Quando O Ódio E O Amor Colidem
2 Aí está o seu problema
Notas iniciais
POV’S Pedro
Aquela garota já está me enchendo a paciência. Após preparar a comida que eu mais odeio e me fazer colocar tudo pra fora, aquela cínica descarada ainda perguntou se eu queria repetir o prato. Olhei com desdenho pra ela e sai de casa. Fui na casa do Thomas e fiquei o dia todo lá jogando vídeo game. Quando chegou a noite minha mãe me ligou falando que ia até o nosso apê. Liguei pra Thayná, e ela ficou muito puta. Fui pra casa e logo depois minha mãe chegou.
_ Como vão os pombinhos? — minha mãe perguntou apertando as nossas bochechas.
_ Mas felizes que a gente suponho. – Thayná comentou e eu ri baixinho.
_ Fique sabendo que é na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais.
_ Minha mãe é uma retardada, então está tudo ok! – ela disse e deu sorriso debochado. Minha mãe olhou perplexa, mas seguiu adiante.
_ Pedro eu só vim avisar que sexta vai ter show da Restart e que a Thayná vai ter que ir. -
_ Ah! Fala sério! – dizia cabisbaixo.
- É fala sério! Se eu quisesse ver veados era só colocar no Animal Planet! – Thayná disse e eu a fuzilei com o olhar.
_ Olha como fala garota! Vocês são marido e mulher agora! Não importa, se vocês se odeiam ou se amam. Você vai ser uma ótima esposa para o meu filho.
_ aff’s. Quer saber ferre-se! Pode deixar que sábado eu faço esse sacrifício e vou a esse showzinho dos Teletubbies. – ela disse e já ia saindo.
_ Porra você tem que parar de me julgar pela merda da cor da minha calça! – eu explodi mesmo na frente da minha mãe. Ela me deu o dedo do meio e foi pro quarto. Típico dela. Despedi-me da minha mãe e fui falar com a Thayná.
Subi até seu quarto e ela não estava. Vi seu notebook jogado na cama e então fui ver o que ela fazia. Me surpreendi quando vi o que ela escrevia.
“Quando vejo o seu sorriso
Lágrimas escorrem pelo meu rosto Eu não posso substituí-las
E agora que eu sou mais forte, eu descobri
Como este mundo se torna frio e rompe a minha alma
E eu sei que vou encontrar dentro de mim eu posso ser o único
Eu nunca vou te deixar cair
Eu estarei com você para sempre
Eu estarei lá para você apesar de tudo
Mesmo se te salvando irei para o céu...”
Ainda estava lendo o que estava escrito quando Thayná sai do banheiro só de toalha com os olhos ardendo em raiva. E ela gritou me dando um forte tapa nas costas.
_ Teu viado! Sai do meu quarto agora! Isso é invasão de privacidade! – ela gritava enquanto me batia.
_ Ei, isso dói! – dizia passando a mão nas costas doloridas.
_ Bem feito!
_ Não sei o que é isso que você escreve, mas é muito bom! – disse dando um sorriso sincero.
_ Sai! – ela gritou com o dedo apontando a direção da porta e eu sai.
POV’S Thayná
Após ter aquela conversa com a Leni subi e fui tomar um banho. Quando voltei fui surpreendida pelo o indivíduo do Lanza fuçando no meu note. O expulsei do quarto rudemente e ele ainda me fez um elogio, aff’s esse garoto é patético. Ok, ok, chega disso. Sobre hoje mais cedo... Sai com a minha Best Isa. Fomos a uma sorveteria e ficamos conversando. Contei pra ela do inferno que estava sendo a minha vida, e ela me convidou para ir à noite ao cinema com o seu namorado. Aceitei. Afinal é melhor servir de vela, do que aturar o Pedro. Ia dormir na casa dela depois do cine, mas, foi ai que o viado do Pedro Lanza me liga, falando que a mamãe querida dele ia ir pro nosso apê. Fiquei muito puta! Afinal ela obriga a gente a se casar e ainda quer fazer visitinha, vai te ferrar!
Fui pra casa morrendo de raiva, porque além de ter que desmarcar um cinema com a minha amiga ainda ia ter que ouvir a dona Leni. Não que eu não gosto dela, até gostava, antes da cínica proposta que ela fez pra minha mãe. E minha mãe também é uma estúpida de ter aceito. Aonde já se viu, casar sua filha com um menino que ela desconhece só se for louca. Mas vindo da minha mãe, nem me surpreendo mais.
Estava já deitada na cama, mas o sono não me vinha. Resolvi descer e tomar leite com biscoitos. Era isso que eu e meu pai fazíamos quando estávamos com insônia. Comi e fiquei assistindo Bob Sponja. Depois de um tempo adormeci ali no sofá mesmo. Acordei no outro dia com um copo de água na cara. Era o viado do Pedro.
_ tu é retardado moleque? Você tem probleminha néh?
_ Vê se para de me xingar e vai se arrumar pra escola! E eu não tenho problema. – ele dizia se sentando no outro sofá.
_ Aí está o seu problema! Aposto que você foi empurrado, alguém te fez indiferente, mas o ciclo termina agora, você não pode me levar por esse caminho, você não sabe o que você não conhece. – eu disse e ele se levantou enfurecido e jogou na minha cara.
_ Você com seus lados de comutação e sua caminhada por mentiras e sua humilhação. Você apontou os meus defeitos mais uma vez, como se eu já não os visse. Eu ando com minha cabeça para baixo, tentando te bloquear porque eu nunca vou te impressionar. Eu só quero me sentir bem de novo. Mas tudo que você é, é cruel. Tudo o que você é, é cruel. É uma mentirosa, patética, e sozinha na vida. – fiquei lá parada ouvindo tudo o que ele tinha a me dizer. Resolvi não discutir e subi fazendo apenas um olhar de desdenho.
Arrumei-me pra escola e saí. Graças que eu to no último ano do ensino médio. E até que essa prisão (lê-se escola) vai me servir como uma válvula de escape, pra eu fugir desse lesado do Pedro Lanza. Cheguei até a mesma e fiquei esperando a Isa. Ela chegou acompanhada do Rodrigo, seu namorado. Eu acho muito fofo os dois. Eles se entendem e quase não brigam. Parecem mais irmãos do que namorados, mas essa é a minha opinião.
Entramos em sala, pra começar bem já chegou à maldita da aula de biologia. Eu odeio essa aula. Sentei lá no fundam e coloquei o meu foninho. Só que em um determinado momento a minha bateria acabou e eu fui obrigada a ouvir o que a professora estava dizendo. E nem era tão chato assim, alias eu acho que eu não gostava dessa aula porque nunca parei para ouvi-la. Ela falava algo sobre quimiotaxia, era um lance de atração, ou algo do tipo. Pensei: eu e o Pedro nunca vamos sentir isso. E sorri pra mim mesma. Afinal, com a gente era só repulsão. A próxima aula foi de História e instantaneamente dormi. Acordei com uma livrada de Isa na minha cabeça.
_ Ei acorda! Você dormiu os últimos 4 tempos. Vamos! Ta na hora do intervalo. – levantei ainda meio mongol e fui com ela até o pátio. Encontramos com Luana. Uma amiga da Isa, não muito próxima de mim, mas que virou após dizer que tinha um blog que falava mal da Restart (esse é nome patético da banda do meu noivinho ¬¬). Viramos Bests na hora. Foi ai que eu falei a ela que eu era casada com o Lanza, contei a história toda a ela, e ela me convenceu a fazer da vida dele um inferno, ou seja, dar o troco. Concordei e ainda a convidei para ir ao show da Restart comigo no sábado, iríamos zoar muito com eles.
Após o fim das aulas eu decidi ir até a casa da Thayane uma amiga minha. Ela estava cabulando aula como sempre. Chegando lá a mãe dela atendeu e disse que ela estava doente. Subi e.. Haha eu ri ao ver que ela estava com a cara cheia de bolinhas vermelhas pintadas alegando que estava com catapora. Avah que eu acreditei. Caçoei da cara dela e dessa tentativa patética de fingir que estava doente. Conversei com ela e ela me convidou para passar o fim de semana com ela. Ela iria pra casa de praia dos pais e o melhor sem os pais. Mas fiquei só na tentação. Afinal tem a desgraça do show das borboletas no sábado. Sai desanimada casa dela por estar deixando pra trás 2 dias de pura curtição. Voltei pro apartamento e Pedro estava assistindo a um programa no Animal Planet sobre veados. Não perdi a oportunidade de caçoar da cara dele.
_ Com saudades de casa?! – perguntei sinicamente.
_ Já vai começar? Eu realmente não estou com saco pra você hoje. E se arruma que vamos sair.
_ Pra onde?
_ Pra um restaurante. Vamos fazer cena.
_ Não fui formada em artes cênicas. – debochei
_ Mas mente muito bem! – ele disse me recordando do episódio do “roubo”.
_ Eu não estava mentindo! Estava escrevendo ficção com a boca. – ele me olhou com um olhar de “Avah?!” e voltou a olhar seus parentes na TV. Subi com raiva batendo os pés na escada e fui para meu quarto. Me arrumei e coloquei um vestido. Fiz um make e arrumei meu cabelo. Desci e Pedro me olhou da cabeça aos pés indiferente e disse secamente.
_ Vamos. – peguei minha bolsa e saímos. O carro de Pedro já estava no estacionamento, é ele havia buscado-o. Ri comigo mesma. Entrei no carro e o silêncio foi total. Chegamos a um restaurante e pude ver através da janela, um paparazzo em uma moita. Sentamos em uma mesa, próxima a janela, a cena era proposital. Pedro fez o pedido e ficava me olhando. Eu sei que era por causa da foto, mas já estava me sentindo desconfortável. Ele pegou na minha mão e foi ai que eu senti maior repulsa. Queria sair daquele lugar, não estava mais aquentando ficar perto dele. O pedido chegou e Pedro falou baixinho mais eu pude ouvir.
_ tudo isso por causa da minha reputação... – fiquei indignada e joguei na cara dele.
_ Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam é problema deles.
_ você não entende não é mesmo? Você deveria estar no meu lugar pra compreender, mas você é só uma adolescente em crise com séria necessidade de aparecer.
_ Olha como você fala de mim! Não fique achando que eu sou uma garotinha fútil e sem consciência. Eu penso muito mais nos outros do que em mim, e por isso acabo me ferrando toda, mas foda-se. Afinal, para que levar a vida tão a sério, se a vida é uma alucinante aventura da qual jamais sairemos vivos. – disse e naquele momento perdi tudo. Paciência, fome, respeito (se é que eu tinha algum por aquele ser na minha frente). Parei de falar com ele. Não queria mais falar com aquele ser bizarro em minha frente. Fingi mais algumas ceninhas insuportáveis. Terminamos de comer e fomos para casa. Enfim em casa (nunca pensei que estaria tão feliz em chegar em casa). Apenas subi tomei banho e fui dormir. Naquela noite não troquei mais nenhuma palavra com Pedro.
Notas finais
Beijokas ;p
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