Psicopata de Seattle
5 I'm good, thanks!
Sepassaram 2 diasnacasadatiaZíbia Winders...
Abby acordou com o barulho de alguém batendo fortemente na porta.
— Vamos, menina, levante para fazer o café da manhã e ir a escola! – Tia Zíbia acordou Abby do lado de fora do quarto de hospedes.
— Já vou, tia. – A menina disse ainda debaixo das cobertas.
A Waters levantou e viu que era 5:17 da manhã, então, arrumou a cama para descer e fazer o café da manhã.
Ficar na casa de Zíbia Winders não era fácil. Abby era tratada como se fosse uma simples empregada na casa e sempre fazia tudo enquanto a tia se divertia vendo um programa irritante, de acordo com Abby, na televisão.
A platinada tomou um banho rápido no banheiro que tinha de frente ao quarto de hospedes e vestiu uma calça preta rasgada, um all-star vermelho e um moletom do Homem-Aranha por cima de uma blusa básica preta.
Desceu as escadas e viu a tia assistindo um Reality Show que passava todos os dias de manhã cedo.
— Quer ovos com bacon, tia?
— Ah, sim, quero. Mas cuidado para não queimar nenhum dos meus bacons, garota.
Abby bufou e foi fazer o que a tia queria.
"Elaétãochata... Vocêdeveriamatarela, sabia?"
Eram as vozes, novamente, atormentando a cabeça da garota.
— Me deixem em paz, por favor. – Ela pediu baixinho enquanto colocava os bacons na assadeira quente.
"Garotaestupida! Vocêétãofrágilquenemparafazerissovocêtemforças"
— Eu não sou frágil, vozes idiotas. – Ela disse com um pouco de raiva na voz.
— Abby, com quem você está falando? – Tia Zíbia perguntou ainda na sala.
— Não estou falando com alguém, tia. Estou apenas... Cantando! É isso, estou cantando! – Abby mentiu e a tia falou mais nada.
Abby começou a pensar direito na vida, do que essas vozes poderiam influenciar ela a fazer um dia. Será que ela mataria alguém? Será que ficaria maluca – mais do que já era – e teria que ser internada em um hospício? Ou, será que teria que ir para reabilitação?
Várias perguntas corriam pela mente da garota que ela nem percebeu que que os bacons da tia estavam queimando.
"Droga!" , ela xingou mentalmente.
— Abby Allison Waters, esses são os meus bacons queimando? – Zíbia Winders perguntou entrando na cozinha e vendo o estrago.
— N-não, t-tia. Eles só estão um pouco torradinhos... Nada de mais. – Abby tentou amenizar a situação, mas não adiantou coisa alguma.
— Arhg! Garota, vá e saia daqui logo! – A tia disse furiosa. – Vá logo para a sua escola antes que eu faça alguma besteira com você!
— Mas eu ainda não comi, tia... Estou faminta.
— Aqui na esquina tem uma cafeteria. Você tem dinheiro ai? – Abby afirmou com um movimento da cabeça. – Ótimo! Então vá logo e me deixe em paz.
Abby, sem pensar duas vezes, pegou a bolsa na sala e saiu logo daquela casa.
Como alguém pode ser assim, a ponto de tratar uma sobrinha tão mal? Apenas Zíbia Winders!
Abby avistou a cafeteria que a tia havia falado e pediu um café gelado com bastante chantilly, do jeito que gostava. Entregou o dinheiro ao caixa, pegou seu pedido e saiu em direção a escola.
— É oficial: Eu adeio Zíbia Winders! – Abby resmungou no caminho o que fez várias pessoas a sua volta a olharem estranho como se fosse maluca.
— Aquela mulher consegue ser pior do que as metidas de lá da escola. Ninguém merece!
— Abby! Abby! – Uma voz familiar para a Waters soou no ar.
Abby virou e viu uma cabeleira loira correndo em direção a ela. Aquela cabeleira loira era Susan Jordan.
— Ufa! Ainda bem que me ouviu. – Ela disse ofegante. – Te chamei várias vezes. Como você está? Tudo bem eu ir com você para a escola, né? – Ela perguntou em seguida.
Sobre Susan Jordan, pode se dizer que ela era uma garota extremamente gentil, que, as vezes, chega a ser um pouco irritante.
— Ah, estou bem, e sem problemas você ir comigo. – Abby falou enquanto jogava o copo do café em uma lixeira na rua.
— Pare de mentir dizendo que está bem, Abby. – Susan falou e a platinada arregalou os olhos. – Dá para ver em seus olhos que você não está bem.
— Não tem nada de errado comigo e eu estou bem mesmo. – Ela mentiu, pois, na verdade, estava péssima.
— Tem certeza? Não quer desabafar nada? – A loira perguntou incrédula.
— Sim, Susan. – A Waters bufou.
Fale com o autor