Psycho Killer
1 Piloto
Em apenas duas semanas, meia dúzia de mulheres com idade girando em torno de 25 anos, ruivas de olhos azuis, assassinadas de maneira cruel e deixadas na beira do rio da cidade de Portland, Oregon.
Meu nome é Thomas Galle e sou o detetive encarregado no caso. A parede da minha sala está toda esquematizada com pedaços de jornais, fotos das vitimas, papeis dizendo como esse assassino serial executa suas vitimas. Já faz alguns dias que não consigo dormir. Existe um fato importante para que eu esteja tão concentrado e viciado nesse caso: Minha esposa foi morta por esse mesmo assassino. Aquele filho da mãe!
– Detetive Galle? — a policial Mary bate na porta
– Entra.
– Desculpe-me pelo incômodo, mas o senhor deveria saber... Mais uma vitima, morta do mesmo jeito.
– Deixe-me adivinhar: Idade em torno de 25 anos e com olhos azuis?
– Sim senhor. A equipe já está no local.
– Já estou indo.
Dez minutos depois, cheguei ao local. A vítima está com os mesmos cortes e cheia de sangue, como as outras. Mas tem algo de errado, algo diferente.
– Chame a policial Mary! — gritei para que alguém pudesse ouvir.
– Mandou me chamar, detetive?
– Consegue ver algo de diferente nessa vitima?
Mary olha para a vítima, e examina o local da morte.
– Olhe essa marca deixada na barriga dela, Galle.
Parecia um mapa, ou uma parte dele. Só espero que o assassino não tenha feito isso enquanto ela estivesse viva.
– Tire uma foto e mande pra alguém ver se é algum mapa mesmo e se faz parte de algum local aqui de Portland. Recolha as digitais e mandem retirar o corpo.
Estou exausto. Mais uma vítima! Ele parece estar brincando comigo, com todos envolvidos no caso. O pior disso tudo é que só posso dizer “Sinto muito” para as famílias das vítimas. Eu preciso encontrar esse desgraçado nem que seja a ultima coisa que eu faça em toda minha vida.
Finalmente cheguei em casa. Mesmo que eu não consiga dormir, é bom estar em casa. Mesmo sem minha esposa, é melhor do que estar na delegacia.
São 1:00 am e o telefone começa a tocar.
– Quem fala?
– Olá detetive. Como anda a investigação? — uma voz que parece ser alterada, como as dos assassinos em filmes de suspense.
– É-é você. Quem fala? O que quer de mim?
– Já conseguiu decifrar minha pista, detetive?
Nesse momento, a ligação desliga. Tento olhar no identificador de chamada, mas é um numero desconhecido. Provavelmente um celular descartável. Ele não seria tão estúpido a ponto de se entregar tão facilmente assim.
– Mary?
– Sabe que são 1:00 am, Thomas? Ligando tão tarde por qual motivo?
– E-e-ele me ligou.
– Ele quem?
– O assassino.
– Desgraçado! O que ele disse?
– Ligou só pra me provocar, provavelmente. Achei que seria bom você saber. Até amanhã, Mary.
Desligo e vou tomar os remédios que o doutor me recomendou, pra insônia e nervosismo. Me deito e fico olhando pro teto durante horas, pensando em tudo que está acontecendo: o sumiço do meu irmão mês passado, a morte da minha esposa. O que tem de errado comigo? O que fiz de errado pra merecer isso?
Quando menos espero, eu pego no sono.
No dia seguinte, recebo uma ligação do assassino
– Corre, detetive, se não o corpo vai cheirar pior do que está. Fazenda abandonada ao sul do Rose City Park. Você sabe onde é, já passou grande parte da sua vida por lá, não é mesmo?
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