Notas iniciais
Hola, peoples. Espero que gostem. Talvez vocês achem esse um pouquinho mais pesado, por assim dizer, mas mesmo assim. Boa leitura. Okay?

Me aproximei devagar dele, pensando se Harry já sabia de Ange, e que, apesar de tudo, eu não queria contar, afinal, não queria que ele ficasse mal . Quer dizer, eu tinha que contar, mas ... Enfim.

– Finalmente te encontrei, Mione. – ele sorriu. – Você está linda.

–Obrigada, Harry.- olhei para ele. Vestia um smoking normal, seus cabelos desgrenhados e o sorriso no rosto traziam de volta meu melhor amigo, aquele com quem eu ficava horas conversando. – Você está mais ou menos também.

– Eu sei que você me ama, Mi.

– Ah, claro. Mas o que está fazendo aqui fora? Achei que estivesse com a Ange – tentei enrolar um pouquinho.

– Eu sei que você viu ela beijar aquele garoto da Corvinal, e o da Sonserina, e o da.... Enfim, eu sei que você viu. – ele me disse, e acho que não consegui esconder minha surpresa, porque ele riu. – É, eu também sei que ela fez isso.

– Mas vocês não vieram juntos??- perguntei

– Não. Na verdade, não falo com ela desde a visita a Hogsmeade. – respondeu em tom neutro.

– E porque não?

– Ela tentou fazer o mesmo comigo. Ai eu disse que não queria nada com ela. E ela parou de falar comigo. – ele suspirou. – Vai entender..

– Pois é. – eu olhei para ele.- Mas você não parece tão mal assim com isso tudo.

– E não estou. Na verdade, estou só me divertindo com isso.

– Como é?- eu não acreditei no que ouvi.

– É. Você quando fica com ciúmes é muito linda.

Sinceramente, se eu pudesse ser qualquer animal, seria um avestruz. Em momentos como este, poder enfiar a cabeça na terra seria uma boa, principalmente se você , como eu, cora com facilidade. É, eu estava mais para um pimentão do que para uma pessoa.

–Porque acha que eu estou com ciúmes?- disse assim que consegui me recuperar;

– Seu tom de voz me prova isso.

– Só você que acha isso. E eu não estou com ciúmes. Por que estaria?- tentei falar controladamente.

– Não sei. Me diga você.- eu só desviei o olhar e ele disse – Então você não vai se importar se eu ficar com outras meninas?

–Não- eu ainda não olhava para ele.

– Nem mesmo se for a Anges?

– Não, não vou me importar.

– Nem mesmo se eu fizer isso com elas? –então, ele me puxou para perto pela cintura e me beijou. Fiquei um pouco surpresa no inicio, mas retribuí. E acho que fazer isso foi legal da parte dele.

Quando nos separamos ele segurou meu rosto, fazendo –me olhar para os olhos dele. Nesse momento, você espera que o garoto diga algo fofo, não sei. Sabe o que ele me disse?

– Dessa vez você perdeu. – e me deu um selinho.

– Você é um idiota. – foi só o que eu disse.

– Mas você gosta.- riu ele.

– Quem disse?

– Eu. — fomos para o Salão, aproveitar o baile.

********

Encontrei Draco, enquanto Harry ia em direção a mesa de Gina, pegar algo para bebermos.

– E então, os pombinhos se acertaram?- ele me olhou maliciosamente.

– O... Como você... Vocês dois planejaram isso?- arregalei os olhos, o olhando incrédula.

– Na verdade, ele veio falar comigo agora pouco. Queria saber onde você estava e então achei que ele queria ‘’ falar’’ com você.- ele fez as aspas com as mãos, o que me deixou um pouco sem graça.

– Ah, claro. Então vocês dois trabalharam em equipe?- ironia mode on. – Acredito.

– Não exatamente. E tem uma coisa no seu cabelo. –ele estendeu a mão para tirar algo que não reconheci, no momento que Harry voltava. — Acho melhor eu ir embora antes que o Potter tente me matar.

–Ele não faria isso, Draco. E outra, — tentei provocar Harry.- você ainda é meu par para o baile, lembra?

–Ah, ele é? – me perguntou o moreno.

–Sim, ele é.

– Mas, como eu sou uma ótima pessoa....

–Cof, cof, cof... Ah, desculpe, Draco. Eu me engasguei.- disse, segurando o riso.

–Posso continuar? Obrigada.- ele me olhou e voltou a falar. – Como eu sou uma ótima pessoa, eu deixo que você fique o resto da noite com esse ser, denominado Potter.- e sorriu, ou tentou.

– Ahn, obrigada?-

– Por nada, Potter. Juízo, vocês. –disse enquanto nos deixava sozinhos outra vez.

– É, parece que agora eu não vou ter que te dividir com ninguém. – sorriu e se aproximou novamente, mas sem sucesso, porque, de repente, tudo ficou escuro e silencioso no Salão.

E então. Um Grito.

De tortura.

Deixei que Harry me puxasse para perto dele e tentei alcançar minha varinha. Quando consegui, as luzes acenderam em direção ao globo que luz, agora parado. Lá, havia algo pendurado. Ou melhor, alguém.

Daniel Wate.

Amarrado pelo pescoço.

Pelas marcas, havia sido morto enforcado, depois de torturado. Sangue jorrava de seu corpo, caindo na pista de dança, agora vazia. Cortes profundos eram vistos de longe, e aos seus pés, o que pareciam dedos enfeitavam o chão como confetes. Dedos do próprio Daniel.

As pessoas começaram a gritar, e correr, e sair do salão. Algumas, para vomitar, outras, apenas para não ter que ver mais o jovem rapaz nesse estado.

Me aproximei dele, trancando a respiração e vendo um bilhete, um bilhete que só eu via. Peguei-o e guardei-o para ler depois, quem quer que tenha sido o responsável, não agiria duas ou mais vezes na mesma noite. ‘’Espero’’ pensei.

A diretora, mesmo chocada com a situação, tirava os que ficaram ali, deixando apenas os professores lá, para decidirem o que fazer. Bem, os professores e eu e Harry. Não que tenhamos tratamento especial nem nada disso, mas ela sabia que nos meteríamos nesse assunto ela gostando ou não.

Haviam indícios inda mais indícios de tortura antes da morte se olhássemos de perto. Ele havia sido executado ali mesmo, no meio do salão, portanto não tinha como saber quem havia o feito, apesar do corpo ter sido torturado em algum outro lugar. Minerva resolveu levar o corpo para uma outra sala, para que, quando os aurores chegassem, pudessem examiná-lo e ao local, o que significava que estaríamos liberados da escola na próxima semana.

Depois de algumas horas, subimos para a torre da Grifinória, quase obrigados por Minerva, que disse que deveríamos descansar, porque o dia havia sido longo.

Chegamos no Salão Comunal e ficamos nos olhando por alguns instantes, até que decidi subir para meu dormitório, tentar dormir.

–Bem, boa noite, Harry.

– Boa noite, Mi.- ele me beijou na bochecha e eu subi.

Tomei um banho um pouco demorado, vesti meu pijama e me deitei, lembrando de uma coisa. Fui até o vestido e peguei o bilhete, que havia colocado em uma costura do vestido, lugar da varinha, e voltei para a cama. Li e guardei- o na gaveta do móvel ao lado da minha cama. Deitei tentado dormir, porém, sem sucesso.

Eram mais ou menos quatro da manhã quando, depois de ficar a noite inteira sem dormir, peguei o bilhete e fui até a lareira, jogando-o lá dentro. Me sentei no sofá, olhando ele queimar e pensando em sua mensagem, e porque ele era para mim.

Suas palavras? Bem simples:

‘’Quem sabe você não é a próxima, não é, minha querida....’’

Notas finais
Então, pessoas, como sempre, comentem e que tal recomendarem também?! hihi. Até mais, terráquios. Okay.