Prova De Amor

19 Capítulo 19


Notas iniciais
Aqui estou eu :D

O próximo capítulo será o penúltimo, se não me engano D: E depois do fim, postarei o epílogo.

Vamos lá, boa leitura.

[...]

-É uma longa história. — Brad indagou.

-Não importa, depois todos nós saberemos de tudo. Estou com uma saudade imensa de vocês. — Sam disse deixando o mesmo aliviado, e Carly a abraçou mais uma vez.

-Amiga, senti muito mesmo a sua falta. Nem sei o que faria se você não voltasse nunca mais, é tão especial.

-Carls, acalme-se, não precisa chorar. Não por mim, lhe devo explicações enormes. — Limpou as lágrimas da morena.

-Falamos tudo isso depois, prometo. E aliás, também juro que não estou chateada. Vai ficar conosco para o almoço? Vou preparar algo que goste. — Carly disse empolgada.

-Tudo bem, será ótimo. — Concordou fazendo-a abrir um sorriso nos lábios momentaneamente.

-Amor, nós acabamos de voltar do hospital. Tem certeza que...

-Sim, Brad. Quero aproveitar meu momento com minha amiga.

A jovem de cabelos negros seguiu rumo até a cozinha, onde pretendia preparar uma pizza. A pizza caseira não é a mesma das ruas, segundo ela. Estava finalmente feliz por algo, mas alguma coisa estivera incompleta. Na verdade, muitas. As amigas precisavam conversar urgentemente, porém ambas tinham confissões desagradabilíssimas para com a outra.

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A loira ficou sentada no sofá ao lado de Brad enquanto o almoço era preparado. O tempo passou e já estava constrangida, decidiu dizer alguma coisa para quebrar o silêncio intimidador na sala de estar.

-Carly esteve bem durante esses meses?

-Sam, aconteceram inúmeras coisas das quais você não presenteou em nossas vidas. Ela sofreu muito pela falta de vocês dois, mas por outras coisas também. Talvez seja cedo demais para que saiba.

-E-eu tive razões para deixá-la, mas eu não queria. Nunca quis. Estamos bem agora, e dói demais dizer o motivo pelo qual saí de minha casa. Você será um egoísta se disser que eu não sofri tanto quanto ela, em todo esse tempo que estive longe. — Falou diretamente, o que o deixou curioso e intrigado. Algo o motivou a querer saber aquele segredo que a fez se afastar.

-O que aconteceu? Foi tão mal assim? — Perguntou, o que a surpreendeu ainda mais.

-Não posso dizer agora...

-Vamos, diga, ela não está ouvindo.

-Exatamente por isso, já me cansei de esconder coisas dela. Preciso conversar a sós com Carly antes que qualquer outra pessoa saiba, inclusive você. Não me fará mudar de opinião. — Afirmou um tanto rude, que para ela, seria o necessário.

O constrangimento entre os dois se quebrou quando uma voz doce os chamou a atenção.

-A pizza está no forno, e logo irei servi-la a vocês. Sobre o que estão conversando? — A morena perguntou sorridente.

-Eu não aguento mais esconder nada de você, e preciso que conversemos agora. — Sam tentou ser mais agradável com as palavras.

-Querido, vigie o forno. Vamos ao meu quarto Sam. — Carly tentou dizer de maneira natural. Assim andou até o quarto, depois de ver seu namorado assentir.

-O que foi amiga? — A loira interrogou a ela, lhe vendo admirar todo o quarto e deixar que mais uma lágrima escorregasse em sua pele.

-Como meu namorado disse, estou voltando do hospital hoje. Faz tanto tempo que não vejo este lugar. Trás lembranças que não concedem bons sentimentos ao serem relembradas. — Seus pés chocavam-se sobre o piso enquanto falava.

-Sinto muito.

-Sabe Sam, você foi rápida demais. Um dia estava na minha casa, e no outro simplesmente desapareceu. E sabe o que é pior? Não ter deixado sequer satisfação. E o que me deixou ainda mais desesperada foi seu jeito habilidoso de me enganar. Talvez seja isso que me magoe tanto, até hoje. Até hoje que estou lhe revendo.

-E-eu juro que não queria. Não foi proposital.

-Não sei se podem haver explicações claras para o que fez. Eu me senti uma tosca que se importa com todos, mas não é nem um pouco importada. Durante todo esse tempo eu confiei em você ao máximo, e você continuou dizendo que não era nada. Mas vejo que era algo, algo que eu não imagina... — Samantha a cortou.

-Minha mãe foi assassinada.

-O quê? — Carly apavorou-se incrédula.

-Isso mesmo que ouviu. Foi rápido, e eu nunca imaginaria ver o que vi. Eu fui a minha casa, em uma bela madrugada, aquela madrugada fria e escura, aquela que lhe deixou desconfiada a meu respeito. Mas eu não estava fazendo nada demais, só queria ver como minha mãe estava. Porque senti uma vontade de vê-la e de falar com ela, de tocá-la e de perguntá-la o que a estava deixando assim. E eu nunca havia sentido algo tão forte como isso. Sabe, naquela noite, eu a encontrei, mas a encontrei do pior jeito que pudesse passar por minha mente. Ela estava lá, mas estava morta.

-Sam eu... eu... me desculpa! — Carly sentiu a fraqueza que era passada enquanto ela falava. O mais engraçado, era que mostrava-se sempre tão forte, mas nenhum ser manteria-se forte diante de tal situação. — Ma-mas... Por que o Freddie foi com você?

-Na verdade, eu não sei. Ele não deveria. Não mesmo. Ele deveria ter me ouvido. Eu sempre disse tudo aquilo, mas ele nunca ouvia e... — Disse rápido e pensando por si só, esquecendo que a morena não entendia nada que ela falava.

-Você não conseguiria viver sem ele. É melhor agradecê-lo. — Carly sorriu.

-Agradeceria se pudesse. Muitas vezes. Mas é exatamente isso. que nos impede, ele não ouviu quando lhe disse que poderia se prejudicar se quisesse fugir comigo.

-E você acha que ele ouviria isso? Afinal, onde ele está?

-E-ele foi sequestrado. — E mais uma vez Carly estava boquiaberta. -Como assim? — Perguntava ainda não distinguindo o que acontecia.

-Isso tudo é culpa minha. Se eu não estivesse querendo me vingar desde o início, nada disso aconteceria. — E então ela não pode controlar as lágrimas.

Notas finais
Quem leu o primeiro capítulo lembra do "ela estava lá, mas estava morta"?

T.T

Sorry, tá minúsculo o cap, e sem graça, mas prometo que o penúltimo terá MUITAS PALAVRAS a mais que esse. E o último, nem se fala. O fim tem que ser dramático, me aguardem.
Ai, ai...
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