Proprietário

1 Minha propriedade


Notas iniciais
Hey, esta é a minha primeira fic de GOT7, espero que gostem ^^ É uma fic já um pouco velhinha porque comecei por escreve-la com personagens origineis, depois troquei as personagens pelos 2PM mas como as personalidades não batiam certo acabei por deixa-la de lado, isto até conhecer GOT7 e foi quase que obra do destino as personalidades encaixarem tão bem xD Fiz alterações obviamente mas acho que até está a correr bem... Já tenho mais alguns caps feitos mas como não sei quando a poderei acabar não vou posta-los todos de uma vez Por último, só quero pedir desculpas aos leitores de "Pensamentos Brancos"... está mais difícil de acaba-la do que eu pensava e estou com uma crise de inspiração para essa fic >.< por favor perdoem-me por estar a escrever outra tendo ainda aquela por acabar Finalmente vou-me calar Boa leitura! o/

Pela primeira vez em muito tempo, o céu dava sinais de chuva. Para muitos dos habitantes da pequena aldeia era sinal de que as suas plantações e animais sobreviveriam, mas para Jackson era um enorme tormento visto que o seu concerto ao ar livre tinha sido cancelado

Jackson tocava baixo numa banda com mais alguns amigos e era sem dúvida o mais popular entre todos. Tinha cabelos curtos e os seus abdominais eram bem definidos assim como a sua face perfeita. Os seus olhos estavam sempre brilhantes e traquinas. Adorava divertir-se. Basicamente, todos os dias andava com três ou mais raparigas diferentes quer fossem mais velhas ou mais novas. Jackson comportava-se como um verdadeiro adolescente, a única diferença é que já vivia sozinho.

J❦B

– Menino Kunpimook, os convidados chegaram. – Avisou o mordomo abandonando o quarto do jovem em seguida.

O rapaz vestiu um casaco completando o smoking e saiu do quarto indo para o salão de bailes que, como de costume, estava cheio de gente e comida. Os empregados entravam e saiam da sala apressadamente tentando servir todos os convidados. Kunpimook odiava aqueles bailes, ficava o tempo todo parado de copo na mão a fazer conversa com algumas pessoas aleatórias que passavam por ele.

Eram quase três da manhã quando o último convidado abandonou a casa. Os pés de Kunpimook doíam de estar tanto tempo de pé, e sem dizer uma única palavra, regressou para o quarto tomando um duche rápido, antes de se deitar.

Pensou que devido ao cansaço seria fácil adormecer mas uns barulhos da rua impediram que tal acontecesse. Os ruídos eram cada vez mais altos até se começarem a distinguir gritos e risos. Caminhou até à varanda do quarto e viu quatro rapazes bêbados a andar aos ziguezagues e a darem encontrões uns nos outros tentando manter-se de pé. Revirou os olhos e quando se preparava para voltar para dentro um dos rapazes chamou-o.

– Não vás embora! A luz da lua realça tão bem os teus cabelos! – Gritou Jackson parando de andar em frente da varanda.

Bambam franziu o sobrolho e voltou para dentro. Aquele rapaz estava podre de bêbado.

– Espera! – Voltou a chamar. – Não te faças de difícil princesa!

Princesa?! Aquele adulterado pensa que sou uma miúda! Pensou Bambam sentindo-se ofendido. Claro que estava a usar um robe com padrão tigresa brilhante e que a varanda alta dificultava a visão do rapaz mas não deixava de ser uma ofensa.

Bambam era filho único de uma família rica e consequentemente era bastante mimado. Vivia na Tailândia mas passava todas as férias, sem exceção, naquela pequena aldeia coreana com os pais – mesmo que fosse raras as vezes em que os via. Tinha os olhos negros e os cabelos originalmente eram pretos, mas várias fases de rebeldia meteram muita tinta naqueles fios, que actualmente estavam loiros.

Justamente quando o jovem herdeiro se preparava para fechar a porta, Jackson saltou para a varanda do primeiro andar com a ajuda de uma árvore. Bambam arregalou os olhos com as habilidades do outro, o que o despreveniu para o que se passou a seguir. Jackson abriu bruscamente a porta da varanda, colocou um braço à volta da cintura do loiro e puxou para junto de si selando um beijo.

Bambam conseguia agora reparar melhor no outro. De certo que devia ser mais velho, mas com aquele comportamento, mostrava uma mentalidade de criança.

Os outros rapaz gritaram e riram para a varanda mas logo se cansaram e foram embora. Afinal, a bebedeira também era grande demais para fazerem o que quer que fosse.

No início, Kunpimook tentou fazer de tudo para se soltar dos braços do desconhecido, mas acabou por amolecer e deixar-se envolver na emoção. Pois o facto de ser homem, para ele não era novidade nenhuma.

Nenhum dos dois estava no seu estado normal e devido ao cansaço acabaram por cair na cama abraçados, tomando logo um sono profundo.

J❦B

O sol já tinha rompido o céu há algum tempo e os dois jovens continuavam adormecidos sem mexer um único músculo.

– Menino Kunpimook, os seus pais estão à sua espera para tomar o pequeno-almoço. – Avisou o mordomo batendo no lado de fora da porta.

Que quente Não me lembrava que esta cama fosse tão aconchegante e macia Podia cá ficar o resto da vida Pensou Bambam ainda ensonado de olhos fechados. Quando finalmente os abriu, depara-se com o rapaz que o confundira com uma rapariga na noite anterior. É tão bonito. Mesmo a cheirar a álcool. É encantador

Levantou-se ligeiramente, de forma a ficar sentado, a pensar no que ia fazer com o rapaz. Não podia simplesmente deixa-lo ali e se o acorda-se de repente ele podia assustar-se e gritar, isso chamaria muitas atenções. Mas era um risco que tinha de correr

– Hey. Acorda. – Disse Kunpimook com a sua habitual voz séria abanando-lhe ligeiramente o ombro. O mais velho nem se mexeu.

O mordomo voltou a bater à porta chamando-o para a refeição e o jovem já impaciente inclina-se sobre o rosto adormecido do rapaz.

Tão bonito... Pena que o que é bom dura pouco. Foram os seus últimos pensamentos antes de soprar para a orelha de Jackson, fazendo com que o rapaz acordasse sobressaltado, mas logo voltou a deitar-se com as mãos na cabeça.

– Estás de ressaca, não é? Eu dou-te um comprimido mas agora tens mesmo de sair. – Disse Bambam com uma expressão séria assim como a voz.

Ao ouvir uma voz desconhecida, Jackson abre os olhos assustado observando o rapaz deitado ao seu lado. Por mais que tentasse não se conseguia lembrar de como tinha ido ali parar, as suas últimas memórias era de estar num bar com os amigos a afogar as mágoas pelo cancelamento do concerto

– Como te chamas? – Perguntou Bambam levantando-se como se fosse a coisa mais normal à face da terra. – Ai ai ai não consigo estar de pé! – Resmungou voltando a sentar-se na cama. As suas pernas ainda estavam doridas da festa de ontem, até tinha os tornozelos inchados.

– Jackson Wang — Murmurou confuso e assustado. – Quem és tu? O que faço aqui? E por Porque estás com dores? – Gaguejou com medo das respostas, sobretudo da última.

– Kunpimook Bhuwakul. In

– Kunbi quê?! — Interrompeu com um rosto confuso tentando pronunciar o nome.

Kunpimook revirou os olhos.

– Sou tailandês. Podes chamar-me Bambam se preferires. Como estava a dizer, invadiste-me ontem o quarto pela varanda chamando-me de princesa – disse com um pouco de rancor na voz. – E dói-me por causa da noite de ontem. Porquê? Não te lembras?

Não me lembro de nada de nada mesmo! E que raio foi aquilo que aconteceu na noite de ontem para o deixar com dores!? Será que IMPOSSÍVEL! Eu tenho que sair daqui o mais rápido possível! Pensou Jackson ainda sem reação.

– Não te lembras pois não? – Insistiu Bambam, mantendo o seu ar despreocupado e desinteressado, enquanto lhe dava uma caixa de comprimidos para a ressaca e um copo de água.

– Onde é a saída? – Murmurou Jackson engolindo o comprimido enquanto pousava o copo de água em cima da mesa-de-cabeceira.

– É verdade! – Exclamou frustrado mas mantendo a mesma expressão desinteressada. – Tens de ficar aqui até os meus pais saírem. Volto já. Não toques em nada!

Agarrou em algumas roupas e trancou-se na casa de banho saindo pouco tempo depois a correr para fora do quarto, sem dirigir um único olhar ao mais velho que continuava sentado na cama tentando lembrar-se do que tinha acontecido na noite anterior.

Quando Bambam regressou ao quarto, Jackson já não estava lá e devido à ausência de movimentação por parte dos guardas presumiu que tivesse saído por onde entrou, pela varanda.

Bambam tocou nos lábios com a ponta dos dedos recordando o beijo com o mais velho na noite anterior. Foi tudo tão rápido que quase parecia um sonho.

Preciso de o encontrar! Pensou decisivo saindo de casa. Não sabia onde procurar mas de qualquer forma, a aldeia era mais pequena que a sua propriedade na Tailândia, não devia ser difícil.

J❦B

– Jackson-hyung! – Chamou um dos amigos sentados na esplanada do café.

– Onde passaste a noite desta vez? O pai da miúda deu-te uma sova quando te viu? – Brincou JB, o baterista da banda.

Jackson suspirou enquanto puxava uma cadeira para se sentar. Estava a preparar-se mentalmente para as típicas piadas que os amigos lhe diziam após passar uma noite desaparecido. A diferença é que das outras vezes ele alinhava e ainda contava histórias novas, mas desta vez não tinha a mínima intenção de contar onde acordou, ou melhor, com quem.

– Não sejas idiota JB, ele não está marcado! – Reclamou Youngjae, o vocalista e guitarrista. – Levas-te com a vassoura da mãe, certo?

– Ou com os brinquedos do irmão mais novo! Lembram-se dessa? – Gracejou Junior, o guitarrista.

Jackson ignorou os seus comentários e risos. Só queria esquecer aquela noite, apesar de não se lembrar do que quer que tenha acontecido

Ainda lhe doía a cabeça da ressaca e cada vez se perguntava mais porque raio os amigos pareciam tão normais, normalmente bebem sempre o mesmo. Porque só lhe doía a cabeça a ele?

– Jackson! – Gritou Youngjae acordando-o dos seus pensamentos.

– Que é? – Resmungou por terem arruinado a sua lógica.

– Estava-mos a dizer que vamos ensaiar agora. – Respondeu Jinyoung, ou Junior como era tratado em palco.

– Podes vir ou tens de ir visitar algum rabo de saias? – Acrescentou Jaebum sério, com certa ironia na voz. JB era o líder da banda e levava muito a sério os ensaios. Não seria a primeira vez que Jackson trocava os ensaios por raparigas, na verdade acontecia com bastante frequência.

– Vamos. – Respondeu levantando-se da mesa apressadamente. Naquele momento só queria estar num lugar seguro, onde o rapaz da noite passada não o pudesse encontrar e criar males entendidos

– Eu vou lá pagar, esperem um bocado. – Youngjae levantou-se da mesa recolhendo o dinheiro dos amigos antes de entrar no café.

– Eu vou andando. – Disse Jackson descendo as escadas da esplanada apressadamente.

Suspirou fundo ao ver a pequena rua vazia. Nem ele sabia porque estava tão assustado com um possível reencontro com Bambam. Só sabia que queria distância Muita distância.

Eles ensaiavam numa garagem que ocuparam clandestinamente. Não o fizeram por mal mas há anos que os donos não querem saber dela e é tão grande que é um desperdício ficar vazia.

Jackson apressou o passo assim que viu a porta, mas ao por a mão na maçaneta o seu corpo congelou com as palavras que ouvira.

– Vou-te acusar de invadires propriedade privada.

Aquelas palavras ecoaram-lhe na cabeça por uns breves segundos até se virar para encarar quem quer que tivesse descoberto o seu segredo.

– Duas vezes seguidas. – Afirmou a pessoa quando encara a cara de Jackson completamente abismado.

Quem mais queria evitar era mesmo quem estava à sua frente, Bambam. Aquele momento parecia ter sido tirado de uma série qualquer de terror, na opinião de Jackson. E ainda piorou mais quando o mais novo se inclinou para ele roubando-lhe um beijo.

Jackson facilmente o afastou com um empurrão fazendo o rapaz cair.

– Porque me estás a seguir?! – Gritou Jackson irritado passando a manga da camisola pelos lábios.

– Quero que sejas minha propriedade. – Respondeu calmamente levantando-se do chão para o encarar. Sempre com a mesma cara séria e sem vida. – Não consigo esquecer o que se passou ontem.

– Eu esqueci facilmente, faz o mesmo! – Jackson estava assustado mas continuava a gritar com Bambam.

– Com a bebedeira que tinhas nem te deves lembrar que entras-te no meu quarto por uma árvore confundindo-me com uma rapariga. Provavelmente pensas que te droguei ou que te andava a espiar e raptei-te.

Cada vez acho mais que andas-te a espiar, para saberes que penso isso Pensou Jackson mantendo-se em silêncio.

– Pela tua cara devo ter acertado. – Pela primeira vez um pequeno e minúsculo sorriso travesso ocupa lugar no rosto de Bambam. – Então também não te lembras que tu é que beijaste-me e empurraste-me para a cama? – Brincou o mais novo fazendo parecer uma simples noite de beijos num filme para maiores de dezoito anos.

Jackson continuava calado com um olhar furioso dirigido ao rapaz tailandês. Se não estivesse tão inseguro com o que tinha acontecido com certeza Bambam já não respirava o ar daquele mundo.

Ele tem uma vantagem sobre mim Pensava Jackson. Pela casa onde vive deve ser rico, não posso por em jogo o futuro da minha banda por um boato de uma noite Muito menos estragar a minha reputação! Mas também Quem iria acreditar num tipo como ele? Sem pensar em mais nada dá um murro forte no rosto de Bambam fazendo-o cair novamente, desta vez com um pouco de sangue nos lábios.

Com aquele ato Bambam apenas responde com um pequeno riso tocando com os dedos na boca ferida. Jackson fica confuso e um pouco assustado, não conseguia acreditar que tal sujeito existisse

– Ligas-te o modo de defesa? – Questiona Bambam sentando-se no chão com as pernas cruzadas e um sorrisinho infantil no rosto, que na opinião de Jackson o deixava com um ar macabro. – És mais velho do que eu mas não mais maduro. – Naquele momento a sua voz tinha ficado mais segura do que nunca. Era realmente uma pessoa curiosa.

– Repete lá?! – Gritou Jackson exaltado.

– Não passas de uma criança. Um puto. Um puto que acabou de ligar o seu modo de defesa.

– Han?!

– Normalmente usam palavras ofensivas para se defender, mas os mais violentos e imaturos apenas espancam as pessoas. E tu enquadras-te na perfeição no segundo tipo.

– Não foi defesa nenhuma contra a nada! Foi um aviso para que não voltasses a aparecer na minha frente!

– Agressivo. – Responde com um beicinho enquanto se levanta e sacode as poeira das calças com as mãos. – Mas continuo a gostar de ti e não vou desistir de te tornar minha propriedade.

– Não vais embora? – Jackson já estava a perder a paciência.

– Ei Junior! Deves-me 100 Wons! Ele ainda aqui está! – Gritou Jaebum aproximando-se da garagem juntamente com o resto da banda.

– EH?! Vocês combinaram tudo né?! – Exclama Junior surpreso. – Mas Quem é aquele? – Fez um sinal com a cabeça na direção de Bambam.

– Sou o dono. – Responde Bambam fazendo Jackson arregalar os olhos.

– Dono de quê? – Questiona Jaebum com um mau pressentimento.

– É minha propriedade est — Bambam ia continuar a falar mas a mão inesperada do mais velho tapa-lhe a boca.

– Ele é um fã louco não lhe dêem ouvidos! Ele está atrás de mim e pensa que eu sou a propriedade dele e até inventa coisas loucas como nós já termos dormidos juntos vejam só! – Continua Jackson com um riso nervoso.

Bambam fecha os olhos como se estive a suspirar e logo de seguida morde a mão de Jackson fazendo com que o soltasse.

– Nós dormimos mesmo juntos mas não ia dizer nada disso. – Bambam continuava calmo com se fosse algo que se ouvisse todos os dias. – Eu sou o dono daquilo. – Explica ao apontar para a garagem onde a banda ensaiava.

Os quatro trocaram olhares entre si e em seguida fixaram todos Jackson sérios.

– Que é? Eu não sabia de nada. – Resmunga entrando na garagem e sentando-se num sofá antigo que lá estava.

O sofá estava de frente para os instrumentos que já estavam todos montados como se fosse haver um concerto. Todos concordaram que como já ninguém ia ali podiam deixar lá tudo como queriam. Do lado esquerdo do sofá estava um mini frigorífico e à frente estava uma mesa com algumas garrafas de cervejas vazias e sacos de aperitivos igualmente vazios.

Bambam seguiu Jackson para o interior da garagem juntamente com os restantes membros da banda. Olhou para todos os lados minuciosamente enquanto se sentava num banco ao lado das guitarras que servia de apoio em certas músicas.

– Vais tocar? – Questiona Jackson olhando-o friamente. Os amigos fizeram-lhe sinais com as mãos para ele estar calado, não tinham sítio para onde ir se fossem expulsos. – Se não vais tocar salta daí. Temos mais que fazer.

Mal acaba de falar uma lata de cerveja acerta-lhe na cabeça vinda de Jinyoung.

– Não sejas assim Jackson-Hyung. Mal apareces nos ensaios, não tens moral nenhuma para mandar os nossos convidados embora. – Esclarece Youngjae sorrindo para Bambam que mantinha a cara séria e o olhar apagado.

– Qual convidado? – Resmunga franzindo a sobrancelha. – Vocês têm é medo que ele nos meta na rua.

– Não vos vou expulsar. – Explica Bambam fazendo todos suspirar de alívio. – Mas em troca quero a vossa ajuda para que ele seja a minha propriedade. – Aponta para Jackson causando uma tensão estranha e vários olhares confusos e assustados.

– Isso nunca vai acontecer miúdo! – Exclama Jackson levantando-se do sofá exaltado.

– Veremos. – Levantou-se e caminhou até à porta pronto para sair. – Conto com vocês para o convencerem.

– Que raio foi isto? – Murmurou Junior ainda sem reacção, completamente pálido.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado e que acompanhem pelo menos mais alguns caps porque ainda vai acontecer muita coisa xD Ps: eu adoro ver o JR com poker face kkkk fica adorável xD