Q.I.- Fanfic Interativa
13 Por favor, Não Diga Preguiçosa.
Notas iniciais
Tabitha Nakamura
“O temor da morte é a sentinela da vida”

Dara estava escrevendo novamente em seu bloco de notas, ela vivia criando letras de música, a maioria delas ninguém conseguia arranjar melodia que coubesse. Cay e Caty se deliciavam com a cesta de chocolate que tinham ganhado de seu fã-clube. Não era novidade que as gêmeas viviam com fãs em todos os lugares, eram as mais populares do grupo. Susan desenhava em seu caderno especial para isso, ela era uma mangaká muito habilidosa e já tinha publicado três mangás de um shoujo que estava construindo. E por fim Akemi, a japonesa. Akemi era muito diferente das outras e em vez de andar por ai distribuindo autógrafos, como as gêmeas, ou escrevendo letras, como Dara, nem construindo histórias em quadrinho, como Susan. Ela tinha vindo do Japão, em Tóquio, diferente de todas as outras que eram coreanas.
Akemi não fazia nada além de dobraduras.
– Ontem o show foi muito bom – Dara quebrou o silêncio.
Dara Roye costumava ser a mais animada e a “líder” do grupo. Ela que tinha formado a banda e na verdade era Dara quem fazia de tudo por elas, ela arrumava o tecido para as roupas, ela que criava as coreografias e era Dara quem conseguia a permissão de Madame Gláucia para pequenos shows uma ou duas vezes ao ano. Eram poucos shows, porém elas adoravam ensaiar o ano inteiro para eles. No Natal faziam uma apresentação completa, não somente com uma ou das músicas, ou letras de outras bandas, elas usavam as próprias composições. No Ano Novo era comum que dessem abertura ao evento do Dia Branco, e fizessem o fechamento do mesmo. Tudo era Dara quem administrava. Se alguém tivesse de receber todos os elogios do mundo, esse alguém era Dara.

(Cay & Caty)
Por outro lado, as gêmeas Karia e Kranoa Sufini eram bem relaxadas e desligadas do mundo. Normalmente avoadas, mal conseguiam decorar os passos das coreografias. Eram conhecidas por sempre estarem comendo ou rindo de algo. A aparência fofa delas fazia com que a popularidade subisse. Foram as primeiras da banda a terem seu próprio fã-clube, além de serem as mais amadas. Elas não se gabavam disso, suas mentes estavam ocupadas demais para pensarem em ser superiores, elas tinham problemas como escolher que cor combinaria com seus sapatos e que tipo de penteado fazerem hoje.
Susan Etharinne era a mais responsável, embora não tão ativa quanto Dara. Susan costumava organizar as vozes e decidir quem iria cantar qual frase e onde fariam coro. Também era ela quem aperfeiçoava as coreografias e costurava os uniformes customizados. Ela também fazia os cartazes anunciando os shows e escrevia reportagens especiais para que o clube de literatura publicar no Jornal do Instituto. Era a ajudante e braço direito de Dara. Se outra pessoa merecesse todos os elogios do mundo, seria Susan.

(Akemi)
Akemi Yamashita tinha um sobrenome um tanto quanto engraçado, “Debaixo da Montanha”. Ela dizia que seus ancestrais tinham morado perto do Monte Fuji e por isso o sobrenome “Yamashita” [N.A.: Yama – Montanha, Shita – Debaixo]. Akemi ficava responsável pelos cabelos, ela era especialista em pintar e alisar, conseguia até mesmo arrumar os cabelos de Susan que eram bem curtos e escorridos. Akemi era a mais distante, mas não deixava de ser importante. Ela tinha a voz mais fina e por isso fazia alguns solos difíceis. Elas cantavam músicas coreanas e japonesas, embora Akemi se saísse bem melhor nas coreanas, Dara insistia que precisavam cantar japonesas também, pois Akemi era do Japão e não poderiam diminuí-la.
E por fim Tabitha Nakamura, a segunda japonesa. Tabitha não era considerada como japonesa exatamente pois tinha nascido nos Estados Unidos. Mas sabia falar japonês graças aos avós que a criaram e eram do Japão. Tabitha era a mais nova integrante do grupo, tendo somente quatorze anos. As outras tinham dezesseis, todas, com exceção de Akemi, que tinha quinze.
Tabitha levantou os olhos da blusa que estava costurando. Era a roupa de Cay, cheia de laranja e brilhos em dourado. Com isso, observou as outras meninas. A banda não ia para as aulas normais, elas ficavam maior parte do tempo juntas, conversando e perdendo tempo. Algumas nem sabia suas habilidades, somente que eram superdotadas. Tabitha conhecia seu poder de saber o tempo de vida de qualquer pessoa que ela encarasse por algum tempo e Dara conseguia transformar em pedra qualquer coisa que quisesse. As gêmeas não sabiam o que conseguiam fazer, porém eram bem habilidosas com chicotes e facas de arremesso. O estéreo tocava uma boyband que elas simplesmente amavam, os CNBLUE, Tabitha era simplesmente apaixonada pelo vocalista principal. Susan gostava do baterista e Dara do guitarrista. Caty adorava o contrabaixista e Cay não sabia quem escolher.
– Eu errei um passo da coreografia – disse Kranoa, ou Caty como preferia ser chamada.
– Tudo bem, aposto que ninguém percebeu, mana – Karia, ou Cay, confortou a irmã gêmea. Elas sempre erravam alguma coisa e ninguém percebia pois elas eram sempre as perfeitas da banda.
– Eu desafinei na hora do meu solo – Akemi suspirou consigo mesma, abaixando o pássaro que tinha acabado de dobrar.
– Eu também – concordou Dara – Acho que no Eletric Shock nós poderíamos abusar mais dos coros, é difícil alcançar as notas desse jeito.
– Eu acho que deveríamos parar de nos focar tanto em Eletric Shock e começarmos a ensaiar Don’t Say Lazy, essa já está na nossa lista de música faz tempo. – Susan levantou os olhos.
– Mas ninguém liga pra aberturas de anime – Cay argumentou – Se a gente pudesse cantar com voz de homem eu adoraria fazer alguma do SAO.
– Mas tem Overfly, dá pra fazer essa. – Dara ficou pensativa – Akemi em a voz perfeita para essa música. Ou então Caty.
– Mas a música só teria uma voz, não dá pra só uma cantar, por isso temos de escolher músicas coerentes – Susan repreendeu-as – Vamos cantar Zoetrope e depois ensaiar com Kimi Ga Kureta Mono.
Todas concordaram com um meneio de cabeça. Repertório era algo que somente Susan conseguia decidir. E ela sempre tinha razão. Elas só cantavam, não tocavam nada, e por isso precisavam de uma banda, e sempre se utilizavam do clube de música para isso. A banda de Ariel sempre gostava de fazer participações especiais nos shows das meninas. E como toda banda, elas tinham nomes artísticos. Você já deve ter percebido que Karia e Kranoa usan os nomes de Cay e Caty. Dara era Roena, Susan se denominava Sufla e Akemi era Sakura. Tabitha usava seu nome, Tabitha mesmo, pois não tinha conseguido pensar em algo que lhe agradasse.
Essa era a banda do Instituto.
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