Q.I.- Fanfic Interativa

24 A Primeira Batalha- Parte Dois


Notas iniciais
Olá pessoal, neste capítulo vocês verão a luta dos novatos, espero que gostem. Aqui é o Murilo desejando para vocês uma boa leitura.

Machael Bernhardt

"Amigos de verdade não são aqueles que apenas te cobrem de elogios, mas também aqueles que apontam seus erros e te ajudam a superá-los."

Ghost- Katy Perry

Os rosnados metálicos dos leões misturados aos grunhidos assustadores das gárgulas davam um ar tenebroso em meio à quietude da clareira. Fora a risada maquiavélica de Volúpia que amedrontava ainda mais os novatos. Os leões batiam a pata no chão impacientes esperando apenas a hora de atacarem suas mais novas presas, as gárgulas estavam paradas grunhindo e balançando as asas em posição de ataque.

A gargalhada de Volúpia ecoava por toda a clareira e Machael não sabia como é que os as outras pessoas não estavam escutando aquele barulho infernal e ligado para a polícia. Se bem que contra aqueles monstros a polícia não poderia fazer nada. Eles tinham que lutar, e para uma brincadeira aquilo parecia sério demais. Mary disse pra ele ficar longe da mulher de preto e nem precisou pedir duas vezes, ele nunca se aproximaria daquele ser tão mal e tenebroso.

Volúpia retirou uma adaga que estava presa em sua faixa de seda branca na cintura, ela ergueu a adaga como se fosse um troféu a ser mostrada, a adaga reluzia com a luz da lua que naquele momento não tinha nada de bela. –“ Ela é mesmo uma falsa”- pensou Machael mas não disse nada, não era o momento certo pra falar o que ele estava pensando.

Agarrado ao braço de Mary, ele tremia de medo e não conseguia esconder que estava nervoso, afinal uma criança teria medo de um monte de leões e monstros que quisessem ataca-lo. Todos continuavam com os olhos pregados em Volúpia, curiosos e ao mesmo tempo temerosos do que ela poderia fazer.

– É chegada uma nova era- ela gritou como se aquilo fosse uma grande batalha- a segunda vez em que os pirralhos do Instituto são derrotados, mas dessa vez, será para sempre!

Volúpia riu mais alto do que antes e fez um gesto com uma das mãos. Os leões e as gárgulas avançaram pra cima dos novatos que surpresos foram atingidos pelos monstros. Machael não teve tempo de reagir, de surpresa foi empurrado com força por um dos monstros. Ele rolou pela grama úmida e esverdeada, seu braço doía e o gosto metálico do sangue reinava em sua boca.

Ele olhou para o braço que agora tinha um belo arranhão, com a língua procurou se havia algum ferimento na boca e encontrou um na parte interna da bochecha. Ele sentou-se com dificuldade ainda zonzo pelo impacto, mas já podia ver que os novatos se viravam como podiam. Alguns estavam arranhados era verdade, mas arranhões não seriam nada se comparado ao que poderiam ter sofrido.

Ele viu que Madame Gláucia lutava contra Volúpia, as duas rolavam pela grama molhada, como dois gatos raivosos a brigar por um pedaço de carne. Ele nunca poderia imaginar que a tão refinada Gláucia lutasse daquele modo. Ele lembrou-se de Mary e começou a procurar desesperadamente por ela, meio a poeira que já se formava no local e dificultava sua visão.

Ele espremeu os olhos para enxergar melhor e identificou Mary que tinha um arranhão na perna e mancava, ela segurava um martelo que ela tirou Deus-sabe-de-onde (N/A: Não sei se é assim que se escreve, mas eu confio na correção do Word). Ela tentava defender-se dos ataques de uma gárgula, embora ela golpeasse com toda a força que tinha parecia que não estava fazendo efeito algum no monstro.

Até que a gárgula conseguiu jogar o martelo longe e agarrou Mary como se estivesse abraçando-a, mas por ela estar se debatendo e gritando, Machael deduziu que ela não estava gostando do abraço daquele monstro e que ele estava machucando ela.

Ele precisava ajuda-la, olhou para todos os lados em busca de algo que pudesse jogar no monstro, mas não encontrou nenhum objeto pequeno. Ele olhou para o barracão, cheio de barris de metal verde-musgo. Ele queria perguntar por que haviam construído um barracão bem no meio de um bosque, mas aquele não era o momento. Mary estava precisando dele, e só havia aqueles barris, ele nunca havia conseguido levitar um objeto tão pesado, mas sua amiga precisava dele e ela confiava nele.

Ele ergueu o braço na direção de um dos barris que lentamente se erguia do chão, uma dor insuportável tomou conta de seu braço e sangue saía de seu arranhão, sua cabeça doía e latejava, era como se alguém tivesse colocado um peso gigantesco em suas costas para que ele carregasse. Mas ele manteve-se firme e concentrado em salvar Mary. Quando o barril estava a uma notável distância do chão, ele rapidamente apontou o braço para a Gárgula que abraçava Mary, e o barril instantaneamente seguiu o trajeto numa velocidade inimaginável, atingindo o monstro e cheio e espatifando-o contra o chão, num grunhido assustador.

Ele viu que os outros novatos estavam conseguindo se virar, é claro que estavam arranhados ou machucados, mas pelo menos não estavam mortos. Vendo que Mary estava seguira, ele olhou para Madame Gláucia, ela estava deitada e muito machucada, Volúpia estava com os joelhos em cima dos braços da senhora e sorria muito, mas não era um sorriso normal. Era um riso macabro e malévolo, ela erguia a adaga para matar Madame Gláucia.

Machael viu que ao lado dele estava o martelo que Mary havia encontrado, ele fez o martelo flutuar e jogou-o na direção de Volúpia, acertando o estômago dela. A mulher caiu de cima de Gláucia contorcendo-se de dor. Gláucia levantou-se rapidamente e chutou a adaga dela para longe. Volúpia vendo que estava sendo ameaçada levantou-se rapidamente e ergueu uma das mãos. Uma gárgula levantou voo e agarrou a mão de sua senhora suspendo-a no ar. Volúpia havia fugido, pelo menos daquela vez.

E algo dizia a Machael que ela voltaria e não muito feliz. Ainda havia alguns monstros de pedras a atacarem os novatos, mas após alguns longos minutos de luta eles conseguiram destruir todos. A maioria tinha arranhões grandes e hematomas nada agradáveis, mas era um preço baixo a pagar considerando o fato de que poderiam estar mortos naquele momento.

Mary agachou-se ao lado de Machael com um sorriso nos lábios, ela beijou uma das maçãs de seu rosto em agradecimento, o garotinho corou de felicidade no mesmo momento com o sorriso mais aberto que conseguia fazer. Agora Mary confiava nele de verdade e eles eram sem dúvida melhores amigos.

° ° °

Isabel Lins

Para uma novata ela tinha se saído muito bem em sua primeira luta, o máximo que ganhou foi um belo arranhão no braço que demoraria semanas para ser cicatrizado, mas pelo que aprendeu suas células eram mais evoluídas e ela não se espantaria se no dia seguinte o seu braço estivesse normal. Eles estavam na casa do Refúgio, era apenas um casarão que ficava a poucos metros da cidade, onde eles se escondiam quando o Instituto era atacado.

Ela havia passado um spray no arranhão e enfaixado, e agora ajudava a cuida dos ferimentos dos outros. Naquele mesmo momento ela estava colocando gelo em um hematoma nada agradável de uma garota asiática que levara uma patada de uma das gárgulas. Aquela noite seria longa e dolorosa, mas no dia seguinte todos estariam bem.

Clevence e Alice haviam chegado uma hora depois deles, trazendo consigo uma das novatas que tinha um sério ferimento nas costas, Madame Gláucia estava cuidando dela naquele momento. Isabel apenas tentava raciocinar tudo o que havia acontecido, desde a fuga do Instituto até a hora em que eles chegariam em segurança ao casarão quer serviria de nova base deles. Isabel arrependeu-se do dia em que resolveu entrar para o Instituto e desenvolver suas “habilidades especiais”. Se tivesse ficado no Brasil, estaria agora em segurança tomando água de coco em uma praia qualquer. Mas já que estava ali não podia reclamar. Ela sempre desejou viver uma aventura e havia vivido uma a horas atrás e não seria a última, disso ela tinha certeza.

Terminou de fazer o curativo nos cortes da garota asiática e pediu que ela saísse, dando lugar ao próximo. Um garotinho loiro que tinha um arranhão enorme no braço. Ela segurou o braço frágil do garotinho com a mão esquerda e com a direita passou spray, fazendo o garoto gemer por causa dar ardência provocada no local. Depois ela passou com cuidado uma pomada especial para cortes e arranhões e por fim enfaixou o braço do garoto que a agradeceu com um sorriso gigantesco.

Ela procurou por mais alguém que precisasse de um curativo, mas todos já haviam sido “atendidos” por ela ou por Madame Gláucia que agora cuidava da garota que tinha levado uma facada nas costas. A menina suava e gemia de dor, enquanto recebia compressas e todo o tipo de pomadas para acelerar sua cicatrização.

Depois que a garota adormeceu Madame Gláucia limpou o sangue de suas mãos e subiu as escadas, Isabel desabou em uma das poltronas de veludo amarelado que decoravam o salão da casa. Ela sentia-se esgotada, queria dormir a manhã inteira e repor suas energias, sua barriga roncava e só então ela lembrou que não havia comido nada no jantar, mas seria melhor passar fome do que comer aquela batata mal cozida e aquela gororoba que chamavam carinhosamente de purê, a comida do Instituto não era das melhores.

Madame Gláucia desceu as escadas rapidamente chamando a atenção de todos os novatos, mesmo depois de quase ter sido assassinada ela continuava com sua seriedade inabalável, embora na luta parecesse um tigre feroz.

– Atenção novatos! Acabo de receber notícias de mais um dos fundadores. Ele está no Egito e descobriu que existem mais jovens com habilidades especiais e ainda não conhecidas. Como os veteranos estão resolvendo um problema na Rússia, vocês terão que ir atrás desses jovens- alguns abriram a boca em protesto, mas Madame Gláucia fez um sinal com as mãos que os silenciou- preparem-se, daqui a três dias vocês irão para o Cairo, agora descansem, amanhã vou passar o resto das instruções!

Isabel fechou os olhos levando a mão a testa, ela sempre quis viver uma aventura, mas aquilo já era mais do que um exagero. Ela nunca tinha ido ao Egito, mas sabia que se no Brasil o calor reinava, no Egito seria pior.

Notas finais
Espero que tenham gostado!! Não sou muito bom em escrever capítulos de ação mas estou fazendo o meu melhor. Será que os novatos se darão bem no Egito? Será que os jovens entrarão para o seu exército anti-Sebastian? Descubram!!