Pura magia
7 Hermione...
O bar não estava tão cheio, apenas alguns bêbados pelos cantos, nas mesas, agarrando mulheres de condultas duvidosas. Severus procurou uma cadeira desocupada no balcão, sentou-se e fez seu pedido. “Bourbon”. Enquanto o velho enchia-lhe o copo, ele ordenou, “Deixe a garrafa”, e fez uma cara que prometia castigos terríveis para quem ousasse desacatar aquele pedido.
A medida que a noite corria, Snape afundava-se mais na bebida de líquido escuro. Seu torpor já afetavam seus sentidos e sua percepção das coisas. Era isso mesmo que ele desejava: esquecer da realidade. “Insuportável... Ela nem é tão bonita assim, uma criança...Uma garota intragável...O que ela está fazendo comigo?”. Pensamentos se formavam em sua mente sem controle. Num repentino acesso de ira, ele atirou o copo com o restante da bebida. O vidro se espatifou na parede, arremessando estilhaços à longas distancias. Algumas pessoas próximas fizeram menção de levantar e reclamar, mas antes que aquilo virasse uma algazarra incontrolável, o velho das bebidas tratou de chamar a dona do estabelecimento – Madame Rosmerta.
Ela era uma mulher como poucas. Bonita, bem resolvida, independe. Havia herdado o 3 vassouras de sua família, e lutava dia a dia para dar conta do negócio. Ninguem podia dizer que ela não estava indo bem.
“Severus Snape... Quem diria... Depois de tanto tempo, você resolve aparecer no meu bar... e arranjando problemas... tão típico”.
Os dois eram velhos conhecidos, estudaram juntos; e apesar dela ser da Corvinal e ele da Sonserina, davam-se muito bem. Costumavam andar sempre juntos. Uma velha amizade.
“Deixe-me sozinho”
“Eu vou deixar Severus, mas não aqui. Venha comigo... Você não está em condições de aparatar ou caminhar para canto algum”. Ela o arrastou consigo, encontrando alguma resistencia no caminho. “Para onde pensa que está me levando?”.
“Para um quarto. E não se preocupe, não cobrarei a estadia... Ficará por conta de nossa velha amizade”.
Ela o fez entrar num pequeno quarto. Lá, largou-o na cama com cuidado. Já estava se preparando para deixá-lo quando ele a chamou. “Não me faria mal um pouco da velha companhia”.
Ela observou a mão dele agarrando seu pulso e sem pensar duas vezes juntou-se a ele entre os lençóis. Snape arrancava suas roupas com fúria. Os beijos tornaram-se mais rápidos, selvagens. Ele a mordia nos lugares certos e a possuia com força. “Hermione...”, ele sussurrou de olhos fechados. A mulher dirigiu um olhar penetrante ao homem deitado ali. Ele nem ao menos preocupara-se em pedir desculpas. Permaneceu com os olhos fechados, já cerrados com o peso do alcool. Ela levantou e o deixou sozinho.
(...)
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