Pulsação

3 Casebre


Notas iniciais
Vamos dar uma olhada em como está a vida da Helga.
Vou avisando que está meio trash!
Espero que gostem.

Tem personagens meus aqui! haha

A sineta tocou indicando o final das aulas, Helga encontrou Torvald no estacionamento e saíram na moto dele em direção ao “covil”. Um casebre velho que servia de refúgio para Helga, Torvald, Kate, Leo, Jake e Sid. Por mais aleatório que parecesse Sid e Helga iam aos mesmos concertos de rock e com o tempo começaram a andar juntos depois do colégio, só depois do colégio. Sid já não andava mais com seus velhos amigos, agora andava com os punks no colégio. Camisetas de bandas, calças rasgadas e coturnos agora eram seu estilo. O nariz estava mais proporcional, tinha um pouco mais de cabelo com direito a franja, mantendo o hábito de usar boné, alargadores 30 mm nas duas orelhas e piercing no lábio.

T. e Helga chegaram antes do que os outros, pegaram a chave embaixo de um tapete velho na entrada e destrancaram a porta. O covil tinha cheiro de cigarro e álcool, era sujo e pouco iluminado. Uma casa de duas peças: uma suíte minúscula e uma sala/cozinha. Com o tempo o grupo colocou móveis na casa, coisas que os outros jogavam fora. No quarto estava a velha cama de solteiro de Helga e um gaveteiro da mãe de Torvald. No outro cômodo, na parte que deveria ser a cozinha, havia um mesa quadrada da avó de Jake, 4 cadeiras aleatórias uma de assento de palha, uma branca de plástico, uma de escritório com as rodinhas travadas e outra de metal com o assento de couro. Um frigobar velho do pai de Sid e em cima do balcão da pia um fogareiro a gás com duas bocas, que era usado em acampamentos da família de Kate e Leo antes do pai deles morrer. Do outro lado do cômodo, sala, tinha um aparelho de som que Leo tinha roubado e um sofá que alguém tinha jogado no terreno do casebre. Ao todo possuía três janelas, todas travadas ou quebradas. Fizeram uma ligação no poste de luz para a energia funcionar de graça e tudo ia bem.

Pouco tempo depois da chegada de Helga, Jake e Leo apareceram com uma garrafa de gin e se acomodaram no sofá com Torvald enquanto a Pataki estava sentada em cima da mesa. Sid apareceu logo depois com CD’s novos e Kate pendurada no seu pescoço. Kate e Sid tinham um “lance”, antes Kate tinha um lance com Jake. Ela era irmã gêmea de Leo, depois da morte do pai a vida deles desabou. A mãe surtou e casou com um cara estúpido e abusivo. Kate era “a gostosa”, cabelo preto e liso até a cintura, olhos verdes, lábios carnudos, seios fartos e tudo mais. Leo possuía o mesmo cabelo, olhos e lábios, também considerado “o gostoso” com barriga de tanquinho e braços tatuados. Ninguém parecia saber muito da vida de Jake, nem mesmo Kate. Ele era loiro, cabelo de anjo, não era musculoso como Leo, nem estiloso como Sid, mas era muito bonito. Talvez o mais bonito do grupo.

Os 6 passavam o dia no covil jogando, bebendo, fumando, dormindo e ouvindo música. Eventualmente Sid e Kate se trancavam no quarto e transavam. O covil era o lugar perfeito, sem ninguém para supervisionar nem pra reclamar do barulho.


Todos os dias quando começa a anoitecer Torvald leva Helga pra casa. Ela tira a touca, ajeita o cabelo para cobrir a parte raspada e guarda o casaco de couro na bolsa. Entra em casa torcendo para que Big Bog não sinta cheiro de cigarro em sua roupa.

-Miriam, Big Bob, cheguei! – grita

-Onde você estava Olga? – Big Bob grita de volta, sem se dar ao trabalho de levantar da poltrona na sala para vê-la

-Será que terei que repetir até o fim de minha vida Bob?! – começa a subir as escadas – Estava no colégio, nas minhas aulas complementares. E pelo amor de deus Bob – ela parou no meio das escadas – meu nome é HELGA! – grita e termina de subir as escadas bufando.

Ao entrar no quarto se joga na cama e fita o teto. O pai era o mesmo cabeça dura e rabugento de sempre, a mãe já estava perdida para o álcool e nem a filha perfeita que era Olga vinha visitar com frequencia. A irmã estava casada, morando no Alaska e com uma filha de um ano. Seus amigos a tiravam do tédio, Torvald era uma boa companhia que com o tempo tinha se tornado uma dependência. Enquanto pensava em Torvald seu celular vibrou em seu bolso.


UMA NOVA MENSAGEM – T.

What’s up?

Helga respondeu:

Indo pro banho.


E assim fez, tomou um banho demorado, voltou pro quarto e pegou uma garrafa de whisky que tinha escondido dentro do closet. Torvald tinha roubado a garrafa para ela, ela bebia quase todos os dias antes de dormir, por vezes ficava apreensiva de estar se tornando uma alcoólatra assim como a mãe. Pegou o celular para mandar uma mensagem.


H. – Você acha que somos alcoólatras?

T. – Haha. Não Helga, acho que somos adolescentes normais.

H. – O que está fazendo?

T. – Estou me tocando pensando em você

H. – porco

T. – Brincadeira, estou fazendo um trabalho.

H. – Não sei como você consegue pensar tanto no colégio

T. – Deveria pensar no quê?

H. – Qualquer coisa, menos no colégio.

T. – Eu penso em você também.

Helga não respondeu. Não queria entrar nesse assunto, sabia que Torvald estava querendo fazer sexo com ela, mas ela não queria. Ficou fitando o celular por alguns minutos até receber outra mensagem.

T. – Está aí? Ela não respondeu

T. – Pare de me ignorar! E ela ignorou

T. – Ta certo. Até amanhã Helga.


Helga estava triste, vazia. Queria deixar Torvald se aproximar mais, tentar ser feliz. Talvez esse fosse o propósito de sua vida, ser infeliz e se sentir solitária. Não se sentia bem com a família, não se deixava se divertir com os amigos... Como se ela estivesse se punindo, mas se punindo pelo quê? Isso ela não sabia, sentia-se culpada por algo? Enquanto as duvidas sem respostas surgiam Helga bebia e então dormiu. Dormiu bêbada e triste, como em todas as outras noites.


Notas finais
Comentem caras, comentem!

rawr