Pura magia

11 Para sempre ou nunca mais.


“O que você estava fazendo com aquela menina?!”, ela inquiriu com um sorriso sorrateiro.

“O que você faz aqui??” ele bradou com raiva.

“Achei que depois da acolhida de ontem eu não precisasse me explicar”

“Enganou-se. Eu não lembro de muita coisa àquela coisa e não tenho interesses em repetir o que quer que seja”.

“Hermione..”

“O que você disse?”

“Hermione é o nome dela, não é? A garota que acabou de sair daqui... Severus, ela é sua aluna, certo?”

“Saia daqui! Não devo explicações”

A mulher deixou o lugar sem mais uma palavra, entretanto ela sabia que tinha um trunfo nas mãos e que poderia, se quisesse, arruinar com a carreira de professor Snape.

Hermione havia corrido tanto para chegar ao quarto, que pensou que seu coração fosse sair pela boca a qualquer momento. Tentou recuperar o fôlego encostada à porta. Depois de consegui normalizar a respiração e seus batimentos cardiácos, ela deixou-se cair na cama. Deu graças a Merlin por não haver ninguem ali para presenciar sua agonia e fazer perguntas. Ela não tinha vontade de responder nada, queria apenas deitar ali, fechar os olhos, e repassar mil vezes o quase beijo que tivera um instante atras com o temido professor de poções...

“Severus...”, ela testou a sonoridade do nome dele, o primeiro nome, em sua boca. Em sua imaginação de menina, ela começou a visualizar como seria proferi-lo aos sussurros no ouvido dele enquanto faziam amor. Ela nem ao menos sabia todas as artimanhas do sexo, sempre medrosa e certinha demais para permitir-se algo mais com os garotos que haviam tentado. Mas com o professor era diferente... Ele despertava nela vontades e desejos nunca antes testados.

Ansiava saber como seria... tê-lo.

Snape estava transtornado. Não pelo fato de ter sido praticamente ameaçado por aquela mulherzinha... Não. Ele sabia que poderia livrar-se de qualquer acusação fácil, fácil. Seu desespero tinha nome... “Hermione”. Sua aluna...Há pouco tempo, uma criança aos seus olhos.

Encheu um copo com seu melhor firewisck e bebeu tudo de um só gole. O líquido desceu queimando sua garganta, mas ironicamente ele não conseguia apagar o breve gosto que a boca dela deixara na sua, e quanto mais as horas passavam, pior era a luta interna que ele travava consigo mesmo. Não conseguiria dormir assim, não enquanto pensava nela a noite toda.

Decidido, ele cobriu as calças de pijama com sua capa pesada. Sorrateiro, andou pelos corredores esmos até encontrar-se diante da porta do dormitório da Grifinória. Haviam poucos alunos ali, ou quase nenhum, ele supunha. Os que não estava fazendo a viagem, gastavam seu tempo com jogos e conversas até tarde no salão. Abriu a porta e comprovou suas suspeitas. Estava sozinho.

Caminhando na meia luz do ambiente, avistou a silhueta juvenil de Hermione. O simples som do nome dela o enlouquecia com pensamentos voluptuosos e nada, nada inocentes. Observou suas vestes – uma camisola branca de um tecido muito fino, revelando muito do seu corpo. Uma de suas pernas pendia para fora das cobertas e ele pôde ver os pêlos eriçados em sua coxa. Um vento gelado acabara de entrar pela janela aberta.

Conformou-se de que aquela seria uma batalha em vão. Ele precisava fazer aquilo para arranca-la de uma vez do peito ou deixá-la viver ali dentro para sempre.

(...)