Quando O Lobo Uivar
15 Capítulo quinze
Notas iniciais
Ah, e se mais alguém quiser recomendar, fique a vontade! kkk Espero que gostem do capítulo.
Boa leitura!
Jeyne esticou-se uma última vez em cima do cavalo, e enrugou o nariz. Um cheiro fétido e podre invadiu suas narinas enquanto uma mancha marrom escura delineava-se no horizonte. Porto Real, ela pensou.
Sybell Westerling sorriu ao seu lado, e deu a mão ao marido em uma pose afetada. Pelo menos a pose mais afetada que conseguia fazer com o trotar incessante do cavalo.
— Estamos a meio caminho da riqueza, meu amor.
***
Robb recebeu-o com a espada desembainhada no joelho e o olhar mais ameaçador que podia usar. Ainda assim, sentia-se um pequeno e impotente jovenzinho fingindo ser um senhor.
Empertigou-se o melhor que pôde no grande cadeirão dos Stark de Winterfell e pigarreou enquanto o anão observava-o. Seus olhos irregulares, um negro e o outro verde, pareciam analisa-lo através dos ossos, e zombarem dele em toda a sua pompa. Ao seu redor estavam quatro homens da Patrulha da Noite e alguns guardas pessoais do Lannister.
O cadeirão era de pedra polida pelas bundas de vários Stark ao longo dos anos, desconfortável e ainda assim acolhedor. Significava casa, sangue, e tudo a que Robb herdaria. Era o que restava da época em que ainda eram Reis do Norte.
— Qualquer homem da Patrulha da Noite recebe a hospitalidade de Winterfell. – Robb pronunciou com a voz mais senhorial que poderia usar. Lembrou-se de todas as vezes que o pai disse as mesmas palavras.
— Mas não eu, é isso o que quer dizer, meu rapaz? – Tyrion chamou sua atenção.
— Não sou seu rapaz, Lannister. – Robb levantou-se e apontou a espada para o Lannister. – Sou o senhor de toda Winterfell na ausência de meu pai e minha mãe.
— Deveria ter a cortesia de um para dirigir-se a um hóspede. – o Duende ignorou a espada a sua frente. – O bastardo ficou com toda a elegância de seu pai, acredito eu.
— Jon. ¬– Robb fixou os olhos em Bran. Não havia notado a chegada do irmão, parecendo desconfortável nos braços de Hodor. Ao seu lado estava Eileen com um vestido de lã cinzenta, e ela também encarou Robb com um olhar preocupado.
— Então é verdade. – Tyrion pareceu surpreso. Soltou uma risada. – O garoto está mesmo vivo. Como diz Jon, vocês, Stark, são difíceis de matar.
— Que todos lembrem-se disso. – Robb esforçou-se para não dirigir-se especificamente ao Lannister. Abaixou a espada. – Sente Bran no cadeirão, Hodor.
— Hodor. – o gigante repetiu enquanto movia-se feliz e deselegante pelo salão, com Bran balançando em seus braços e Ellie seguindo sua sombra. Pôs o pequeno Stark onde fora mandado, e este agarrou-se aos braços esculpidos no formato de lobo gigantes. Suas pernas, agora inúteis, balançaram soltas no imenso cadeirão. Eileen ajudou-o a ajeitar-se no assento, e Robb continuou a falar:
— Queria vê-lo, e aí ele está. Trate dos assuntos que queria tratar com Bran, Duende.
— Ouvi dizer que é um ótimo escalador, Bran. – os olhos de Tyrion pareceram incomodar o garoto, que ajeitou-se desconfortável no cadeirão. – Diga-me, como caiu naquela noite?
— Ele não se lembra de nada, senhor. – Eileen respondeu pelo garoto quando este abriu e fechou a boca sem nenhum som sair. – Nem da queda, nem da escalada anterior.
— Curioso. – o Duende fitou-a longamente, e Robb não saberia dizer a que ele referia-se: a falta de memórias de Bran, ou a Eileen. Após alguns segundos de silêncio, o Meio-Homem virou-se para Bran. – Tenho um presente para você. Gostaria de cavalgar?
— Ele perdeu o movimento das pernas, senhor. – Meistre Luwin disse, com gentileza. – Não pode sentar-se sobre o dorso de um cavalo, nem mesmo cavalga-lo.
— Besteira. Com a sela e cavalos especiais, até um aleijado pode cavalgar.
— Eu não sou um aleijado! – Bran gritou, irritado repentinamente.
— Então eu não sou um anão!
— Seu pai ficará bem feliz em ouvir isso, Duende. – Theon gracejou irritantemente. Seu sorriso zombeteiro estampava seu rosto.
— Que tipo de cavalo e sela sugere? – Meistre Luwin interrompeu-a.
— Um cavalo inteligente. Se o garoto não pode comandar através das pernas, deve ensinar o cavalo a responder a comandos de voz. Eu começaria com um potro de um ano, ainda não domado. Ah. – ele tirou um pedaço de pergaminho enrolado do cinto. – Entregue isto ao seu fabricante de selas, ele saberá o que fazer.
Meistre Luwin precipitou-se em direção ao pergaminho e leu-o com atenção e curiosidade, enquanto Robb e Ellie trocavam olhares esperançosos. Bran tamborilou os dedos no cadeirão de madeira de modo impaciente.
— Eu devia ter pensado nisso. – Luwin soou decepcionado. – Desenha muito bem, senhor.
— Para mim é simples, Luwin. Não é muito diferente da minha cela.
— Serei mesmo capaz de montar? – Bran inclinou-se em direção ao Meio Homem, com os olhos brilhando em expectativa. Eileen franziu os lábios, temerosa pela resposta do Duende.
— Será. E juro, meu garoto, será igual a qualquer homem no dorso de um cavalo.
Robb não conseguiu entender a gentileza de Tyrion.
— Não entendo, Lannister. Isso é alguma armadilha? O que Bran representa para você? Por que está fazendo isso?
— Jon me pediu. E eu tenho um fraco por bastardos, aleijados e coisas quebradas. – ele fixou os olhos em Ellie e sorriu.
Um barulho alto soou pelo salão quando Rickon abriu as altas portas e entrou com os olhos muito abertos e curiosos. Ele abriu a boca em um O perfeito, surpreso com todos. Parou perto às portas, mas os lobos que o seguiam não.
Verão deu passos para frente quando viu Bran, e rosnou perigosamente para o Duende. Vento Cinzento também o seguiu, e Robb notou o quão afiados e grandes havia se tornado os dentes do lobo gigante. Sentiu pena de Tyrion, e segurou-se para não rir enquanto imaginava o Duende com medo até borrar as calças.
Como havia previsto, o Meio-Homem deu um passo cambaleante para trás, temendo os animais que se aproximavam... Mas deu outro pulo para frente quando Cão Felpudo surgiu das sombras com um rosnado ameaçador. Seus olhos verdes pareciam selvagens e sombrios.
— Não! Não! – Bran gritou. Verão parou de rosnar imediatamente e correu para sentar-se ao lado do cadeirão. – Verão! Venha aqui, já!
Eileen não achava a cena tão engraçada quanto Robb. Começou a aproximar-se de Tyrion, descendo lentamente os degraus do elevado em que estava.
— Os lobos acham seu cheiro interessante, senhor. Talvez seja uma boa hora para retirar-se.
— Concordo plenamente. – o Duende tentou afastar-se dos lobos, mas Vento Cinzento atacou-o e mordeu a manga de sua blusa escarlate. Arrancou um pedaço de pano e tecido vermelho.
— Vento Cinzento. – ela chamou-o, a voz segura e fria.
O lobo encarou-a, então. “Tenho sua atenção”, Ellie pensou. “Ótimo”. A garota virou o rosto para Robb e olhou-o com um gesto sugestivo na direção do animal. O jovem senhor percebeu que havia prendido a respiração, e soltou-a dizendo:
— Vento Cinzento. Venha aqui. – o lobo obedeceu-o instantaneamente.
Agora apenas Cão Felpudo rosnava para Tyrion, e Eileen irritou-se com isso. Bateu o pé no chão e chamou a atenção de Rickon.
— Rickon. – o garotinho pareceu acordar de um sono.
— Para casa, Felpudo. Para casa.
— Que interessante. – a voz de Tyrion falhou enquanto ele secava a testa com um cachecol.
— Está bem, senhor? – Eileen subiu as escadas rapidamente, voltando para o lado de Bran.
— Tremendo, e com as pernas úmidas por motivos inconfessáveis. Tenho apenas minha dignidade ferida.
— Não sei por que os lobos fizeram isso, senhor. Perdoe-nos.
— Confundiram-me com o jantar, os selvagens animais. – Tyrion apontou Eileen. – Obrigado, minha jovem, por chama-los de volta. Agora, verdadeiramente, retiro-me.
— Talvez eu tenha me precipitado quando a você. – Robb deu um passo para frente. — Poderia ficar para jantar, arrumaremos um quarto para o senhor.
— Não há nada pior que cortesia fria, rapaz. Eu arranjarei um quarto em uma hospedaria qualquer na vila de inverno, e quem sabe uma mulher de inverno para esquentar meus lençóis. Dormirei tranquilo, e você também. – virou-se para um dos homens de negro. – Yoren, partiremos ao nascer do dia. Encontro-o na Estrada do Rei então.
O homem retirou-se, junto com sua guarda pessoal. Os de negro mantiveram-se ali, e viraram-se para Robb como se esperassem algo. O garoto pigarreou e lembrou-se das vezes que vira seu pai fazendo aquilo antes.
— Seus quartos estarão prontos logo, e não faltará água quente para banhos e colchas grossas para se aquecerem. Espero que honrem-nos com a sua presença no banquete desta noite. – sua voz saiu desajeitada até mesmo para seus ouvidos, mas pelo menos os homens assentiram.
“Deuses. Quando é que tudo vai se tornar natural?”
***
Jeyne levou o garfo à boca o mais polidamente que pôde, sentindo os olhos verdes da Rainha sobre si.
Assim que chegara à Fortaleza Vermelha o desastre começara. Gawen Westerlig chegou a alguma conclusão aterradora ao ver o dourado irmão da Rainha protegendo o Rei Robert e passara a tarde do dia seguinte em sua cama remoendo sobre a ingratidão e esperteza gatuna de Tywin Lannister. Demorara algum tempo, mas chegou ao conhecimento de Jeyne o motivo de seu desapontamento.
Tyrion Lannister. A garota ouvira tudo de ruim que poderia ouvir-se sobre o filho mais novo de Tywin Lannister. Um monstro feio e diabólico, esperto como um gato, maravilhado pelo estudo e pela ciência. Um fraco por mulheres, dissimulado e fraco. Ao menos era herdeiro de Rochedo Casterly.
A família Westerling foram dados aposentos a altura de seu nível social, e os de Jeyne eram particularmente agradáveis. Uma cama confortável, janelas grandes que davam vista ao pátio da Fortaleza e uma estante de livros com pergaminhos vazios e tintas para desenhar.
Um dia depois de chegar a Fortaleza recebeu o convite da magnífica rainha Cersei para acompanhá-la em um café da manhã com suas damas de companhia. A presença da Senhora Sybell também era permitida, o que muito confortou Jeyne. Já seria assustador conversar com a Rainha acompanhada, quem dirá sozinha.
Cersei divagava sobre a vida na corte enquanto Jeyne ocupava-se em comer uma torta de maçã. Nada nunca parecera tão interessante quanto aquele prato enquanto ela concentrava-se em qualquer coisa, menos na medonha Rainha que estava ao seu lado.
— Tenho certeza que apreciará a companhia de meu irmão, Jeyne. – a voz de Cersei parecia úmida de veneno ao recostar-se na cadeira e levar uma taça de um líquido desconhecido à boca. – Tyrion pode ser bem persuasivo e... Quase agradável se conhece-lo melhor.
— Estou ansiosa para conhecê-lo, Sua Graça. – a voz de Jeyne saiu rouca e incerta. Para acabar com o problema, ela pigarreou. – Deve é muito galante e gentil.
— Gentil talvez, com as pessoas certas. – Cersei riu: sua risada era algo como o suave tilintar de sinetas. Sinetas, e não os sinos pesados do Septo de Baelor. – Mas galante... Bem, verá por si só.
Um silêncio incômodo durou alguns minutos quando apenas os talheres de prata tocavam nos pratos de porcelana. Jeyne limitou-se a voltar a encarar a torta. Sua mãe, ao seu lado, usava um rico vestido amarelo com fios de ouro costurados em padrões de conchas, mas de alguma forma era tão feio que denotava ainda mais a decadência da família. Sybell mexia-se desconfortavelmente na cadeira, provavelmente tentando pensar em algo para dizer à Rainha. Mas esta poupou-lhe o incômodo.
— Amanhã haverá um torneio em homenagem a nova Mão do Rei. – Cersei limpou os lábios perfeitamente róseos com um guardanapo de pano. – Espero vê-las lá.
— Sim, Vossa Graça. – Sybell riu, mas sua risada não eram os sinos da rainha. – Estaremos lá. Estamos ansiosas para ver um torneio! Jeyne nunca viu um antes, e...
— Nunca viu um torneio antes? – Cersei a interrompeu. Obviamente tinha sua atenção voltada completamente à futura cunhada.
— Não, Sua Graça. – Jeyne sentiu-se envergonhada, as bochechas esquentando subitamente. – Não havia torneios em Despenhadeiro, e poucas são às vezes em que meu pai vai a torneios em Rochedo Casterly. Ele nunca me levou.
— Bem, mudaremos isso amanhã. – Cersei pôs uma das mãos no ombro de Jeyne e apertou-o. A garota surpreendeu-se: foi um gesto de amigas. Ela não acreditava no que estava acontecendo. A Rainha estava tentando aproximar-se. Por um segundo, achou que era possível, observando o sorriso gentil no rosto belo da mulher, mas algo em seus olhos verdes, doces e afiados, deixou-a incerta.
— Gosta de torneios, minha Rainha?
— Ah, acho-os enfadonhos, inúteis e fúteis. Homens enfrentando-se em garanhões enfeitados, como se realmente fosse assim que acontecesse uma guerra. Mas o que é a vida na corte sem algumas futilidades?
— Acredito que esteja certa, Sua Graça. – Jeyne sorriu com doçura, e pensou que talvez conseguisse acostumar-se com a corte. Futilidades eram engraçadas e interessantes. – Aposto que será coroada a Rainha do Amor e da Beleza.
— Tenho muita competição para isso. Sansa Stark, Myrcella... Até mesmo você, Jeyne.
— Assim me lisonjeia, Vossa Majestade. – suas bochechas queimaram com o elogio.
Jeyne usava seu mais belo vestido. Era um tecido rosa com rendas de Myr, que realçavam seu busto não tão avantajado e seu tom de pele. Os cabelos mais claros estavam trançados de modo elaborado, com alguns cachos caindo em seu rosto. Os olhos castanhos claros estavam ávidos por absorver tudo o que via. Usava um colar feito de ouro e âmbar, presente de seu pai no décimo quinto dia de seu nome.
– Lamento pela perda de seu marido.
— Que perda? – Cersei interrompeu o caminho da taça até seus lábios.
— A morte de Jon Arryn.
— Ah. – a taça chegou aos lábios. O “Ah” foi desinteressado e superficial, como se ela repentinamente se lembrasse do fato. – Foi uma grande perda para todos nós, com certeza. Mas por sorte já temos outra Mão para tomar o seu lugar. Mão que, por sinal, homenagearemos amanhã. Diga-me, que vestido usará?
— Ele morreu de uma febre, não foi? – Jeyne notou que a rainha decidiu mudar de assunto, e por isso insistiu.
— Sim.
— As Mãos sempre morrem rápido, não é interessante? Aerys Targaryen teve várias ao longo dos anos, e a maior parte foi executada sob suas ordens.
— Minha Jeyne é uma estudiosa da história de nosso reino. Adora contar fatos aleatórios. – Sybell pôs uma mão sobre o ombro de sua filha. – É um sonho para ela conhecer o palco de todos esses fatos.
— Ser a Mão do Rei é um cargo para poucos. – a rainha gracejou com um sorriso falso, congelado em sua face gentil. Era como se sua boca sorrisse, mas seus olhos permanecessem frios.
— Sim, Sua Graça.
— Mas agora voltemos a falar de assuntos mais leves. Eu diria que torneios são mais interessantes que mortes de Mãos. – ela levantava a taça, mas parou-a próxima aos lábios. – As espadas são as armas escandalosas dos homens. Às mulheres e aos eunucos restam os venenos mais sutis e as palavras persuasivas.
***
- Espero que consiga um bom alojamento na Vila do Inverno. Fale com a Dana, ela conseguirá um quarto quente para o senhor. – Ellie estava em pé em meio ao pátio enquanto Tyrion subia em seu cavalo com a sela especial.
— Obrigado, garota, mas não preciso da sua ajuda. — sua voz era rancorosa e áspera. – Seu senhor já deixou bem óbvio que não me quer aqui. Não há problema algum. Não desejo estar aqui.
— O Norte pode ser um tanto quanto... Inóspito para vocês, sulistas. – ela estava tentando ser gentil e calorosa. – Mas para minha mãe, todos abaixo da Muralha são sulistas.
— É mesmo. Você é do Além-Muralha. – Tyrion finalmente fixou os olhos nela, estreitando-os. – Sinto dizer que mijei em sua casa. Lá no fim do mundo.
— Eu também já mijei lá. Não é grandes coisas. – ela riu, e arrancou uma gargalhada do anão. – Diria que é muito desconfortável.
— Você é de além do fim do mundo. Deve ser uma criatura e tanto.
— Ainda não me viu sob a lua cheia. Tenho o sangue de gramequins, e por isso crio garras e canto para a lua.
— Pare de fazer graça de tudo o que digo! – Tyrion riu. – Pensei que essa fosse uma habilidade reservada apenas à mim.
— Não, não é, senhor. – ela fez uma pausa e encarou o chão. – Como está Jon?
— Congelando na Muralha. Amargo e triste, tendo que conviver com homens amargos e tristes. Mas saudável, se é isso o que me pergunta. Relativamente saudável.
— Já fez o juramento?
— Não. Ainda tem que passar por um treinamento. – quando ela virou-se para encarar Winterfell, e mexeu no cabelo desconfortavelmente, Tyrion perguntou com a voz curiosa: — Posso te fazer uma pergunta?
— É claro. – ela virou-se para ele.
— Você é a puta de Robb Stark?
— Desculpe-me?
— A puta de Robb Stark. Você sabe o que é. A mulher que divide os lençóis com ele todas as noites, e que...
— Eu sei o que isso é, Senhor Tyrion.
— Então, você é?
— Não, eu não sou. – seu rosto havia se tornado frio e rígido, e sua voz ácida ao responder.
— Ah, você parecia. – com isso ela resfolegou e virou-se para ir embora. – Não fique magoada. Eu não disse por mal. As pessoas sempre me interpretam mal quando digo algo.
— Tome cuidado na estrada, senhor. Ela tem ficado muito perigosa esses dias. Faça uma boa viagem.
Notas finais
Beijos! :*
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