Quais as cores do programa?

2 A Ordem do Supremo Idiota


Notas iniciais
Yoo Peixinhos o/ Como você tão? tão bem? Então tá.. É.. Não garanto uma frequência na fic. MAAS as ideias estão borbulhando então, gostaria de aproveitar enquanto há tempo. Então.... Não esqueçam de COMENTAR o que devia vir FUTURAMENTE.

Soltei uma risada que após três segundos pareceu mais histérica do que de diversão.

Enxuguei lágrimas invisíveis e fechei a porta agradecendo o despertador. Após dois segundos a tal de Luna voltou a bater na minha porta e tocar a minha campainha.

–Abra a porta, por favor. – Dizia.

–Não adianta, querida, vá assaltar outro. – Respondi indo para a cozinha.

–Não quero te assaltar. Eu estou dizendo a verdade.

–E eu sou o Bozo. – Falei baixo.

Algum tempo se passou, eu preparei o meu café e dei comida a Lara, agora mais calma. Tudo estava na santa Paz, a tal de Luna – Se esse era mesmo o seu nome- devia ter ido embora. Quando finalmente sentei para comer, meu celular começou a tocar, quem iria me ligar nove e meia da manhã de um sábado? Isso não era nem horário de gente estar acordada, imagina ligando para os outros.

Calmamente caminhei até o meu criado mudo, onde meu celular estava carregando. Olhei para a tela e nela mostrava o número do meu pai, já temendo o pior atendi. Mas antes mesmo de dizer a primeira palavra, ofensas e xingamentos foram gritados na minha orelha.

Meu pai gritava da mesma forma que fazia para chamara a atenção de um funcionário, tanto que cheguei a pensar que ele havia ligado por engano, no entanto, entre a confusão de palavras consegui captar algumas como “Luna”, “maldita porta”, “abra agora Júlia, sua filha da... Marta”. Nunca pensei que o nome da minha mãe poderia servir como uma ofensa.

–A-abri a porta...? – Perguntei timidamente. Meu pai deu um suspiro pesado, provavelmente minha mãe estava olhando-o com a sua cara de reprovação.

–Filha, — Começou agora mais tranquilo. – A garota que você fechou a porta na cara é filha de um grande amigo meu, Rafael. Ele é advogado, e um dos seus primeiros atos como tal, foi criar um acordo entre nós para que nossos primogênitos se casassem. Então tecnicamente ela é a sua noiva, então ... ABRA ABRIR A MALDITA PORTA PARA SUA NOIVA. – E desligou na minha cara.

A contragosto marchei até a porta, e antes de abrir, olhei pelo olho-magico. A tal de Luna estava sentada no chão cercada pelas suas bolsas olhando para a tela do celular apagado.

Em um suspiro abri a porta por completo me revelando, Lara estava ao meu lado olhando curiosa para Luna, que olhava igualmente curiosa para nós duas.

–Você só tem isso? – Quebrei o silêncio após um tempo encarando-a.

Ela acenou positivamente com a cabeça.

–Ok... – Caminhei até a enorme bolsa mais próxima e a peguei. – Você pode ficar um tempo, até porque você aí vai chamar a atenção do sindico.

Ela sorriu largo e pegou a outra bolsa e o quadro. Caminhei até a ponta do meu sofá e larguei a bolsa ali mesmo.

–Você já tomou café? Eu fiz agora, se você quiser...

–Já sim, obrigada. – Respondeu sorrindo de forma simpática.

–Tá... – Andei até a sala de jantar, que ficava atrás do sofá, e sentei para tomar café.

Enquanto tomava café trocava algumas mensagens com Marcos ver se ele conseguia me ajudar com isso. Marcos era advogado formado pela marinha e é o melhor que eu já vi, certamente conseguiria achar alguma brecha em um documento que tinha no mínimo 30 anos, e que foi feito por um estagiário.

“Vou ver o que eu consigo fazer” – Garantiu.- “Vou ter que parar a conversa agora, meu chefe chegou”.

–Sua casa é bem maneira. – Luna falou ao meu lado, me assustando. – Só precisa de uma mão de tinta e uns quadros. — Seus olhos não fixavam em um lugar por muito tempo.

–Valeu... Hã.... Posso te perguntar uma coisa? – Ela virou-se para mim e concordou. – Como você pode estar tão tranquila com isso?

–Qualé Julia, é apenas um ano, nada mais. – Ela tinha um sorriso despreocupado e uma expressão relaxada.

–Com uma MULHER! – Frisei.

–Detalhes. – Ela enrugou o nariz.

–Detalhes muito importantes, muito mais que importante, SUPER IMPORTANTES. Porque não sei você, mas eu, gosto de HOMENS. E mulheres são apenas amigas.

Ela me encarou com a boca em linha, e após um tempo os cantos dos lábios subiram, formando um sorriso simples.

–Então vamos ser amigas. – Disse por fim. – Isso! Perfeito! Sejamos amigas que são legalmente casadas. – Ela sorriu.

–Ser amigas, ok. Já legalmente casadas... Desculpa, mas eu preferiria não estar legalmente casada com uma mulher.

–Ah, detalhes. É somente um ano, depois disso você não vai saber mais de mim.

–Aliás, me diz: por que temos que nos casar. Pois isso de “acordo feito por um estagiário e por isso somos obrigadas a casar” não me convence.

–Porque meu pai colocou em jogo o dinheiro dele.- Ela caminhou até a cadeira na minha frente e se sentou. – No papel, diz explicitamente que a sua fortuna seria do direito do primeiro filho homem, a não ser que se o seu primogênito se casasse com o primogênito do seu pai.

–Por favor me fala que seu pai não escreveu uma série de regras sem noção, e um juiz autorizou isso.

–É, eu admito que meu pai é um idiota. Mas meu irmão é pior que ele.

–Deixa eu adivinhar. – Apoiei o dedo indicador na mesa e fui batendo conforme falava. – Seu pai provavelmente tá com a saúde cagada, abeira da morte. E segundo esse acordo seu irmão, que não é flor que se cheire, ficara com toda a grana. – Ela concordava com a cabeça.

–Não esquece da diretoria da empresa de advocacia do meu pai. – Acrescentou.

–Mas sua mãe não quer que seu irmão fique, por que, como já dito, ele é um babaca. — Fiz uma pausa para ela discordar de tudo que eu falei, mas ela apenas sustentou o meu olhar. – Você não percebeu? – Ela franziu o cenho confusa. – Isso é a porra de um roteiro de uma comedia-romântica de segunda categoria. Nem eu assistiria e olha que eu GOSTO de comédias-romântica.

Ela sorriu e apoiou a bochecha direita na mão, e seu cotovelo apoiado na mesa.

–Pena que isso não é uma comédia-romântica de segunda, e sim a vida real. – Falou por fim, na sua voz eu consegui sentir uma leve tristeza, com se ela lamentasse essa situação tanto quanto eu.

–Então, se isso – Apontei para nós duas. – Parece tanto um roteiro ruim de uma comédia-romântica, que tal não fazermos como nos filmes? – Ela levantou uma sobrancelha.

–Como assim? – O canto direito da sua boca fez menção em puxar um sorriso.

–Vamos tudo ao contrário do que acontece nos filmes.

–Se eles começam se odiando...

–Nós viramos amigas. – Completei. -Claro que não há a garantia que vai dar certo, mas...

–Isso...É genial! É loucura tentar enganar o universo e o cosmos, mas é realmente genial.

– Tá. – Me levantei num salto, apoiando as mãos na mesa e inclinando na direção de Luna. – Qual a primeira coisa que acontece nos filmes de segunda?