A espada dele atravessou meu corpo. Naquele momento, senti que já era tarde demais. Ele retirou sua espada de mim e jogou-me no chão coberto de neve.

-Você tinha tanto potencial... E desperdiçou sua vida numa guerra tola.

Ele se volta para Gustavio.

-E, mais uma vez, eu venci irmãozinho.

Eu olho em volta. A espada dele não atingiu nenhum ponto vital, mas eu já não sentia mais o bebê dentro de mim. Tateio o chão frio, em busca de alguma coisa. Qualquer coisa. Até uma misera faca serviria. A faca que Gustavio me dera, foi confiscada. Droga.

Então, encontro minha montante.

-E você realmente achou que poderia vencer não é...

Eu cravo minha montante com as forças que me restam em seu coração. Ele cambaleia de inicio e tenta, sem sucesso, remover a montante de seu peito.

-Você... Devia estar morta... Sua maldita...

-Se queria mesmo me ver morta, devia ter arrancado a minha cabeça. É o fim, Augusto.

Ele cai, ainda com a montante cravada em seu peito e eu o vejo morrer.

~

Meus homens me acordam um tempo depois. Eu fui enfaixada de forma desajeitada, mas acho que estava bem. Gustavio estava ao meu lado. Ele segurava minha mão e tinha uma expressão aflita.

-Lucy... Eu deixei a Lucy numa caverna não longe daqui... – eu disse, usando as minhas últimas forças.