Notas iniciais
Mil perdões pela demora. Esse negocio de Enem, não tem me deixado fazer mais nada. Aí você tem, matéria acumulada, serie acumulada e fic acumulada. E ainda aulas diarias de ballet. Fica um pouco difícil postar, mas prometo lhes compensar. AMANHA É FERIADO!! BOA LEITURA COMENTEM E MAIS UMA VEZ ME PERDOEM Obs: leiam as notas finais

Alguns dias depois

Uma, uma semana. Falta apenas uma semana para o dia que deveria ser o mais feliz da minha vida. Quanto mais perto chega, mais eu quero que demore. Eu nem tenho certeza disso que estou fazendo. Alias nos últimos dias eu não tenho mais certeza de nada.

São exatamente 08h: 00min da manhã de um sábado. E o João faz mais barulho que o pobre do Bruce. Não consigo entender essas pessoas que acordam cedo e começam a fazer um monte de coisas. Eu acordo e fico durante meia hora sentada na cama sem saber meu nome.

—- João! – grito sentando na cama quando ele derruba livro da estante. – Tem alguém aqui tentando dormir. – digo

—- Dormir Maria? São oito horas da manhã. – ele diz

—- Sim, oito horas da manhã de um sábado. – enfatizo a última palavra – E por falar nisso, o que você está procurando? Não, melhor que deixou você entrar nesse quarto, comigo ainda dormindo?

—- Primeira pergunta: estou procurando um broche. Segunda pergunta: esse ainda é meu quarto. – ele diz voltando a remexer na estante

—- É, mas... Pra quê que você quer um broche? – pergunto

—- Porque é meu. E eu quero usar. – ele diz

—- Mas é um broche. As pessoas ainda usam broche? – pergunto enquanto observo ele mexer nas... – Ou essas são as minhas coisas.

—- Você pode ter guardado sem querer. – ele diz mexendo na minha bolsa

—- Mas não guardei. Para de mexer na minha bolsa. – digo jogando um travesseiro nele – Como é esse broche e quando foi a última vez que você viu ele?

—- Ele é um broche de flecha com uma correntinha de ouro. E ele estava no bolso do meu terno quando cheguei em casa, ontem. – ele diz colocando as mãos na cintura.

—- No bolso? Mas não era para estar no próprio terno? – pergunto – Ah, deve ter caído. Depois você acha – digo deitando novamente

Ele balança a cabeça negativamente e sai do quarto.

Eu em tanto drama por causa de um broche. Ninguém mais usa broche.

Depois de alguns minutos a casa fica em silêncio. E parece finalmente que irei entrar no mundo dos sonhos de novo e tentarei terminar o sonho que foi interrompido por João. Até que a campainha toca

—- É só parece mesmo. – digo levantando da cama

Quem é o idiota sem noção que visita alguém num sábado de manhã?

—- Tinha que ser. – digo assim que abro a porta

É Guido que está parecendo uma arara-azul. Ele foi inventar que brincar de desafio com a Medeline e perdeu. E seu desafio foi pintar o cabelo de azul. Já disse pra ele que no meu casamento ele não vai parecendo uma arara.

—- Te acordei? – ele pergunta entrando

—- Tudo bom contigo Guido? – digo – São oito e pouca da manhã de um sábado. O que passou pela sua mente perturbada, pra achar que eu estaria acordada? – digo cruzando os braços

—- Ih, está azeda? – ele pergunta sentando no sofá

—- Sim, sim. – digo – Eu queria muito ser um doce com você, mas eu também queria um iate, duas mansões e estar na minha cama agora. Porque adivinha? – pergunto – Eu tinha tudo isso no meu sonho.

—- Ah, depois você volta a sonhar. – ele diz – Senta. Quero falar sobre ontem. – ele diz todo animado

—- E o que teve ontem? – digo sentando no sofá ao seu lado

—- Espera aí! Você não viu? – ele pergunta

—- Viu o que? – pergunto confusa

—- A Summer finale da serie. – ele diz

—- Serie Guido? – pergunto – E eu lá tenho tempo pra ver serie? Perdi ontem, perdi o episodio que deu antes de ontem, a merda da temporada inteira.

—- Ontem foi tipo, muito emocionante. Você não sabe quem levou um tiro e quem é filho da Mary... – o interrompo

—- Não conta. – digo – Não, me conta. – digo tampando o rosto – Não, não quero saber.

—- Posso contar ou não? – ele pergunta

—- Não, depois eu vejo. – digo amarrando o cabelo

—- Okay. – ele diz

Ficamos em silêncio por um tempo e Guido começa a analisar a sala até:

—- O que houve com esse cachorro? – ele pergunta – Está tão quieto. – ele diz levantando e indo até o Bruce.

—- Deve ter comido demais. – digo encarando o mesmo

Guido pega o Bruce no colo e caminha com ele na minha direção

—- O que é isso na boca dele? – ele diz tirando uma correntinha de ouro da boca de Bruce

—- Ou comido o que não deve. – digo levantando e pegando a correntinha

Flashback

“– Como é esse broche e quando foi a última vez que você viu ele?

—- Ele é um broche de flecha com uma correntinha de ouro. E ele estava no bolso do meu terno quando cheguei em casa, ontem.”

A descrição do broche ficou ecoando na minha cabeça por alguns minutos. Não cachorrinho você não fez, o que eu estou pensando que você fez.

—- Maria você ficou meio pálida. – diz Guido

—- Guido, cachorros comem broches? – pergunto

—- Não é a alimentação mais recomendada. – ele diz sorrindo – Mas cachorro é igual criança né? Come até pedra se deixar e se for pequeno. -- ele diz – Mas por que?

—- Porque eu acho que o Bruce, comeu um broche. E não foi qualquer broche, foi o broche que do João. – digo apertando os lábios

—- Aii... – ele diz balançando a cabeça – Complicado. – ele diz estalando a língua

—- Não ajudou muito. – digo sentando no sofá com o Bruce no colo

—- Bom tudo que entra, uma hora sai. – ele diz sentando ao meu lado

—- Você está me aconselhando a esperar o Bruce, “devolver” o broche? – pergunto

—- Depois você desinfeta com álcool. João nem vai perceber. – ele diz

—- Mas e se demorar? – pergunto

—- Você enrola o João mais um pouquinho. – ele responde

Respiro fundo

Ok, agora estou esperando meu cachorro defecar um broche. Que maravilha de sábado em? Sou acordada de manha e agora tenho que esperar meu cachorro cagar. Porque ele teve a brilhante ideia de comer um broche. Não podia ser um chinelo ou uma almofada, ele tinha que ser especial e comer um broche. Nessas horas meu iate e minhas duas mansões parecem ser uma ótima opção.

**

Bem são exatamente 14h: 00min da tarde. E o Bruce ainda não fez o favor de devolver o que não lhe pertence.

Estamos eu e Guido na sala esperando a boa vontade de Bruce. Quando João chega, dando um leve ataque de pânico em mim.

—- Está tudo bem por aqui? – ele pergunta

—- Sim – digo sorrindo de nervoso – Por que não estaria?

—- Bom, você e o Guido estão encarando um cachorro. – ele diz – Alias, como vai Guido?

—- M-muito bem. – ele responde gaguejando

O encaro

—- Ok, o que vocês aprontaram. – ele pergunta colocando as mãos no bolso

—- Não somos mais crianças para aprontar João. – digo cruzando os braços

—- Serio? Por que será que eu não sino isso? Você é como uma criança hiperativa Maria. – ele diz

Encosto-me no sofá

—- Acho melhor me contarem logo ou vão esperar o Bruce me contar? – ele diz nos encarando

Ficamos em silencio.

Espera ai, não vou contar que meu cachorro comeu o broche de ouro dele. Ele bagunçou a própria estante atrás desse broche. Se eu contar ele ira “bagunçar” meu cachorro

—- Meu broche! – ele diz

—- Ok, vimos só agora que ele tinha comido. E a gente não tem culpa, muito menos eu porque eu nem moro aqui e nem sabia desse broche. – Guido desanda a falar e eu o encaro

—-Quem comeu o que? – ele pergunta abaixando e pegando o broche em baixo da mesinha de centro

—- Como não vi esse negocio ai? – pergunto levantando

—- Deve ter caído. – ele diz – Você pensou que o cachorro tinha comido? – ele diz rindo

—- Não ria. – digo seria – Eu estava com um discurso pronto, caso você chegasse procurando o broche e brigasse com o Bruce por ele ter comido.

Ele ri

—- É um broche Maria. Não brigaria com você por causa disso, muito menos com o cachorro que não entenderia nada. – ele diz colocando o broche no bolso

—- Que bom que esse cachorro não comeu nada, eu realmente não estava a fim de recuperar broche sujo de... Vezes de cachorro. – diz Guido nos fazendo rir. – Eu vou na cozinha pegar um copo d’água. Preciso relaxar. – ele diz saindo

—- Aqui a correntinha. – digo entregando a João – Se ele não comeu, estava perto. – digo sorrindo

—- Obrigado. – ele diz pegando o broche e colocando a correntinha

—- Uma pergunta... – digo – O que faz esse broche ser tão especial? Quem te deu?

Ele pensa por alguns minutos e devolve o broche para o bolso

—- Daniele. – ele diz saindo da sala com as mãos no bolso.

Notas finais
Hey, como sabem a fic está acabando, então para aqueles que pedem hentai, sinto lhes informar que não ira acontecer. Mas quem sabe em outra fic... Bye até o próximo capitulo