Prova De Amor
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Toda a dor que me domava por observar aquela terrível cena aumentava a cada segundo e eu não podia me controlar... Eu tentei ser forte e levantar-me daquela posição, mas eu estava fraca, estava totalmente frágil. Tentava inutilmente apoiar-me sobre a maçaneta da porta e levantar-me, mas encontrava-me vulnerável a tudo, não conseguia. Finalmente me segurei e tomei impulso através da parede, consegui equilíbrio e fiquei de pé. Não sabia o que fazer, nem ao menos para onde ir.
Ao deixar minha casa tudo que eu queria era minha mãe de volta. Eu queria aquilo, naquele momento, mais que tudo no mundo. Senti mais lágrimas queimarem meu rosto numa velocidade extrema, eu não podia evitar. A chuva começou a cair dos céus e ele estava chorando comigo. Pelo menos alguém entendia o meu sofrimento.
Seria difícil encontrar um refúgio.
Ponto De Vista — Carly
Não passavam-se das sete horas da manhã, porém já estava de pé. Acordei e fui à procura de Sam em toda parte, mas não a encontrei em lugar nenhum de meu apartamento... Na noite anterior a loira dormiu aqui, e estou muito preocupada com seu sumiço. O que ela faria, para onde iria, justamente à essas horas? Será que me esconde algo? Só de imaginar que Sam poderia estar em perigo eu setia meu corpo tremer. Desci até a cozinha para tomar um copo de leite, relaxar um pouco. A insônia era evidente em mim, não pregaria os olhos até vê-la aqui comigo, como deveria estar.
Chegando lá, ouço a porta se abrir devagar. Era ela, minha melhor amiga. Suas roupas estavam um tanto sujas, ela possuía uma expressão atordoada. Corri até sua direção.
— Onde estava? — disse fitando-a de cima a baixo.
— Dando uma volta, Carly, apenas uma volta — respondeu-me ela com uma voz rouca.
— E como foi ficar assim? Uma volta por Seattle, na chuva, às seis? Na próxima me convide! — falei cruzando os braços e me recusando a acreditar em tal mentira sem fundamento.
— Carly, eu estou bem, eu juro — a loira disse, parecia fraca e tonta. Eu sabia que as coisas não andavam boas com Sam.
— Você não está, Sam! Confesse o que lhe vem acontecendo nos últimos dias... Está indo de mal a pior! — a disse nervosa, observei que uma lágrima escorreu de seus olhos e deslizou por uma de suas bochechas avermelhadas. Seu semblante não transparecia normalidade, algo estava acontecendo.
— Eu só preciso de um banho, de nada mais — ela afirmou tentando mostrar seriedade em suas palavras.
— Tudo bem, mas se abra comigo, Sammy, eu sempre vou estar aqui quando precisar. — Sorri de maneira angelical.
— Já te disse o que podia a respeito disso... — Se virou e seguiu seu caminho até o banheiro. Ela havia perdido sua confiança em mim?
Preocupava-me com minha amiga. Ela andava diferente, pensativa. Desde semana passada vinha sendo assim. Quero mais que tudo desvendar o porquê dessa situação. Nunca a vi passar por esses tipos de transtornos emocionais antes.
[...]
Abri a porta de meu apartamento e andei até o 8D. Talvez Freddie pudesse me ajudar. Bati em sua porta e em poucos segundos o moreno apareceu, espantando-me.
— Oi, Carly.
— Oi, Freddie. Pode me ajudar? Quer dizer, antes precisamos conversar. — Entrei em seu apartamento sem mesmo ser permitida.
— Sobre o quê? — perguntou.
— Sam — disse sem hesitar. Ele pareceu interessado, era disso que eu precisava.
— O que aconteceu?
— Você não anda a percebendo? Ela parece estar em um tipo de... depressão. Anda falando menos, comendo menos, se comportando de maneira diferente. Isso me preocupa. Ela não quer me dizer o motivo, talvez com você ela se abr... — Freddie me interrompeu.
— Sam nunca se abriria comigo, se não se abriu com você é porque o que acontece é realmente complexo.
— Freddie, eu sei que quer vê-la bem assim como eu. Não é verdade? Faça isso por ela, não por mim. É sempre bom saber que alguém se importa com nossos sentimentos...
— E eu nunca disse que não me importo. Claro que me importo — disse e sorriu de lado, pensativo. Sei no que estava pensando.
— Então mostre! Para de ser covarde e me ajuda! — Sorri. — Vai lá e fala com a loira, seu covarde.
— Ela para de me insultar e você que começa com seus insultos, Shay? Não sou covarde... Parem de se incorporar!
— Amigo, eu estou falando sério. Eu duvido que um "eu te amo" não a faça mais feliz — disse de uma forma que chegou a ser maliciosa e usando minha voz genérica para homens.
— Ok, vou tentar, Carls. Você me convenceu...
— O apartamento é só de vocês. Vou dar uma saidinha. — Ele apenas riu ao final da frase.
Saí de seu apartamento em seguida. Desejo que seja uma boa e motivante conversa. Quero ver minha amiga feliz e sei que o moreno pode fazer isso.
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