Notas iniciais
Oi pessoal, bem eu estava já digitando quando publiquei o capítulo anterior, somente e realmente espero que se divertem a vontade com a fic... E talvez os próximos capítulos sejam movidos a comentários e então se você realmente gostou da premissa e da história e dos personagens, por favor comentem. É sério... Se dedicar sem nenhum tipo de feedback é uma tortura! Bem, boa leitura!

Theodore Jones não queria levantar nesse momento.

Mas o toque o telefone que tocava e ressoava pelo apartamento inteiro era bem insistente. A vontade dele era de pegar o objeto e jogar na parede mais próxima. Seus passos eram bem leves e grogues. Bocejou várias vezes até conseguir pegar no telefone.

– Alô? — Disse aos bocejos.

– Theo, sou eu aqui — disse seu pai, Killian Jones. — Como vai, mate?

– Bem, eu acho — respondeu ele, se apoiando em uma parede azul clara que estava próxima dele. Sua voz parecia sem vida e com alguns traços de irritação. — O que foi? Como está indo sua viagem?

– Era isso que queria comentar com você, mate.

– O que aconteceu, pai?

– Eu tenho que ficar aqui mais um pouco e não vou poder voltar amanhã, como prometido — disse Killian. — Como é que está de suprimentos aí?

– Vou ter que comprar mais coisas se você passar mais uma semana aí — respondeu Theo, ainda bocejando.

– Eu... Eu te acordei? — Perguntou Killian, de uma forma bem desconfortável.

– Imagina, pai... Somente tô passando a madrugada e o resto do dia acordado, somente isso — a voz de Theo não conseguia ser sarcástica quanto ele ainda não se recuperava do sonho.

– Bem, era só isso que queria falar com você, pois acredito que possa se virar mais alguns dias sem mim — disse Killian. — E... Ah, você sabe que eu te amo, não é?

Theo revirou os olhos quando seu pai tocou na parte comovedora. Por treze anos da sua vida era a coisa mais repetitiva que seu pai já lhe dissera. Tantas vezes que quando se falava no presente para ele, não demostrava como um monte de palavras juntas sem um significado bem clichê.

– Sei, pai... — rebateu Theo.

– Até mais, mate! — disse Killian.

– Até — Theo falou, desligando o telefone e colocando no mesmo lugar onde estava.

Vendo pelo relógio que estava em cima da porta principal que eram duas horas da tarde, Theo lutou para não dormir mais. Fez algumas torradas e pincelou um pouco de mel sobre elas — além de um pitada de canela por cima do lanche. Enquanto terminava de comer a primeira torrada, Theo lia um pouco de quadrinho da Marvel. O chá de maçã estava começando a esfriar um pouco e ele deu alguns goles para se misturar com o pedaço do pão que estava na sua boca.

Feito isso, ele tomou um banho bem demorado na pequena banheira branca que tinha colada na parede. Deitou na água por muitos minutos e a espuma quase saia da borda, a temperatura não estava pelando, mas não estava fria. Colocou o celular por perto e tocava algumas músicas, enquanto ele estava no banho.

Ás quinze para cinco da tarde, Theo estava arrumado para sair com o pessoal do colégio. Deixou os cabelos negros desarrumados com um pouco de gel nas várias mechas triangulares que se formavam. Colocou uma camisa branca com jeans e tênis cinza.

Saiu correndo do apartamento pelas ruas de Portland afim de conseguir chegar no local marcado na hora certa. Apesar de não morarem próximo ao porto da cidade, sempre diziam que o garoto cheirava a mar e que seu cabelo brilhava como havia areia grudada nos fios. Ele não se perguntara o por quê da pessoas dizerem isso, já que considerava um elogio da parte delas.

Theo conseguiu chegar na porta do cinema na hora marcada e quando parou de correr, apoiou-se numa parede e bufou um pouco. Algumas gotas de suor apareceram em suas costas e no meio da testa.

Os gêmeos ruivos — Colin e Jennifer — estavam a sua espera com os ingressos a mostra. Colin deu um sorriso maldoso enquanto Jennifer se cumprimentava com Theo. O filme era bem interessante e tinha quase três horas de duração, isso tirando os trailers.

Depois do filme, os três foram em direção ao um Pizza Hut que tinha alguns quarteirões próximos. Colin estava fazendo uma discussão sobre a mensagem pós modernista da película, enquanto Jennifer falava que estava arrependida por não ter comprado pipoca para acompanhar o filme. Enquanto discutia, sempre evitando promover um debate com o ruivo — concordando com o seu ponto de vista, Theo se arrependeu por não ter trago um casaco, já que o vento frio — provavelmente- vindo da costa da cidade estava o transformando em pedra.

Somente cessou quando eles estavam dentro da pizzaria.

Enquanto a pizza de queijo não chegava, Jennifer trocava mensagens com alguém pelo Iphone dela.

– Theo, sabia que tem pessoas que te acham um gato na nossa turma? — Perguntou Jennifer, quando guardava o celular no bolso de seu jeans.

– Não, não sabia Jennifer — respondeu Theo, um pouco afetado com a pergunta. — E por quê está falando sobre isso?

– Estão dizendo para ela essas coisas no colégio — respondeu Colin, comendo um pouco de Breadstick com molho de tomate. — E ela não sabe dizer que você está afim de alguém. Muito chato na minha opinião.

– O muito chato do meu irmão tem razão, Theo -disse ela. — Então você gosta de qual menina?

– E de qual menino ? — Complementou Colin fazendo um sorriso diabólico.

– Posso ser sincero? — Perguntou Theo.

– Sim — responderam os dois, ao mesmo tempo.

– Isso ainda não relevante para mim.

Enquanto Jennifer fazia uma cara de decepção, Colin ria e nesse momento a pizza deles chegavam com um queijo tão derretido, que quase fazia um mar de gordura na sua superfície.



+++

Depois da saborosa e divina pizza, já estava na hora de Theo voltar para casa. Estava escuro e frio, ele começava a andar pelas ruas como estivesse pronto para pegar uma hipotermia, mas ele não se importava com isso. O que deveria fazer era chegar em casa, são e salvo.

Mais ou menos um quarteirão do apartamento, Theo ouviu um grito parecido com um macaco. Era bem baixo, talvez seja algo de longe. Mas o som começara a se intensificar cada vez, assim com os passos de Theo que chegavam cada vez mais perto da portaria do prédio. O coração começou a bater descompassadamente e correu em direção a porta, mesmo que suas pernas estejam rígidas com frio e que poderia dar em uma cãibra.

Atravessou a porta que estava aberta e a fechou com velocidade. Colocou a mão no vidro da porta e começou a descansar até que ele pulou para trás ao ouvir parte daquele vidro se rachar. O som de um ruído de um símio grunhindo estava bem forte e quando seu olhos se voltaram para a porta novamente, havia um macaco voador em sua frente, somente uma porta os separava.

E o número somente aumentava.

Dois.

Cinco.

Nove macacos voadores, perseguindo-o. Na verdade, á sua espreita. E Theo não sabia o que fazer naquele momento, além de se perguntar como ninguém ouviu aqueles macacos. E quando saiu de seus pensamentos, os animais se chocavam contra o vidro que ficava mais perto de quebrar totalmente. Os pés do garoto não correspondiam rapidamente. Jones se levantou e começou a andar de costas, quando o vidro finalmente se quebrou.

E também um deles fora consumido por chamas, transformando-o em cinzas.

E os outros também, um por um. Teve somente um que tentara ir atrás de Theo, mesmo assim falhou pois uma bola de chamas o atingiu, tendo assim o mesmo destino do que os outros.

Theo estava mais aliviado já que os macacos foram dizimados até virarem pó, mas uma pessoa estava na porta. Era um cara, parecia ter uns dezoito anos, de cabelos loiros escuros e curtos. Seus olhos eram tão castanhos quanto um pedaço de mogno. Usava um casaco de couro marrom, tinha músculos definidos e tinha uma expressão preocupada em seu rosto.

– Eu acho melhor você vir comigo, filho de Killian Jones — disse ele, esticando a mão direita sobre o buraco — onde uma vez era preenchido por vidro — da porta. — Precisamos ir a um lugar mais seguro e pode confiar em mim.

Theo acabou de viver uma chance de passar dessa para melhor e não poderia recusar aquele cara, que o salvaria e lhe dera uma segunda chance de viver. Mas também ele deveria estar atento sobre esse garoto mais velho, como ele conseguiu derrotá-los? Como ele nem se assustou com os macacos? Como conseguiu criar bolas — literalmente! — bolas de fogo?

Theo destrancou a porta e o seguiu até o seu carro — um Lamborghini preto com detalhes de azul neon e formato losangular. Jones estava impressionado com aquele cara. Bem, além dele ter salvado a sua vida, também.

+++

Havia mais de quarenta minutos que havia saído de Portland e Theo ainda não tinha compartilhado nenhuma palavra sequer com seu motorista ao seu lado, que dirigia como um louco.

Era sorte não terem batido o carro em alguém.

– Não é muito de conversar, não é? — Perguntou o motorista. — Pensei que até agora estaríamos dando uma conversa bem amigável, mas um pouquinho maluca.

– Quer conversar, tudo bem, vamos conversar — disse Theo, quebrando o seu silêncio.

– E ele fala — complementou o motorista.

– Quem é você? Por exemplo.

– Alexander Matthias Mills — disse Alex, dando um sorrisinho. — Pelo menos o seu pai comentou o seu nome, Theodore.

– Você sabe meu nome, grande coisa, Alex. O que você é? E como conhece o meu pai? — Perguntou Theo, em um modo quase fascista.

– Bem, tenho um grande talento para ser um garoto que cujos os progenitores vieram de uma comunidade mágica se eu falasse o nome você iria rir da minha cara e se jogar do meu carro, por pensar que sou um garoto com uma mente problemática e perturbadora. Cujo lugar seu pai também veio, Theo. — Disse Alex, enquanto pisava cada vez mais no acelerador. — E também tenho uma ótima qualidade mágica correndo pelo meu sangue e batendo até sangrar no meu coração.

– Qual é esse lugar? O que quer dizer alguma coisa com magia usando a expressão ''sangrar no seu coração''? Você é bruxo? Eu demando respostas, porque estou começando a perder minha mente aqui — a voz de Theo mudava de intensidade a cada palavra que proferia. Sua boca estava se movimentando rápido demais e parecia mesmo que iria enlouquecer.

– Sabe muito bem que eu posso provar, pois eu tenho provas, sobre esse local, Theo — alertou Alex.

– Tudo está tão maluco, porque não me dizer essa localização que vai mudar de vez a minha vida e mentalidade?

– Estava sendo sarcástico? — Perguntou Alex.

– Claro — respondeu um Theo sincero.

– Floresta Encantada, mas o seu pai passou mais tempo na Terra do Nunca, como um pirata — disse Alex, diminuindo um pouco a velocidade.

– Terra do Nunca? Pirata? — As indagações de Theo levavam por uma opção somente, mas ele não queria acreditar, o problema que ele tinha que aceitar os fatos. — Perder a mão num acidente de carro... — Bem essa era a história que Killian havia contado para filho, que quando tinha uns vinte anos, ele havia perdido a mão em um acidente de carro, tanto que ele sempre usava uma prótase na mão esquerda. — Ele mentiu para mim. Sou mesmo o filho do capitão gancho?

– E neto de Branca de Neve e Príncipe Encantado — rebateu Alex. — Que merda, não é? Sou o fruto da escuridão e da coragem e companheirismo. Bem vindo ao meu mundo, cara.

– Bem essa última informação me destruiu por completo, eu sabendo que sou neto do casal mais babaca e sem graça dos contos de fada. Aliás eu ser parte deles, já é loucura o bastante.

– Eu também concordo que os Encantados são meio chatos, mas sabe que posso apresentar provas necessárias para que conseguia acreditar em mim, Theo.

– Mas eu não entendi sobre você ser fruto de... Eu até esqueci...

– Filha da puta! — Gritou Alex, interrompendo Theo, quando afundava o pé no freio.

O solavanco fez com que eles se desgrudassem de seus assentos por alguns segundos, mas como os dois estavam usando cinto de segurança, nada de grave havia acontecido.

Quatro pessoas em armaduras negras estavam montadas em seus respectivos cavalos. Esperando, um ao lado do outro, ocupando o restante da estrada.

– Cavaleiros negros, que monte de merda — comentou Alex, enquanto dois dos cavaleiros empunham suas espadas ao ar e os cavalos começaram a trotar na direção deles. — Segure-se, Theo.

Alex virou o carro de costas e andou dando ré na direção dos cavaleiros e quando a traseira do carro chegava ao encontro deles, mesmo nem chegando a bater, um impulso foi feito e eles voaram, caindo no chão, fazendo com que os cavalos trotassem para fora da estrada.

– Coloquei um feitiço de escudo na traseira do carro, não se assuste — alertou Alex.

Os outros cavaleiros entraram para a floresta que a estrada cortava fazendo com que Alex colocasse o carro de volta no lugar. Ele engatou no acelerador mais do que nunca, fazendo com que seu corpo e de Theo afundassem fortemente no assento. Para Jones, a sensação era bem desconfortante.

Não demoraram para os outros cavaleiros irem atrás deles.

Alex estava dirigindo — literalmente — como sua vida dependesse disso. Estava suando frio, enquanto engatava a próxima marcha.

O campo de visão de Theo, na sua frente, avistou uma placa dizendo que eles estavam prestes a chegar numa cidade, Storybrooke. Enquanto isso, com uma força quase que demoníaca, os cavaleiros estavam quase os alcançando. Era tudo tão corrido que o coração de Theo começou a bater sem ritmo nenhum, além daquela pizza poder sair pela sua boca de uma forma tão deliciosa quando outrora fora.

Um dos cavaleiros desembainhou sua espada, quando — e finalmente — Alex cruzou a linha da cidade. Aqueles dois não conseguiram mais segui-los, o que fez com que a direção de Mills não fosse tão mortífera.

– Por quê que eles pararam? — Perguntou Theo, mais aliviado agora.

– Conseguimos proteger a cidade com o mesmo feitiço que coloquei no meu carro, aliás chegamos em Stroybrooke — disse Alex.

+++

– Nossa sua casa, nem parece uma casa — comentou Theo, quando entrou na mansão Mills. — Parece mais com uma mansão.

– Na verdade é uma mansão, mas obrigado pelo elogio — respondeu Alex. — Por quê não se senta enquanto eu pego uma coisinha.

Theo sentou no sofá vermelho veludo da família de Alex enquanto o próprio subia as escadas em busca de algo que ele não sabia. Depois de toda essa loucura, ele estava prestes a adormecer naquele sofá, enquanto Mills descia com algo encadernado nas mãos, parecia com um álbum de figuras, mas quando ele repousou nas mão de Theo, era um livro — Once Upon A Time.

– Um livro? — Indagou ele.

– Pode virar essas páginas, eu quero ver sua reação — disse Alex sentando ao seu lado.

Theo abriu o livro, ainda olhando para um Alex risonho, como fosse uma criança bem alegre que não consegue se controlar. E quando colocou os olhos no livro, ele tinha praticamente seu coração na boca. Era uma figura com seu pai, mais novo, e uma mulher loira usando um vestido bem bonito.

Não tinha palavras para conseguir descrever aquela cena e quando ele virou a próxima página, lá estavam eles de novo, no presente sentados no lado de fora daquela lanchonete que passara no carro de Alex. Eles estavam se afagando em beijos. Um sorriso cresceu em seu rosto.

– Então, você acredita no que eu falei no carro? — Perguntou Alex.

– Tudo bem, agora eu acredito.

Notas finais
Então o que acharam do capítulo. Acho que já falei o bastante o que eu sinto sobre comentários na minha fic nas notas iniciais, mas acredito que você vão comentar, não é? Bem, enfim... Até mais!