou ao toalete, quando volto, a vejo com trocas de sorrisos com o funcionário de lá, Killian. Eu sei que venho aqui por conta do café, mas Emma vem com certeza para admirar quem o serve! Não querendo interromper os dois, vou em direção a Ruby, irmã de Killian, que por imediato comenta:
— Acho que logo logo terei uma cunhada!
— Isso se seu irmão tomar uma atitude e chamá-la para sair, porque com uma conversa de meia hora em alguns dias no café, não se começa nenhum relacionamento.
Os dois nesse instante veem que estamos olhando em direção a eles, eu e Ruby nos aproximamos, Ruby então solta a pérola do dia.
— Acho que está na hora de os dois marcarem um cinema, um jantar, um passeio no parque, sei lá, qualquer coisa que os faça sair desse chove, não molha, não é mesmo Rê?
Segurando um riso atravessado respondo — com toda certeza.
Emma me olha com um olhar repreendedor e de ódio, o que não durou muito tempo, pois no caminho de volta ela só conseguia me falar o quanto estava feliz, e tenho certeza que se tivéssemos mais tempo ela iria me falar como imaginava o futuro dos dois, e como seriam seus filhos. Ela já tem um filho, Henry, que ganhou esse nome em homenagem ao meu próprio pai, já que ela sempre o considerou como um pai também. Sua infância foi muito complicada, seu pai morreu quando ela ainda era um bebê e sua mãe, sem ter condições, a deixou na porta de um orfanato, com um bilhete dizendo exatamente isso. Quando tinha 5 anos, conseguiu um tutor, que cobriu todas as suas despesas e a ajudou com os estudos, no entanto, nunca se revelou. No colégio foi onde nos conhecemos. Quando fez 18 anos, fugiu do orfanato e foi morar com Neal, um namoradinho que depois de dois meses a engravidou, e ao saber da notícia, sumiu no mundo. Foi quando contei tudo ao meu pai e sem pensar duas vezes, ele a acolheu em nossa casa, e a apoiou até que ela conseguisse se estabilizar.
A diferença entre eu e Emma, é que mesmo com toda essa tragédia, ela não parou de acreditar na vida e no amor. Não que eu tivesse deixado de crer, mas depois da morte de Daniel, tudo o que penso é em como o destino pode ser cruel.

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Cheguei ao escritório, e fui direto para minha sala, fiquei organizando pastas, digitando contratos... E assim, as horas foram passando. Decidi avisar Bella, que iria ficar mais tarde, e que ela já poderia ir embora. A caminho da recepção, vejo alguém passar rápido e esbarrar no armário que estava em meu lado, vejo-o cambalear, e quando esta prestes a cair sobre mim, sinto fortes braços me arrastar e me levar ao chão. Ao observar quem teve a ação heróica, embraveço.
— Mas não é possível, será que toda vez que me encontrar agora, vou ir a encontro do chão. Você quase me esmagou.
— Se eu não a tivesse empurrado, o armário teria feito o trabalho.
— Não pedi sua ajuda.
— Um simples "obrigado" seria o suficiente.
— Obrigada! Por me derrubar duas vezes!
E antes que Robin pudesse dizer algo, Regina sai e chama por Bella, pedindo que ates de ir embora, arrume o armário antes derrubando, e volta para sua sala, desejando não ver Robin, pelo menos ao resto do dia. Mas seu desejo não é atendido, pois finalizando seu trabalho e se preparando para ir embora, alguém bate na porta.
— Entre! — Quando olha para a porta e vê Robin parado lá, prossegue — Ainda está aqui?
— Acho que precisamos conversar.
— Só me deixe sentar, antes que leve mais um tombo.
Ele ri ironicamente e diz:
— Regina, sei que começamos com o pé esquerdo, mas se vamos trabalhar juntos, temos que aprender a nem que seja, suportar um ao outro.
Regina o olha curiosa, enquanto ele continua.
— Que tal almoçarmos juntos amanhã, assim poderemos conversar, nos conhecer melhor. O que acha?
Regina abaixa a guarda
— acho que sim.
E sai sem dizer mais nada, deixando Robin pensativo e fascinado.

Notas finais
Se gostaram, comentem! Vamos conversar, o que estão achando da história ? Devo melhorar algo? Opinem. Gosto de saber o que estão pensando. Até o próximo capítulo. Beijos!