Protegida Por Um Anjo
1 Prólogo
Uma forte tempestade caia lá fora, meu pai mandou que eu esperasse no carro até que ele retornasse, disse que tinha alguns assuntos para resolver. Mas antes de sair do carro ele me deu uma corrente, que tinha um pequeno e delicado pingente pendurado. A corrente pertencerá a minha mãe, ela havia morrido no meu nascimento. Depois de me fazer prometer que a qualquer sinal de perigo eu ligaria o carro e iria embora para casa, ele saiu do carro. Caminhou até uma pequena casa, atravessou o jardim de flores secas e bateu na porta, após alguns segundos a porta se abriu e ele entrou.
Eu estava sozinha no carro, um tanto nervosa, não havia nenhum som ou movimento ao redor, a não ser o som da tempestade que caia. Liguei o rádio do carro, encostei minha cabeça no banco, fechei os olhos e deixei que a música tomasse conta de mim.
Depois de meia hora estava completamente absorta em meus pensamentos, quando fui puxada de volta a realidade com um som extremamente alto, o som se sobrepôs a música que tocava no rádio, a tempestade tinha se tornado uma leve chuva silenciosa, enquanto me perguntava o que poderia ser, ouvi novamente o som, só então me dei conta de que eram disparos e que vinham de dentro da casa.
Abri a porta do carro, me lembrando do que havia prometido, mas não poderia deixá-lo ali, ele poderia estar em perigo, corri até a porta da casa, a chuva era gélida e me causava arrepios. A porta estava apenas encostada, havia uma fresta que me permitia ver o ambiente. Era uma sala com móveis antigos, iluminada apenas pela fraca luz de uma vela. Tinha um homem caído no chão, meu pai estava ao seu lado de joelhos, ele olhava para cima, coloquei a mão na madeira da porta pronta para empurra-la, quando aconteceu... um segundo disparo, vi meu pai ser atingido bem no peito e cair de bruços.
Minhas pernas ficaram bambas, minhas mãos tremiam, soltei um grito mudo, as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Eu estava incapaz de fazer qualquer movimento, até mesmo a minha voz se recusava a sair. Vi os assassinos saírem correndo para o outro lado, ouvi a batida de uma porta.
Fiquei mais alguns segundos paralisada, quando finalmente me forcei a andar, empurrei a porta, entrei na casa e caminhei até meu pai. Ajoelhei ao seu lado e o virei de modo que seu rosto ficasse virado para cima, peguei seu pulso, ele ainda estava vivo. Porém sua respiração e sua pulsação eram fracas, os olhos estavam opacos e quando falou sua voz era baixa, quase inaudível, mas consegui ouvir perfeitamente suas palavras e estas foram elas:
– Fuja Agatha, algo terrível está para te acontecer, fuja!
Eu me chamo Agatha Jonshon, tenho 16 anos. Sou filha de Elena e Patrick Jonshon, minha mãe morreu no momento em que nasci e meu pai foi assassinado há alguns meses atrás. Desde então moro com minha tia Anna Jonshon, em Fishers.
E essa é a minha história.
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