Notas iniciais
Desculpem a demora! Confesso ter ficado horas elaborando este capitulo, espero que gostem...

Regina não entendia o porque, mas estava ansiosa por este almoço. Ela tentava, mas não conseguia evitar o fato, de que Robin era um homem muito bonito, mesmo que com um jeito bronco, cedia de um cavalheirismo exuberante.

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Robin também ansiava por aquele "encontro". desde que conhecerá Regina, algo reacendeu dentro dele, algo que o mesmo julgava errado, não poderia se apaixonar por outra mulher, não estava apaixonado, mas estava atraído, e de atração para paixão, sabia ele, não existia tamanha distância.
" Esperança... Não esqueça... Marian vai ficar bem... pense em Regina como sua sócia, que nunca o notaria, para algo mais que isso. Tenha isso em mente Robin." Falou para si mesmo, como um modo de fugir.

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As horas naquela manhã pareciam não passar. Robin já estava na empresa a algumas horas, e ainda não havia visto Regina. Ficará sabendo por Bella, que a mesma iria se atrasar naquele dia, pois foi ao encontro de Rumble, dono da indústria Gold.
Robin quem havia proposto o almoço, mas estava a ponto de desmarcar, decidiu que quanto menos conhecesse Regina, menores as chances de se envolver, assim manteria sua ideia sobre ela intacta, e então não haveria nada mais, que apenas, trabalho.
Soube que Regina havia chegado, chamou Bella; iria pedir pra que avisasse a chefe que ele teria que sair, mas quando Bella entrou na sala, atrás dela, estava ela, com um vestido preto, um pouco acima do joelho, e um decote discreto, mas que acentuava muito bem o seu colo, e seu sorriso de canto, tímido, mas também malicioso, e aquela cicatriz, porquê ele notou a cicatriz? Nem ele poderia dizer.
– O senhor me chamou? — Bella o retirou da hipnose
– É... Sim, me desculpe, só queria avisa-la que estou indo almoçar com Regina, caso alguém ligue, anote o recado, e fale que retornarei mais tarde.
Ele vai até Regina e diz:
– está estonteante hoje, milady.
– Só hoje? — ela arqueia a sobrancelha — ótimo modo de começar uma remissão.
Ele ri.

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Como de costume, o convidou para um delicioso café no Granny's. Enquanto aguardavam seus pedidos, conversaram sobre a empresa, sobre como Robin havia chegado até ali, então Regina o contou como ficará surpresa em ter de assumir o cargo de seu pai; curioso Robin a perguntou como era essa situação, trabalho/ família.
– Trabalhar na empresa da família, é claro que tem suas vantagens, meu pai me ajudou a construir minha carreira, entretanto, minha mãe sempre foi quem cobrou mais; Zelena é que foi esperta em escolher uma área completamente diferente; lembro quando comecei a namorar Daniel, como ela falava que eu iria estragar meu futuro, que se eu saísse de casa não teria como sobreviver, que minha família sempre seria meu escudo e minha âncora; provei a ela o contrário; e depois descobri que queria ser como meu pai; e ainda assim a decepcionei, pois mesmo trabalhando para papai, me tornei independente, fiz ela perceber que não era mais eu, ela, papai e Zelena, e que agora eu teria uma nova vida com Daniel;
Robin percebeu tristeza em seus olhos, então delicadamente perguntou:
– Você é casada então?
– Não... Daniel morreu antes que eu pudesse subir ao altar... — seus olhos marejaram.
– Eu sinto muito... Desculpe perguntar, mas o que houve?
– Câncer; descobrimos tarde demais — respirou fundo — Mas isso já faz muito tempo. — disse com um sorriso forçado — Mas e você, lembro que estava correndo atrás de seu filho quando nos conhecemos — riram os dois
– Sim, Roland, é tudo pra mim; a melhor coisa que já me aconteceu.
– E a mãe dele? — lembrará de Mary Margaret contando sobre o motivo de ele ter saído mais cedo em seu aniversário.
– Marian... Ah... Ela sofreu um acidente de carro, há dois anos...
– Ela morreu? — Regina pensou, mas disse
– Não... Ela... Apenas ainda não acordou...
– Oh.. Ela está em coma?
– Sim...
– Eu sinto muito — disse com a mesma delicadeza que ele, minutos antes. — Até que temos mais em comum do que pensávamos — Disse em seguida, tentando quebrar o gelo.
– Sim...
– Quando vai me deixar conhecer seu filho — aquilo suou mais profundo do que ela desejará que parecesse. — digo, adoro crianças.
– Há... Você vai adora-lo, sou suspeito em falar. — riram — fico surpreso em descobrir que gosta de crianças. — Regina arqueia a sobrancelha.
– Acho que você me achava mesmo um monstro, não é mesmo? — Robin Ri timidamente.
– Não um monstro, apenas... Não sei, diferente...
– E como acha que sou agora Sr. Locksley?
– Você é encantadora Regina — ele diz sem nem pensar, mas não se arrepende, era o que ele pensava, ela era encantadora, de todos os possíveis jeitos. Inevitavelmente, ele estava atraído. Ela cora.
Ruby chega com os cafés, e olha maliciosamente para Robin, que não disfarça ter notado a beleza da menina, o que faz Regina sentir uma ponta de ciúmes.
– Você chegou a se envolver com alguma mulher nesses dois anos? — Regina o tirou do transe com aquela pergunta evasiva.
– Não... Posso parecer clichê, mas Marian ainda é minha mulher, e não seria justo, ela acordar e ver que eu não tive esperança alguma, e que eu simplesmente a deixei; — suspira — Aquele dia, na festa, recebi um telefonema do médico dela, dizendo que ela teve um leve movimento nas mãos; fiquei o dia inteiro lá, esperando... Sabe, eu só quero pensar que qualquer dia desses, a qualquer momento, eu irei vê-la sorrir novamente.
– Eu acredito que sim; — Regina pegou em sua mão, e uma eletricidade percorreu seus corpos.
– Acho que já temos que voltar, não é mesmo? — Robin disse, separando suas mãos e se levantando.
– Pois é, aquela empresa não funciona sem a gente. — Regina deixou transparecer seu nervosismo.
Robin se ofereceu para pagar, e com relutância, Regina cedeu, então a mesma o esperou na porta, quando o viu se aproximando, começou a andar, então sentiu alguém segurando seu braço.
– Regina — Robin a olhou nos olhos — amigos? — pergunta.
– Amigos — Regina sorri.
E então decidiram que apesar das desavenças dos primeiros esbarros, ali poderia sim ser o início de uma boa amizade...

Notas finais
Até o próximo capítulo, beijos!