Qualquer Outro Mundo.
1 Feliz aniversário.
Notas iniciais
Começava um lindo dia no pequeno vilarejo de Strigoi, Romênia. Nessa manhã, Mariana Isabelle Espósito, uma bela jovem bruxa talentosa acordou cedo para o seu aniversário de 17 anos, sendo assim ela ganha a maioridade no mundo bruxo. Não estava frio naquele dia, nem estava uma temperatura muito quente, estava um clima agradável, ela vestiu um roupão de seda num tom azul claro quase branco, saiu de seu quarto estranhou sua criada, Margarite, não estar na porta de seu quarto como de costume, ela desceu as grandes escadas que separavam a sala de visitas do corredor dos quartos e foi até a porta principal, saiu e seguiu os ladrilhos de pedra até chegar a um lindo jardim – do jardim podia-se ver a grande mansão da família Espósito, a cerca viva funcionava como muro para o grande Jardim e um pequeno pomar de macieiras, laranjeiras Ipês e ao fundo o pomar se fundia com uma grande floresta de Sequoias, grandes e imponentes sequoias. – Mariana estava radiante, ela estava cantarolando uma canção que sua mãe cantava para ela dormir em noites de tempestade, quando viu o Jardineiro Wendell, um velho senhor corcunda de cabelos grisalhos e com cara de poucos amigos, mas que na realidade era um senhor bem simpático e gentil. Mariana nunca tinha tido conversas muito longas com o Sr. Wendell tudo o que ela sabia era que ele era de uma família de bruxos, mas nasceu sem dotes mágicos, portanto, um aborto, ela pediu ao Sr. Wendell que lhe arranjasse um buque de flores bem variadas para que ela colocasse em seu quarto. O velho jardineiro entregou um buque de flores para Mariana, e depois desejou um feliz aniversário para a menina que sorriu, ao perceber que o velho senhor havia se lembrado de seu aniversário.
O Senhor Wendell era uma boa pessoa, porem ele passava as noites no Bucharest, o pub do vilarejo, bebendo cerveja amanteigada, ele era considerado um alcóolatra pelos moradores do vilarejo, que além é claro do preconceito sofrido devido ao fato de ser um Aborto. Talvez por esses motivos o Sr. Wendell vivia se afogando em cerveja amanteigada. Mariana podia ver a tristeza nos olhos do velho senhor, e por um momento, apenas por um segundo se importou com o velho jardineiro aborto. Mariana como quase toda jovem que nasceu rica era fútil e muito mimada pelos pais, assim pouco se importava com os sentimentos de alguma outra pessoa que não a interessasse.
Mariana fez o mesmo caminho de ladrilhos de volta para a grande porta de entrada da casa.
– Oh minha senhora, esperei a senhora acordar, mas como a porta do seu quarto estava entreaberta pude ver que não estava dormindo, então desci para ver se estava aqui em baixo. – Era Margarite descendo apreçada a grande escadaria. – Deixe-me lhe ajudar com essas flores.
– Anda dormindo demais Margarite. – disse Mariana com um ar de reprovação – Mas como estou de bom humor vou deixa passar, mas só dessa vez! – avisou Mariana – Coloque as flores em meu quarto, e coloque-as em um arranjo bem bonito.
– Esta bem – disse Margarite abaixando a cabeça – a propósito feliz aniversario senhora.
– Margarite, os Elfos já fizeram o café da manha? – perguntou.
– Sim senhora! Estão só esperando vossos pais. – respondeu Margarite.
Mariana encaminhou-se até a sala de jantar onde encontrou uma mesa farta servida, Mariana pode ver um elfo desaparatar de cima da mesa quando ela entrou, sentou-se a beira da grande mesa, logo surgiu pela porta da cozinha Margarite, e pôs-se de pé ao lado de Mariana. Logo o Sr. E a Sra. Espósito entraram na sala e foram direto dar os parabéns à Mariana, o Sr. Espósito – um homem com 50 anos mas aparentava ter apenas 45, olhos castanhos cabelos um pouco grisalhos até o pescoço em um penteado para traz estava usando um roupão com o brasão da família Espósito, um Grifo em pé em posição de ataque, ele era um homem bondoso, muito justo e acima de tudo leal aos seus princípios e amigos. – ele entregou um embrulho e disse: – Esse eu te dou hoje, amanhã eu vou dar-lhe outro na hora de sua festa de aniversário. – disse ele sorrindo.
– UMA FESTA! – Mariana não estava nem um pouco surpresa pela noticia de que ganharia um baile, mas ela não queria estragar a surpresa e a emoção do momento, ela havia herdado essa habilidade de ser incrivelmente teatral, de sua mãe Eleonor. – Mal posso esperar por isso.
– Que bom, porque sua mãe passou a semana toda arrumando tudo para a festa amanhã a noite.
– Papai que mal lhe pergunte, porque a festa será amanhã e não hoje? – perguntou Mariana. – Que tal fazer hoje, um dia lindo como esse, com o clima não muito frio, este perfeito para um baile.
– Bom, estava tudo preparado para amanhã ao entardecer, e depois um banquete e naturalmente o seu bolo de aniversário. – explicou o Sr. Espósito. – Mas... já que você quer tanto, eu... Acho que eu e sua mãe podemos agilizar os preparativos. Não quer abrir o seu presente querida.
– Perfeito, será hoje a noite então. – Disse Mariana com um sorriso de vitória. – bem, vamos ver o que esse lindo embrulho verde guarda!
Mariana abriu o embrulho com pouco entusiasmo, mas continuava sorridente como se houvesse ganhado uma tonelada de diamantes. Era uma caixa de musica, entalhada em madeira, que também servia para guardar joias, era totalmente decorada com traços em ouro e cristal, uma pequena bailarina se materializava com uma poeira dourada e brilhosa, e levitando ficava rodopiando no ar quando se dava corda na caixinha, e a suave musica tocava. Mariana foi fechando a caixinha suavemente, e a melodia se extinguiu. Eleonor se aproximou da mesa puxou a cadeira ao lado de Mariana, e sentou-se. – Eleonor Padma Espósito era uma mulher elegante, linda, cabelo castanho claro, quase loiro, olhos verdes folha seca, tinha 45 anos de idade, e de personalidade forte. Eleonor não era uma pessoa de caráter ruim em si, mas era capaz de qualquer coisa, não importava o que, para manter o bem estar de sua família. – Eleonor estava segurando pequeno pacote na cor azul turquesa.
– Esse aqui é o meu presente, minha mãe me deu quando eu fiz 17 anos. – disse Eleonor entregando a caixinha nas mãos de Mariana. – Já esta na nossa família à cinco gerações, seis com você, dê ele a seu filho mais velho, filha de preferencia.
Mariana abriu o pequeno pacotinho azul, seus olhos brilharam ao ver o que o pequeno pacote guardava, era um anel, ele era de uma cor prateada, com uma grande pedra no centro, que parecia ser um diamante, na parte de dentro tinham a inicial da família de Eleonor, C de Castillo, e o brasão, que parecia uma calda de pavão aberta.
– E então o que achou querida? – perguntou Eleonor.
– Fabuloso! – exclamou Mariana sem tirar os olhos do cintilante anel.
Eleonor estava olhando para o anel com o mesmo brilho no olho de Mariana.
– É prata, esta vendo estes detalhes perto da pedra, aqui, vê – apontou. – são pedras da lua, e a pedra no centro, desculpe, as pedras...
– Mas mamãe eu vejo apenas esse diaman – Mariana foi interrompida por sua mãe.
– Sim, sim... Deixe-me explicar, a joia é constituída de três pedras preciosa, no centro à um diamante. Por fora, de um lado rubi, e do outro esmeralda. – explicou sorrindo a elegante mulher.
– Pois para mim parece inteiramente um diaman... – foi cortada novamente por sua mãe.
– Os duendes aplicaram-lhe uma magia, quando ninguém o usa, é “apenas” um diamante, mas quando alguém o coloca ele, vira uma das pedras preciosas, por exemplo, quando você estiver com raiva ou medo ele vai ficar em um vermelho, do rubi, os tons de vermelho podem variar, já quando você se sentir leve ou alegre ele ficará na cor verde, da esmeralda.
– Mas e o diamante? – perguntou Mariana pra sua mãe.
– Bem minha avó dizia que ele ficava transparente, diamante, quando a pessoa estivesse em paz – Eleonor tornou a olhar para o diamante no anel – Mas eu nunca vi ele transparente no dedo de alguém. – Ah, quase que esqueço, seu tio não poderá vir ele está de patrulha no Conselho dos Bruxos. Parece que alguém tentou fugir de Askaban.
Mariana estava deslumbrada com a beleza do anel, parecia que ela estava sozinha e apenas ela e o brilhante anel existiam, ela pegou o anel com uma das mãos, e colocou no dedo, o anel quase que imediatamente mudou de transparente para a cor verde esmeralda, e ela não conseguiu conter o sorriso. Nesse instante Eleonor pôs a mão no rosto e seus olhos ficaram visivelmente úmidos, aparentemente para ela era como se Mariana estivesse sendo coroada rainha. Mariana levantou-se e abraçou a mãe, que a essa altura já estava em lagrimas, e depois seu pai juntou-se ao abraço.
A manhã seguiu o mesmo clima do café, a respeito de Eleonor que toda vez que lembrava que Mariana estava completando 17 anos, enchia seus olhos de lagrimas. Depois do almoço Mariana foi ajudar sua mãe com os preparativos da festa, decoração, organização de mesas, cardápio e escolheu o formato do bolo, preferiu um bolo de cinco andares, redondo, com glace azul. Mariana estava tão feliz que se quer cogitava a possibilidade de que algo poderia dar errado, nem imaginava que naquele dia perderia a vida.
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Um homem estava sentado em um amontoado de feno, ele estava observando o movimento de uma viela do vilarejo de Strigoi, ele se levantou calmamente e foi em direção a saída do povoado. O vampiro já estava caminhando à alguns minutos, de repente ele para, olha para traz, e como se ele fosse uma pedra atirada por um estilingue, e sai correndo com uma velocidade sobre-humana em direção a floresta, ao chegar próximo a um córrego ele para, tira o velho e sujo casaco e calmamente tirou o resto da roupa, atirou-as no chão e transformou-se em um grande lobo cinza escuro, mais ou menos do tamanho de um leão, ele uivou duas vezes em direção ao escuro interior da floresta, voltou a sua forma humana, vestiu sua roupa novamente e sentou-se em um tronco, como se estivesse esperando por algo. De repente surgem da escuridão três figuras, um homem pálido de cabelo longo e ondulado com as vestes um poucos rasgadas, ao lado dele estava uma mulher usando botas pretas luvas de um couro marrom rasgadas nos dedos ela tinha traços asiáticos e um cabelo preto, longo e escorrido, e outro de cabelos curtos e loiros, quase branco e igualmente pálido ao primeiro homem falou: – então? O que conseguiu em Strigoi? – falou o homem loiro e pálido.
– Entenda Rôsier, eu atendo a meu mestre e não a você. – Dragomir respondeu com um sorriso debochado no rosto.
– Você deveria respeitar os mais velhos seu imbecil. – Disse Rôsier sem alterar expressão em seu rosto. – Sou superior a você, respeite-me.
– Superior, você? Hahaha, desde quando eu sou inferior a nada? – disse em tom zombeteiro.
– Chega vocês dois, Dragomir o que descobriu? – perguntou o homem alto pálido e de cabelos pretos na altura dos ombros.
– Mestre Cornélius, é verdade o que os Urbanos que encontramos há alguns meses disseram! É um vilarejo que contem famílias bruxas. – Dragomir parecia mais, muito mais, respeitoso com Cornélius do que com Rôsier. – Pelo que pude notar, esta noite terá uma festa na casa da família principal, acho que todo o pequeno vilarejo ira comparecer, pelo que ouvi a filha de Gustavo Espósito, o bruxo que derrotou Herpo, o sujo e seu basilisco, está completando 17 aninhos, e como Gustavo é de família rica resolveu comemorar em grande estilo a maioridade de sua filha.
– Ótimo! Todos em uma única casa será bem mais fácil, estarão encurralados. – Cornélius falou como se estivesse falando de um rebanho de vacas encurraladas para serem abatidas. – Quantas casas no povoado?
– São três mansões e algumas casas trouxas. – respondeu Dragomir.
– Quantos habitantes? – perguntou Cornélius.
– Nas mansões não passam de três. Na mansão dos Espósito são três bruxos, na mansão dos Vercoff apenas o casal, e na ultima mora apenas um velho sozinho, o nome dele não me recordo, mas é algo como Oureck ou Oudreck, nas outras casas uma é dos que trabalham para os Vercoff, e outra é dos empregados senhor Oureck ou Boreck, enfim, e tem uma casa é de trouxas que possuem um bar e um mercado, são seis pessoas ao todo, um dos filho é um bruxo de sangue-ruim, um garoto, praticamente. E tem outras duas famílias são de empregados dos Espósito.
– Vai ser um banquete incrível. – Falou a única mulher no grupo. – Claro, não podemos esquecer que estamos lidando com bruxos e bruxas, um deles derrotou um basilisco, e depois ainda derrotou o maior bruxo das trevas do século.
– Hora minha cara Shyo, não perca a fé em si mesma, somos vampiros, somos fortes, rápidos, inteligentes e não se esqueça também, que somos da ramificação Rural, podemos ser qualquer coisa, qualquer um, exceto o idiota do Dragomir que só consegue se transfigurar em um Lobo. – Disse Rôsier.
– RÔSIER! Eu já mandei pararem com essas provocações. – gritou Cornélius exaltado em direção a Rôsier.
– Perdão mestre. – Rôsier estava curvado com as mãos juntas a frente do corpo e olhando para os pés de Cornélius, enquanto Dragomir sorria descaradamente.
– E você nem ouse começar. – disse Cornélius para Dragomir que engoliu a seco. – qual a menor família de lá? Quantos são?
– A casa que serve ao Velho Obreak... LEMBREI! – Dragomir deu um pulo ao lembrar-se do nome – Obreak, o nome dele é Obreak!
– Ótimo, mas quantos são na casa? – insistiu Cornélius
– São três pessoas, mestre.
– Perfeito, vamos fazer uma visita a esses três, eles devem ir ao aniversário também, vamos assumir a identidade deles. – Falou Cornélius com um ar de vitória. – Shyo você vai transfigurada como um gato. Acredito que a mansão dos Espósito seja a maior, saberá qual é ela. Apenas vigie, não tome nenhuma decisão antes da minha chegada e dos outros, vá!
– Esta bem, eu vou esperar o sinal mestre. – disse Shyo dando as costas paras os três homens, e indo em direção à estrada que serpenteava ao lado da floresta, e em grande velocidade ela saiu do campo de visão dos outros três vampiros.
– Que tal irmos transfigurados em corujas? São muito comuns próximas a habitações de bruxos. – Sugeriu Rôsier.
– Corujas então! – E assim que terminou de falar Cornélius virou uma grande coruja preta e voou em direção ao povoado de Strigoi.
Assim que Cornélius alçou voo Rôsier o seguiu virando uma coruja marrom e voou atrás de Cornélius, o único que não parecia satisfeito em ter que voar era Dragomir, que como dito por Rôsier não se dava muito bem em transfigurar-se em outro animal que não fosse um lobo, ele transformou-se em uma coruja cinza rajado e alçou voo desengonçadamente. Vincent Dragomir era um filho de caçador que se perdeu, ou melhor, foi achado pelo grupo de Cornélius na floresta onde costumava caçar com seu pai.
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– Esta ficando tudo tão perfeito mãe. – A empolgação no rosto de Mariana era visível, ela estava muito animada com o fato de estar fazendo 17 anos, e finalmente virar uma bruxa maior de idade.
– esta sim filha. – concordou Eleonor.
O Jardim estava repleto de mesas redondas e velas flutuando por todo o ambiente, deixando cada canto iluminado, cada mesa estava com uma toalha dourada de e brilhante, com flores enfeitando a cobertura que seu pai com a ajuda de Trevers haviam erguido sobre todo o jardim, todos do pequeno povoado haviam sido convidados: pobres, ricos. Isso não interessava agora, todos queriam comemorar o décimo sétimo aniversário de Mariana Isabelle Padma Espósito.
Agora Mariana encontrava-se subindo as escadas do salão principal em direção ao seu quarto, para escolher um vestido para usar no baile, ao entrar em seu quarto, logo Margarite estava batendo perguntando se Mariana não precisava de ajuda, Mariana dispensou a ajuda da criada, ela queria ficar sozinha, coisa que desde que acordou não conseguira, ela queria poder ouvir sua própria respiração. Mariana estava se sentindo infinitamente alegre, sentia que isso ia durar para sempre, era o que ela queria, ela sentou-se na cama e começou a admirar o belo anel que se destacava em sua delicada mão, seus olhos brilhavam, ela estava sentindo-se a mulher mais bela, mais forte, mais elegante com aquele anel. Mariana levantou-se e foi até o criado mudo onde ela guardava as suas joias, lembrou-se de que seu pai havia dado a ela uma caixa de joias, ela pegou todas as joias guardadas na gaveta e colocou-as em cima da cama, com o presente de sua mãe, o tão maravilhoso anel, ela havia se esquecido da simples caixinha de musica que seu pai lhe deu, ela sacou sua varinha e disse: “Accio Caixinha de música” e a caixinha veio até ela flutuando, ela abriu deu corda e logo a suave melodia começou a soar pelo ambiente, e a pequena bailarina se formou e começou a rodopiar em pleno ar à frente de Mariana. “Puxa, eu não havia reparado como o espaço reservado as joias era pequeno.” Pensou Mariana, e novamente com sua varinha em mãos ela a movimentou em cima da pequena caixinha.
– Vamos ver se deu certo. – disse Mariana, que logo enfiou todo o braço dentro da pequena caixinha. – é acho que agora tem espaço suficiente.
E começou a colocar todas suas joias dentro da caixinha, ela separou um colar de topázios, que havia ganhado de herança de sua avó, para usar durante o jantar e baile esta noite, depois de terminar de guardar tudo ela guardou a caixinha na mesma gaveta onde ficava a antiga caixa de joias e foi escolher o vestido para usar, havia vestidos de todos os tipos e de todas as cores, mas o que mais chamou a atenção dela foi um vestido azul turquesa com o laço de fita rosa na altura da cintura, ela escolheu aquele, ela colocou o vestido que caiu como uma luva, ela estava realmente linda, seu longo cabelo castanho ondulado, que ela prendeu em um coque e deixou apenas um pedaço de sua franja solta para moldar seu rosto, ela estava se olhando enfrente ao espelho quando ouviu alguém bater a porta.
– Sou eu filha, preciso falar com você. – o Sr. Espósito estava usando um traje formal.
– Ah, sim entre pai.
– Eu vim aqui para te dar o segundo presente, lembra-se que eu te prometi outro na hora do café? Então aqui esta, uma coruja acabou de trazer, ele iria ficar pronto apenas amanhã, mas eu insisti tanto para os duendes se apressarem que eles terminaram a tempo. Mas provavelmente não vão querer fazer negócios comigo por um bom tempo.
Ele entregou um pacote vermelho nas mãos de Mariana, ela abriu e para sua surpresa tinha um Diadema na caixa, com uma pedra azul marinho, os olhos de Mariana se encheram de lágrimas e ela deu um abraço forte em seu pai, tão forte quanto podia dar.
– Obrigada pai, é lindo, vou usá-lo no baile. – Disse Mariana chorando.
– Toda Bruxa tem que ter um, é sinal de que ela era amada pelos pais.
Ela colocou o brilhante diadema na cabeça e olhou-se no espelho.
– Você esta realmente linda querida.
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Os vampiros transfigurados em corujas pousaram no parapeito de uma janela de uma das poucas casas de Strigoi, logo eles tinham voltado a sua forma original, quando uma jovem com um vestido de uma camponesa entra no quarto, e logo se depara com a cena de três homens estranhos de pé em seu quarto, ela não teve tempo nem mesmo de gritar, Cornélius a silenciou sutilmente. No andar de baixo se encontravam os pais da garota que a pouco havia sido morta, eles morreram da mesma forma que sua filha, silenciosamente.
– Pronto eu vou assumir a forma do Pai, Rôsier você será minha esposa. – Dragomir não conseguiu segurar a risada quando ouviu o que saiu da boca de Cornélius. – Você, Dragomir será nossa filha.
– Eu sabia que iria sobrar para mim. – sussurrou Dragomir para si mesmo.
– Não se preocupem não usaremos essa aparência por mais de uma hora. – disse Cornélius.
– O que faremos com os corpos da família verdadeira? – questionou Rôsier.
– Apenas fechem a casa, deixe-os aqui, eles não vão a lugar algum.
– Vamos então mestre, desculpe... Papai. – brincou Dragomir.
A medida que eles se aproximavam da grande Mansão podiam ver as luzes vindo do Jardim, e escutavam ainda mais alto o murmurinho das pessoas conversando. O grande portão de ferro estava aberto, eles entraram calmamente, logo o bruxo de sangue ruim de quem Dragomir havia falado se aproximou deles, e avançou para dar um beijo na boca de Dragomir, que foi evitado.
– Catherine. Achei que não viriam mais. – Disse Trevers. – Boa noite Sr. E a Sra. Catherpoll.
– Realmente, antes de sairmos tivemos que resolver um assunto que nos deixou mortos. – Dragomir estava sobre a forma de uma jovem camponesa com o rosto redondo e seios avantajados.
– Eu poderia saber qual assunto era que lhes deixou tão cansados? – perguntou Trevers.
– E qual assunto seria as moçoilas estavam em duvida de qual vestido usar. Nossa, está uma festa linda, realmente linda. – Desconversou Cornélius.
Trevers parecia bem intimo de Catherine, mal ele sabia que era um vampiro assumindo a identidade de Catherine e que ela estava morta em sua casa. Ele não saia de perto de Dragomir um segundo, não deixando assim que Cornélius, Rôsier e Dragomir conversassem a respeito do que fariam na hora de atacar. O único instante em que Trevers se afastou, foi quando Cornélius pediu-lhe que ele pegasse um copo de vinho para ele.
– Eu não aguento mais esse idiota no meu pé. – Resmungou Dragomir.
– Mate-o, é melhor assim, ele está se tornando um empecilho – ordenou Cornélius. – mas faça isso em outro lugar, aqui está muito cheio.
No momento em que Trevers estava trazendo duas taças de vinho, Dragomir que estava próximo levantou-se e fez com que Trevers virasse as duas taças de vinho no vestido de Catherine, o que fez com que o rapaz corasse de vergonha.
– M-me... Me desculpe... – foi cortado por Dragomir.
– Está tudo bem! Pode me levar a cozinha para eu poder, tentar limpar um pouco. Como eu sou desastrada.
Chegando à cozinha dos empregados, que estava vazia, Dragomir agarrou pelo pescoço o jovem e o atirou na parede, o derrubando, e depois o chutou na barriga fazendo ele cuspir sangue.
– O que esta fazen. Uh – ele mal conseguia falar, com Dragomir o levantando pela garganta e dando socos em sua barriga.
Dragomir o atirou no chão onde ele permaneceu imóvel, parecendo estar morto. Dragomir virou-se em direção a saída e então ouviu Trevers gritar “Estupefaça”. Porem o feitiço estuporante não funcionava em vampiros. Dragomir, ainda na forma de Catherine, em um picar de olhos arrancou a varinha de Trevers e a quebrou, então começou a sugar o sangue do jovem bruxo.
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No baile Rôsier esperava impaciente, o retorno de Dragomir. Enquanto Cornélius parecia analisar de longe a grande Mansão.
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Dragomir saiu com grande velocidade, deixando a cozinha parcialmente destruída em direção à floresta, ele parou quando achou que estava longe deixou o corpo de Trevers, e enquanto estava virando-se para voltar deu de cara com Shyo, e que o fez recuar alguns passos.
– Você matou esse homem? SEU IDIOTA. – gritou enquanto dividia o olhar, olhando para o corpo de Trevers e encarando Dragomir.
– Calma... Esta vendo essa aparência que eu estou? Pois é copie-a. – Disse Dragomir com a voz tremula ainda do susto que levou da aproximação repentina de Shyo.
– O que pretende fazer?
– Apenas faça o que eu pedi, te explico no caminho de volta.
Dragomir e Shyo por um momento ficaram com a mesma aparência, mas logo Dragomir assumiu a forma de Trevers, e os dois voltaram em direção a mansão em passos rápidos enquanto Dragomir explicava o que pretendia fazer.
De volta a mansão Shyo e Dragomir se encontraram com Cornélius e Rosier dentro da mansão onde ocorria o baile, Cornélius nem pareceu se importar com o que Dragomir havia feito, apenas olhava a bela Mariana dançar com seu pai, como se estivesse se movendo em gravidade zero, ela estava realmente cativante. Todos estavam agora dentro da grande mansão que agora parecia pequena para tanta gente, todos estavam batendo palmas no ritmo da musica que Mariana e seu pai dançavam, de repente Eleonor ergue sua varinha em direção a um grande buque de rosas brancas que estava no grande lustre da casa, e as pétalas começaram a circular os dois enquanto eles dançavam.
– E o sangue-ruim ainda tentou me atacar com um feitiço estuporante, provavelmente não queria me machucar, digo, machucar a amada. – contou sorrindo a Cornélius que parecia ignorá-lo.
– Dragomir, tranque as portas por fora, você saberá quando.
Dragomir saiu da mansão e aguardou o sinal. Dentro da mansão Cornélius, Shyo e Rôsier preparavam-se para dar o bote.
– Ataquem primeiro os outros bruxos eu cuido do Sr. Espósito. – Ordenou Cornélius.
Mariana estava subindo as escadas com sua mãe, ela dizia que seu sapato estava apertado demais, quando de repente ouviu gritos e olhou para traz, e viu Rôsier já em sua aparência original, ele estava o Sr. Vercoff, ao ver a cena o Sr. Obreak correu para um canto encurralado por Shyo, viu também o velho desaparatar quase que imediatamente, ela parecia estar em êxtase, aquela gritaria, pessoas sangrando, viu a senhora Vercoff usar o feitiço Confringo contra o vampiro que atacava seu marido, quando sua mãe da um empurrão em suas costas e a faz subir apressadamente as escadas e sai correndo ao lado de sua mãe em direção ao seu quarto. No momento em que Mariana foi empurrada pela mãe pode ver de relance seu pai cair morto no chão após um vampiro o ter desarmado e atravessado sua mão em seu peito.
Notas finais
nota: Atualmente é conhecido como Ministério da Magia.
*BASILISCO: O PRIMEIRO BASILISCO FOI CRIADO POR HERPO, O SUJO, UM BRUXO DAS TREVAS OFIDIOGLOTA - BRUXOS QUE PODE FALAR COM COBRAS - QUE DESCOBRIU APOS MUITAS EXPERIÊNCIAS, QUE O OVO DE GALINHA CHOCADO POR UMA RÃ PRODUZIA UMA COBRA GIGANTESCA DOTADA DE PODERES EXTRAORDINARIAMENTE PERIGOSOS. O BASILISCO É UMA COBRA VERDE-VIVO QUE PODE ALCANÇAR QUINZE METROS DE COMPRIMENTO. SUAS PRESAS SÃO EXCEPCIONALMENTE VENENOSAS, POREM SEU ÓRGÃO DE ATAQUE MAIS PODEROSO SÃO OS DOIS GRANDES E AMARELOS OLHOS, A PESSOA QUE OLHA DIRETAMENTE EM SEUS OLHOS SOFRE MORTE INSTANTÂNEA. ACREDITA-SE QUE O ESPÉCIME DE HERPO VIVEU NOVECENTOS ANOS.
*HERPO, O SUJO: Herpo, o sujo, era um bruxo das trevas ofidioglota quem pode falar com cobras e de nacionalidade grega, foi Herpo quem descobriu que um ovo de galinha chocado por uma rã produziria um basilisco, acredita-se que ele viveu mais de 900 anos (o Basilisco) o basilisco de Herpo foi derrotado por um jovem (na época) bruxo chamado Gustavo Espósito, ele petrificou o basilisco conjurando um espelho em sua frente, assim quando o basilisco viu seus olhos refletidos e foi petrificado. Depois de derrotar o basilisco Gustavo acertou Herpo com um feitiço estuporante tão forte que o matou.
*VAMPIROS: São inimigos mortais de Lobisomens. Quando um vampiro suga quase todo o sangue de um ser humano, deixando apenas o suficiente para que ele se mantenha vivo, o vampiro oferece seu próprio sangue para que o humano beba, depois de beber uma quantia razoável, o homem precisa apenas ser morto. Depois de algumas horas o Homem acordará como um vampiro. Existem apenas dois clãs vampíricos, os Urbanos, e os Rurais.
#URBANOS:
São vampiros que geralmente vivem sozinhos, nas cidades, e raramente ficam em um grupo de três indivíduos para baixo, são muito prepotentes e tem um desejo muito grande de poder. Suas principais características são sua inteligência, beleza e sagacidade. Suas habilidades são:
- Persuasão: hipnotizam as pessoas, muito usado para enfeitiçar/hipnotizar uma presa que tente resisti, basta olhar nos olhos da presa e hipnotizá-la, que ela será fielmente obediente.
- Manipulação: podem manipular mentalmente cadáveres de pessoas mortas, transformando-as em zumbies.
- Força: Força sobre-humana varia de vampiro para vampiro. Mas geralmente quanto mais velho mais forte.
- Velocidade: Velocidade sobre-humana varia de vampiro para vampiro.
- Sentidos Aumentados: Audição, visão, olfato aumentados.
#RURAIS:
São vampiros que vivem como nômades geralmente em florestas, vivem em grupos de quatro vampiros para cima, são desconfiados e muitos - há exceções - tem uma grande compreensão de sua besta interior. São eximíeis caçadores, vingativos e tem o dom de serem talentosos em algo particular. Suas habilidades são:
- TRANSFIGURAÇÃO: capazes de mudar sua forma física, criando garras ou asas, se transformando em animais ou até mesmo copiando formas humanas, pelo tempo que quiserem.
- Invulnerabilidade e Cura: Podem ser atingido por grandes impactos sem sofrer ferimentos muito graves, ou ferimento nenhum. Capaz de se curar de ferimentos graves rapidamente (se estiverem bebendo sangue com frequência).
- Força: Força sobre-humana varia de vampiro para vampiro. Mas geralmente quanto mais velho mais forte.
- Velocidade: Velocidade sobre-humana varia de vampiro para vampiro.
- Sentidos Aumentados: Audição, visão, olfato aumentados.
*ACCIO: Ao ser usado corretamente o bruxo pode convocar um objeto ou pessoa desejada para suas mãos. O feitiço cobre grandes distancias.
*ESTUPEFAÇA: Lança um raio azul claro que pode estuporar (desmaiar) a vitima.
*CONFRINGO: Um feitiço dourado que explode tudo o que toca.
#Nota: A Sra. Vercoff tentou usar esse feitiço sem sucesso.
*APARATAR/DESAPARATAR: Aparatar é quando o bruxo aparece na sua frente, desaparatar é quando o bruxo some na sua frente.
*ASKABAN: Prisão bruxa, guardada por dementadores.
*ABORTO: Aborto no mundo bruxo é alguém que vem de uma família inteiramente bruxa, ou parcialmente, e que não dispõe de nenhum poder magico, assim como os trouxas. Porem os Abortos podem ver e sentir a magia, diferente dos trouxas que são afetados pelo feitiço Repello Trouxatum(repele trouxas de lugares, habitações bruxas ou qualquer tipo de lugares frequentados por bruxos.)
Bom é isso, desculpe se esqueci de explicar algo.
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