Pura magia

8 Louca Insanidade.


Snape abriu os olhos com o sol entrando na janela às primeiras horas da manhã. Sua cabeça latejava, e apesar de não lembrar muitos detalhes, sabia o que tinha feito. Fechou a calça e se recompôs, passando as mãos no cabelo. Após uma breve olhada pela porta e depois de confirmar que não havia ninguem ali, ele aparatou para os portões da escola de magia.

Caminhou depressa até o corredor das masmorras, há poucos metros de seus aposentos. Ajeitou a capa e andou até a porta. Ele não percebeu que sua aluna mais aplicada estava por ali àquela hora, escondida atrás de uma das colunas, ocultada pelas sombras.

“De onde ele está chegando tão cedo?”, um sentimento incômodo passou por ela ao imaginá-lo com alguém, fazendo coisas que ela nunca teria chance de fazer com ele.

Mais tarde durante a aula de Arte contra as Trevas, Hermione estava bastante distraída. Não conseguia tirar a imagem do professor de poções entrando em seus aposentos pela manhã. Ela estivera ali movida por um impulso de falar com ele... mentiria sobre alguma dúvida a respeito do projeto... arriscaria ouvir uma bronca por sua impertinência... mas falaria com ele e tentaria quebrar o gelo que se formara desde o incidente no quarto.

“Seruanti!”, alguém gritou apontando a varinha pra ela que caiu ao chão meio zonza com o feitiço que lhe atingiu.

O garoto, um aluno da senserina, acabava de atingir Hermione Granger, a aluna padrão. O professor caminhou até ela e ajoelhou-se ao seu lado.

“Como você está? Foi descuidada no contra-feitiço. Não estava prestando atenção em seu adversário”.

“Estou um pouco tonta e meu tornozelo dói”.

“Deve ter torcido com a queda de mal jeito. Vá até a enfermaria e cuide disso. Está dispensada do resto da aula”.

A garota fez o caminho para a enfermaria, aparatando numa das macas. “Granger, o que houve?”

Ela explicou o ocorrido e apertou os olhos de dor quando a medibruxa analisou o machucado. “Creio que precisarei de uma poção anti inflamatória aqui. Deixe-me ver...”, a senhora procurou em suas estantes o remédio que precisava, mas não o encontrou. “Entrarei em contato com o professor Snape.. Ele com certeza deve ter mais um vidrinho disso em seu estoque particular”.

Em poucos minutos, a medibruxa voltou acompanhada de Severus Snape, que segurava um vidro fosco nas mãos. Ao ver de quem se tratava, ele parou de repente, vidrando seus olhos nela. Hermione estava de olhos fechados, deitada na maca, e não viu ele se aproximar até que ele já estivesse perto demais.

“Senhorita, o professor Snape trouxe a poção”.

A garota arregalou os olhos e sentou de pressa na cama ao som daquele nome. A velocidade fez a cabeça dela girar e o peso do seu corpo pender para o lado, desequilibrando. “Cuidado!”, ele a segurou por instinto. A proximidade foi logo corrigida por ele, que sem demora estendeu a mão com a poção para a medibruxa que acabava de aparecer na sala afobada. “Tome. Já fiz minha parte”.

“Professor Snape, se não se importa de fazer mais um favor...”

“Diga”, ele perguntou entre dentes.

“Acabo de ser chamada para atender um aluno que acaba de despencar de uma vassoura. Se importa em aplicar a poção na Senhorita Granger?”

“O que? Mas o que... Eu não...”

“Tenho certeza que o senhor saberá o que fazer... Não tem mistério”.

E dizendo isso, ela agradeceu e saiu antes que Snape pudesse voltar atras.

“Professor, o senhor não precisa...”, ela tentou protestar, mas ele a cortou.

“Shiii! Sem mais um pio, Granger. Eu não sou nenhum estúpido que não sabe o que está fazendo”

Mas ele era sim um bobo sem a menor ideia do que estava prestes a fazer. Com delicadeza, ele retirou o sapato de boneca dela e sua meia. Tocou seu pé delicado e abriu a poção. Com mãos experientes, ele espalhou um pouco na palma e esfregou o tornozelo dela. O contato arrancou gemidos da aluna, que fechava os olhos vez em quando, sentindo os dedos dele acariciarem sua pele. Logo, os gemidos não eram mais de dor, e ela se viu gostando muito daquela massagem. Ele notou a mudança, mas não parou o que estava fazendo. Arrastou a mão mais pra cima, subindo pela perna até quase alcançar seus joelhos. Ela abriu um pouco os olhos e os prendeu nos dele. Sua mão roçava a parte debaixo do joelho, fazendo cócegas devagar naquela região.

O tornozelo havia sido completamente esquecido. Ela se viu desejando que ele levasse as mãos mais pra cima, por dentro de sua saía e de sua...

Ele interrompeu o que fazia tão rápido como começou.

“Não páre!”, ela pediu ansiosa.

“Acho que a senhorita já se sente melhor”

Ele retirou as mãos e viu ela se sentar na cama, ficando bem proxima a ele.

“Obrigada pela delicadeza... Suas mãos são muito habilidosas”, ela corou com as proprias palavras. Sabia que estava falando demais.

“Por nada... Fique por ai mais um pouco até se sentir capaz de andar sem tropeçar”.

Ele deu as costas rapidamente, tentando esconder das vistas dela a evidencia de sua excitação. O professor deixou a enfermaria se perguntando que louca insanidade ocupara a mente dele para avançar naquela garota daquele jeito?

(...)