Ps:Te Odeio

11 Que comecem os jogos


Notas iniciais
Me desculpem por não ter postado ontem... Boa leitura... Seu comentário me ajuda muito sabia? Comentem

Eu acho completamente desnecessário ter que morar sobre o mesmo teto que o João. Já tivemos essa experiência, e digamos que não foi a melhor coisa do mundo, alias quase colocamos fogo na casa, literalmente falando. Não estou usando nenhuma metáfora, realmente quase tacamos fogo na casa. O João colocou meu secador ligado na tomada enrolado na toalha, o que causou uma pequena explosão no meu quarto, me assustando, e um curto na casa. Nesse dia meu pai jurou que a próxima vez, ele mandava nos dois para um colégio interno. O que nunca aconteceu, porque depois disso eu coloquei um rojão em baixo da cama dele, enquanto ele dormia. Bons tempos aqueles, mentira não sinto nenhuma falta.

Bom, mas agora terei que passar dois meses convivendo com ele, tirando os seis meses que pretendo ficar casada com ele. Não quero nem imaginar o que pode acontecer dentre esses dias, porque se colocamos fogo na casa com meu pai dentro, imagina o que faremos sem ele?

Termino minha última mala, arrumo uma caixa também com algumas coisas do trabalho. Pego minhas chaves e tento, com dificuldade, abrir a porta com a caixa na mão. Fico por alguns minutos tentando, sim eu poderia ter colocado a caixa no chão.

Por que não pensei nisso antes?

Coloco a caixa no chão e abro a porta, assim que abro surpresa. João esta parado na porta, parecia que ia tocar a campainha.

–-O que faz aqui? – pergunto com as mãos na cintura

–-Vim te ajudar com as malas – ele diz olhando para a caixa no chão

–-Você sendo gentil comigo? – pergunto estranhando

–- Seu pai apareceu na empresa – ele diz – E disse: Não é bom ela ir sozinha para o seu apartamento. Conheço minha filha e ela deve estar cheia de malas. Como um bom noivo você deve ajudá-la. – ele diz imitando a voz do meu pai

–-Logo vi. Você não seria capaz de uma gentileza dessas sozinho.— digo

–-Com você? Não mesmo. – ele diz – E parece que seu pai estava certo. Pra que tanta mala?

–-Se veio ajudar, então ajuda e cala a boca. – digo pegando a caixa e entregando a ele – E nem é tanta mala, são só três. – digo pegando uma delas

–- Ah, claro como eu não pude perceber que são três malas. – ele ironiza

–-Da pra ficar quieto. – digo – Anda leva essa caixa pro carro, depois volta aqui para me ajudar com as malas.

Ele bufa e revira os olhos, logo ele entra no elevador. Ele demora no máximo três minutos para voltar. Eu já estava com as três malas do lado de fora do meu apartamento.

–-Tudo certo? – ele pergunta – Podemos ir?

Afirmo que sim

–-Nossa! O que tem nessas malas? – ele pergunta assim que as pega – Chumbo?

–-Minhas coisas, e algumas outras coisinhas, como veneno, pistola calibre trezentos e oitenta, e outros coisas usadas para assassinatos. – digo

João esta me encarando

–-Pistola calibre trezentos e oitenta? – ele repete

Afirmo que sim

–- O veneno é muito bom. Eu preferia te matar com a pistola, que mata direto, mas não tenho silenciador e apesar de não me importar, com o veneno você não vai sentir dor. E o melhor o veneno acusa na autópsia parada cardíaca. – digo chamando o elevador

–- Pistola calibre trezentos e oitenta? – ele pergunta ainda me encarando

–-Meu Deus, depois de tudo que eu disse você só guardou isso? – digo

O elevador chega e eu entro. O João fica parado com as duas malas.

–-João? – o chamo

–-Calibre trezentos e oitenta? – ele refaz a pergunta

–-Quer ver? – pergunto

–-Não. – ele diz rápido

Caio na gargalhada.

–-Do que esta rindo? – ele pergunta serio

O elevador ameaça fechar, mas coloco a mão.

–-Da sua cara. – digo – A pistola que tenho aqui é cenográfico João. – digo ainda rindo

–-Ah, não tem graça Maria. – ele diz entrando no elevador

–-Tem sim. – digo

Chegamos ao terrio, ele coloca as minhas malas no meu carro, e seguimos cada um com o seu carro para o apartamento dele. Até que não andamos muito de carro. Assim que chegamos, descemos e ele me ajuda com as malas novamente e o porteiro também ajuda carregando as duas malas para mim. Chegamos em seu apartamento ele abre a porta e coloca minha caixa em cima do sofá.

–-Pronto, agora se instale. – ele diz caminhando até a porta – E não toque em nada.

–-Como vou me instalar sem tocar em nada? – pergunto debochando

–-Você entendeu. Não troque nada de lugar. Quero voltar e meu apartamento está do jeito que deixei.

Como se ele fosse reparar se eu tirar aquele vaso horrível daqui.

–-Ok. Mas alguma instrução senhor? – pergunto imitando um soldado.

Debochando? Sempre

–- Não. – ele diz e bate a porta

Olho para as minhas coisas, respiro fundo e caminho até o corredor. É o apartamento dele é maior que o meu. Mas como o meu só tem um quarto.

Espera onde o João vai dormir? Sim, porque eu vou dormir na cama.

Abro o guarda roupa do lado direto e está ocupado. Minhas roupas não vão caber só em um lado. Sou mulher preciso de espaço. O direito de preferência. Tiro todas as roupas dele do guarda roupa do lado direito, e jogo todas na cama.

Será que ele vai ficar muito bravo?

Depois de arrumar minhas roupas no armário. Coloco as dele no lado esquerdo. Depois vou arrumar as coisas da minha caixa, procuro uma mesa pra mim, mas não acho. Então prefiro colocar a caixa em cima da mesa do pequeno escritório de João. Com tudo ajeitado, tomo um banho e procuro algo para fazer.

O João é realmente um tipo raro. Não tem nada para fazer um brigadeiro na casa dele, além da manteiga, claro. Pego minhas chaves e saio.

Necessito de brigadeiro.

Compro tudo que preciso, para meu brigadeiro. Quando estou saindo do mercado, encontro Medeline.

–-Maria?! – ele me chama – Fui ao seu apartamento hoje, mas o porteiro disse que você havia se mudado, viajado sei lá.

–-Ah, eu me mudei sim. – digo lembrando-me da minha triste realidade – Estou morando com o João

Ela me olha confusa

–-Como assim? – ela pergunta – Você se casou e nem me convidou?

–-Não. – digo – Essa é uma das exigências do meu pai, para aceitar o nosso casamento. – digo mechando na alça da sacola

–- O inferno vai ser bom perto daqui. – ela diz – Sim, porque você e o João morando juntos? Isso não vai dar certo.

–-Eu tenho certeza que não. – digo – Agora deixa ir, maddie. – digo me despedindo – Depois te ligo

Despeço-me e volto para o apartamento do João, minha casa agora, infelizmente. Chego à portaria e antes de chamar o elevador, lembro que para sair eu bati a porta, porque não tenho chave, mas agora como vou entrar?

–-Boa tarde. – digo me aproximando do porteiro – O senhor por um acaso teria chaves reserva, do apartamento... – sempre me esqueço do numero – Ai do apartamento do João

–-Ah, o 62? – ele pergunta

–-É dever ser esse. – digo

–-Tenho sim. – ele diz indo para trás do balcão – Aqui – ele diz me entregando as chaves

–-Grata. – digo pegando

Chamo o elevador, não demora muito para ele chegar. Subo e caminho até o apartamento. Assim que entro vou direto preparar o meu brigadeiro. Jogo as chaves em cima do sofá e vou para a cozinha.

Estou comendo o brigadeiro, sentada no sofá vendo televisão-sim, enquanto o João não estiver em casa, minha vida será normal- quando o João chega.

Ele me encara e logo depois olha para o apartamento inteiro

–-Está vendo se deixei tudo no lugar? – pergunto colocando uma colher de brigadeiro na boca

–-Exatamente. – ele diz indo até o quarto

Continuo comendo o brigadeiro e assistindo ao meu filme, drama dessa vez. Não demora, para ele gritar:

–- Oh pesadelo. – ele grita

–-Oi. – atendo

–-Onde é que você colocou minhas coisas? – ele diz vindo para a sala

–- Estão no armário da esquerda. – digo levantando – Sou um pouco supersticiosa. – digo indo para a cozinha – E não reclama, que eu nem trouxe meu guarda-roupa inteiro. Mas quando nos casarmos, porque infelizmente isso vai acontecer. Você vai ter que comprar um guarda roupa maior pra mim. – digo colocando uma das mãos em cima do balcão

Ele respira fundo e se aproxima

–-Eu quero ver a sua cabeça explodindo, com milhões de pedacinhos se espatifando no ar. – ele diz emitindo sons de explosão

–-Imagem forte. – digo – Logo você se acostuma. – digo voltando para a sala

–-Minha vontade é de te jogar pela janela. – ele diz vindo atrás de mim

–- Minha vontade também é te jogar pela janela. – digo sentando – Mas querer não é poder né meu querido. Então aceita a nossa realidade e para de reclamar, por coisa pouca. Guarda essa energia, para brigar comigo quando eu fizer algo realmente serio. – digo voltando a assistir meu filme

Sinto-o respirar fundo e ir para o quarto.

É pelo jeito hoje a noite vai ser longa. Que comecem os jogos.

Notas finais
O que podemos esperar desses dois? kkkkk Comentem!!