Psicologia Reversa
3 Capítulo 2 ─ Psicóloga, ou não
Notas iniciais
Estou aqui com mais um capítulo de PR! ♥
Sim, eu demoro muito pra fazer capítulos de 1000 palavras. Sério.
Dá uma coisa e tal, fico indecisa sobre o que colocar... ajkhssd Desculpem pelos toquinhos que são os capítulos ;-;
Well, nada muito importante pra falar, só que eu tô muito bolada com a morte da Ultear, but, disso vocês sabem, caso forem stalkers que vêem os reviews da minha outra fic 8D (o que vocês não são).
Bom, aqui vai o capítulo ♥ Espero que gostem, e boa leitura!
Ponderei por segundos se ela estava falando sério. Afinal, eu podia ter distúrbios. Ou algo assim.
– É... Você deve estar me confundindo, não? Eu não conheço você... – comecei hesitante e confuso. Passei a mão na cabeça, como se quisesse mostrá-la que estava nervoso e sem entender nada, quase que como um “não estou entendendo nada, seja educada, e caia fora”.
Ela soltou uma risada discreta, que ao mesmo tempo, mostrava-se não querer ser discreta (?).
– Pois eu conheço muito bem você. Natsu Dragneel, 19 anos, repetiu o ano uma vez, não pretende cursar nenhuma faculdade, perdeu um namoro de cinco anos, e – parou, levantando a cabeça e olhando-me nos olhos – é nesse ponto que quero chegar.
Olhei-a de volta meio incrédulo. Quase perguntei se ela sabia a cor da cueca que eu estava usando também, mas consegui contar minha língua grande.
– D-desculpe, mas aonde quer chegar? – falei, questionando-a.
– Por que você terminou com Lisanna? – disse ríspida, rápida e direta.
Engasguei com minha própria saliva, tossindo algumas vezes. É, consigo fazer essa proeza da burrice.
Não acreditava que ela estava voltando a fita (como minha avó diria) daquele jeito. Eu sequer a conhecia, e ela já vinha com aquele assunto.
– Não gostaria de voltar á esse assunto novamente, por favor. Isso não é algo que... Lhe diz respeito. – disse, hesitante. A única coisa que eu queria, agora, era apanhar de uma garota por ter sido indelicado. De novo.
...
Não, isso nunca aconteceu.
– Ah, não é algo que me diz respeito? É claro, porque a garota que vive ouvindo o choro de sua amiga, tentando acalmá-la, não tem nada á ver com isso. Não? – levantou uma sobrancelha, sorrindo, logo após, tirando-o de sua face e cruzando os braços, esperando uma reação minha.
E, claro, como qualquer pessoa faria, eu a convidei para entrar.
Não, não pense besteira. Pensei que, se ela fosse me bater ou quiser algum tipo de satisfação, Gray me ajudaria á me safar. Podia ter sido bem idiota da minha parte, mas eu realmente não sabia o que fazer diante daquela situação que nunca fora cogitada em minha mente – e se isso acontecesse com vocês, certamente não teria sido cogitada por vocês também.
Mas, ao invés de ajudar, o maldito stripper apenas apareceu sem a calça no meio da sala.
A loira soltou um grito, tapando os olhos enquanto resmungava alto.
– F-foi por isso que deixou a Lisanna? Pra virar gay? – exclamou, balançando a cabeça em negação rapidamente, quase como se recusasse a acreditar nisso.
– Não! – gritei, fazendo alguns movimentos com as mãos.
Ao invés de ajudar, Gray atrapalha. Anotar no meu caderninho de anotações (claro, pra que mais serviria o caderno?).
Suspirei, quase choramingando. Onde estavam as velinhas com suas bengalas pra bater nos outros quando se precisava?
**
Tudo já estando mais calmo, estávamos sentados no sofá, em silêncio. Acho que depois daquela cena traumatizante, ela não gostaria de se pronunciar. E talvez fosse até bom.
Gray estava com uma cara envergonhada, sem graça. E ele estava com razão, quem diabos aparecia sem a calça numa sala...
– Vamos começar. – a garota disse, respirando fundo. – Meu nome é Lucy. Sou amiga de Lisanna, a garota com qual você terminou. – parou por um segundo. – A minha pergunta é simples: por que você terminou com ela? Não vi nenhum problema no relacionamento de vocês. Ela sempre me falava sobre você e sobre como era – engoliu em seco, fazendo uma cara de nojo – “romântico”.
Senti-me ofendido com isso. Muito ofendido.
Fiz uma cara de incredulidade.
– Você por acaso é psicóloga? – arqueei a sobrancelha, logo após, suspirando – Escute, Lisanna- – antes de acabar de falar, fui interrompido por Gray que tapou minha boca bruscamente.
– Lucy, não é? – ele questionou, e continuou, mesmo sem ter uma resposta – Meu amigo aqui, só vai falar na presença de um advogado. Sem advogado, sem perguntas.
– Espera, eu acho que é Luigi.
– Não, eu ouvi Lucy.
– Mas é Luigi!
– Então você tem problemas de audição!
– Tem preconceito? Quer lutar, sorvetinho?
– Cai dentro, fogueira ambulante!
– Parem! – exclamou bruscamente, enquanto empurrava Gray na direção da poltrona, fazendo-o sentar-se novamente. – Você não tem nenhum advogado e aqui não é nenhum julgamento.
– E se eu não quiser falar? – perguntei.
– Corto sua garganta. – disse simplesmente, voltando à sentar-se. – Agora, poderia dizer?
Dei de ombros.
– Como Gray disse, só falo na presença de meu advogado.
– Mas você não tem nenhum! – esbravejou.
– Melhor ainda! – exclamei.
Bateu a própria testa, logo após, acalmando-se.
– Eu quero conversar civilizadamente. Não quero nenhum problema. Só quero saber a causa do término. Não é pedir demais. – há, até parece. A cara dela parecia a cara de uma mulher que via outra mulher usando a mesma roupa que ela numa festa. E digo isso porque minha mãe é exatamente assim. Olhares de ódio podem ser poderosos, cuidado.
Permaneci em silêncio. Eu não disse nada porque estava meio hesitante. Não sabia se contava ou não. Mas, acho que ela deve ter achado que meu silêncio era algum tipo de aceitação, porque ela voltou á falar depois:
– Lisanna está mal. Mal. Sabe a definição de mal? Então – quis dizê-la que sabia o que era 'mal', mas preferi calar-me. – Ela não quer se alimentar. Ela está... Muito ruim. Só você pode ajudá-la no momento. ─ disse, enquanto olhava-me com um olhar suplicante.
Lisanna não me parecia e ainda não me parece o tipo de pessoa que deixaria de se alimentar por outra. Não por ela ser egoísta nem nada ─ pelo contrário, ela era muito amigável até ─, mas, ela era muito alto-astral pra ficar desse jeito. Eu esperava, ao menos. Por mais que ela tivesse me traído e tudo mais, eu não me sentia bem ao ouvir que ela podia estar mal ou algo assim.
– Com certeza ela não está assim. Deve ser coisa da sua cabeça. – falei, como se quisesse enterrar aquele assunto.
Pude sentir que Gray queria dizer algo e protestar, mas sabia que de qualquer forma, seria ignorado brutalmente (existe isso?).
– Não, é claro que não é coisa da minha cabeça! – exclamou, como se o que eu tivesse falado fosse pior do que um crime. Uma comparação idiota, mas, chegou o mais perto de definir o tom de voz dela.
– Por acaso ela falou o porquê de termos terminado? Ela disse qualquer coisa á não ser "terminamos"? – questionei.
Lucy calou-se, olhando para baixo. Balançou a cabeça negativamente, enquanto mordia o lábio inferior, parecendo estar cheia de culpa.
– Pois então, não tente falar como se eu estivesse errado. Porque, se você souber da história toda, vai saber como eu estou certo. No entanto, não faço questão que acredite em mim ou não. – não fazia ideia de onde havia tirado aquele vocabulário mais... Mais... Aquele tipo de vocabulário, mas, realmente, não era muito normal pra mim.
Fui até a porta, abrindo-a, como se pedisse silenciosamente para que se retirasse.
Ela suspirou, enquanto levantava-se, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
Assim que ia passando pela porta, retirou um papel do bolso, e apoiou-o na porta entreaberta ─ cuja eu estava fechando ─ e anotou uma coisa com a lapiseira que estava no bolso de seu casaco. Logo após guardá-la novamente amassou o papel numa bolinha, deu-me, e, como sou alguém idiota e inocente, eu peguei-o.
– Venho aqui da próxima vez. ─ deu uma risada, enquanto levantava o polegar bem na frente da minha cara, como se quisesse falar "joinha!" de um jeito menos infantil.
Quando fechei a porta, abri o papelzinho, sem sequer imaginar o que poderia ser.
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Psicóloga... (ou não)
Notas finais
Espero que tenham gostado apesar do tamanho dele, e até a próxima! ♥ Comentem, hein? u3u
Beijos
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