Psicologia Reversa
4 Capítulo 3 ─ Aquele momento...
Notas iniciais
Pois é, toda vez que atualizo essa fanfic apareço com um 'olá' numa língua diferente. x3
Tudo bom com vocês? ♥
Saudades de postar aqui, é. Desculpem a demora, por mais que não tenha sido tão grande assim. :3
Não vou enrolar muito aqui, vou logo deixar vocês lerem.
Enjoy!
Boa leitura ♥
..em que você vê que nasceu numa família favorável e compatível com você.
É sério, qual o problema da minha família? Não que eu esteja reclamando deles, nem nada... Digo, estou reclamando deles sim. Vamos lá, cá entre nós, não é muito normal o jeito que eles te tratam num almoço em família. Eu digo isso porque eu vejo filmes, e até mesmo as mais estranhas não se comparam á minha.
Bem, eu deveria não reclamar muito. Porque se fosse outra família, eu acho que já tinham me abandonado ─ e digo isso com toda a certeza, porque iriam me odiar tanto que sequer me deixariam num orfanato para ao menos tentar ter uma vida decente e boa.
Certo, certo. Não vou mais reclamar tanto assim. Mas, cara, por que eles fazem tanta questão de querer saber tudo sobre a minha vida? Sinceramente, caso eu tiver o meu filho e ele estiver passando por dificuldades, eu certamente não irei me meter, vendo que ele está incomodado.
Descarte apenas a possibilidade de eu ter um filho.
Não que isso vem ao caso agora, mas, eu devo falar que uma das coisas que eu mais odeio também na minha família ─ e eu sei que isso não acontece apenas nela ─ é o fato de que você vai pegar refrigerante pra você, e de repente, mil e um copos se estendem na sua direção. Isso é uma merda.
Eu uso minha mente como meu privado diário ─ isso pode parecer um pouco gay, mas... ─, e assim, desabafo nela. Desculpe caso pareça estranho.
Mas voltando, no momento, eu estou sentado junto com minha tia e minha mãe conversando, enquanto meu tio, meu pai, e meu avô conversam muito animadamente sobre qualquer papo aleatório, enquanto fazem churrasco.
E eu simplesmente odeio isso, de tão típico que já está, quando falamos de almoço em família.
– Natsu! – gritou minha mãe, Madry, talvez pela vigésima vez, considerando a expressão presente no rosto dela. – Não está prestando atenção no que eu digo.
– Eu sei, desculpe. – falei, suspirando, enquanto esticava as pernas por debaixo da cadeira.
– Garoto, eu já te ensinei os bons modos. E muito bem ensinado. Eu, desde criança fui muito bem educada, e sempre ficava atenta á tudo que acontecia. – e pronto. Foi só eu não escutar algo, que já começou a bronca. Minha mãe não é bem o tipo paciente, e, vamos nos situar dizendo que eu acho que puxei isso dela. Paciência é o que eu necessito, que eu preciso, mas que eu não tenho.
– Tá, mãe! Desculpa, desculpa! – levantei as mãos, como se estivesse em rendição.
Minha tia olhou para mim e deu um sorriso.
– Ah, Madry, veja o garoto. É jovem, deixe-o. Os jovens estão assim, atualmente. Veja o Loke, está exatamente como ele. – falou, enquanto ria, fazendo minha mãe dar um sorriso torto.
Ah, Loke. Sim. O meu querido primo, ao mesmo tempo, não tão querido assim. Confesso que eu gostava muito de brincar de futebol e de carrinho com ele quando era criança, mas já aos 12 anos ele só pensava em garotas e vivia cercado por elas, enquanto me zombava por ficar só com o Gray. De certa forma ele estava certo, por que eu deveria ter feito algo mais útil, como ficar popular, ao invés de ter desperdiçado meu tempo com Gray e acabar sendo assim.
Mas, veja bem. Talvez alguma vez ele engravide uma garota, e aí, vai receber uma bela de uma bronca. E eu gostaria muito de estar presente nesse dia pra ver isso.
– Mas o Loke é mais organizado. – começou minha mãe. Eu sabia que ela diria mais coisas, me comparando com Loke. Apesar de tudo isso ser mentira, porque, olhe bem; Loke na verdade não é organizado. Eu ainda desconfio que ele consegue sequer arrumar a própria cama. – Ele é social, e tem amigos mais normais. Natsu... Ah, Natsu! Toda vez que você levava aquela ruiva lá em casa, acabava num desastre total. – suspirou. Sim, eu me lembrava bem.
Erza Scarlet. A Titânia. O demônio.
Sempre que eu a levava em casa, era acompanhado de Gray. Nós vivíamos brigando. E isso acabava em coisas não muito legais. Porque, fala sério, galos não são legais. E, não, eu não falo do animal.
– Pelo menos Natsu não leva uma garota diferente á cada dia na sua casa. – disse minha tia, enquanto soltava um suspiro cansado, parecendo lembrar-se das vezes que Loke levava alguma garota com um short do tamanho de uma calcinha, com uma tonelada de maquiagem na cara. Sei disso por que eu estava na casa dela quando ele levou uma dessas, certa vez. – Todas temos algo do que reclamar, Madry. – riu.
Revirei os olhos. Não era possível como minha mãe reclamava de mim praticamente na minha cara. Decidi então que era hora de sair do meio das mulheres, e ir fazer algo mais útil da minha vida ─ coisa que eu até aquele momento, não tinha feito ─, como por exemplo, ir tomar banho.
Enquanto andava, meu pai de repente me parou, com um espeto de churrasco na mão. E ele ainda queria que eu o levasse a sério com um espeto na mão com uma linguiça nele. Francamente...
– Natsu, não vai ficar? Vem um amigo meu aí, ele vai trazer a filha dele. – e deu um sorriso malicioso, daqueles que sempre aparecem quando meu pai fala algo relacionado com "garotas" ou "biquínis". Ou até mesmo com qualquer coisa que termine com 'a'.
– Não, pai. Vou subir, fazer alguma coisa que me tire do tédio. – falei, revirando os olhos.
– Sua mãe não ficaria sabendo disso. – pronunciou, logo desaproximando-se, com uma cara de... Ãhn... 'Malandro'. Não sei se essa é a palavra certa, mas a cara dele me fez lembrar dessa palavra na mesma hora.
Subi as escadas, enquanto ria, lembrando-me da expressão que meu pai fizera com isso.
Logo após, entrei num dos quartos em que, se me lembrava bem, estava minha mala ─ ficaria lá por algum tempo, deduzi ─ e apenas peguei uma toalha qualquer dentro do guarda-roupa, fui ao banheiro em frente ao quarto, ligando a ducha e colocando-me despido debaixo da mesma.
Fiquei lá por quanto tempo? Dez, vinte, trinta minutos. Talvez isso. Não consegui saber bem o tempo que fiquei, considerando que sequer tinha olhado o relógio alguma vez naquele dia. Apenas me guiei pelo céu e os tons dele.
Bocejei, saindo do banheiro, com a toalha enrolada na cintura, logo após, entrando no quarto novamente. Abri a mala, procurando pelas minhas roupas. Mas, não. Não tinha roupa alguma minha lá.
– Cara, como assim? – esbravejei baixo comigo mesmo, enquanto abria melhor a mala. Lá não tinha nada parecido com minhas roupas. Na verdade, eram o oposto ─ aquilo era uma calcinha? – Q-que merda...
E, como sempre, a minha sorte é uma das coisas que eu sempre prezo na minha vida. Porque ela é mínima, e sem ela, talvez eu pudesse estar morto agora.
Por que falei isso agora? Bem, simplesmente por que uma garota entrou no quarto naquele exato momento.
– O q-... – calou-se, com o rosto em chamas, completamente vermelho. Ela pegou o abajur ao lado e levantou-o em minha direção. – Pervertido! Pervertido! – gritou, enquanto tentava golpear-me com o objeto.
Segurei os braços dela, pedindo aos céus para que a toalha estivesse bem presa, porque não seria legal se ela caísse. Não seria.
– Calma! Foi você que entrou no meu quarto! – tapei a boca dela, impedindo-a de brigar, enquanto olhava para a porta entreaberta.
Pude ver o rosto dela melhor, e, sem dúvidas ─ infelizmente ─ era aquela garota. Luigi? Luce? Não sabia ao certo.
– E-espera... – soltei-a, franzindo a testa. A mesma desvencilhou-se rapidamente, como se ela tivesse feito isso. Virou-se para mim, com uma visível expressão de raiva. – É você a tal psicóloga fajuta!
– Não sou fajuta! – ela gritou, cruzando os braços. – E você! Aquele que partiu o coração da Lisanna! – tentou me dar um soco, mas, logicamente ─ eu não sou machista, garotas ─, eu consegui defendê-lo segurando seus braços, enquanto ela debatia-os.
Foi assim que eu perdi a visão de garota misteriosa e talvez calma que tinha sobre ela.
– Calma, Luigi! – exclamei, soltando os braços dela, enquanto ela os cruzava logo depois de solta.
– É Lucy! – gritou. – E, o que está fazendo aqui? Está me perseguindo?
– Essa é a casa da minha tia! Quem está me perseguindo aqui é você!
Ela ficou algum tempo sem falar, apenas movimentando a boca, e, tenho certeza de que se ela estivesse falando, estaria gaguejando, pois seus lábios tremiam de leve e paravam, como se não soubessem o que dizer.
Pareceu lembrar-se de algo e, espantada, abriu a boca, apontando para mim.
– Você é o filho do Igneel? – perguntou, enquanto fazia uma careta, que ao mesmo tempo, estava muito espantada.
– Sim, sou eu... – assenti, enquanto olhava-a meio desconfiado. Não tinha certeza se ela era confiável, se queria me matar, ou algo do gênero.
Perplexa, eu quase pensei que ela tinha visto a Medusa. Quase. Eu juro que não pensei nisso. Só não me faça ter que jurar pela minha mãe morta. Não gostaria de ir ao velório dela.
– Eu não acredito. – murmurou, desiludida. Sentou-se na cama, parecendo sequer perceber que estava deitada por cima da própria mala. – Não acredito! Uma semana presa aqui dentro com o cara que terminou com a minha amiga? Ou melhor, com Lisanna? Fala sério! Por que não um meteoro na minha cabeça?!
– Sim, por que não um meteoro na sua cabeça? – gritei, ao ouvir o que ela disse. Ah, até parece que eu estava gostando muito daquela situação. – Olha pra você! Você é muito estranha! Quem em sã consciência visitaria o ex da amiga pra plantar abobrinhas na cabeça dele?
Estendeu a mão, apenas mostrando-me o dedo do meio com uma expressão nada agradável.
Ela praguejou, voltando á olhar-me depois.
– Você ainda não saiu daqui? Você tá pelado! Seu... nudista! – exclamou. E eu senti-me muito ofendido, porque aquele xingamento, eu usava para referir-me á Gray. E, realmente, eu não gostei da ideia que passou pela minha cabeça de parecer com ele. Realmente não gostei. Pra falar a verdade, aquele tinha sido um dos maiores insultos que eu já tinha escutado.
– Eu não sou um nudista, você que é estranha pra não perceber que eu cheguei no quarto primeiro!
– Ah é? E cadê a sua mala? Aposto que não é aqui. – disse, cruzando os braços e semicerrando os olhos, enquanto olhava-me de jeito ameaçador.
– Pois é aqui sim. – falei. – E não discuta, eu sou o sobrinho, você é apenas... Alguém. – conclui, com pouco caso, cruzando os braços como ela.
Isso pode parecer quase como coisas de desenhos animados e algo do gênero, mas eu realmente imaginei como se tivessem no mínimo, aquelas auras de cores opostas nos rodeando.
Certo, eu não vou mais dizer coisas estúpidas. Só não prometo.
– 'Alguém' – usou o mesmo tom de voz que eu – que é muito educada, e que, por acaso, é muito queria pela sua tia. – sorriu, presunçosa, virando o rosto. – Saia, o quarto é meu.
– Não, o quarto é meu.
– É meu!
– Não tente discutir comigo, você sabe que o quarto é meu! – ficava mais irritado á toda hora com a persistência irritante da loira. Claro, só alguém muito irritante, pra me deixar irritado. Tal como eu pensava sobre Gray.
Ela olhou para mim com completa fúria, e pegou o abajur novamente, prontamente para jogar em mim, mas pareceu ficar 'forçadamente' (?) mais calma, jogando o abajur no chão sem sequer ter dó da pessoa que gastou dinheiro naquilo.
– Escuta, não quero problemas. Saia do quarto e fim. Não é tão difícil. – disse, enquanto olhava para mim novamente.
– Não vou sair do quarto! – esbravejei, enquanto, de repente vi o rosto dela ficar vermelho ao extremo repentinamente. Ela estava quase desmaiando, por sua expressão. Parecia ter colocado a cara na churrasqueira de baixo.
Não entendi muito bem, mas depois... Aham. É muito ruim sentir frio naquelas partes baixas. É muito ruim.
Sabe o que é isso? Se não sabe, eu digo.
Aquele momento em que a sua toalha cai, e você se vê parecendo um idiota pervertido.
Notas finais
Gostei de escrever o capítulo, de certa forma. Por que adoro fazer mamais reclamando sobre os filhos, acabo me sentindo como uma mamai, e tenho autoridade. qqqqqqq /apanha
Enfim. Quaisquer erros de ortografia, sorry. Espero que tenham gostado do capítulo, deixem comentários, e até a próxima o/
Beijo~
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