Ps:Te Odeio

7 Será que colou?


Notas iniciais
Boas festas!! Vou viajar então não vai ter como postar capítulos. Espero que me perdoem. Volto a postar dia 2 de janeiro se der. Tenham um ótimo fim de ano e um perfeito natal. Boa Leitura...

Estou dentro do meu carro, em frente à casa do papai esperando o energúmeno do João chegar. Ele está atrasado pelo menos uns dez minutos.

Olho no relógio pela milésima vez

–- Só falta ele não vir. – digo cruzando os braços

Não demora muito para eu ver um carro se aproximando.

–- Chegou. – digo respirando fundo e saindo do meu carro

Ele estaciona, desce e vem na minha direção.

–-Meu Deus! Que demora em? – digo – Achei que você não viesse mais.

–-Eu também. – ele diz colocando as mãos no bolso – Maria eu acho melhor nós desistimos dessa mentira. Seu pai não vai acreditar.

–-Claro que não. João nós vamos tocar aquela campainha, entrar naquela casa e dizer para o papai que vamos nos casar.

–-Isso não vai dar certo. Quem me garante que seu pai vai acreditar na sua mentira? – ele diz – E eu não sei mentir, seu pai sabe disso. – ele continua – Veja eu já estou nervoso— diz ele me mostrando as mãos tremulas

Coloco umas das mãos na cabeça e respiro fundo

–-Garoto se você não quiser morrer agora, é melhor você se acalmar sorrir e entrar naquela casa.

–-Isso não vai dar certo Maria.

–-Se você continuar falando isso, não vai dar mesmo. – digo – Confia em mim que vai dar tudo certo. – digo indo até a porta

–-Confiar em você? – ele repete – Disso que eu tenho medo.

Aperto a campainha da casa do papai. Não demora muito pra ele vir atender

–- Ola?! – ele diz com uma cara um tanto confusa. Talvez seja por me ver ao lado do João.

Dou meu melhor sorriso

–-Oi pai. – digo dando um beijo em seu rosto e entrando

–-Você vai ficar parado na porta João? – diz meu pai

Olho para trás e o João parece estar congelado na porta

Era só o que me faltava. A mula empacou.

Respiro fundo, volto e o puxo pela mão.

–-Relaxa João. – cochicho pra ele, enquanto meu pai fecha a porta.

–-O que devo a honra dessa visita, tão... Como eu posso dizer... – pai diz nos olhando

–-Ilustre? – completo sorrindo, enquanto observo meu pai sentar no sofá.

–-Eu iria dizer Excêntrico. – ele diz

Sento-me, mas o João continua de pé.

–-Por que excêntrico papai? – pergunto fingindo não entender

–-Não quer se sentar João? – ele se refere à nova estatua da sala

O puxo pelo braço novamente para ele sentar

–-Porque é muito estranho ter vocês dois aqui, juntos – ele enfatiza a última palavra.

–-É porque o assunto que temos a tratar é muito serio. – digo colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha

–-Nossa, pelo tom deve ser mesmo. – papai diz cruzando as penas – Prossiga.

–-Papai o que eu... O que nos – digo colocando uma das mãos no obro do João – Temos a dizer, talvez o senhor não acredite ou fique muito assustado, mas é a mais pura verdade.

–-Diz logo Maria. – ele me apressa

–-Eu e o João, estamos completamente apaixonados um pelo outro. – digo e os dois me encaram – E nos decidimos nos casar.

Papai sorri incrédulo

–-Você esta brincando comigo né Maria? – papai diz levantando – Vocês dois se odeiam, nunca que estariam apaixonados da noite para o dia.

–-Eu disse que ele não iria acreditar Maria. – diz João colocando uma das mãos na testa

–- Não ajuda, mas também não atrapalha. – cochicho – Pai, o João bem disse que o senhor não iria acreditar, mas essa paixão não é de agora pai.

–-Não? – diz os dois em coro

Encaro o João

–-Não, não é de agora. – ele diz gaguejando

–-O João gagueja quando esta mentindo. – diz meu pai

–-Não, ele gagueja quando está nervoso. E é isso, ele esta nervoso. Não é fácil ter uma conversa dessas com o sogro. Ainda mais pai/sogro. – digo

–-Maria eu sei que você quer realizar meu sonho, que não quer que meus patrimônios que eu lutei tanto, vá para o governo. Mas eu fui claro quando eu disse que o casamento só valia se existisse sentimento. – papai diz colocando as mãos no bolso

–-Mas o nosso casamento vai ter muito sentimento né João? – digo olhando pra ele

Dessa vez não estou mentindo, ódio é um sentimento.

–-Ah, isso é verdade seu Carlos. – João diz levantando – Vai ter muito sentimento esse casamento. – ele diz sem gaguejar. Talvez seja porque ele não esta mentindo

–-Já que vocês se amam, por que não falaram antes isso? E ficaram procurando noivos por ai? – papai pergunta se sentando novamente

Pusts! Não pensei nessa porcaria de resposta.

–-Por que? – João refaz a pergunta me olhando

–-Por que né? – retribuo o olhar – Porque. Oras! Porque... – digo voltando a olhar para o papai -- Porque nós tínhamos medo.

–-Isso! – João diz olhando para o papai

–-Medo? – papai diz – Mas medo de que?

Eita pai. O senhor não acha que quer saber demais não?

–- Medo de que o senhor não aprove. – digo – É até porque o senhor sempre nos tratou como se fossemos irmãos. E irmãos não casam com irmãos, então pensamos que o senhor não iria aceitar. – digo estão os dois me encarando – Por isso tivemos que nos separar, com muita dor no coração é claro. – digo atuando perfeitamente bem

Não é a toa que trabalho com isso

–- Mas nós somos tão apaixonados, que resolvemos arriscar. Não achamos nenhum par perfeito, porque nós nos completamos. – digo abraçando o João

–-Isso seu Carlos. – diz João parecendo estar mais relaxado

–-Essa historia esta muito estranha. – diz papai levantando novamente – Como eu posso ter certeza disso que você me falou Maria? Me de uma prova? – ele pergunta

Oh agonia. Meu Deus! Não vai parar de fazer pergunta não?

–- Naquele dia que o senhor disse que o João veio contar que tinha arranjado uma noiva. Então eu estava morrendo de ciúmes. – digo

–-Ciumes? – ele pergunta

–-É.

–-Não posso ter certeza. Isso não é prova, não estava na sua cabeça pra saber se é verdade. – ele diz – Eu quero mais...

Se não fosse tanta loucura, eu iria achar que o papai está querendo que eu beije o João.

–- O que o senhor quer mais? – pergunto com medo da resposta

–-Todo casal apaixonado, demonstra isso com um beijo. – ele diz cruzando os braços

–-Que? – eu e o João gritamos em coral

Gente esse é meu pai mesmo, preciso nem fazer DNA. Filho da mãe! Como assim beijo?

–-Que isso seu Carlos? – diz o João voltando a gaguejar

–-Que isso o que? É normal vocês se beijarem não é? – ele diz – Já que são tão apaixonados

Essa mentira foi ideia minha? Ok. Mas não precisa me punir tão severamente.

–-Sim, mas não. O João não gosta de beijar em publico sabe. – digo sorrindo de nervoso e passando a mão pelo ombro do João. – Ele é muito reservado, né amor? – digo

–-Amor? – ele repete me olhando

O encaro

–-É, claro que é meu bem. – ele diz – Ela me conhece tão bem. – ele diz dando tapinhas na minha mão

Puxo a minha mão, pois ela já estava ardendo

–-Ok. – papai diz

Serio que ele acreditou?

–-Vocês vão ter um mês para me provar que estão apaixonados. E iram ter que fazer tudo o que eu falar. Pra quem está apaixonado, vai ser moleza. Só depois disso eu dou minha benção para o casamento de vocês. – ele diz sentando

O que pode ser pior que beijar o João? Pelo menos ele acreditou.

Eu e o João sorrimos

Notas finais
Comentem gurios...