Páginas em Branco
7 Make You Feel My Love - Part One
Notas iniciais
I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more
A Thousand Years — Christina Perri
***
Não demorou muito para Damon se recuperar do infarto que tivera. Depois que voltou para casa, Elena tomou cuidado redobrado com o marido.
— Tire as suas mãos dai, Damon! — Ela exigiu ao ver o marido tentando pegar, escondido, uma batata frita. Ele bufou irritado e soltou a batata, bufando. — Não me olhe assim amor, você sabe que é necessário, certo? — Ela questionou carinhosamente, afagando o rosto dele, que aproximou-se, inconscientemente, do toque.
— Sei — disse, sentindo-se hipnotizado pelo olhar doce da esposa. Odiava quando ela o fazia esquecer por que estava bravo. Ela sorriu, vitoriosa, e afastou-se, enquanto dizia: — Nem acredito que vou voltar a trabalhar! — Disse eufórica. Ele sorriu ao ver o quão alegre a sua morena estava e suspirou, abraçando-a pela cintura:
— Pois é, você parece bastante animada — constatou, mordiscando o lóbulo da orelha de Elena, que se arrepiou diante do toque dele. Tudo bem que ele havia mexido alguns pauzinhos para que ela pudesse voltar ao hospital, mas Elena tinha todo o mérito do mundo. Ela era uma profissional apaixonada pelo que fazia e ele sabia o quão competente ela era.
— Eu estou! — Ela disse, quicando no mesmo lugar. Ele riu da ação de sua morena e percebeu que ela e a Barbie definitivamente estavam passando muito tempo juntas. Mas ele adorava tudo em Elena, amava as reações espontâneas e normais na morena. — Não vejo a hora de voltar a trabalhar!
— Bem, o bom disso tudo é que você ainda vai ter tempo para mim e para as crianças — ele disse sorrindo. Havia conseguido um cargo de chefia para a esposa, ela receberia melhor e não teria que fazer plantões ou trabalhar mais do que sete horas por dia.
— Sim, realmente — ela disse rindo. Eles ouviram gritinhos infantis e Elena não pôde evitar rir diante da expressão de raiva do marido por eles terem sido interrompidos. Porém, quando suas pequenas princesas surgiram na cozinha ele sorriu novamente, correndo na direção delas e fazendo cócegas em Hope, que gargalhava.
— Para, papai! — Ela pediu sem fôlego, enquanto Grace e Elena brincavam juntas.
— Venham cá minhas princesas — pediu juntando as duas e olhando para seus belos olhos castanhos. — O papai ama vocês de montão, vocês amam o papai? — Ele questionou fazendo uma carinha pidona.
— Sim — as duas responderam em uníssono: — Eu amo você desse tamanho — Grace disse abrindo os braços o máximo que podia. Damon riu e virou-se para Hope, que disse, com sua voz fina e angelical que o rapaz amava:
— E eu amo você daqui até a Lua! — disse, rindo. Ele sorriu e deu um beijo na testa de cada uma das meninas, que saíram correndo de mãos dadas em direção à ampla sala. Damon sorriu e virou-se para a esposa:
— O almoço já está pronto? — Perguntou curioso. Ela assentiu e abriu o forno, pegando uma luva e tirando de dentro do forno uma carne assada. Ele pegou o prato com a batata frita e levou para a sala. Os três estavam sentados à mesa comendo.
— Onde Stefan, James e Rafael tão? — Hope perguntou, enquanto mordiscava uma batata frita. Apesar de brigarem um pouco, eles eram bastante apegados um ao outro.
— Stefan e Rafael estão na escola, e James está com Caroline — Elena riu ao lembrar que sua melhor amiga havia insistido fervorosamente em levar o seu filho ao shopping e depois comprar algumas roupas "mais estilosas" para ele. Mas eu gosto das roupas que meu filho usa! Pensou desgostosa.
— Lena, o que acha de levarmos as crianças para a casa do Klaus e da Carol? — Damon perguntou com um olhar repleto de segundas intenções. A morena conhecia bem seu marido, e sabia a razão pela qual ele havia sugerido aquilo.
Desde que Damon foi liberado do hospital, eles não puderam ter relações sexuais. A morena riu ao lembrar da reação do marido ao ficar sabendo daquilo:
— Sem poder transar? — Ele praticamente gritou, fazendo a morena o olhar surpresa. Eles estavam sozinhos no hospital, mas ela teve certeza de que as pessoas do lado de fora ainda podiam ouvir tudo o que eles diziam.
— Sim, amor... Eu sinto muito, mas são ordens de Joseph, ele disse que como você teve que se submeter a um cateterismo é arriscado voltar a ter atividades sexuais antes de seis semanas — ela disse calmamente.
— Isso está errado, Lena! Não pode estar certo! — ele reclamou, irritado. Ele e Elena tinham uma vida sexual plena e ele não queria ficar oito semanas sem tocá-la, seria tortura! Tinha certeza de que aquilo era mera birra da parte do doutor irritante Joseph. Ainda não ia com a cara dele, apesar de ter a plena consciência de que o médico havia salvado sua vida. Ele ainda não gostava de vê-lo perto de Elena e tal proximidade estava ficando cada vez mais constante. — Aposto que Joseph só está fazendo isso para me ver sofrendo — ele constatou, com os olhos arregalados.
Elena revirou os olhos e disse:
— Amor, deixe de ser infantil! Todos os cardiologistas do hospital disseram a mesma coisa, então sossegue pois seis semanas passam rápido okay? — Pediu carinhosamente. — E eu realmente agradeceria se você fosse menos hostil com Joseph, afinal ele salvou sua vida — ela disse dando um beijo no rapaz e segurando a mão dele.
A noite chegou rapidamente em Nova York. Damon se despediu dos filhos e os deixou na casa da melhor amiga. Eles passariam a noite lá, algo que estava ficando cada vez mais comuns. Ele chegou em casa e subiu as escadas, sem encontrar a esposa em lugar algum.
Franziu o cenho ao notar luzes amareladas vindo de seu quarto e aproximou-se. Ele sorriu maliciosamente ao ver que havia velas de led espalhadas pelo quarto e que pétalas vermelhas jaziam sobre a cama. Desabotoou a camisa e jogou-a sobre o criado-mudo, esperando que sua morena aparecesse a qualquer momento. Retirou os sapatos e sentou-se, olhando em volta. Ela realmente havia pensado em tudo!
Ouviu o som da porta sendo aberta e virou-se. Sua boca abriu em um formato de "O" ao vê-la. A morena usava uma camisola preta curtíssima que ressaltava todas as curvas de seu corpo. A parte do busto era composta de renda e deixava-a com um ar delicado. Uma fita grossa de seda preta fazia-se notar e a parte de baixo era de seda. Ele amava quando ela se vestia daquele jeito para ele!
— Uau — disse, aproximando-se. Ela sorriu e disse, empurrando-o para a cama:
— Hoje vou te compensar pela demora — ele sorriu malicioso e ela pediu:
— Acho que você precisa se livrar dessa calça — comentou, como quem não quer nada. Ela mordeu o lábio inferior, o que deixou excitado. A morena abriu o zíper da calça e a abaixou, passando a unha pela pele da coxa, fazendo-o arfar. Ela jogou a calça dele para longe, encarando-o por alguns instantes com um olhar de extrema luxúria. Mesmo com o tempo, o corpo de Damon ainda continuava... Delicioso. O abdome bem torneado parecia clamar por atenção, e ela logo faria aquilo.
Puxou a boxer dele para baixo e se deparou com aquele órgão pulsante, que clamava por ela. Empurrou um pouco mais, fazendo-o deitar na cama. Elena passou a unha pelo tórax dele, marcando território. Abaixou-se e espalhou beijos por todo o abdome de Damon, mordiscando-o de vez em quando. Ele fechou os olhos diante das carícias, sentindo sua ereção aumentar ainda mais. A cada toque da morena, ele sentia seu corpo pegar fogo, como se beijo deixasse rastros de calor para trás.
Elena desceu um pouco mais e sorriu ao tomar o pênis dele em mãos. Não pôde se conter. Colocou o membro dele em sua boca, fazendo-o soltar um gemido estrangulado. A morena roçou os dentes por toda a extensão e ele geme ainda mais alto. Seu corpo pegava fogo, e cada toque dela era a tentação. Começou com movimentos lentos, torturando-o o máximo possível. Porém, ao ouvir os gemidos dele aumentarem, a morena acelerou os movimentos, abocanhando-o com desejo, enquanto ele grunhia e gemia de prazer. Elena notou que ele não podia mais se conter e acelerou um pouco mais os movimentos.
Damon sentiu todo seu corpo contrair e explodiu em um um orgasmo. Ele sentiu todo seu corpo amolecer e respirou fundo, ofegante. Elena subiu sobre o membro de Damonb e rebolou sobre o mesmo, fazendo-o gritar alto. Ele segurou-a pela cintura e ajudou-a a se mover sobre ele. A morena gemeu ao sentir o contato dele contra sua intimidade já molhada e pegou as mãos dele, guiando-as por sua cintura, até alcançarem seus seios túrgidos.
Damon inverteu as posições rapidamente deixando-a por baixo. Ele queria desesperadamente tocá-la, senti-la. Beijou-a com desespero enquanto suas mãos apertavam com delicadeza a cintura da morena. Ele tirou a camisa da morena e jogou-a para um canto. Olhou-o o corpo curvilíneo e delgado da morena e suspirou. Apesar de conhecer cada centímetro daquele corpo, cada defeito e imperfeição, nunca se enjoava do mesmo, e duvidada que um dia aquilo viesse a acontecer.
Mordiscou o pescoço da esposa, fazendo-a gemer e desceu seus lábios por outras regiões. Tomou-lhe um dos mamilos enquanto massageava o outro delicadamente. Elena gemeu desesperada ao sentir a língua dele contra sua pele sensível. Ele a causava reações inesperadas. Damon franziu o cenho ao sentir um pequeno nódulo no seio da esposa mas preferiu ignorar aquilo no momento. Seu prazer falava mais alto do que qualquer outra coisa...
Arrancou a calcinha da morena e abriu as pernas dela, querendo total acesso à intimidade da morena. Tocou o clitóris e sorriu ao ouvir um gemido esganiçado de Elena. A morena sentiu todo o corpo entrar em combustão conforme a língua dele brincava em sua intimidade. Seus gemidos tornavam-se cada vez mais altos e algumas vezes se transformavam em gritos desesperados conforme ele acelerava o ritmo da língua contra sua intimidade. A morena agarrou-se aos lençóis e jogou a cabeça para trás quando ele a estocou com a língua.
— Dam — arfou. — Por favor — implorou, enquanto ele acelerava os movimentos. Ela sentiu todo seu interior contrair e explodir em um orgasmo. Ela soltou um grito e sentiu todo seu corpo relaxar. Ele puxou-a para um beijo e ele a penetrou, fazendo-a gemer contra os lábios dele.
Damon começou com movimentos lentos e delicados, enquanto os gemidos ecoavam por todo quarto. Ela era quente e seu corpo parecia clamar pelo dele. Elena sentia-se completa quando o tinha dentro dela. E seus corpos pareciam ter sido feitos um para o outro. Elena implorou, desesperada:
— Mais rápido... Por favor — pediu agarrando pelos cabelos quando ele estocou mais fundo. Soltou um grito de prazer enquanto ele acelerava as estocadas. Os corpos moviam-se freneticamente e os corpos estavam em combustão. Os gemidos tornavam-se cada vez mais audíveis e o prazer cada vez mais crescente.
Elena sentiu-se dominada por mais um orgasmo e instantes depois, Damon gozou dentro dela. O rapaz deu-lhe um beijo na testa da esposa e saiu de dentro dela depois de algum tempo, aninhando-a em seu peito.
— Eu amo você — Elena murmurou sonolenta. Ele sorriu e disse, cobrindo-a melhor para que ela não adoecesse:
— Eu também te amo — disse fechando os olhos e adormecendo logo em seguida.
...
Elena brincava animadamente com seus filhos, enquanto Damon a observava com um sorriso de júbilo no rosto. Como não amar aquela mulher? Era simplesmente impossível não ter tais sentimentos por ela.
Damon franziu o cenho ao lembrar da noite anterior e aproximou-se da esposa, questionando contra seu ouvido:
— Amor, há quanto tempo você não vai ao ginecologista?
— Tem cinco meses Dam, por quê? — Ela questionou confusa. Ele suspirou e disse, ainda bem baixo:
— Ontem, enquanto fazíamos amor, eu senti um nódulo no seu seio esquerdo — disse, tentando não ficar nervoso. Não havia de ser nada, certo?
Elena sentiu todo seu corpo retrair ao ouvir aquilo. Nódulos nunca eram um bom sinal. Ela piscou algumas vezes, atordoada, e respirou fundo. Levantou-se e pediu, tentando manter-se calma:
— Fique com as crianças, por favor — pediu forçando um sorriso. Ele assentiu e ela subiu as escadas, indo em direção ao seu banheiro. Abaixou a blusa e o sutiã, deixando seu seio livre. Apalpou-o e sentiu o nódulo na parte de baixo de seu seio. Ela não sentia dor, mas sabia que precisava fazer uma mamografia o quanto antes.
Respirou fundo e se ajeitou, levanto o sutiã e a blusa. Orou mentalmente para que aquele nódulo fosse benigno, caso contrário... Estremeceu ao cogitar a possibilidade. Ela não saberia o que fazer se realmente estivesse com câncer! Sentiu as lágrimas caindo por seu rosto e soluçou e apoiou-se na pia, tentando respirar fundo.
— Lena — ouviu a voz de Damon atrás de si e virou-se, ofegando. Sua vista estava cega graças as lágrimas, mas ela apenas se jogou sobre ele, sendo recebida com carinho. — Vai ficar tudo bem — ele disse afagando os cabelos da esposa com carinho.
— Não vai não... E se eu estiver mesmo doente? — perguntou, aterrorizada. Tinha medo de ter que passar por tudo aquilo sozinha, de que Damon a abandonasse... Estremeceu com o pensamento e ofegou. Ela não conseguiria sem ele. Precisava sentir que ele estaria ao lado dela, que ele não a deixaria sozinha. Elena amava Damon, já não sabia viver sem ele, e não saberia como lutar contra um provável câncer sem o apoio do marido.
— Você não vai estar — ele disse, sem ter certeza do que falava. Apenas precisava se manter positivo, não queria pensar na possibilidade de sua morena tendo que passar por todo aquele sofrimento causado pela quimioterapia. Estremeceu diante do pensamento e respirou fundo.
— Promete que não vai me deixar, Damon? — Pediu o encarando. Ele franziu o cenho confuso e perguntou:
— Por que está perguntando isso?
— Porque ninguém vai querer ficar com alguém com câncer... Porque eu vou ser um peso morto, e ai uma gostosona vai aparecer e você vai ficar todo assanhadinho e vai me abandonar — ela disse soluçando.
— Nunca mais diga isso! — Ele ralhou irritado. — Você jamais vai ser um peso morto, Elena — ele disse, balançando a cabeça nervosamente: — Você é minha vida — ele disse segurando a mão dela com força: — E a cada dia que passa eu te amo um pouco mais, se é que isso é possível! Eu jamais te deixaria, meu amor — ele disse suavemente. Encostou sua testa na dela e disse, suavemente: — É na saúde e na doença, lembra-se? — Perguntou encarando-a. Jamais a deixaria. Não conseguia viver sem Elena, e ele a ajudaria a passar por aquilo. Os dois estariam juntos. — Eu amo você, sempre vou amar, independente do que aconteça
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