Páginas em Branco

8 Make You Feel My Love - Part Two


Notas iniciais
Oi gente, tudo bem? Bom, nós estamos mais perto do fim da fic :/ Para aqueles que me pediram pra que eu respondesse os reviews e eu ainda não respondi, me perdoem! Eu estou sem tempo, mas prometo que irei responder em breve >.< Gente, por favor, comentem! É o penúltimo capítulo e é bem importante pra gente, então não saiam sem comentar, por favor (: >LEIAM AS NOTAS FINAIS, POR FAVOR!

When the evening shadows
And the stars appear
And there is no one there
To dry your tears
I could hold you
For a million years
To make you feel my love

Make You Feel My Love — Adele

***

Elena sentiu-se completa quando os braços de Damon envolveram-na por trás. Era ali que ela tinha que estar, junto com ele. Sentia-se extremamente nervosa, mal conseguia respirar. Havia dois dias que ela tinha feito uma punção mamária para descobrir se seu nódulo era benigno ou maligno, e os resultados ainda não haviam chegado, o que a deixava ainda mais nervosa.

A casa estava completamente silenciosa. As crianças estavam dormindo, assim como o Dog Alemão, que estava deitado em sua grande almofada amarela. Damon fazia um cafuné gostoso nos cabelos de Elena, enquanto ela encarava as paredes em silêncio.

— Eu estou com medo — disse, finalmente. Aquela era a mais pura verdade. Elena estava aterrorizada. Tinha medo de estar realmente com câncer de mama. Não conseguia entender como pudera ser tão descuidada com relação à sua própria saúde! Encolheu-se, ficando mais próxima do marido, que encarou-a e suspirou, dizendo:

— Eu sei, amor — Damon disse. Mas depois ficou em silêncio novamente. Não queria pensar naquilo. Preferia apenas tê-la ao seu lado e tocá-la sem medo. Adorava sentir a pele dela arrepiando-se sob os toques carinhosos dele. Amava provocar nela tais sensações... — Mas vai ficar tudo bem, você vai ver — disse, sem realmente ter certeza do que falava. Apenas queria passar para a esposa um pouco de conforto e segurança, apesar de ter quase certeza de que aquilo não bastaria para ela.

Elena ficou quieta, aproveitando das carícias de Damon. Era tão bom, tão certo. Estar com ele era como vivenciar um pedaço do Paraíso na Terra. Era como provar do melhor dos doces... Sua vida tomava outras proporções ao lado dele. A morena sentia-se completa, inteira. E pensar que podia perder isso... Que podia perdê-lo, fazia-a estremecer.

A morena aninhou-se no peito do marido e adormeceu, enquanto ele continuava a observá-la. O rapaz respirou fundo e fechou os olhos, tentando dormir. Porém, ele falhou. Sentia-se espreitado por uma ameaça invisível, mas presente. Algo forte, cruel, que parecia tomar-lhe as forças. Não obstante, ele resistiria. Faria o possível e o impossível. Precisava ficar forte por Elena, precisava mostrá-la que ela tinha alguém em quem se apoiar. Ele estaria ao lado dela independente do que acontecesse... A amava, e isso jamais mudaria.

Respirou fundo, mas um nó se formou em sua garganta e por alguns minutos, ele não conseguiu respirar. Estava com medo, na verdade, ele estava apavorado! Não conseguia analisar as coisas com clareza, tudo no que conseguia pensar era sua morena fraca e debilitada pela quimioterapia. Ele precisava dos resultados daqueles exames o quanto antes, não aguentava mais esperar!

Não sabia mais como agir. Era como se tudo a sua volta tivesse, subitamente, desmoronando. Precisava sentir-se seguro e salvo novamente, mas isso lhe parecia impossível. Foi pensando nisso, que ele adormeceu.

...

Elena abriu o álbum de fotografias e respirou fundo. Agora, o mesmo estava quase completo, restando apenas cinco páginas a serem enchidas de fotos. Dedilhou o papel delicadamente, analisando cada uma das imagens presentes ali. Ela e Damon em Viena, na lua de mel dos dois, os dois no Brasil, no aniversário de casamento de ambos... Austrália, Nova Zelândia, Londres, Espanha e finalmente França, onde toda a família fora no ano passado.

Sorriu enquanto analisava cada uma das imagens presentes ali. Ela havia provado o melhor da vida, seu lado mais doce e gentil; porém, conhecia também o lado mais sórdido e cruel da mesma. Mas, a presença de Damon e de seus filhos fez com que cada sofrimento fosse mais suportável, e ela não podia ser mais grata por isso.

Fechou o álbum e o apoiou na cama. Foi para sala, onde Damon brincava com os cinco filhos animadamente. Apoiou-se no batente e respirou fundo. Aquela cena fazia-a sentir-se tão bem, tão feliz... Ela mal podia conter sua alegria ao ver o quão boa sua vida era, apesar de todos os contratempos.

— Oi, amor — Damon disse, sorrindo. Os olhos faiscaram e a morena ficou contente ao perceber que continuava causando aqueles efeitos no marido. Ele se levantou e ficou mais próximo dela, deixando as crianças brincarem entre si. — Como você está? — Perguntou ao se aproximar dela.

— Estou bem... Eu acho — respondeu honestamente. Ele suspirou e fez um carinho gostoso no rosto da esposa, que aproximou-se diante do toque dele. — Eu só queria que aqueles resultados chegassem logo — disse, séria. Elena precisava saber de uma vez por todas qual era seu estado de saúde, não aguentava mais esperar.

Antes que ele pudesse responder, o celular da morena tocou. Ela pegou-o e atendeu, sem sequer olhar o número:

— Alô?

— Elena, aqui é a Heather — a recepcionista do hospital disse. A morena sentiu o coração perder um compasso e ela teve que respirar fundo: — Os resultados do seu exame estão prontos, eu já marquei sua consulta com a médica para amanhã às três da tarde, assim ela te dará os resultados — a moça disse profissionalmente.

— Muito obrigada por avisar, Heather — a morena agradeceu, piscando algumas vezes, em uma tentativa de digerir o que acabara de ouvir. — Tchau —disse, e sem esperar respostas, desligou.

— O que houve, amor? — Damon perguntou preocupado. A morena o encarou e disse:

— Os resultados estão prontos, Heather marcou minha consulta para amanhã, às três da tarde — disse, de certa maneira, apática. Demorou um pouco para processar a informação, sentia-se tonta.

Damon respirou fundo e assentiu, sentindo-se aliviado. Eles finalmente poderiam saber o que ela tinha e se Elena teria que iniciar alguma espécie de tratamento.

Elena se afastou do toque do marido, quase que de forma inconsciente, e cruzou os braços contra o corpo. Precisava ficar um pouco sozinha. Olhou em volta e disse:

— Eu vou dar uma volta — virou-se sobre os calcanhares e pegou a bolsa, as chaves do carro e saiu, deixando um Damon confuso para trás.

As ruas de Nova York estavam cheias, mas aquilo não a impediu de dirigir até o Central Park. Estacionou o carro e saiu do mesmo, indo em direção ao parque repleto de pessoas caminhando e conversando animadas.

Sentou-se em um dos bancos e se encolheu um pouco. Mordeu o lábio inferior e respirou fundo. No dia seguinte, ela finalmente saberia a verdade; porém, aquilo a assustava... Muito. Tinha medo do que descobriria naquele consultório.

Apesar de todas as palavras de Damon há alguns dias, ela não se sentia nenhum pouco confiante. Não conseguia acreditar, de fato, que ele pudesse ficar com ela depois do início do tratamento. Ela perderia os cabelos, teria que fazer mastectomia — algo que a deixava ainda mais deprimida — e perderia todas as suas forças.

Elena respirou fundo e permaneceu ali, pensando na vida até as seis horas, quando percebeu que precisava voltar para a casa. Ao chegar lá, pôde ouvir Damon brincando com os filhos e sorriu. Abriu a porta de casa e deparou-se com Damon caído no chão, fazendo cócegas em Rafael, que gargalhava alto. Stefan e James brincavam juntos e Hope e Grace faziam desenhos, parecendo bastante animadas.

— Oi, meus amores — ela disse dando um beijo em cada um dos filhos e depois sentando ao lado do marido. A família permaneceu ali até cerca de nove e meia, quando Damon e Elena colocaram as crianças para dormir.

— Aonde você foi aquela hora? — Ele perguntou curioso, enquanto deitava-se na cama. Elena respirou fundo enquanto colocava a camisola e virou-se para ele, respondendo:

— Fui espairecer, eu precisava ficar um pouco sozinha — disse, apenas. Damon respirou fundo e disse:

— Vem, deite aqui — pediu carinhosamente. Ela respirou fundo e deitou ao lado do marido, que a aninhou em seus braços e cobriu-a com os espessos cobertores. Ela se sentia inebriada pelo odor que ele exalava, e fechou os olhos, deliciando-se com o carinho que ele fazia em sua cabeça:

— Amor, não importa o que aconteça... Eu estarei com você, okay? Eu vou ficar ao seu lado... Nunca se esqueça disso — pediu a encarando: — Eu amo você.

Elena suspirou e disse, sorrindo:

— Eu também amo você.

...

Elena e Damon adentraram no consultório médico. Lá, estava uma médica de cerca de sessenta anos, que, apesar da idade, tinha uma beleza estonteante. Ela tinha os cabelos negros caindo em ondas e os olhos verdes e expressivos brilhavam, em contraste com sua pele cor de oliva. Havia algumas marcas do tempo em seu rosto, mas tais rugas não a deixavam menos bonita.

— Olá, Elena, como você está? — Marisa perguntou educadamente, com um sorriso no rosto.

— Ansiosa — a morena respondeu, forçando um sorriso. A médica assentiu e indicou para que o casal se sentasse. Eles obedeceram e sentaram-se nas duas cadeiras presentes em frente à mesa de Marisa. Damon segurou a mão da esposa com carinho e ela respirou fundo.

— Bem, vamos abrir o exame? — A senhora questionou sem mais rodeios. Elena assentiu, e observou a médica pegar um envelope e abri-lo. Seu coração palpitava desesperadamente e sua boca estava completamente seca.

A médica olhou os papeis algumas vezes, e a morena tentou descobrir algo pela expressão da mais velha, porém falhou. A médica apoiou os papeis sobre a mesa e disse:

— Bem, Elena... O seu nódulo é benigno, você pode ficar despreocupada — falou sorrindo. A morena piscou algumas vezes e respirou fundo, sentindo as lágrimas de alegria caírem por seu rosto. Damon soltou o ar, sentindo-se aliviado, e relaxou ao lado da esposa. — Como ele é de tamanho pequeno, não iremos fazer nenhuma intervenção cirúrgica... Mas você irá voltar aqui de três em três meses para avaliarmos novamente o nódulo, okay?

— Er... Sim — ela disse, pasma. Precisou de alguns segundos para realmente compreender o que acabara de acontecer... Ela estava bem! Completamente bem! Não precisaria fazer nenhum tratamento, absolutamente nada!

O casal saiu do hospital em júbilo. Damon não podia estar mais feliz por saber que a esposa estava bem, que ela não teria que fazer nenhum tratamento... Aquela era a melhor notícia que eles poderiam ter recebido!

Ao chegarem em casa, Damon e Elena se deparam com Klaus e Caroline tentando controlar sete crianças indomáveis — os cinco filhos de Damon e Elena — e as duas meninas deles.

— Oi, meus amores — a morena disse sorrindo. As crianças corriam pela casa, enquanto Klaus e Caroline iam atrás deles. As crianças pararam de correr e Stefan correu na direção do pai, pulando no colo dele, que segurou o filho e riu da atitude dele.

— E os resultados, Lena? — Caroline perguntou, enquanto a morena brincava com Hope e Grace:

— O nódulo é benigno — Elena respondeu animadamente. Klaus e Carol sorriram ao ouvir aquilo e a morena prosseguiu: — Garotada, o que vocês acham de nós pedirmos pizza? — Ela questionou animada, fazendo todos gritarem em uma maneira de responder que adoraram a ideia.

Todos se sentaram à ampla mesa e desataram a conversar sobre os últimos acontecimentos. Naquele momento a morena percebeu que conseguiria passar por tudo com o apoio de seus amigos e família...

Notas finais
E então gente, vocês gostaram? Bem, como a fic está acabando, eu gostaria de saber se vocês têm alguma sugestão do que eu a Gabi poderíamos fazer... Estamos aceitando ideias okay? Obrigada e não esqueçam de comentar! Beijos :3