Notas iniciais
Ahaha, bem vindos e espero que gostem da minha new fic. :)

PDV — Geral

Mais uma fria manhã em Seattle. O vento geralmente sereno e descontraído agora soava em tom violento, quase derrubando o que encontrava por seu trajeto. Eram seis horas da manhã, o sol nunca mais brotara na cidade. As ruas encontravam-se desertas e obscuras, não havia quase ninguém por lá. Já nesse horário os trovões estrondavam o céu e os relâmpagos iluminavam toda a cidade de uma só vez, num ato repentino. Das esquinas do Bushwell, surgira uma jovem que todos conheciam como Samantha Joy Puckett. Sim, era ela, e estava acordada às seis da manhã... em pleno sábado. Acabava de sair da casa de Carly, onde passou a noite. Por tal motivo retornou a sua residência antes mesmo do previsto. Sua amiga permanecia dormindo tranquilamente desinformada de qualquer ato que a loira pudesse realizar na manhã mais escura de Seattle.

Andava despreocupada com o clima ou com o barulho apavorante que cada trovão causara sobre os céus, desastrosamente. O que ela pretendia fazer era mais importante que fenômenos naturais sobrenaturais, na verdade. Ela iria ver sua mãe. Ela iria ver Pamella, por mais estranho que pareça aos olhos das demais pessoas que acompanham seu relacionamento crítico de mãe e filha... Isso realmente não era comum por sua parte. Mas ela precisava. Pam estava agindo de maneira diferente nos últimos dias, como se algo estivesse acontecendo. Ela andava doce, gentil e esforçava-se para ser mais educada, principalmente com Sam. Algo estava acontecendo e isso, segundo a filha, interferia também em seu emocional. Pamella começara a ficar mais compreensiva e atenciosa, de maneira que parecia trágica aos olhos de Samantha. Ela simplesmente sabia que algo ameaçava sua mãe e não viveria tranquila até descobrir. Esse comportamento devia-se a algo, parecia que ela estava tentando retribuir a presença de Sam ao seu lado durante todo esse tempo em que se mostrou ingrata a seus atos.

Às vezes, vendo-a muito triste, a loira até mesmo a chamava de mãe — o que pouco fazia por não lhe considerar uma.

Pensando em tudo, ela rumava sem hesitar até sua casa e não temia nenhuma ameaça que pudesse encontrar em esquinas ou becos por aquelas horas. Seu destino era um só.

PDV- Sam

Algo me diz que ela está mal, por mais que não queira admitir. Às vezes a ouço chorar escondida em seu quarto, mas eu sei que ela está fazendo isso às custas dessa omissão. Ela tenta se prezar de tudo e de todos quando está assim... Seu jeito comigo mudou inesperadamente, isso não é e nunca foi o seu normal. No meio da noite senti algo que me motivou a vir aqui vê-la, e não podia dizer não. Essa necessidade de encontrá-la é inexplicável, acho que nunca senti algo assim antes.

Cheguei na fachada de minha casa, corri para que pudesse adentrá-la o mais rápido possível. Abri a porta vagarosamente, chegando ao cômodo principal. Não a vi por lá. Chamei seu nome em um tom completamente desesperado, mas ela não atendia a meus chamados de forma alguma. Tudo estava como deixei de tarde, quando saí. Não havia nenhum vestígio de sua presença na casa e nem mesmo uma roupa esparramada em algum canto, como costumava deixar sempre.

Caminhei discretamente ao meu quarto, onde deixei minha bolsa sobre a cama. Óbvio que ela não estava lá. Estava tudo exatamente como deixei, ninguém havia tocado ou alterado nada de seus lugares. Estranhei. Ela sempre mexia em minhas coisas quando eu saía. Eu sentia uma dor dominar meu peito ao pensar que ela pudesse estar fora de casa naquelas horas, mas não desisti e caminhei até o quarto onde ela dormia. Estava tudo escuro e em silêncio, não havia como guiar-me pelo som... Com todos os gritos e chamados que a solicitei, não poderia estar desacordada.

A porta não estava trancada, mas abri bem devagar. Meu salto ecoava ao chocar-se com o piso em cada movimento ou passo que introduzia sobre o chão. Fechei a porta e encostei-me sobre ela, eu estava transtornada com o que via. Soava frio, minhas mãos estavam trêmulas e estava completamente arrepiada com o cenário que contemplava. O quarto estava vazio, as paredes continham resíduos de sangue em todas as suas extremidades. O chão adquiria vestígios de um assassinato. Minha mãe estava caída sobre o chão, seu corpo encontrava-se imóvel. Nele havia marcas de sangue e a roupa que ela trajava estava rasgada e suja. Além disso, cicatrizes espalhavam-se por toda a sua face.

Não demorou muito até sentir meus olhos lacrimejarem profundamente. Minhas pernas estavam bambas e eu não conseguia segurar-me por um segundo. Tudo que fiz foi me deixar levar, deixar que eu expressasse todo o choque da catástrofe que presenciara. Eu caí, de maneira que ficava sobre meus joelhos. Ela estava lá, mas estava morta.

Notas finais
Deixem seus reviews :D Beijos. :)