Punching In A Dream
3 Joker Of The Darkness
Alex Mills sabia que havia feito uma boa ação quando salvara a vida de Theo duas vezes numa mesma noite e com sorte conseguiram voltar para a segurança de Storybrooke. Ele vira Jones finalmente aceitar sua palavra quando ele viu a história de amor de Emma e Hook no livro. Jones não conseguia parar de analisar as figuras das várias cenas que o casal havia enfrentado juntos.
Mills havia destrancado a porta do quarto de Henry, seu meio-irmão — e também de Theo, mas Alex duvidara que ele havia chegado nessa parte — e o colchão macio da cama fez com que Jones conseguisse pegar no sono antes do que inesperado.
Tudo naquele dia acontecera tão depressa. Depois de alguns minutos em que o grupo de resgate de Emma Swan passou pelo portal, as coisas começaram a perder o controle na cidade. O clima começou a ficar mais pesado do que nunca e vários cavaleiros começaram a invadir as ruas do centro da cidade.
Cavaleiros negros. Alex — como todas as pessoas da cidade, mas só que ele teve um receio ainda maior, acima do que todos — percebera que algo estava estranho; pois esse tipo de cavalaria somente fora criada quando sua mãe era intitulada de Evil Queen.
Eles deveriam continuar desmantelados como o de costume.
Todos estavam reunidos no Granny's quando começou a varredura deles. O povo da cidade estava terminando de comer na festa de boa sorte para o grupo. Os barulhos dos cascos das patas dos cavalos trotando contra o asfalto invadiu o restaurante. Pareciam estátuas quando o som começava a ficar cada vez mais próximos. As pessoas que estavam mais próxima da janela, demoraram um pouco para poder vigiar o que estava acontecendo, mas quando fizeram, algumas ficaram em estado estático.
– Cavaleiros... Cavaleiros negros! — Gritou um dos anões, mas Alex nem se lembrava de quem era voz.
A população da cidade começou a transbordar o medo e Alex estava indo em direção para a saída, quando Tinkerbell e Ruby se opuseram ao garoto. Algumas pessoas foram se esconder nos quartos — já que o local também funcionava como uma pousada — mas era um esforço desperdiçado, já que todos estavam presos e sem saída.
– O que você pensa que está fazendo? — Perguntou Ruby.
– Resolvendo problemas da cidade, aliás não me colocaram no poder temporário além do Archie, Ruby?
– Você pode acabar morrendo — alertou Tinkerbell.
Os cavaleiros começam a parar em frente ao Granny's em formação e parecia que seu capitão queria que todas as pessoas que estavam dentro da lanchonete para saírem pacificamente.
– Vocês não entendem — disse Alex, para todos poderem ouvir. — Eu sou o filho da Rainha má, eu posso tentar fazer um joguinho de poder e tentar convencer eles a nos deixarem em paz.
– Mas também essa teoria pode dar muito errado — alertou Archie, tentando acalmar Pongo. Alex — sempre quando olha aquele cão — pensa quando aquele animal iria passar dessa para melhor.
– A lábia do senhor Mills pode conseguir fazer com que os cavaleiros não façam uma guerra na cidade — disse Gold, levantando-se do seu assento com a ajuda de seu cajado.
– O que pode acontecer se tudo der errado? -Perguntou Tinkerbell.
– Todos que sabem conjurar magia e ou quem tiver armas, se preparem para a luta — alertou Alex, antes de sair pela porta de vidro.
Alex andou, até o capitão dos cavaleiros que ainda estava em seu cavalo em passos bem curtos. O homem o olhava como olhava para uma criança destemida, estava quase caindo em gargalhadas e Mills quase mandou aquele cara ir se ferrar mentalmente.
Quando conseguiu ficar numa distância considerável de proximidade, Alex reuniu todas suas forças, as qualidades mandonas que havia herdado de Regina.
– O qual seria o motivo de interromper uma ocasião de comemoração e quase um pânico na minha cidade?! — A voz de Alex tinha um timbre exatamente quando Regina era mandona e egoísta.
Os cavaleiros — agora — o olhavam como uma pessoa insolente e ingrata. Seus olhos estavam embriagados por sangue.
– E quem é você para mandar no meu esquadrão? — Indagou o capitão — Garoto insolente... Morrer é seu desejo.
– Meu desejo é uma palavra muito desagradável que começa com a palavra ''F'' e gentilmente saírem da cidade não seria problema algum — disse Alex, tentando não passar no ponto. Tentando que seu coração não se corrompa por completo.
– Você sabe a quem nós servimos? — Impôs o capitão, quase empunhando sua espada. Alex pode sentir um cheiro de levedura bem forte vindo na sua direção, graças a uma brisa que fez um encontro com sua face.
– Sabe quem eu sou, seu capitão bêbado, talvez?
Os cavaleiros desceram ao mesmo tempo de seus cavalos e enquanto isso, Alex esticou a mão direita que estava agora criando chamas de fogo borbulhantes. Eles estavam estáticos com a habilidade do garoto, e trocaram olhares com o capitão.
– E então? — Demandou Mills — Como vai ser?
– Vamos te derrubar garoto e nossa rainha vai ter o enorme trazer de esmagar seu coração e usar as cinzas na sopa de entrada do baile dela — anunciou o capitão.
– Você acabou de emputecer uma cidade inteira contra vocês, idiotas — disse Alex jogando uma bola de fogo em direção aos outros cavaleiros. Apesar de não serem atingidos, o impacto da bola quando se chocou com o asfalto fora tão grande que fizera — pelo menos cinco dos quinze presentes — voassem para trás.
O capitão depois de dois passos em direção a Alex, sentiu-se sufocado e seu corpo estava levitando alguns metros do chão. Mills olhou para trás e Gold saia da loja, torturando o cavaleiro e depois o jogando para longe.
A fada azul saia pela porta com sua varinha de condão, fazendo com que os cavaleiros se tornassem insetos. Alguns que conseguiram escapar dos feitiços dela, voltaram-se para Alex que pegava na lâmina das espadas com a mão em chamas fazendo o metal dela derreter. E alguns socos bem dados, Mills os apagava.
Com a comitiva toda no chão, Gold fez uma fumaça roxa com que os corpos dos cavaleiros negros e seus cavalos sumissem do meio da rua.
As pessoas começaram a sair do Granny's as pressas. Gold tinha uma teoria de que eles chegaram a partir do portal do autor e enquanto isso, as fadas irão conjurar um feitiço de proteção por toda a cidade.
Mesmo com toda a comoção da invasão dos cavaleiros, Alex sentia que algo mudou, alguma coisa essencial. As palavras do capitão em relação seu coração e mesmo eles não reconhecendo que o garoto poderia acabar com a raça deles...
A única coisa para se recuperar de um blefe mal feito e um ataque, meio que medieval, era uma grande grande quantidade de milk shake de morango do Granny's.
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Quando acordou, já eram uma e meia e certamente o comitê de segurança deveria estar a sua espera.
Pulou da cama e vestiu-se o mais rápido do que podia, nem mesmo parando para escovar os dentes. Desceu as escadas e encontrou um Theo fazendo uma coisa incomum na cozinha. Estava pincelando uma torrada com mel. Normalmente, Alex iria enfiar uma faca no pote de mel e depois passar no pão como — na opinião dele — uma pessoa normal faria.
– O que pensa que está fazendo — Perguntou ele.
O rosto de Theo estava ruborizado e apresentando sinais de vergonha, olhando para Alex e depois para a Torrada.
– Somente uma torrada — disse Theo.
– Não isso, mas o quê está fazendo com o pincel de comida. Não sabe usar uma faca?
– Claro que sei usar uma faca — respondeu Theo. — Mas como também tinha uma parecida em Portland então eu pensei que poderia fazer do mesmo jeito que fazia por lá.
– O Hook te ensinou assim? — Indagou Alex.
– Não, minhas ideias e minhas esquisitices — rebateu Jones.
– Eu acho melhor passar uma faca nessa torrada de agora em diante — anunciou Alex, enquanto pegava uma caixa de suco de laranja na geladeira e um pequeno copo de vidro. Colocou o líquido no recipiente e depois levou até sua boca.
– Importa-se de lavar o copo para mim? — Perguntou guardando o restante do suco. — Eu preciso ir andando.
– Por quê, Alex?
– Problemas normais da cidade, mas depois posso ter levar para conhecer o resto de Storybrooke, se quiser, claro — ofereceu Mills. — Theo. Como vai indo com o livro?
– Ainda não li hoje, parei na mesma parte antes de eu dormir — respondeu Theo, mas normal do que quando Alex o repreendeu. — Quando a Emma conseguiu controlar seus poderes por causa de Elsa... Desculpe-me, é só que meio difícil — apesar de todas as provas — que exista um boneco de neve falante chamado Olaf andando pelo reino de Arendelle.
– Boneco de neve?
– Alex, você não viu o filme? — Perguntou Theo.
– Acho melhor nos conversarmos em outra hora, estou bem atrasado — anunciou Alex, quando abria a porta da frente.
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O lugar estava um inferno, as pessoas estavam discutindo, fazendo uma feira ambulante, mesmo com Archie e as fadas tentando acalmar a população que estava reunida. Os passos arrastados dos tênis de Alex invadiu o local fazendo com que todos chamassem a sua atenção.
– Desculpe a demora, eu tive que fazer uma boa ação fora da cidade, com certa urgência — anunciou Alex se juntando a Archie.
Um dos anões se levantou e andou alguns passos na direção de Alex que achava que ele era um dos anões zangados.
– O que diabos aconteceu com essa cidade, senhor prefeito júnior? — Perguntou Leroy, com a impaciência de sempre.
Todos ficaram apreensivos, o que foi muito estranho para Mills que mal entrara no recinto e agora todos estavam querendo ouvir suas palavras, uma vez que estavam anunciando seus medos e preocupações para os outros cidadãos.
– A única coisa que pode ser resolvida nesse caso é uma teoria de que algo deu errado durante a viagem do grupo de resgate. — Alex limpou a garganta antes de falar.
– Como isso é possível? — Indagava Granny. — Aquele canalha do Gold disse que não havia nenhum problema na viagem pelo portal.
– Tem razão, Granny — disse Leroy. Como Alex tinha uma antipatia com aqueles anões, principalmente com ele. — Onde ele está?
Antes que começar uma nova baderna de discussões, a fada azul conseguiu interver e salvar a pele de Alex.
– Pessoal, todos sabem que a magia é imprevisível, além de ter um preço. Talvez ninguém soubesse até quando os cavaleiros da rainha vieram para esse mundo.
– E macacos voadores também -disse Alex. — Eles vieram de Oz e quase mataram ou transformaram — eu não sei o que eles realmente fazem , tudo bem, eu nem era nascido naquela época ainda — a pessoa que eu salvei ontem a noite.
– E de acordo com a Belle, o portal já foi tranquilizado pelo Sr. Gold — disse Archie. — O feitiço de proteção da cidade que as fadas conjuraram já está em vigor. Ou seja, acho que não teremos mais ataques por um bom tempo.
– E quem você salvou, Alex? — Perguntou Ruby que estava ao lado da avó. E com isso, e novamente, todos se calaram para ouvir Mills.
Mas ele foi salvo por alguém que estava se juntando a reunião. Rumpelstiltskin. Sr. Gold. Agora seria a hora perfeita que o filho de Hook estava na cidade. Com o pai fora desse mundo o que ele poderia fazer a Theo?
– Acho que sabemos o que aconteceu ontem — disse ele. — Bem quando eles entraram no portal algo mudou na linha do espaço e tempo. Fundindo o passado com o presente, da forma mais desagradável possível. E temo pelo pior para todos nós.
– Como assim, Rumple? — Perguntou Alex.
– Se lembra quando tentou persuadir aqueles cavaleiros e mesmo ameaçando eles com bolas de fogo, eles o rebateram? Bem, Alexander, como eu disse o passado está se fundido ao presente. Os cavaleiros foram desmantelados quando a maldição negra criou essa cidade. Mas agora, na floresta encantada, o reinado de terror da Rainha má recomeçou. Mas disse Rainha má, não Regina Mills. A maneira de que aquele cavaleiro te respondeu, se o coração de estivesse sendo controlado, não seria uma maneira de Regina para te responder. Ela — muito certamente — iria até aqui para te conhecer ou te matar. O que me leva a ideia de que alguém esteja tomando o posto de Evil Queen de Regina. E como eu disse para o restante da cidade reunida aqui, sinto muito, Alex.
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Depois do conselho ter acabado, Alex Mills estava sentado no seu carro, estacionado no meio da rua. Ele não tinha mais o que dizer. Tudo do passado estava sendo recomeçado. Refeito. E os atos de bravura de todas as histórias que havia escutado ou até mesmo presenciado serem destruídos até sobrarem mais nada. Sentia medo do que poderia acontecer com seus pais e os meios irmãos do rapaz. Agora tudo era imprevisível e talvez mais perigoso do que antes.
Principalmente quando estava amaldiçoado novamente.
– Então é isso sua vaca chifruda — disse ele com ódio, enquanto dava a partida no motor. — O jogo somente começou.
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