Psicopata de Seattle
3 Big Girls Don't Cry
"They call you cry baby, cry baby, butyoudon'tfuckingcare
Crybaby, crybaby, so you laugh throughyourtears
Crybaby, cry baby, 'causeyoudon'tfuckingcare
Tearsfalltotheground, youjust let themdrown"
Abby escutava a música Cry Baby, da Melanie Martinez, enquanto seguia o caminho para casa.
Milhares de pessoas passavam a sua volta, mas todos aqueles rostos eram desconhecidos para ela.
Diferente do que todos pensam, morar em Seattle não é tão maravilhoso como todos pensam. Ás vezes, morar em uma cidade tão grande faz você se sentir tão pequeno e insignificante.
Abby, juntamente com o pai, morava em uma rua pequena e calma em Seattle, diferente de muito de seus colegas de escola, que moravam em prédios grandes e alguns, como Ashley, moravam em mansões.
Porém, nem sempre foi assim.
Antes dos Waters se mudarem para aquela casa, 2 meses antes da morte de Marlee, moravam em um prédio moderno.
No caminho, ainda ouvindo Cry Baby nos fones de ouvido, Abby começou a refletir sobre a letra daquela música.
Pensou em como sua mãe a tratava quando era criança.
Ela lembrou de quando seu pai lhe mostrou o video de seu nascimento e a mãe a desprezava.
As bebidas acabaram com Marlee Waters, literalmente.
Lembrou de todas as vezes em que sua mãe a xingava de idiota e estupida quando estava bêbada.
Pode até parecer mentira, mas no fundo, Marlee amava a filha. Ela apenas a tratava daquele jeito, por causa da ressaca e do efeito das bebidas. Mas, quando não estava bêbada, tratava a filha nirmalmente, como toda mãe carinhosa, mesmo sendo ignorada pela pequena Waters.
Foi nessa época, aos 5 anos, que Abby começou a ouvir as vozes na cabeça.
Aos 10 anos, a garota desenvolveu o dom de fazer as pessoas fazerem o que ela quer, contra a vontade dos outros, era só se Abby quisesse. A psicopatia dela se desenvolveu e ela começou a ficar maluca.
Abby nunca conseguiu ser uma criança normal ou mimada. Aliás, ela era apenas mais uma garota sem importância para os outros, sem amigos, um pouco maluca com vozes na cabeça e com o mesmo sonho todas as noites.
"Garota estupida! Sabeporquevocêvivetãosozinhanaescola? Euseioporquê. Éporquevocêéumaestranhaemalucasemimportância!"
Isso era o que Abby tinha ouvir nas noites em que tinha que ficar sozinha com a sua mãe bêbada em seu apartamento, na época.
Ter que ouvir tudo aquilo soueu muito para ela. Ter o amor entre mãe e filha tirado dela, por causa das bebidas da mãe, mexeu muito em seu psicológico.
Mas o que ela iria poder fazer? Ela era apenas uma criança na época. Não tinha noção do que era a vida e não havia nem largado as suas macabras bonecas de plástico.
Ah, sim! As bonecas de plástico! Uma boa lembrança na infância de Abby, foi brincar de casa de boneca, porém, com o tempo, a garota acabou ficando frágil e sozinha, fazendo com que tivesse medo até de suas bonecas pequenas e assustadoras.
O pai de Abby sempre foi um homem ocupado com o trabalho. Tinha negócios mais importantes a tratar para poder sustentar a família que tinha formado.
E Abby foi ficando "invisível" no meios aquela história. Era como se ela não existisse mais.
E tudo o que ela conseguia ouvir de madruga, era as ameaças das vozes em sua cabeça querendo assusta-la. As vozes eram toda a companhia da pequena Waters, mesmo não sendo tão boas assim, era tudo o que a garota tinha.
Abby, em meados de seus 12 anos, se auto-mutilava constantemente quando as vozes atacavam a sua mente, porém, aos 15 anos, a garota conseguiu se controlar e assim se prosseguiu.
Uma garota com uma vida muito estranha, assustadora e depressiva.
E assim seguiu a vida dela, com as mesmas vozes ameaçadoras e o total esquecimento.
Essa era a verdadeira Abby Allison Waters.
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