Notas iniciais
Sei que este capítulo está pequeno, mas prometo fazer capítulos maiores a partir do próximo. Hãã... dedico este capítulo a Fernanda Cardoso, que me pediu com grande carinho esta dedicação.

Meu coração estava acelerado, minha respiração estava descompassada, minha pele estava gelada e só então percebi que sentia frio mesmo estando em baixo dos cobertores. Olhei pela janela do quarto, a chuva caia intensamente lá fora, o vento uivava enquanto balançava os galhos da cerejeira que ficava em frente a minha janela, os trovões eram estrondosos e os relâmpagos iluminavam o quarto escuro.

Joguei as cobertas de lado, me levantei da cama, notando então que minhas pernas estavam bambas – é apenas um pesadelo – disse pra mim mesma, enquanto firmava os pés no chão. Caminhei até o banheiro, que se localizava no final do corredor.

Acendi a luz e me encarei no espelho, estava pálida, até mesmo as minhas bochechas rosadas estavam sem cor, estava com enormes olheiras, meu cabelo castanho, que era naturalmente ondulado, estava todo embaraçado. Abri a torneira, enchi as mãos d’água, levando-as ao rosto, senti a água fria entrar em contato com a minha pele, as palavras ainda girando em minha cabeça e as imagens do sonho me voltando à memória – é apenas um sonho – repeti para mim.

Às lágrimas queriam cair, mas estava disposta a impedi-las. Impedir as lágrimas e aquela vontade repugnante que crescia dentro de mim. Molhei o rosto novamente, mas de nada adiantou, a vontade crescia, ela era muito forte e eu muito fraca para suportá-la... enfim as lágrimas começaram a escorrer, juntamente com as lágrimas o sangue também escorreu e este escorria cada vez mais conforme a lâmina gelada entrava em atrito com a minha pele, tornando as feridas mais fundas, assim como aquelas que existiam em minha alma.

Comecei a me sentir nauseada, fui até o vaso não resistindo e acabei caindo de joelhos

...

Me levantei do chão, dei a descarga e fui até a pia. Mais uma vez lavei o rosto, por fim apaguei a luz e voltei para o meu quarto, deitei na cama e as lembranças voltaram. Meus olhos começaram a queimar, deixei que as lágrimas voltassem a cair, mas dessa vez nem ao menos tentei impedi-las, sabia que não conseguiria. Fiquei um bom tempo lá, deitada, enquanto as lágrimas escorriam, até que acabei caindo no sono.

Notas finais
Fiquei muito feliz ao receber um comentário na primeira parte da minha história, continuem comentando, me dizendo as suas críticas e opiniões. Obrigada, espero que gostem.