Notas iniciais
Olá pessoal, sei que sumi por um bom tempo mas a escola toma quase todo o meu tempo livre. Prometo tentar ser mais frequente da próxima vez. Aqui é o Murilo, desejando a todos uma boa leitura.

Tabitha Nakamura

“ Não sei o que há no mundo, por isso o invento enquanto espero.” –Menina de 11 anos.

Bad Apple- Vocaloid

Tudo o que ela pode sentir foram várias picadas em seus braços pernas e pescoço, usou a mochila para defender-se dos insetos que teimavam em ataca-la, podia ouvir pequenos ruídos que deveriam ser de seus companheiros, mas o zumbido agudo e irritante dominava seus tímpanos. Ela mal conseguia enxergar com todos aqueles seres alados, minúsculos e asquerosos sobrevoando ao seu redor.

Pode ver apenas de relance que Alice lutava contra a garota ruiva que foi intitulada de Neftis ou algo parecido. As duas sabiam controlar o elemento água por isso, tudo o que ela pode ver foram as duas garotas se encarando e uma massa de água se contorcendo sem saber a quem devia obedecer.

Queria que suas amigas pudessem estar ali com elas. Mas infelizmente tinha de conformar com a situação. Ainda com a cabeça coberta pela mochila, ela tentou fugir do aglomerado de insetos, mas por onde ela fosse eles iam atrás dela, sempre a rodeando, foi então que ela lembrou-se que o garoto controlava-os, ela se perguntava onde estariam os outros que não iam ajuda-la.

Começou a andar as cegas pela rua, ouvindo o barulho infernal que não cessava. Pode ver de relance novamente. Mary, Isabel e Machael desviavam das bolas luminosas jogadas pela garotinha, eram verdadeiras bombas deixando pequenas falhas no asfalto, imaginava o que ela poderia fazer em uma pessoa. Clevence lutava contra o garoto dos insetos, ela sabia que o veterano possuía apenas uma boa memória e um grande poder de persuasão, mas, no entanto o garoto lutava tão bem quanto seu adversário. Ela percebeu que o garoto não parava de mexer os lábios, ela deduziu que enquanto ele estivesse produzindo aqueles sons os insetos continuariam atacando-a. Procurou pelo instrutor, e o achou encolhido em um canto.

Ela poderia passar horas chamando-o de covarde, mas se livrar daquela chuva de picadas que recebia era mais importante no momento. Caroços vermelhos já eram visíveis em sua pele e uma ardência era superabundante no local. Se ela ao menos tivesse um poder útil naquele momento... Ver o tempo de vida das pessoas era bom, mas não servia de nada durante uma luta. Ela sentia-se inútil.

Jogou a mochila para o lado, começou a espantar os insetos com as mãos, embora aqueles seres minúsculos fossem muito persistentes. Ela olhou para a garotinha que continuava a atirar bombas luminosas nas duas crianças que inutilmente tentavam ataca-la, mas era impossível atacar e defender-se ao mesmo tempo.

Ela continuou encarando a garota, até que uma aura verde a envolveu significava que ela ainda tinha muito tempo de vida. Mas de que isso adiantava? Ela continuou a encarar a garota, foi então que sentiu uma dor lancinante em seus músculos, suas mãos começaram a formigar, talvez fosse alguma reação das picadas de insetos, mas as picadas não mais a incomodavam, ela sentiu seus olhos arderem e fechou-os no mesmo momento, sua cabeça doía e latejava com se fosse explodir naquele mesmo momento. A dor era intensa demais, e sem mais conseguir segurar ela deu um grito ensurdecedor e um facho de luz emanou de seu corpo carbonizando todos os insetos. Embora surpresos e visivelmente atordoados os outros prosseguiram com suas batalhas.

Ela não sabia o que havia feito, olhou para ambas as mãos e surpresa viu duas bolas luminosas se formarem nelas. Então ela tinha o poder de copiar as habilidades dos outros. Aquele com certeza era um poder útil. Ela jogou uma das bombas de luz na direção do garoto dos insetos, ele foi atingido e jogado a alguns metros.

Clevence olhou para ela com um cara de espanto, mas ao ver as habilidades da garota sentiu-se feliz já que teria certa vantagem. Ela lançou a outra na direção da garota ruiva que igualmente foi lançada longe e a massa de água transformou-se em uma simples poça no meio da rua. A garotinha deixou de atacar Mary e Machael e correu a ajudar seus companheiros. As bombas dela não tinham a mesma intensidade das que eram produzidas pela garota mais eram suficiente para lançar alguém longe e dar vantagem em uma luta.

Ela agradeceu aos céus por ter descoberto sua nova habilidade em uma hora proveitosa já que aquele trio pretendia mata-los. O garoto dos insetos e a garota ruiva se recomporão e a encaram com certo ódio esboçado em suas faces. Foi então que Clevence deu alguns passos a frente, encarou os três, ficou assim por alguns segundos, deixando todos se perguntarem o que ele faria. Foi então que o garoto dos insetos começou a se contorcer de dor, ele caiu no chão e gritava como se alguém estivesse a tortura-lo. As duas garotas o ampararam, e olharam para Clevence com uma expressão de súplica, o garoto dos insetos parou de se contorcer e levantou-se rapidamente.

Antes que pudessem fazer qualquer coisa a garotinha emanou um facho de luz que cegou todos por alguns segundos e quando sua visão voltou a nitidez os três não estavam mais lá. Haviam fugido, mas não sem antes deixar uma mensagem no ar feita por fachos de luz: “Nós Voltaremos!”. Tabitha tremeu dos pés a cabeça, pois sabia que eles não estavam blefando.

° ° °

– Sua atitude na batalha foi ótima- Clevence elogiou-a passando para ela uma pomada para picadas- você com certeza se daria bem na Resistência.

– O que é Resistência?- ela perguntou enquanto passava a pomada pelo seu braço que tinha agora vários pontos vermelhos.

– Deixa pra lá!

O senhor Gullar os levou até o Instituto do Cairo, um prédio gigantesco com a mesma arquitetura do Instituto da Carolina do Norte, porém exibia uma fachada em amarelo vivo e decorada com diversas pinturas e hieróglifos milenares e indecifráveis.

Pinturas representado o panteão dos deuses egípcios decoravam os corredores e salões do Instituto, sem contar que cada um dos quartos tinha sua decoração baseada de acordo com um dos deuses do Egito antigo, com toda certeza ele levava a mitologia egípcia muito a sério.

– Como fez aquilo?- Alice lançou um olhar de dúvida para Clevence- Como fez o garoto cair no chão de dor.

– Ele não estava sentindo dor alguma- o garoto riu enquanto desabava sobre uma poltrona alaranjada- foi uma ilusão, descobri esse poder a pouco tempo e ainda estou aperfeiçoando ele, posso fazer você achar que está na Antártida e você sentirá frio como se estivesse mesmo lá.

– E o que você o fez ver?-perguntou Tabitha um tanto insegura em saber se gostaria ou não da resposta.

– Fiz com que ele visse alguém esfaqueá-lo, sei que é cruel, mas foi necessário.

Mary e Machael observavam os diversos quadros do salão, enquanto Isabel estava quieta em seu canto bebericando um chá de ervas para acalmar os ânimos que estavam à flor da pele. Tabitha contentava-se em observar o local e tentar lembrar-se como conseguiu adquirir um novo poder.

– E se aqueles três voltarem?- disse Alice quebrando o silêncio que se formara- Pela mensagem que eles deixaram não acho que vão “pegar leve” dessa vez.

– Eu também não acho, mas se eles voltarem mesmo, estaremos preparados.

Tabitha percebeu a expressão confiante do garoto, mas ela sabia muito bem que o ódio apenas atiçava a ira das pessoas, e que aquele trio estava cheio de ódio. Se eles voltassem, não seria uma luta tão fácil.

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Akemi Yamashita

“Olho por olho e o mundo acabará cego.” –Mahatma Gandhi

Senbonzakura- Vocaloid

Sem Tabitha o sexteto não estava completo. Mas ela estava no Egito, e Akemi podia imaginar como ela devia estar se divertindo e conhecendo coisas novas enquanto ela tinha de ficar presa no Instituto junto com suas amigas, aturando as frescuras de Madame Gláucia.

Só naquele dia, já haviam tirado toda a poeira da casa e dos móveis, eliminado as teias de aranha, lavado as manchas das paredes e dos pisos, regaram as plantas do jardim, tiraram o mofo do sótão e os insetos do porão. Resumindo em um dia cansativo e tedioso, aqueles dias em que você não tem nada para fazer.

Sentada em uma poltrona ela dobrava o papel formando um “tsuru” uma espécie de origami que lembra muito um cisne, diz uma lenda japonesa que quem conseguir dobrar mil tsurus tem direito a um pedido. Akemi já estava fazendo o seu centésimo tsuru, faltavam apenas novecentos e ela conseguiria realizar o seu pedido, e enquanto os dobrava aproveitava o tempo para decidir o pedido que iria fazer.

Suas companheiras estavam exaustas e dormiam, Madame Gláucia estava tomando um chá no jardim e um silêncio reinava em toda a casa, mas não era um silêncio irritante, mas sim um silêncio aconchegante e convidativo. Rebecca ainda descansava se recuperando dos ferimentos causados por algo que chamaram de “lâmina das trevas”. Os outros membros do Instituto estavam em seus quartos fazendo Deus sabe o que.

De todos os dias chatos incontáveis na história aquele com certeza batia o recorde mundial, embora o silêncio aconchegante a convidasse para dormir um sono leve e descansar pelo resto do dia.

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Kjirsten Milani

“A vingança é como uma ferroada, ela machuca o indivíduo, mas custa a vida da abelha.”

Alice Human Sacrifice- Vocaloid

Ela prensou o homem contra a parede de tijolos de uma forma tão violenta que admirava ela não ter sofrido nenhuma rachadura. Estavam em um beco escuro e mal iluminado, a grande quantidade de lixo e ratos e o ar assustador despistaria qualquer rastro que ela pudesse deixar.

Seus olhos azuis já tomavam um tom de fúria enquanto ela examinava o homem dos pés a cabeça. Ele tinha uma expressão mesclada entre medo e dor, seus olhos esbugalhadas lacrimejavam e sua boca tremulava ao tentar pronunciar pedidos de misericórdia:

– Eu vou perguntar pela última vez- a voz da mulher soou como um rugido selvagem de um animal quando está brigando por uma presa- e quero que você me responda! Onde ele está?

– Eu já disse que não! Por favor, me deixa ir embora eu não tenho nada a ver com isso.

Ela o afastou da parede e jogou-a contra ela novamente, dessa vez com mais força, o homem gemeu de dor e sofrimento, enquanto chorava implorando para que a ruiva o deixasse ir, mas aquela vingança já se tornara obsessiva.

– Se não respondeu eu juro por Deus que corto a sua garganta aqui e agora. Coopere comigo, eu sei que você é o informante dele, ando espionando você a um bom tempo e nada do que você diga pode me mudar de ideia. Estou pedindo algo bem simples. Será que Sebastian vale a sua vida?

O homem olhou-a ainda trêmulo e assustado, apesar de aparentar ser alguém durão por causa do porte físico, ou parecer perigoso devido às tatuagens espalhadas por todo o seu corpo, naquele momento ele se sentia um covarde. Mas Kjirsten não ligava para portes físicos ou quão ameaçadores as pessoas possam parecer, ela queria saber onde ele estava e não se importava em adicionar um simples assassinato em um beco escuro a sua lista de pesos na consciência.

– Anda! Responde!

– Por favor... Eu já disse que não sei de nada.

Kjirsten começou a aquecer suas mãos enquanto segurava os braços do homem, ela sentiu o cheiro de carne queimando e o grito de dor dele soou como uma doce música aos seus ouvidos. Ela sorriu sadicamente sabendo que a dor o faria falar, ele podia ser alguém leal a seu mestre, mas não havia nenhum ser humano que ficasse de boca fechada quando fosse submetido à tortura. Bastava ler um pouco sobre a Inquisição Espanhola para sentir o estômago dar voltas ao ver as máquinas de tortura que eram usadas, ela ainda estava indo devagar se comparado ao que havia estudado.

– Se você não falar, eu vou queimar outro lugar- ela ameaçou com um riso diabólico- Vou lhe dar apenas essa chance!

– Ele está na Rússia!

Ela sorriu novamente soltando o homem, ele choramingava e soluçava enquanto examinava as queimaduras deixadas em seus braços.

– Agora vá!

O homem não esperou segunda ordem para sair correndo. Mas rapidamente Kjirsten retirou uma faca da bota e lançou-a na direção do homem atingindo sua nuca, ele cambaleou e caiu morto no chão. Ela andou a passos duros até seu corpo, retirando a faca de sua nuca.

Ela sorriu e lambeu o sangue da faca como se precisasse dele para sobreviver. Estava enlouquecendo aos poucos e sabia disso, seu cérebro, seu coração e sua alma repetiam sonoramente que sua missão era matar Sebastian mesmo que para isso ela tivesse de beber todo o sangue de um de seus informantes.

Ela cremou o corpo do homem ali mesmo, tomando cuidado para não deixar nenhum vestígio. Depois disso deixou o beco discretamente, havia algumas coisinhas a serem resolvidas na Rússia.

Notas finais
Sei que peguei pesado na parte de lamber o sangue-hehe- mas o meu dia hoje foi o mais tedioso de todos, por isso tive de colocar alguma cena violenta!!! Digamos que a Kjirsten lembre muito a "Primeira Alice" por isso a música Alice Human Sacrifice. A propósito adoro Vocaloid!!! Sem mais enrolações, desejo a todos um bom dia, boa tarde ou boa noite, depende apenas da hora que estiverem lendo. Até o próximo!