Ps:Te Odeio

40 "Minha noiva"?


Notas iniciais
Mil perdões. Enem chegando, muita coisa pra minha cabeça. kkkkk BOA LEITURA COMENTEM #TáAcabando

Os dias passam literalmente se arrastando. Já vivi 30 dias só nessa semana. Nunca pensei que ficaria tão nervosa com algo como estou com esse casamento. Dentre alguns dias estarei casada, dá pra imaginar? Bom, eu não consigo me imaginar casada daqui a alguns dias. Olhando pra trás e vendo tudo que aconteceu nos últimos meses, bate um arrependimento, quer dizer, tudo que é verdade para as pessoas que irão assistir a esse casamento, pra mim é mentira, alias a verdade é que tudo é mentira. E isso me deixa bem mau, estarei mentindo para amigos, primos, tios e principalmente para meu pai, que e o pivô dessa historia toda. Ontem ele ligou disse que estava contando as horas para esse casamento, ele estava notavelmente animado. Pensei em desistir ali, mas não podia. Talvez uma boa mentira seja melhor que uma triste verdade. Então, o deixei acreditar nisso tudo, até porque haverá casamento, não um casamento feliz e cheio de amor, mas haverá.

Era meu quinto copo de café só naquele dia e o relógio parece ter travado nas 10h: 00min da manhã. Tinha que ver os ajustes do meu vestido e almoçaria com João, segundo o Guido existem decisões que precisamos tomar juntos. Só que não. Alias se parar para analisar esse casamento é mais do Guido do que meu. Não me incomodo com isso, alias fico até agradecida, pelo menos alguém está animado com esse evento.

—- Maria daqui a pouco você fica acordada até o ano que vem de tanto café. – diz Guido tirando o café da minha mão

—- Nem bebi tanto assim. – digo

—- Ah, não? Cinco copos de café é pouco pra você? – ele pergunta e afirmo que sim com a cabeça

Ele balança a cabeça negativamente.

—- Vamos você tem que fazer os ajustes finais no seu vestido. – ele diz saindo na minha frente

Jogo a cabeça para trás e o sigo

Experimentar vestidos é tão cansativo quanto os escolher. E sinceramente isso não da certo comigo, porque eu não me lembro de parecer um cogumelo com o vestido que escolhi a algumas semanas atrás.

—- Foi esse mesmo que escolhi? – pergunto a Guido que estava sentado foliando uma revista

—- Sim Maria. Lembro-me de tê-lo achado bem apagadinho. – ele diz encarando o vestido

—- Se lembra de eu parecer um cogumelo com ele? – pergunto

—- Cogumelo Maria? – ele diz fechando a revista e colocando em cima do braço do sofá – O que esse vestido tem a ver com cogumelo

—- Muita coisa. – digo – Não, não foi esse que escolhi. – digo balançando a cabeça negativamente – Quero escolher outro.

Guido respira fundo

—- Que vontade que estou de afogar sua cabeça dentro desse jarro de planta. – ele diz me encarando – Querida teria como ela experimentar outro vestido? – ele pergunta para a moça que estava fazendo os ajustes.

Ela simplesmente suspira e afirma que sim

—- Depois desse casamento você deve me pagar muito bem. – ele diz

Depois de algumas horas escolhendo outros vestidos, escolhi um bem mais simples que o outro, sem nenhum volume de bolo ou cogumelo, reto, de alça e com um simples laço. Bom, esse sim eu achava perfeito. Guido também não reclamou, então aceitei seu silencio como aprovação.

—- Então agora que perdemos os últimos momentos da manhã, reescolhendo seu vestido de noiva, que tal você me pagar um almoço? – ele pergunta enquanto andamos até meu carro.

—- Não poderei, irei almoçar com João. Tomar as decisões que você tanto disse que precisamos tomar juntos. – digo

Chegamos no carro

—- Hm, vão se encontrar no restaurante? – ele pergunta abrindo a porta do carro

—- Não, o carro dele quebrou então, irei buscá-lo. – digo também entrando no carro

—- Gostando de ver vocês dois se comportando com um casal. – ele brinca

—- Não é isso que somos? Ou pelo menos fingimos ser? – pergunto

—- É, mas pensei que isso nunca aconteceria.

—- Bom, nunca é uma palavra bem forte. – digo

—- Essa frase não é minha? – ele pergunta sorrindo

Sorrio de volta

Deixo Guido em seu apartamento e dirijo em direção ao trabalho do João. E eu espero em Deus que ele não esteja em reunião. Porque, definitivamente, hoje não quero esperar.

Pego um pequeno engarrafamento -como sempre- antes de chegar na empresa. Quando chego avisto João na porta de sua sala conversando com Daniele. Por alguma força involuntária paro e os encaro por alguns segundos. Sim, eles fazem um casal muito bonito.

—- Maria, que prazer revela – diz Juliano se aproximando e fazendo João e Daniele olharem para mim.

Dou apenas um sorriso de lado para Juliano, uma hora você cansa de dar foras em certas pessoas.

—- Claro, que você não está aqui para me ver. – ele começa, mas é interrompido por João.

—- E porque ela estaria aqui para te ver não é mesmo? – ele diz – Quando ira se cansar de dar em cima da minha noiva? – ele pergunta diminuindo a voz

O encaro

—- João, você entendeu errado. Estava apenas sendo gentil. – diz Juliano

—- Eu realmente espero que eu tenha entendido errado. – João diz

Juliano dá um sorriso de lado pede licença e sai

—- “Minha noiva”? – digo olhando para João

—- Não é isso que você é? –ele pergunta – Veio para o almoço, não é? – ele pergunta

—- Sim, podemos ir. – digo fazendo sinal para sairmos

—- Hm, na verdade tenho uma pequena reunião agora. – ele diz – Se puder esperar

—- Pequena reunião de uma hora? – pergunto

—- Não juro. – ele diz

O encaro

—- Já que ira me fazer esperar durante uma hora ou mais, você ira pagar o almoço, a sobremesa e ainda terá que comprar um pote de nutella pra mim. – digo andando em direção a sua sala.

—- Ah, claro. – ele diz me seguindo

Fico esperando em sua sala por incontáveis minutos. Minutos que parecem horas. Minha solidão acaba quando Daniele entra na sala com uma bandeja com uma xícara de café.

—- Ah, muito obrigada Daniele. – digo assim que ela coloca a bandeja em cima da mesa

—- O senhor João achou que a senhora iria querer. – ela diz

—- Por favor, Daniele. Tenho quase ou a mesma idade que você. Não me chame mais de senhora, é uma ordem. – digo pegando a xícara

—- Desculpa – ela diz dando um leve sorriso de lado

—- E se João achou melhor, ele ira demorar não é? – pergunto

—- Talvez, não sei dizer. – ela diz – Com licença – ela diz caminhando até a porta, assim que ela abre João aparece.

Ele da um leve sorriso, para ela, logo depois ela se retira.

—- Então vamos? – ele pergunta

—- Vamos. – digo levantando

—- Disse que não demoraria – ele diz assim que passo por ele

—- Ah, pra mim foi uma eternidade.

Saímos da empresa e fomos em direção ao restaurante.

Notas finais
COMENTEM #PenultimoCap