Prova De Amor

20 Capítulo 20 - Penúltimo


Notas iniciais
Só um comentário no cap anterior? Tristinha aqui :C

#Postando reta final bem rápido, se eu puder amanhã posto o último cap.

[...]

Através daquela humilde janela na qual via uma noite escura e um beco escuríssimo, ele pensava e calculava de uma forma quase não identificada por ninguém que o visse naquele momento, em um jeito de se livrar daquela prisão na qual submetia-se. Em sua mente passou-se algo que muitos desconsiderariam. Se criminosos precisam, quase sempre, arrumar uma forma de fugir da polícia, e aquele era o antigo quarto da casa que utilizavam para armazenar drogas, obviamente haveria um jeito de passar — no caso dos traficantes, com as drogas — pelo subterrâneo. E só havia algo ainda omitido: onde estava a passagem. Obviamente ela já haveria sido feita anteriormente, em uma de suas fugas. Conforme houvesse imprevistos, manter a passagem secreta seria necessário e importante para que não fossem pegos. Nem que fossem inexperientes deixariam o local utilizado a vista, mas não era tão difícil encontrá-lo. Bastava que Freddie aproveitasse de suas estratégias matemáticas...

De certa forma, ele percebeu um local suspeito, atrás de um dos armários vazios e empoeirados, que quase desabava. Com cuidado o afastou de maneira sutil, para que não gerasse barulho, pois dessa forma chamaria a atenção de quem não deveria. Seguindo no mesmo ritmo, conseguiu, de maneira mais ágil do que esperava, afastá-lo completamente sem emitir sequer som aparente. Dessa forma infiltrou-se dentro da passagem que era um tanto larga, e depois arrastou o armário para ocultá-la novamente, sem deixar que algum deles desse por conta do feito.

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Já era noite, melhor dizendo, madrugada. Assim que viu-se livre daquele lugar, Freddie saiu correndo — um pouco cambaleante. Estava orgulhoso do ato que houvera realizado, mas antes de fazer qualquer coisa, ele estava pensando em uma pessoa, a única pessoa que nunca sairia de seu pensamento, independentemente da situação. E ele precisava encontrá-la o mais rápido possível, antes que fosse tarde demais. Porque ela ainda era a única razão de ele querer voltar, e as poucas horas que ele passou sem tê-la por perto já lhe fizeram infeliz.



Então, ele voltou a velha casa. Não pensou em outra hipótese para achar a quem procurava. Era perigoso, seria o primeiro lugar por onde o procurariam também, mas não importava, ela sempre iria fazer tudo parecer desimportante. Adentrou ele a habitação o mais rápido possível. Caminhou veloz por todos os cômodos, mas as coisas da loira não estavam mais no quarto. E nem as dele. E o pior de tudo era ver que ela não estava lá. Então, ele respirou fundo e correu para bem longe dali. Fez questão de olhar atentamente em todos os lugares, dos mínimos aos extensos, dos becos aos quintais. Seattle parecia não tão grande, mas era o bastante para que fosse quase impossível encontrar uma única pessoa dentre todas as outras, nem que fosse uma madrugada, uma madrugada das mais desertas.



Até que, quando quase desistira...

–Será que alguém sentiu minha falta? — ele perguntou a olhando admirar a porta do 8D sentada no corredor. Então, não ouviu claramente uma resposta, mas sentir ela em seus braços já era uma ótima forma de responder sua pergunta.

–Co- como você conseguiu sair de... — disse depois de se afastarem, e então lhe cortou.


–Bom, isso não importa. O que importa é que nas últimas vinte horas eu sofri por estar longe de você.


–E você acha que estou aqui, as três horas da manhã, me culpando à toa? Eu não aguentaria se... — ele a interrompeu novamente.

–Não diga isso. Eles não vão nos vencer.

–Eu sempre lhe dizia que não devia entrar nisso comigo. Agora corre tanto perigo quanto eu. Eles sabem que é a única coisa que eu tenho, mas nunca foi necessário que soubessem. Deveria ter me escutado. — disse ao moreno, olhando em seus olhos.

–Eu não te escutei, de qualquer forma sempre iria querer saber como está, eu não posso ficar nem um mísero dia longe de você, e eu não queria te perder. Porque por você, eu perderia tudo.

–Não é fácil ficar vinte horas de um dia sem ser chamada de princesa, e lembrar que você não estava aqui. — disse ela, o fazendo sorrir.

–E o mais difícil de tudo, é não sentir seus lábios, são só eles que matam a minha sede. E enquanto minha boca estiver longe da sua boca, meus lábios estarão secos demais para beijar qualquer outra.

E então seus lábios se uniram vagarosamente. E por mais que o mundo caísse, nunca deixariam de desejar os lábios um dos outros. Por mais que deixassem o mundo, nada os faria esquecer daquele momento. O tempo passava e a cada passar do tempo, a certeza de que não conseguiriam chegar aonde estavam depois de tudo que passaram, se estivessem sozinhos, aumentava e os fazia querer ir até o fim. Não era a primeira vez, e muito menos a última, nem mesmo naquela noite, que compartilhariam seus fôlegos, ou provariam da maneira mais prazerosa que o amor que sentiam era real, mas era uma delas. A cada dia descobriam que o valor de terem-se era maior. Maior que tudo que houveram de enfrentar. Parecia que não, mas já fazia um ano. Um ano que tudo havia mudado. E foi de uma das formas mais cruéis que imaginavam, que tomaram consciência de que crescer não é tão fácil. Parecia que não, mas já faziam duas décadas que estavam no mundo. E os últimos seis ou sete anos só foram possíveis porque... eles não desistiram de tentar.

–Você tem sorte de eu nunca andar sem a chave do meu apartamento. — disse e a olhou freneticamente. — Mas ainda não entendi porque veio até o Bushwell...

–Carly.

–Você falou com ela? — espantou-se.

–Não só falei, como a disse toda a verdade. Não aguentava mais esconder-lhe de nada.

–Então vo-você disse que a sua... mãe... — foi cortado por Sam.

–Sim, Freddie. E também disse que eu estava quase morrendo por você ser sequestrado.

–Minha princesa, não precisava se preocupar. Você sabe que eu te amo e não existem limites para amar alguém. Nenhuma distância vai separar o que eu sinto.

–E eu sei, e é exatamente isso que me faz ter tanto medo. Se alguma coisa acontecer, quero ser a última pessoa a dizer o quanto sentirei sua falta e o quanto é importante. Quero ser a última que vai te amar. — lhe olhou freneticamente.

–Você sabe que eu sempre vou estar aqui, mesmo que não veja. Você sempre será meu único motivo.

–Único motivo?

–O único motivo que vai me fazer acreditar que amanhã, as coisas serão melhores. Eu sei que preciso viver para cuidar de você, e isso não vai mudar. Eu quero que você seja minha até o último momento da minha vida... e eu não sei se vou conseguir isso, mas enquanto você for, sempre valerá a pena erguer a cabeça e seguir em frente, por mais que o que espere não seja tão agradável.

–E sabe o que é ainda mais interessante? — fitava o piso cogitando sobre o que Freddie falara.

–O quê?

–Eu sempre soube que a única semelhança entre nós era o amor, porque nós nos amamos. E é nisso que eu penso. O amor conseguiu superar todas as outras coisas, que segundo a maioria, eram a razão para que nos separássemos...


E mais uma noite passou. Talvez a madrugada seguinte não fosse tão boa quanto essa — para eles -, porque... todos sabem que a cidade não dorme a noite, e a melhor parte do dia é vê-lo escurecer.



Manhã seguinte



–Ela sumiu de novo? — Brad perguntou a namorada.



–Sim... ela disse que voltaria mas...



–Quem sumiu de novo? — Sam entrou no 8C, sorrindo.



–É tão bom te ver aqui, de novo. Pensei que estivesse triste porque o Freddie foi seques...



–Na verdade, já fui... — Freddie disse. Na mesma hora Carly correu e o abraçou.



–Então, estão todos aqui? Quer dizer que eu posso ser feliz outra vez? — a morena sorriu, e nunca havia sorrido de maneira tão verdadeira.



–Na verdade, falta alguém. — uma voz masculina surgiu da porta. Não era qualquer voz. Aquela voz só podia ser de uma pessoa... Spencer.

[...]

Notas finais
Spencer? o.o

Mereço reviews? :C

Me desculpem pelos espaços, não sei o que está acontecendo.