Quando O Lobo Uivar
16 Capítulo dezesseis
Notas iniciais
Só que, antes disso, eu queria contar uma coisinha: final de semana passado, eu fui em uma Convenção de Animê que teve aqui na minha cidade. E comprei um colar com o símbolo dos Stark. MUAHAHHA, morram de inveja. E, pra quem gosta de O Senhor dos Anéis, eu também tenho o Um Anel.
Ok, agora que passou o momento "jogar na cara", boa leitura!
A flecha entortou-se no arco, e quando solta, silvou no ar e atravessou o pátio até enfiar-se no alvo de palha. Seu beijo foi frio e errôneo.
Muito para a esquerda. Do mesmo jeito que a última fora muito para a direita.
Theon Greyjoy simplesmente não conseguia acertar um alvo. Sete flechas já haviam sido disparadas, cada uma para uma direção diferente, nenhuma nem próxima do centro do alvo. Sentia os braços repuxando e os músculos tremendo. Na verdade, não estava muito concentrado.
Perto dele, Bran estava sentado em uma mesa longa de madeira, com um mapa dos Sete Reinos de Westeros à sua frente, e outro mais específico do Norte também. Ao seu lado estava o cinzento Meistre Luwin, e do outro a também cinzenta Eileen. A garota nunca estava longe, o que irritava Theon. Talvez esse fosse o motivo da desconcentração. Ela não tirava os olhos dele. O fato agradou-o, mais um carinho ao seu ego. Na última noite, Kyra já havia feito-o o suficiente para uma semana.
— Aqui é a Última Lareira. É o castelo da casa... – a voz de Luwin invadiu a mente de Theon enquanto puxava mais uma vez a flecha.
— Umber. Gigante com as correntes quebradas sobre um fundo vermelho sangue. – Bran respondeu. – O senhor é Lorde Jon Umber, chamado de Grande-Jon. Herdeiro, Pequeno Jon. Óbvio.
— Casa Bolton.
— Forte do Pavor. “Um homem esfolado não guarda segredos”.
— Esse é um ditado, não o lema.
— “Nossas lâminas são afiadas”. Lorde Roose Bolton. Herdeiro, Domeric.
— Muito bem. Toca do Lobo e Fortaleza Negra.
— Casa Greystark. Revoltosos derrotados. Assim como os Bolton. O senhor é Torrhen Greystark, e o herdeiro é... Não sei quem é.
— Sabe sim. Pense.
— Não há herdeiro. É uma herdeira. A sobrinha de Lorde Torrhen. Lady Zoë Greystark. Símbolo: Lobo negro em posição de ataque sobre um fundo vermelho. O lema é “Família, Dever e Honra”.
— Não é esse. “Família, Dever e Honra” é o lema da Casa Tully.
— Eu sei que é. Casa Tully de Correrrio, uma truta prateada sobre um fundo salmão. “Família, Dever e Honra”. Será mesmo nessa ordem? Ou será que minha mãe pensa ser “Dever, Honra e Família”?
— Sua mãe sabe a ordem do lema de sua casa. – Eileen interrompeu-o, e Theon errou o alvo ao soltar a flecha. De novo.
— Então por que ela não está aqui? Minha mãe devia estar aqui.
— Não podemos te contar, Bran.
— Não seja injusto com sua mãe, Bran. Ela não saiu da cabeceira de sua cama desde que caiu, e havia ido embora fazia dois dias quando você acordou. – meistre Luwin parecia nunca se irritar.
— Ela devia ter continuado ali. Por que saiu? O que era mais importante que eu, que sou filho dela?
— Nada é. – Ellie respondeu, baixinho. Depois aumentou o tom de voz. – Não podemos te contar.
O menino silenciou-se e encarou os mapas. Apontou para um castelo ou outro e continuou a recitar mecanicamente as casas reais, seus símbolos, seus lemas, seus senhores e seus herdeiros. De vez em quando ainda adicionava ao discurso alguma curiosidade ínfima. E Theon não conseguia se concentrar.
— Está fazendo errado. – Eileen levantou-se e se aproximou do garoto, apoiando-se contra a mesa e afastando-se de Bran.
— Não precisa ser um gênio para dizer isso. – Theon irritou-se com a ousadia da serva. – Eu não acertei nenhuma das flechas mesmo.
— Onde está Robb?
— Em audiência com os Patrulheiros da Noite. Onde mais estaria?
Às vezes achava que Robb dava liberdade demais a ela, assim como Lorde Eddard e Lady Catelyn fizeram antes. Mas sabia que era a fraqueza da carne que deixava-o macio assim. Não conseguia resistir aos lábios carnudos da serva e aos olhos sedutores. Nem mesmo Theon conseguia, para falar a verdade.
O garoto apoiou o arco no chão e atravessou o pátio a passos largos. Ainda havia flechas na aljava, mas ele começou a retirar uma por uma as oito cravadas no alvo esburacado por mil flechas antes. Ele abriu um sorriso zombeteiro sussurrando seu ditado particular:
— O javali pode manter suas presas, e o urso suas garras. Não há nada nem metade tão mortal quanto as penas cinza de um ganso.
Theon deu alguns passos para o lado e havia acabado de virar-se para voltar quando uma flecha cortou o ar ao lado de seu rosto e cravou-se no meio do alvo, certeira. Ouviu o tilintar de uma risada, e sentiu as bochechas esquentarem de raiva.
— Eileen! – a garota segurava o arco com a mão esquerda, e ria compulsivamente. Bran também gargalhava, e até mesmo Meistre Luwin arriscou um sorrisinho de lado. – Como ousa usar o meu arco? Podia ter me machucado, sabia?
— É claro que sei. É isso o que arcos fazem. – ela soltou mais uma risada antes de pousar o arco no chão onde estivera antes. – Deixe de ser tão sensível, Theon. Foi só um tiro. Você está tencionando a corda demais.
— Ah, estou? Pois bem. O que acha de um desafio? Acerte mais uma vez o centro do alvo.
A garota deu um olhar e um sorriso zombeteiro para Theon, e ele perguntou-se se era algo parecido com o que fazia o tempo todo. Ela pegou o arco com excessivo floreio, e fazendo movimentos largos demais. Obviamente estava fazendo uma cena para Bran, uma vez que tinha sua atenção.
Soltou uma flecha. Atingiu o centro do alvo. Pegou mais uma flecha e atirou-a com admirável rapidez. Desta vez atingiu um boneco usado no treino com espadas, um pouco mais atrás do alvo, exatamente no pescoço, onde as armaduras não protegiam. Da terceira vez, atirou em direção à outro boneco, e acertou exatamente onde queria: a virilha. Soltou mais uma risadinha, virou-se para Bran e fez uma mesura, e por fim outra para Theon.
Este, por sua vez, estava mordendo-se de raiva.
— Sabe atirar muito bem. Sua mãe te ensinou?
— Ela me ensinou a caçar.
— Também consegue atirar em bonecos. Suponho que também consiga em homens.
— Caçar homens não é tão diferente de caçar animais. Homens são maiores. E barulhentos.
***
Estrume. Suor. Calor insuportável e cheiro desagradável. Torneios não eram nem de perto tão interessantes quanto Jeyne imaginara. Como Cersei dissera, eram coisas enfadonhas, inúteis e fúteis. Homens enfrentando-se em garanhões enfeitados, como se realmente fosse assim que acontecesse uma guerra.
— Mas o que é a vida na corte sem algumas futilidades? – Jeyne sussurrou feliz, abrindo um sorrisinho empolgado. Feria o seu orgulho admitir que parecia uma garotinha ingênua divertindo-se em seu primeiro torneio, e realmente o era. Apenas não tão ingênua quanto parecia. Talvez fosse esse o seu trunfo.
— Disse algo, senhora? – Solara perguntou ao seu lado.
A dornesa usava um vestido rosa de tecido leve, esvoaçando ao vento forte. Homens ao seu redor encaravam-na, e Jeyne achava engraçado o modo com o qual ela ignorava-os e até mesmo provocava-os. Era bem desinibida quando o assunto era o sexo oposto. Tinha os pesados e rebeldes cabelos negros e crespos soltos, protegendo-a do sol como se fosse um elmo, mas o rosto já era queimado e marcado. Os lábios grossos sorriam com facilidade quando ouvia qualquer música, o que era bastante comum. Quase tão comum quanto ela começar a cantar a letra que combinava perfeitamente com a melodia.
— Não, Sole. Não disse nada.
Jeyne estava um pouco mais discreta com o vestido azul esverdeado, quase tão fresco quanto o da serva, mas mais pesado nas saias e nas mangas. Era desagradável andar pelo torneio com as saias arrastando no chão, por isso levantava-as suavemente, por mais que sua mãe repreendesse-a. Justamente por esse motivo estivera passeando entre as tendas, com o singelo objetivo de observar as pessoas.
Mas agora as justas estavam prestes a recomeçar, e nada seria pior do que não estar presente quando mais um cavaleiro inexperiente cair de seu cavalo.
Jeyne andou até as arquibancadas, seguida de perto por Solara. Viu um chamativo cabelo ruivo trançados de modo elaborado, quase tão elaborado quanto seu próprio cabelo. Os olhos azuis encontraram-se com os seus, e ela reconheceu a menina como uma animada Sansa Stark, filha do novo Mão. Jeyne foi em seu encontro, e fez uma reverência polida.
— Acredito que ainda não fomos apresentados, Senhora Sansa. Meu nome é Jeyne Westerling, de Despenhadeiro.
— Não, não acho que fomos. – Sansa levantou-se com um sorriso, obviamente sabia as cortesias frias. Sua Septa estava ao seu lado, e cumprimentou-a tão polidamente quanto Jeyne. Do outro lado, estava uma amiga de cabelos e olhos escuros. – Sansa Stark. É um prazer conhece-la, senhora.
— Importa-se se eu me sentar ao seu lado? – Jeyne estava cansada da companhia de sua família.
— De modo algum! Por favor. – Sansa virou-se para a morena. – Jeyne, chegue para o lado.
A outra Jeyne não pareceu muito feliz em afastar-se, mas o fez. Jeyne Westerling sentou-se em seu lugar, e sorriu para ela. Solara sentou-se por perto, nunca estava muito longe de sua senhora em Porto Real.
— Também se chama Jeyne!
— Sim, senhora. Mas eu sou Jeyne Poole.
— Muito prazer, Senhora Poole.
— Comecem logo! Estou esperando aqui já faz alguns dias. Comecem, antes que eu me mije todo.
Rei Robert gritava. Era gordo e vermelho, diferente do que Jeyne imaginara. Ao seu lado estava uma entediada e deslumbrante Cersei, junto com os filhos. Joffrey parecia envergonhado do pai, mas era lindo como o ouro de Rochedo Casterly. Apenas tinha os lábios grossos demais.
— Ele é lindo, não é? Estou prometida a ele. Iremos nos casar um dia, e eu serei sua Rainha. – Sansa notou o olhar da outra garota.
— Eu estou prometida a Tyrion Lannister.
— O Duende? – Sansa notou tarde demais que soaria mal-educada ao dizer isso. Corou. – Desculpe-me, senhora.
— Não há de que se desculpar. Sim, do Duende. Conheceu-o em Winterfell, certo?
— Sim. Mas ele rumou à Muralha, junto com meu meio-irmão.
— O que achou dele?
— Achei-o galante e cortês. – Sansa respondeu, após uma pausa para pensar. Jeyne riu da suavidade da menina.
— Septa Mordane, não ensinou-a que é feio mentir? – Sansa corou-a mais ainda. – Está vermelha como um tomate! Não ligue, Sansa. Sei que Tyrion não é nenhum Cavaleiro das Flores.
— Pelos deuses, quem é esse? – Jeyne Poole perguntou, olhando horrorizada para um cavaleiro alto e assustador que entrara na arena.
— É Sor Gregor Clegane. – Jeyne decidiu deixar Sansa confortável. – Chamam-no de A Montanha que Cavalga. É irmão mais velho de Sandor Clegane.
O outro cavaleiro era consideravelmente menor, e Jeyne não conhecia-o. Era um jovem verde de verão com uma armadura azul e rica. A garota não sabia, mas seu nome era Sor Hugh do Vale.
Os cavalos afastaram-se e a justa começou. O garanhão de Sor Gregor era temperamental e gigante, quase tão grande quanto seu cavaleiro. Os dois se enfrentaram, e Clegane conseguiu desestabilizar Sor Hugh. Mas não foi o suficiente para derrubá-lo. Na segunda rodada, entretanto, ele não teve tanta sorte.
Os cavalos correram um em direção ao outro. As lanças tocaram-se no ar, mas a de Sor Gregor foi pressionada com mais força. O resultado era inevitável.
Sangue jorrou à frente das jovens senhoras. A lança da Montanha pendia cravada no pescoço de Sor Hugh, que caiu do cavalo. Como Jeyne estava na primeira fileira, viu perfeitamente quando o corpo sem vida do homem caiu. Ela gritou, assim como Sansa. Mas foi um grito breve, e logo toda a plateia estava sem reação.
— Bem. Não foi assim que imaginei um torneio de galantes senhores. – Jeyne virou-se para observar a Rainha, que tinha os olhos cravados nela. Quando seus olhares se cruzaram, Cersei inclinou a cabeça em direção ao corpo do cavaleiro morto. Era uma óbvia mensagem.
“Eu não avisei?”
***
Patrulheiros fazem muito barulho quando estão felizes. Eileen não gostava deles. Qualquer um deles poderia ser seu pai, e qualquer um deles poderia ter deixado sua mãe após engravidá-la. Após amá-la, tirar o máximo que podia então deixa-la com uma criança. Criança esta que conhecera. Ela lembrava-se de seus olhos, azuis como os de sua mãe. Queria chama-la de Eileen. Mas não devia ter sentido nada. Nem todos os homens eram como Lorde Eddard, que mantinham seus bastardos por perto.
Patrulheiros fazem muito barulho quando estão felizes. Ellie estava sentada em uma mesa longa e de madeira no Grande Salão, mas mais distante da mesa principal. Nesta estavam Robb, Bran, Theon e os convidados. Tinham comida farta, hidromel e um bardo com um dedo quebrado para tocar-lhes “Florian e Jonquil”. Ou seja, este era praticamente inútil. Conseguia tocar apenas “Florian e Jonquil”, que tinha apenas três acordes.
Mas os patrulheiros faziam-lhe companhia. Dançavam, cantavam, pingavam suas bebidas. Falavam mal de seus irmãos, da Muralha, dos selvagens e de seu castelo. Eram porcos bêbados com o sentimento etéreo e falso de honra entupido dentro de si até escorrer por suas orelhas e suas bocas. O único patrulheiro que valia alguma coisa era Benjen Stark, e apenas porque era um Stark. Mas, em breve, haveria outro também: Jon.
Ellie estava mais distante para dar alguma privacidade aos Stark. Theon reclamava que ela estava sempre por perto, e Robb decidira conceder-lhe o pedido de um único jantar sem ela para que parasse de resmungar. Ellie sabia que Theon ainda não havia a perdoado pelo lábio, e muito menos pelas flechas. Entretanto, não sabia se estava brava com Robb ou não.
Ele olhava-a a distância de vez em quando. Ela notava, e olhava de volta por um segundo, antes de desviar os olhos. Bran também virava a cabeça. Estava divertindo-se muito. Vendo os homens que tanto admirava de perto era bom para ele.
Estava muito bem limpo e vestido. Eileen acordara-o mais cedo, vestira-o com lindos trajes nas cores Stark e um broche de azeviche no formato de um lobo gigante. Walder ajudara-a a descer com ele, e desde então o menino não parava de sorrir.
Hodor também estava por ali, rindo e cantando com o bardo.
— Largue-os por uma noite, garota! – o sempre bem-humorado Behmen, que todos chamavam de Ben, que cuidava dos cavalos com Hal e tinha cabelos cor de areia, riu com ela. Estava sentado ao seu lado, entre Ellie e Camille. – Pare de encarar o senhor, ou ele vai notar.
— Não estou encarando o senhor! – ela riu. Usava uma trança com uma rosa branca sobre a orelha. Camille estava de bom humor aquele dia, quase tanto quanto Ben, pois andava de beijos com um homem cujo nome Ellie ainda não conseguira descobrir. – Bran está divertindo-se tanto.
— É bom para o senhorzinho. – Camille sorriu. Tinha um rosto redondo e mais gordinho, longos cabelos castanhos claros lisos, além de olhos pequenos e expressivos. – O seleiro está preparando sua sela. Acho que ela ficará pronta logo. Estou ansiosa para vê-lo cavalgar!
Ben começou a cantar a letra de “Florian e Jonquil”. Estava bêbado, assim como os Patrulheiros. Pôs um dos braços sobre Camille, e pegou Eileen pela mão. Levantou-a da mesa e começou a dançar com ela. A serva tentou afastar-se, rindo, mas só parou quando a música terminou. Antes que o bardo começasse-a de novo, sentou-se correndo e empurrou Camille para cima de Behmen.
Em determinado momento, Robb levantou-se repentinamente. Disse algo aos Patrulheiros, e aquele que parecia ser o líder deles respondeu em voz baixa. Todos no salão pararam e encararam-no, até o bardo interrompeu-se em sua repetição infinita. Quando notou a atenção, Robb corou infimamente, mas manteve-se austero e sério. Ele assentiu com a cabeça. E sentou-se novamente na mesa principal.
— Continuem.
A noite passou rápida e agradável depois disso, antes que o bardo cansasse, enfim, da mesma música. Os Patrulheiros retiraram-se para seus quartos de cama e água quente. Bran também estava cansado, e por isso Eileen aproximou-se.
Quando ia chamar Hodor, Robb impediu-a.
— Eu o levo hoje. – sem esperar uma resposta, ele pegou o irmão pelo colo e começou a andar em direção ao quarto. Ellie seguiu-o, dando de ombros para um estupefato Greyjoy.
As escadas foram um desafio para Robb, e quando chegaram ao quarto de Bran, o garoto estava ofegante e cansado. Depositou o irmão com o máximo de delicadeza que podia em cima da cama, e sentou-se ao seu lado. Ellie sentou-se perto deles, na cadeira que sempre ficava. Seu quarto era um lance de escadas abaixo do de Bran, para que ficasse sempre próxima do garoto.
— Desculpe-me por hoje. Theon é um idiota. – Robb olhou-a nos olhos, iluminado apenas pela vela.
— Está tudo bem. Eu acho. – ela encarou-o com os olhos violeta. – Se eu quiser te matar, eu te aviso.
— Amanhã começamos a experimentar sua sela. – Robb disse a Bran, após um ínfimo sorriso. – E logo você estará cavalgando tão bem quanto Arya. Vamos à Mata de Lobos caçar, e você aprenderá a atirar flechas do lombo de um cavalo.
— Eu poderei fazer isso?
— Meistre Luwin me contou que os garotos dothraki aprendem aos quatro anos, por que você não poderia? – Eileen riu.
— Então, quando a mamãe e o papai voltarem, iremos ao encontro deles. Você em um cavalo, eu em um cavalo. Um dia, talvez, podemos viajar até Castelo Negro, visitar Jon e tio Ben. Não avisaremos. Apenas apareceremos lá, para fazer uma surpresa. O que acha?
— Uma boa ideia.
— Aqueles homens disseram que tio Benjen morreu, mas não é verdade. – sua voz foi mais dura no final da frase. – Não é verdade.
— É claro que não é. – Ellie colocou a mão em seu ombro. – Ele conhece o Além-Muralha melhor que qualquer patrulheiro.
Robb cantarolou a Canção de Inverno, pegou a vela, e apagou-a. No silêncio do escuro, Eileen escutou-o chorar. Ela, sem pensar, aproximou-se e abraçou-o. Ele deitou-se ao lado de Bran, e ela do outro lado. Bran também fungou, e ela começou a cantarolar. Então cantou:
Minha voz; um farol na noite.
Minhas palavras serão a sua luz,
para lhe trazer pra mim.
Notas finais
Beijos! :*
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