Notas iniciais
Terráquios do meu coração. Obrigada pelos comentários e obrigada a quem favoritou.^^ Vocês brilham como eu. hahah Continuem assim. E pelo visto vocês gostaram do meu eu do mal, não é?! Que bom. haha Mas, chega de enrolação. Boa leitura, e espero que gostem. Esse é um pouco mais normal, porque preciso de mais algum tempo até matar ou torturar outro alguém, Okay?

Eu corro.

Somente isso.

E com apenas uma coisa em mente. Ficar viva.

Algo me persegue. E não me pergunte o que é.

Quem sabe, algum tipo de mostro. Não, é sim. Tem a altura de uma pessoa normal, mas sua pele, ou o que restou dela, é esverdeada, dominada por vermes. Em sua boca, baba entre as presas, e parte de seu cérebro está a mostra, assim como parte de seu corpo. É, eu sei. Nojento.

Não me pergunte seu nome. O que é, simplesmente. Definitivamente, não sei. E acho que não quero descobrir.

Mas talvez seja melhor eu começar do inicio, não? Eu estava fazendo uma caminhada pela Floresta do Deão, lembrando- me de nossas aventuras por aqui. Estava sozinha, e sem querer, pisei em um galho, quebrando- o. Escutei um barulho atrás de mim, e me virei. E lá estava a criatura. Olhando- me como seu eu fosse seu jantar. E ele parecia estar a algum tempo sem um jantar. Ou um almoço. Ou sem comer. E, aparentemente, eu era sua salvação. Então resolveu me perseguir. E quase conseguiu me matar. Quase.

Devo minha vida à uma árvore.

Então comecei a correr. Correr como nunca tinha corrido em todos os dezenove anos de toda minha vida. E aqui estamos. Você, eu e o ‘’bichinho’’. E, sabe qual é o pior de tudo, digo, de saber que você pode ou vai morrer? Digo mesmo assim. A. Merda. Do. Penhasco. Na. Minha. Frente.

Olha, eu não costumo falar palavrões, então, se você tem mais que trinta anos ou só acha esta palavra ofensiva, me desculpe. Eu tentarei encontrar algo mais civilizado enquanto tento não visitar Hades tão cedo.

Mas agora me fala, porque sempre tem um penhasco. Não poderia continuar com apenas um morro?? Ou apenas um terreno mais declinado. Mas um penhasco?

Bem, graças a isso, meu ‘’amiguinho’’ me alcançou. Então, ou eu morreria agora, ou eu morreria depois de pular de um penhasco de mais de cinquenta metros. Obrigada Merlin!

Mas, você deve se perguntar, você não é uma bruxa, Hermione? Por que você não pega sua varinha e derruba ele? Ou só paralisa? Simples. Nenhum feitiço atinge ele. É, eu tentei. E só perdi tempo. Mas obrigada pela ideia.

E, então, com a proximidade do bichinho, pessoas, que, aparentemente, foram torturadas, apareciam ao meu redor. Dos dois lados. Como se quisessem me impedir de fugir. E então Daniel aprece no lugar daquilo. E começa a dizer coisas sem sentido.

Ele me culpa. Pela sua morte.

E os mortos começavam a ecoar essas coisas juntamente com o menino, me fazendo querer sair dali, ou quem sabe, morrer agora seria uma boa. Eu estava apenas alguns passos de cair. Quem sabe, eu poderia usar Arresto Momentum e então não morreria. É, era uma opção. Masentão, Daniel me alcançou. De verdade. Ele poderia me tocar. Mas não o fez. Apenas falou.

–Quem sabe, você seja a próxima, não é?- e então riu, junto com todos os presentes, o que piorou tudo. E ergueu a mão. Para finalmente me matar. E eu teria que esperar. Era o único jeito de viver. Ou não.

Quando finalmente ai me empurrar, acordei.

Sentei- me na cama, suada. A respiração pesada. Ainda vendo o rosto de Wate em minha frente, ora Daniel, pra aquilo que não sei o nome.

Olhei em volta e vi Gina dormindo na cama ao lado, como se nada a preocupasse. Bem, talvez fosse exagero meu. Mas, depois daquele bilhete amigável, quem não ficaria um pouco mais atento?

Estamos n’ A Toca há três dias. Minerva tirou todos da escola até as investigações serem feitas, o que nos incluía nisso. Até que terminassem, Molly, que já sabia dos detalhes do acontecimento, acabou por quase nos obrigar a ficar com eles. Havíamos passado a primeira noite no Largo Grimmauld, o que fez Molly quase ter um ataque, sabendo que estávamos sozinhos. Então, ela foi, pessoalmente, até lá, e estamos aqui desde então. Eu, Harry e os Weasley’s.

Me levantei, silenciosamente, não que fosse necessário, todos ali dormiam como pedras ( se é que pedras dormem...) , e fui até a cozinha, tomar um copo de água. Voltando de lá, quem quase teve um ataque fui eu.

Harry estava na sala, sentado no sofá, olhando para o nada. Me sentei ao seu lado e olhei para ele.

–Hey, o que faz acordado essas horas?- perguntei, tentando me fingir de brava.

– Faço a mesma pergunta, senhorita.- ele me olhou e sorriu. – Não acha que já está na hora de crianças estarem dormindo? São três da manhã.

– E quem você pensa que é para falar assim?- coloquei minhas mãos na cintura.

– Harry Potter. O cara que salvou o mundo bruxo. – ele sorriu.

–Convencido. – revirei os olhos .

– Mas é sério, outro pesadelo?- perguntou ele, agora sério.

– O mesmo. De ontem, antes de ontem e antes dela também. – suspirei.- Do mesmo jeito. Com as mesmas pessoas. E com Wate ainda me culpando.

– Ei, — ele colocou o braço ao redor de mim- Vai ficar tudo bem. Você vai ver.

– Eu espero. – sorri de canto e deixei que ele me puxasse para mais perto. Me aconcheguei em seu peito e adormeci, sem pesadelos. E apesar de tudo o que me atormentava, era ali que eu me sentia protegida.

**************

Acordei em minha cama novamente, mas dessa vez, a culpa foi de Gina, que havia derrubado metade seus calçados no chão. Me sentei na cama, e espreguicei- me.

–Ah, me desculpe, Mione.- Não queria te acordar.

– Tudo bem, eu teria que acordar de qualquer maneira, não é?!- tentei sorrir e me levantei, em direção ao banheiro. Fiz minha higiene e me troquei, colocando uma calça jeans, coturnos, um suéter preto, e um casaco comprido, com capuz. Sim, eu amo capuzes.

Voltei ao quarto e encontrei a ruiva sentada, escrevendo uma carta.

– Hey, Gi,- chamei- desculpe atrapalhar sua declaração de amor à Dino, mas você sabe como vim parar em minha cama?

–Harry. Ele te trouxe.- então me olhou com aquele olhar que os Weasley dão quando vão aprontar- E acho bom a senhorita me dizer o que há entre vocês.

–Se eu soubesse... – ela ergueu uma sobrancelha. – Bem, quer dizer, acho que nos gostamos e ele me beijou no baile, mas acho que não existe nada sério entre nós...

– Você acha????????? Hermione. Está na cara que vocês se amam.

–Não exagera, ruiva. – revirei os olhos.

– Herminone. Vocês. Se. Ama. Pare de negar. – disse ela- Agora admita que vocês estão namorando escondido já faz um tempo.

– Nós não estamos namorando, Gina.- sentei na cama- Só nos beijamos, é diferente.

–E isso significa que você disse não para o pedido dele?- ela me olhou cética.

– Não, Gina. Eu não posso negar um pedido que não foi feito, e...

– Eu não acredito que ele não falou nada. –ela bufou .

–Gina, quer parar de gritar. –disse. – Os trouxas ainda não te ouviram.

– Tudo bem, mas acho que ele deveria tomar jeito. – disse ela, agora em tom normal.- E te pedir em namoro, porque...

–Sim, Gina, já entendi que combinamos. Mas nem pense em criar algum plano maluco seu para juntar nós dois, entendeu?

– E porque acha que eu faria isso?- perguntou ela, com um olhar a lá Weasley.

– Gina.- repreendi. – Nem. Pense. Nisso.

– Tudo bem, não vou fazer nada.- então murmurou- Nada que você saiba.

– Vamos logo, todos já devem estar lá embaixo. – disse, ignorando seu último comentário.

–A propósito, Mi – ela mudou de assunto quando chegamos na cozinha. — , vamos até um terreno abandonado hoje, jogar quadribol. Quer vir?

–Claro. Porque não?!- respondi, me sentando entre Harry e Rony. – Bom dia. –cumprimentei todos.

– Bom dia. – eles me responderam em uníssono.

– Dormiu bem?- perguntou Harry, enquanto me passava algumas torradas.

–Sim, e obrigada por me levar lá para cima. – respondi, olhando para ele.

– Foi um prazer.- ele beijou minha bochecha, fazendo os Weasley pararem de comer, e Gina e Molly sorrirem como crianças quando ganham o presente que esperavam, e me fazendo corar. E muito.

Mas, alguns segundos depois da troca de olhares entre os ruivos, os mesmos voltaram para suas respectivas conversas, o que me deixou muito feliz. Voltei a comer tranquilamente.

Quando terminamos, subi pegar um livro, afinal, eu ainda sou Hermione Granger, e ainda não jogo quadribol. Colocaria minha leitura em dia, enquanto os gêmeos, Harry, Gina e Rony jogavam.

Quando fechei o meu malão, percebi algo em cima da cama. Percebi o que e de quem era após colocar meus olhos no objeto.

Um bilhete.

Do assassino.

Depois que o li, fechei-o, exatamente como estava e coloquei no meio das roupas, para que ninguém, além de mim, o encontrasse. Peguei o livro em mãos, e saí do quarto, fechando a porta atrás de mim. Desci e saímos, em direção ao tal terreno, comigo tentando não pensar no que estava escrito.

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P.O.V Narrador.

Talvez esteja se perguntando quais palavras conseguiram atormentar, mais uma vez, nossa Hermione.

O bilhete era simples, mas um pouco preocupante.

‘’Se eu fosse você, aproveitaria o máximo o possível toda essa calmaria, meu amor. Quando ela acabar, você não vai gostar. Nem um pouco. S.’’

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Notas finais
E, então, gostaram? Eu disse que era mais calminho. Comentem, e se puderem, divulguem a fic. Isso seria interessante. E, caso queiram saber, já estou aberta à recomendações. haha Beijos. Até o próximo. Okay.