Quando Há Desejo
12 Capitulo 12
Notas iniciais
Theodore sai do carro e caminha para meu lado abrindo a porta pra mim em um ato de cavalheirismo, uma tremedeira atingiu minhas pernas me dando uma leve sensação de que irei cair, porem firmo meu salto no chão e me levanto.Theodore fecha a porta do caro e trava começo a arrumar minha roupa, ele me olha e torce a cara tentando segurar o riso.
O tempo aqui está chuvoso, não que fosse diferente no centro da cidade, mas lá era visível um pouco do sol que sobre saia entre as nuvens.
—Você tem certeza que eu estou bem assim?—A insegurança me atinge e eu não resisto.
—Vamos Aria.—Ele oferece o braço e eu engancho o meu, e souto um suspiro em desespero fazendo-o sorrir novamente.
Caminhamos até a porta onde tem um homem com cabelos grisalhos, ele olha para mim e para Theo e sorri.
—Senhor Grey.—Ele caminhou até nos e deu um abraço amigável em Theo.
—Taylor, não me chame assim.—Theodore fez bico e depois se virou para mim.—Essa é minha namorada Arianna Stuart.—Disse e o senhor se virou para mim sorrindo.
—É um prazer conhece-la senhorita Stuart.—Disse estendendo a mão e eu apertei sorrindo.
—Aria por favor, o prazer é todo meu Taylor.—Ele apenas sorriu e depois se virou para Theodore.
—Gostei dela, melhor que aquela loira enjoada.—Disse fazendo careta e dei risada fazendo Theodore se virar para mim sorrindo.
—Obrigado Taylor, o senhor é muito gentil.—Digo a ele que sorri.
—Phoebe já chegou?—Theodore pergunta e Taylor assente com a cabeça sorrindo gentilmente.—Então ,vamos?
—Claro.—Digo e ele abre a porta dando em um lindíssimo hall de entrada com chão de mármore em colorações claras e escuras, uma moça muito bonita aparece, o tom azul de seu belíssimo vestido combina com seus grande olhos azuis e seus lábios com um lindo batom vermelho se destaca em sua pele pálida.Ela corre em nossa direção e pula nos braços de Theodore.
—Oi mãe.—Theodore murmura abafado contra sua mãe e eu me surpreendo ao ver que aquela mulher com traços jovens e até inocentes é mãe dele.
—Oi meu filho.—A cena de afeto entre os dois quase me fez chorar.A inveja pareceu aflorar em meus sentidos.Eu queria uma relação assim.Eu queria uma mãe.Ela se separa do abraço e me olha, seu olhar expressa felicidade.—Você deve ser Arianna.
—Sim, mas por favor me chame de Aria.É um grande prazer conhecer a senhora.
—Por favor me chame de Ana, o prazer é todo meu.—Disse e me puxou para um abraço quente, terno e carinhoso.Isso era o abraço de uma mãe?
A abracei de volta, uma sensação boa se apoderou de meu coração e eu me senti a vontade.Como se estivesse em casa.
—Ér...Aria, pode soltar minha mãe...—Ouvi a voz de Phoebe.
—Só mais um pouco.—Digo não querendo perder a sensação do abraço, escuto Theodore suspirar e Phoebe abafar o riso.Apó mas alguns minutos me solto de Ana.Ela olha pra mim curiosa e seguro algumas lagrimas que querem descer.—Me desculpe senho...Ana.—Forço um sorriso.
—Está tudo bem?—Ela pergunta.
—Está tudo bem, me desculpe.
—Ótimo vamos almoçar.—Ela diz animadamente e começa a caminhar.Quando ela atinge certa distancia Theodore se vira pra mim com uma carranca confusa e um olhar expressivamente curioso.
—O que foi isso?—Sussurrou em meu ouvido.
—Depois eu te explico.—Sussurro de volta.
—Vocês vem?Só falta os dois.—Diz Ana e Theodore começa a caminhar e me guiar para uma bela copa.Quando entramos no espaço onde a copa fica todos a mesa voltam sua atenção para mim, com dois dos olhares já estou acostumada mas um parece me congelar por dentro.A expressão rígida que para mim fez parecer que ele não estava nada feliz em me ver.
—Você deve ser Arianna, Christian Grey.—Disse e estendeu a mão, caminhei até onde ele estava e apertei.
—Prazer senh...—Sou cortada por sua voz fria.
—Vamos comer.—Ignoro a vontade de responder e caminho com Theodore até uma cadeira, ele a puxa e eu me sento ele da um leve empurrão me aproximando da mesa e depois se senta.
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O almoço corria silencioso, a comida estava deliciosa mas o clima constrangedor as trovoadas começaram ao lado de fora e o vento não podia ser ouvido mas se via pelas janelas como as arvores balançavam.
—Então...—Ana começou.—Aria como conheceu Theodore?
—Eu estava em Harvard...
—Perdi a fome!—Christian começou a se levantar mas eu me levantei mas rápido.
—O que você tem contra mim? O que foi que eu te fiz?—Não aguentei,eu precisava confronta-lo.
—Aria.—Theodore rosnou.—Sente-se agora!—Completou ainda rosnando.
—Não! Eu aguentei até agora, eu preciso saber que mal fiz ao seu pai!—Todos na mesa pareciam chocados com minha atitude, até mesmo Theodore.—O que foi que eu te fiz Sr.Grey?Por que está agindo assim comigo?
Seu olhar quase faz me arrepender, quase, uma coragem que eu sinceramente não sei de onde surgiu me fez ficar lá de cabeça erguida.
—Respeito o fato de minha mulher ter te convidar como amiga de Phoebe, mas você vai tentar roubar o meu filho de mim também?
—Eu não entendo...—Minha pose se desfez e as lagrimas começaram a infiltrar em meus olhos, mas eu não as deixei cair, enquanto pudesse segura-las as manteria.
—Você já me tirou minha filha, levou para longe de mim, meu filho também?
—É isso que o senhor pensa de mim? Que eu roubei sua família de você e de sua esposa?—Ele não disse nada, mas seu olhar...então ele levemente balançou a cabeça.Pensei bem em tudo que ia dizer,pensei mas um pouco e me virei olhando para todos da mesa que pareciam esperar minha reação.— Eu vou voltar para Miami,eu quero que todos fiquem.—Fiz uma pausa e puxei uma respiração profunda, em uma tentativa frustrada de prender as lagrimas que começaram escapar de meus olhos, nunca foi de chorar em publico ou bancar a coitadinha, mas eu estava renunciando algo muito importante.—A marca é somente sua Phoebe, cuide da administração como quiser ,Thommas eu sei que sua família também vive aqui e que você pode cuidar do banco e Theodore eu não pretendia pedir que voltasse comigo para Miami,mas com sua irmã aqui , as poucas viagens de negócios que fizer não serão o suficiente para manter um relacionamento, fiquem aqui com sua família.—Digo e começo caminhar para fora daquela casa escuto Phoebe discutir com o pai e vir atrás de mim.Mas antes que ela me alcance me viro para ela e antes que comece a falar digo:—Fique com sua família! Eu queria ter tido mais tempo com meu pai, ter tido o carinho de uma mãe.—As lagrimas caiam de meus olhos sem eu conseguir controlar.—Eu não tive Ebe, eles...—Aponto para a onde estão em meio a soluços.—Não são eternos, fique com eles, não guarde arrependimentos como eu, meu pai morreu e eu nem mesmo pude estar com ele antes...
—Cameron morreu? Quando foi que...como eu não soube?—Christian pergunta a sí mesmo.
A ultima vez que havia o visto brigamos e eu viajei.E ele morreu aqui, sozinho então jurei não voltar definitivamente a Seattle.
—Me desculpe senhor Grey, nunca foi minha intenção tirar seu filhos de você ou algo do tipo.—Me viro para Phoebe e a abraço.— Você sabe que eu te amo, mas eu quero que você fique aqui.—A solto e corro em direção a porta, vejo correndo em minha direção e tento a todo custo me lembrar da senha do portão.A imagem da mão de Theodore digitando veio em mente com todos os sorrisos, beijos...forço me a me concentrar somente em sair daqui.
Consigo sair e corro pelas ruas do condominio e me escondo na casinha da arvore de um playground vejo um carro conhecido passar devagar ,com certeza é Theodore.Olho para lado e vejo uma daquelas orquideas que crescem na arvore, retiro uma pequena flor rodo a em meus dedos e observo o tom marrom e amarelo da flor se misturar.Novamente a imagem de Theodore sorrindo invade minha mente.Após um bom tempo sentada alí me levanto,pego meus saltos e saio,caminho olhando para trás e para os lados.
Chego a entrada do condominio e como com certeza já forma avisados saio de fininho e começo a andar para sair dos arredores.
—Caminhar faz bem,eu estava precisando perder uns quilos mesmo.—Tento convencer a mim mesma que não estou cansada.
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Um pingo cai em minha cabeça, para o meu desespero.Não há para onde correr de qualquer forma.Tento me convencer a qualquer custo que meu corpo não está exausto e me animar de qualquer maneira.
Meus olhos e nariz com certeza estão vermelhos e o vento frio me faz tremer mas eu não ligo para o que vão pensar.Uma drogada talvez.A chuva começa a ganhar força e os raios estouram pelo céu fazendo trovoes que me aterrorizaram por longos me assustassem novamente.
O som da roda derrapando sobre o asfalto em uma freada brusca me chama atenção.Mas ignoro e continuo andando.
—Porra Arianna!Você quase me matou do coração.
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