Pura magia
12 Não é tempo demais.
Chegou perto, deixando seu corpo cair na cama ao lado dela. Ele estava parcialmente debruçado sobre a menina, tentando controlar a respiração e não assustá-la com sua presença ali. “Acorde...”, ele sussurrou em seu ouvido. Ela despertou meio assustada com o corpo dele meio jogado em cima do seu. Tentou falar algo, mas foi calada pela ponta do dedo dele em seus lábios. “Shhhh..Sou eu e não vou te fazer mal”.
Ela teve tempo para dar uma boa olhada no homem à sua frente. O peito semi nu, relevado pela capa aberta, as cicatrizes que conseguiu contar deviam ser apenas uma parte de tantas outras que ele provavelmente possuia. Os braços modelados por tantas batalhas; e o cabelo, aquele cabelo que muitos faziam questão de zombar, ela quase podia jurar que eram macios. Suas mechas negras cobriam parte do seu rosto, ocultando seus olhos de mesma cor. Numa atitude corajosa, ela afastou os fios revelando dois olhos brilhantes, famintos. “Eu não sei o que devo fazer”, ela sussurrou de volta.
“Diga o que quer”
Ela hesitou e ele percebeu. Estava decidido a abandonar a ideia caso enxergasse qualquer dúvida da parte dela. Foi o que ele fez. Afastou-se lentamente, separando seu corpo do dela. “N-Não. Não vá!”, ela pediu. Snape parou onde estava, observando com cuidado as feições da garota. Ela estava assustada, mas havia mais ali. Ele vislumbrou fogo. “O que quer?”, perguntou de novo.
Ela reuniu toda a coragem para responder. “Você!”, disse decidida.
Mas Snape era um homem acostumado à rejeição e que por conta de tantas decepções, soube proteger bem o seu coração. “Porque? Porque me quer? Porque eu??”.
“Eu não sei explicar, eu apenas sinto”, a menina apontou em direção ao próprio peito, onde batia seu coração. “Aqui”.
“Você percebe? Uma vez que eu o tenha...”, e ele pôs a mão por cima da dela. “...Será meu e somente meu pra sempre”.
“Eu não desejo que seja de mais ninguem”.
Sem precisar de mais incentivos, ele tomou a boca dela num beijo profundo. Hermione correspondeu, abrindo passagem para a língua dele serpentear livremente em sua boca. O gosto da bebida levemente sentido.
Ele aproveitou a entrega dela e deslizou a mão que segurava a dela em seu peito para baixo do tecido. Apertou levemente o seio esquerdo, arrancando dela um curto protesto. Ela ainda era apenas uma menina insegura. Toda sua experiencia, mostraram a Severus que ela era um espécime raro, uma flor intocada. Ele ansiava por descobri-la. “Não tema”. Ele deslizou a mão pelo tecido macio da camisola até alcançar as pernas dela. Outra vez aventurou-se por baixo, buscando a pele que o pano escondia.
Hermione podia sentir ele pressionando algo duro no interior de suas coxas. Ela sabia o que era, mesmo nunca tendo vivenciado. Desejou tocá-lo, senti-lo, e foi o que fez. Snape assustou-se com a atitude dela, mas passado o choque inicial, deixou que ela descobrisse seu corpo com suas mãos. A grande sabe tudo pela primeira vez descobrindo que tinha muito o que aprender... E ele podia ensinar. Ele iria.
Num só movimento, ele afastou-se dela, apenas o suficiente para retirar a capa, deixando-se estar só em suas calças de pijama. Ele acompanhou o olhar dela à luz da vela em direção à sua ereção e sorriu de canto ao imaginar quantas outras reações ainda poderia arrancar dela àquela noite. A garota, que já sentia falta do contato com o corpo quente do professor, levou as mãos espalmadas até tocar-lhe o peito marcado e com as pontas dos dedos contornou cada marca que encontrou. Ele não pôde deixar de fechar os olhos e suspirar, apreciando aquele gesto... Quase infantil... Tão piedoso.
Mas não era a piedade que ele queria dela e com determinação afastou-lhe as mãos, prendendo-as acima da cabeça dela. Com uma mão as segurou ali, e com a outra desceu, contornando suas curvas com precisão, com agilidade. Mãos habilidosas que sabiam o que fazer, onde tocar, o quanto apertar. Tal como uma poção que requer cuidado e dedicação, ele cuidou e se dedicou em arrancar gemidos de satisfação de sua entregue aprendiz.
Seus dedos longos alcançaram-lhe o interior molhado, explorando os rítmos que a agradavam. Ela arqueava as costas e suspendia os quadris, desejando mais. Havia esquecido a vergonha, o pudor e o medo assim que sentiu-o tocando-lhe a pele sensível. Agora tudo fazia sentido... Toda a espera, todas as noites que sonhou com aquele momento... Tinha que acontecer assim para acabar naquele instante, nos braços dele. “Severus...”, seu nome finalmente dito em voz alta. Julgando-a pronta, e sem mais poder suportar a espera, ele liberou-se de seu confinamento e procurou a entrada dela.
Ela gemeu mais alto do que pretendia quando ele a penetrou a primeira vez, apenas alguns centímetros. Mas logo ela substituiu os sons de dor pelos de satisfação e contentamento. As poucas vezes que Hermione havia se aventurado com garotos foram um fracasso; quando não faltava neles sabedoria, faltava nela a coragem de seguir em frente... Sempre esperando o momento certo, sempre adiando, sempre aguardando aquele que tomaria as rédeas da situação e a levaria pra um mundo diferente de tudo que ela já vivera. Sempre esperando este momento.
Como uma boa aprendiz, logo ela estava acompanhando o mestre nos movimentos ritmados, testando variações e posições, explorando – agora sem pudor – aquele corpo tão diferente do seu. Severus não podia aguentar mais, estava no limite e não queria decepcionar a linda garota ali com ele, que tanto lhe entregara... seu corpo, seu coração e ele sabia, sua alma também. Convencido sobre o que deveria fazer, ele a ajudou, tocando-a onde ela mais necessitava ser tocada. Ambos caíam exaustos e contentes lado a lado na cama segundos depois.
Ele a arrastou para perto de si e sussurrou algo em seu ouvido. A princípio ela não entendeu as palavras, então sorriu e comentou, “um encantamento?”.
“bobagem”, ele respondeu.
“Fala”, ela insistiu, agora um pouco preocupada observando as feições do professor. Ela pensava se talvez ele havia se arrependido...
Ele aproximou o rosto do dela mais uma vez e sussurrou, desta vez tendo total atenção de sua ouvinte, “Eu te deixei entrar na minha vida e agora é pra sempre”.
“Não é tempo demais”, ela sorriu e ele finalmente entendeu que estava perdido pra ela.
(...)
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