Notas iniciais
Yoo Peixinhos o/ Feliz Natal atrasado. Eai? Engordaram quantos quilos? Heheh Espero que gostem, e não esqueçam de COMENTAR. Com já disse, não sei se vai ter cap. com frequência maass né, aproveitar as ideias enquanto elas ainda estão frescas.

P.O.V. Luna

–Deus... O que você colocou aqui? Tijolo? Sua casa inteira? — Julia reclamou arrastando a minha bolsa para o quarto de visitas.

–Não. – Respondi logo atrás dela com a outra bolsa. – Não na mala, dãr... Trouxe no Elvis.

–Elvis? – Ela largou a bolsa na cama e me olhou com o cenho franzido. – Tipo, o Presley. Morto já a um tempo.

–Não, besta. – Soltei uma breve risada. – O meu furgão.

–Você tem um furgão? A filha de um ricaço, tem um furgão? — Concordei com a cabeça, e Júlia deu de ombros fazendo uma leve careta, de quem estava entendendo nada, antes de virar e começar a desfazer a minha mala. – Desculpa aqui estar com um cheiro esquisito e empeirado, eu não costumo limpar onde ninguém ocupa.

Olhei em volta, o meu quarto era espaçoso e, por conta que na parede em frente a porta, tinha uma porta de vidro que levava até uma pequena varanda. As outras duas paredes eram verdes claro com os rodapés quadrados brancos. Na parede da direita ficava a cama, que estava sem nenhum lençol ou coisa do tipo. Na parede ao lado da porta, atrás de Julia, tinha uma grande porta corrida de ferro azul cinzento meio debotado.

Nesta última meia hora, nós concordamos em ... foder o universo. O que eu acho muito impossível, sabe, pois é o universo! Buda, Alá, Odin... É difícil enganar quem consegue ver os seus movimentos antes de você mesmo pensar em faze-los.

Bom, mesmo achando uma grande loucura, concordei em fazer tudo ao contrário que nos filmes de comédias-romântica. E para isso, listamos alguns passos dos filmes que não vamos seguir.

Passo 1: Quando forçados a uma situação, em primeiro momento os protagonistas se odeiam e há rejeição mutua.

Passo 2: Eles começam a conviver e acabam decorando pequenas manias, costumes e histórias (Que no futuro serão usadas para algo).

Passo 3: O clímax acontece. Os protagonistas se separam por algo, e então, ao perceber que a presença do outro lhe faz falta, um dos dois sai correndo pela cidade até um meio de transporte (Geralmente, aeroportos) ou a casa de alguém (Pais, amigos ou do protagonista).

Passo 4 (e final): Eles ficam juntos até os créditos subirem, as vezes até nos pós créditos.

–Alô? Terra chamando Humanas. – Júlia estralava os dedos na minha cara. – Cara, você viaja legal, em!?

–É... Desculpa por isso. Meu pai me chama de cabeça de vento e...Pera, Humanas?

Júlia sorriu como uma criança que acabara de incriminar o irmão, com um leve acréscimo –Na minha opinião sexy- da ponta da língua estar sob o canto da boca e sendo pressionada pelos dentes superiores.

–Você sabe: Humanas, Exatas. – Ela apontou respectivamente para mim e em seguida ela mesma. – Programação é de exatas. E artes, de humanas.

–Tá isso eu sei. Eu viajo na batata. Não sou burra. –Passei os dedos nos cabelos. – Mas...que merda de apelido é esse? – Ela simplesmente deu de ombro.

–Eu gostei. – Ela deu de ombros. E começou a ir em direção a porta. – Eu vou me trocar. Seja bem-vinda, Humanas. – E fechou a porta.

Suspirei. Seria difícil de convence-la a mudar esse apelido para um que não seja tão idiota, com: Lu, ruiva, Rachel E. Dare, Mellory Keen, Sansa, Marie Jane, vaca. Esse último é por causa do meu piercing, não que eu seja uma vaca.

Desarrumei as malas, arrumei as roupas no armário e ajeitei os quadros no chão encostados na parede. Com isso feito, sai do quarto. Teria que buscar os restos dos meus materiais de artes no Elvis. Bati na porta do quarto da Júlia, já que sem ajuda eu levaria horas para trazer tudo.

–Claro. – Ela concordou. Olhei por cima do seu ombro, observando o máximo que conseguia de seu quarto.

As paredes eram vermelhas sangue com alguns desenhos de cabeças de animais, caveiras, fantasmas, em preto por todas as paredes. A cama estava realmente uma bagunça só, com roupas, notbook, brinquedos de cachorro, e alguns cabos jogados por cima da colcha. Em uma das paredes havia uma mesa de computador, com algumas papeladas jogadas aleatoriamente.
Em uma das paredes, tinha uma porta de ferro, que era um armário enorme, igual ao que tinha no meu quarto. No canto ao lado do armário estava a caminha de Lara, entupida de bichos de pelúcia e meias? Muito provável que ela roubou da julia enquanto ela não estava de olho.

–Vamos. – Ela passou por mim e eu a segui até a porta, posteriormente até o elevador.

No elevador, antes das portas se fecharem, um homem colocou a mão entre as portas e depois entrou. Ele era alto e bronzeado, os cabelos pretos rebeldes por baixo do boné de aba reta. Os olhos como os meus, verdes. Mas os dele eram mais escuros, verde musgo. Um sorriso tão branco que chegou a me segar por um momento. O Surfista Bronzeado estava vestido como se morasse em uma casa em frente à praia, short azul escuro, camisa regata branca, tornozeleira rastafári e um chinelo, que mais parecia um par lanchas.

– Oi. – Seu olhar estava fixo em Júlia.

–Oi. – Ela sorriu para ele com o olhar perdido. Santo Buda, ela ta caidinha por ele.

A Bruna Surfistinha sorriu sem graça ao me ver e só balançou a cabeça para me cumprimentar.

E foi só isso, chegando ao térreo ele se despediu e saiu do prédio indo para o lado oposto ao que o Elvis estava estacionado. Quando olhei Júlia, ela tava parecendo um pimentão de tão vermelha, seu olhar era vago e ela estava distante.

–Quem era o surfista? – Perguntei enquanto subíamos com os primeiros cavaletes.

–N- Ninguém – respondeu desfiando o olhar.

–Ninguém que te deixa parecendo um tomate. – Comentei baixo.

Ela soltou o ar, se endireitando com o olhar ainda fixo nos números dos andares.
–O nome dele é Vinicius. Ele é tipo... tipo o meu crush a um bom tempo. – Eu a olhava fixamente, prestando total atenção em cada palavra. – E só recentemente ele me notou. Mas você apareceu antes que eu conseguisse convidar ele par sair. – Ela então me olhou fixamente nos olhos. Eu não via ressentimento, raiva, amargos, nem mesmo compaixão. Eu não consegui distinguir o seu olhar, ela de certa forma me lembrava Moraliza.

Subimos e descemos mais duas ou três vezes até o Elvis estar totalmente vazio. E foi mais uma hora até as minhas coisas estarem totalmente ajeitadas no quarto. Yeey... que comece o primeiro mês até o nosso casamento.

Notas finais
Bjoos o//