Notas iniciais
Eu não estou MUITO satisfeita com o capítulo, não, mas se eu fosse deixar do meu jeito provavelmente ia demorar muito, ainda mais que amanhã tem jogo do Brasil de novo, e eu tenho que estudar para um prova do dia 20 e tal... Espero que vocês gostem mais do que eu! Comentar, favoritar, recomendar, etc. ajudaria muito, porque eu estou desanimada. Beijos mil para todo mundo!!

Rachel e Kurt tinham reservado uma suíte para dividirem, mas logo que chegaram ao hotel ficou claro onde Hummel realmente passaria suas noites. O relacionamento dele com Adam não era sério, não tinha rótulos ou promessa de fidelidade, e Blaine não havia combinado de dividir quarto com ninguém, já na esperança de que eles pudessem se reaproximar. Berry passara a primeira noite sozinha, sem imaginar que na segunda estaria ocupando a mesma ampla e confortável cama de casal com Finn.

Ele estava debruçado sobre ela e beijava seu pescoço, enquanto uma de suas mãos alisava a coxa da garota, levantando o vestido. O paletó dele já estava no chão, mas ele ainda estava muito vestido para o gosto dela, com a camisa de botões e uma camiseta de malha por baixo, que ela, então, começou a puxar, tirando de dentro da calça social, impacientemente. Ele se ajoelhou na cama, desfazendo-se das duas peças, enquanto ela sentava e tirava o vestido, antes de deitarem de novo e trocarem muitos beijos, enquanto tateavam o corpo um do outro.

Rachel abriu o cinto dele, o botão e o zíper da calça, enquanto Finn brigava com o fecho do sutiã dela. O rapaz jogou a peça longe, depois de muita luta, e ficou de pé, tirando a calça, junto com a samba canção de estampa xadrez, que largou perto dos sapatos e das meias, dos quais já tinha se livrado, usando os próprios pés. Subiu de novo na cama, observando o corpo da morena quase todo exposto, a não ser pela presença de uma calcinha de algodão bem pequena, que ele tirou bem devagar, fazendo o peito dela arfar em expectativa e excitação.

Ele beijou suas pernas, o ventre, os seios, ombros, pescoço e lábios de novo. Sussurrou em seu ouvido que ela era linda, cheirosa e gostosa, e que o deixava completamente louco, enquanto deslizava uma das mãos pelo corpo dela, chegando à intimidade. Tocou, primeiro com delicadeza e depois um pouco mais firme, seu clitóris, e em seguida deixou dois dedos deslizarem facilmente para dentro dela, que gemia, começando a perder-se em prazer.

Ela também o masturbou, mas de um jeito um pouco desajeitado, graças às posições em que se encontravam. Seu toque era suficiente para excitar ainda mais, mas não levou Finn ao ápice do prazer, como o dele fez com ela. Não era um problema, no entanto, porque, depois de lamber os dedos, experimentando o sabor do qual sentira tanta falta, ele a penetrou sem cerimônia e buscou o gozo em seu corpo. Estar ali de novo, depois de tanto tempo, trouxe uma explosão rápida e bastante intensa, mas ele não parou de se mover com ela, até que também ela tirasse o máximo da conjunção entre eles.

Não viram o dia dar lugar à noite e a festa terminar, trancados no quarto. Consumiram algumas coisas do frigobar e viram algo na TV, trocando carinhos, sem conversar muito, antes de recomeçar a provocar um ao outro. As roupas íntimas que tinham sido recolocadas, depois de um longo banho a dois, foram parar no chão de novo, e Rachel foi quem ficou por cima, dessa vez, tanto para sugar o prazer de Finn, sorvendo até a última gota, quanto no momento em que seus corpos se uniram intimamente mais uma vez.

Enfim exaustos, tomaram banhos separados, deitaram-se, e Rachel logo pegou no sono. Finn observou a morena dormir, por um tempo, antes de se levantar, vestir de novo o terno, beijar a testa dela, com imenso carinho, e deixar o quarto. Não seguiu, contudo, diretamente para a suíte que estava dividindo com Puck, decidindo dar uma volta pela parte externa do hotel fazenda, onde acabou encontrando Santana, que estava à beira da piscina, sozinha, observando o céu.

“Também sem sono?” Perguntou à amiga, sentando-se na espreguiçadeira ao lado da dela.

“Muita coisa na cabeça.” Ela explicou, dando um suspiro.

“Quer conversar sobre?” Ofereceu-se, sincero.

“Agora, não, mas... talvez depois.” Recusou por ora. “Cadê a Rachel?” Perguntou, desconfiada.

“Sei lá.” Ele deu de ombros. “Deve estar no quarto dela.”

“Finn!” Ela deu um soco de leve no braço dele. “Não acredito que você vai ter a cara de pau de fingir que não subiu com ela pro quarto de um dos dois, e que vocês não fizeram aquilo que tem adiado desde que você se mudou!”

“Se você já tem tantas certezas, porque tá me fazendo perguntas?” Ele implicou.

“Eu perguntei onde ela tá AGORA!” Revirou os olhos.

“E eu respondi que ela DEVE estar no quarto dela. Ela pode ter saído de lá, depois de mim.” Reforçou, querendo parecer indiferente.

“Você não saiu e a deixou dormindo... saiu?” Questionou. “Não vai me dizer que você simplesmente foi embora, depois de transar com ela, e pretende fingir que nada aconteceu. Dio mio, Frankensfinn!" Ela balançou a cabeça, incrédula, quando ele ficou calado por segundos, pensativo, sem nem mesmo rir do novo apelido que ela criara, quando o antigo ficara obsoleto por ele não ser mais um adolescente.

“O que eu poderia fazer, Santana?” Ele confirmou o que ela tinha presumido com sua pergunta.

“Ficar lá e enfrentar a situação? Dizer que a ama e voltar com ela de uma vez?” Para a amiga, parecia tão óbvio!

“Não é assim tão simples, ok?” Suspirou, cansado.

“Mesmo depois dessa noite, você vai insistir nessa coisa de que você tá confuso sobre os seus sentimentos?”

“Não. Eu não to mais confuso. Eu amo a Rach. E ela voltou a se mostrar aquela Rachel intensa e, ao mesmo tempo, doce... a Rachel amiga, companheira, com quem eu posso conversar sobre tudo... a minha Rach! Hoje, naquele quarto, a gente não fez sexo, simplesmente. A gente se amou!” Afirmou, sorrindo, e fazendo com que Lopez ficasse sem entender qual era o problema, então. “Só que... pra você eu posso dizer que eu to com medo, Sant. Com medo, não, eu to APAVORADO!”

“Do que você pode ter medo, Finn? Vocês já tão separados! O que você tem a perder?”

“Muita coisa!” Assegurou. “A minha sanidade, o carinho dela por mim ou o meu por ela, se um de nós dois vacilar de novo. Eu e a Rach já nos aproximamos e nos afastamos várias vezes, e cada vez que a gente ficou junto foi mais intensa que a anterior, nós fizemos mais planos, o nosso sentimento cresceu. Por outro lado, cada término doeu mais que o outro, nos deixou mais magoados, foi mais difícil de superar.” Explicou. “Eu, agora, posso não estar com ela, mas, pelo menos, eu to bem, ela tá bem, a gente consegue conviver...”

“E isso é suficiente? Mesmo?” A latina indagou, sabendo que a resposta era negativa. “Eu entendi seu medo, Finn, mas não posso deixar que você escolha abrir mão do seu amor por medo! Você não pode simplesmente assumir que um de vocês vai fazer bobagem de novo. Vocês amadureceram, estão na mesma cidade e nenhum dos dois vai mais a lugar nenhum... você agora tem um sonho, que nem ela. Vocês tão na mesma página, finalmente!”

“É. Pode ser.” Ele a surpreendeu, levantando-se. “Talvez eu só precise de uma boa noite de sono, pra organizar os pensamentos. E você também, aliás.” Ofereceu a mão a ela, que sorriu, segurando-a, e erguendo-se da espreguiçadeira. “Eu ainda to às ordens, se quiser conversar. E obrigado por ser mais teimosa que eu!” Riu, caminhando de braços dados com ela para dentro do imóvel, até o elevador, que usaram para chegar a seus quartos.

Foi somente no dia seguinte, depois da viagem de trem de volta a Nova York, e de jantar com Kurt e Rachel no loft, que Finn perguntou à garota se eles podiam conversar. Hummel tinha ido para seu quarto, a fim de falar com Adam pelo celular, e ela estava propondo que ambos assistissem a alguns capítulos de Friends, como se nada tivesse acontecido em Ohio e os dois continuassem no estágio “amigos bem próximos que fingem não ser apaixonados um pelo outro”, que mantinham antes da viagem.

“Eu queria te pedir desculpas por ter saído do quarto no meio da noite, e deixado você sozinha, Rach.” Ele disse, sentando-se ao lado da morena.

“Eu não fiquei chateada, Finn. Você não precisa se sentir mal com isso.” Asseverou. “Eu escolhi ficar com você, sabendo que seria só ontem.”

“Eu não sabia o que te dizer, quando você acordasse, por isso eu fui embora.” Explicou. “Mas, na verdade, eu não quero que a gente se afaste ou finja que não aconteceu, sabe? Eu quero que a gente continue se aproximando!” Ele demonstrou isso, indo para ainda mais perto dela no sofá.

“A gente não se afastou e nem vai. Prova disso é você estar aqui, prestes a ver uma das nossas séries favoritas comigo.” Ela afirmou. “Eu não deixaria você me enrolar outra vez, com aquela história de que não consegue ser meu amigo.” Brincou.

“E eu não consigo mesmo. A gente não consegue ser SÓ amigos.” Ele falou, sério, olhando nos olhos dela e sorrindo de lado. “Será que a gente podia ser mais do que isso e, sei lá... ir vendo no que dá?” Perguntou, hesitante. “Eu queria que a gente fosse com calma, meio como se a gente tivesse se conhecendo, sabe? É... é muito estranho?”

“Você quer que a gente tenha uma amizade colorida? Que a gente seja amigos com benefícios... é isso?” Ela devolveu a pergunta, mas não pareceu chateada, e sim contente com a proposta.

“Se você sente necessidade de dar um nome pra isso.” Ele riu, coçando a nuca, e ela abriu um sorriso enorme.

“Não. Isso não precisa ter um nome.” Concordou. “Mas... o que a gente faz agora? Você ainda quer ver Friends comigo?”

“Talvez daqui a pouco.” Segurou o rosto dela entre as mãos e colou seus lábios suavemente nos dela, mas logo que a sentiu respirar fundo e segurar sua camiseta, enfiou os dedos em seus cabelos, na altura da nuca, aprofundando o beijo, com sua língua enroscando na dela, até se cansarem e precisarem de ar.

Ainda trocaram mais alguns carinhos, antes de se decidirem por realmente ver a série, sabendo o que os beijos e toques acabariam provocando, e que teriam que se segurar, graças à falta de paredes dividindo o loft em cômodos. Kurt se juntou a eles, no meio do primeiro episódio, mas não fez perguntas ao vê-los sentados tão perto um do outro, e Finn com um dos braços apoiado no encosto do sofá, atrás da cabeça dela. Já tinha ido dormir quando os dois se despediram com mais alguns beijos, por volta de meia noite.

Nos dias seguintes, eles não andaram de mãos dadas pelos corredores de NYADA, como faziam durante os intervalos das aulas no McKinley High, e nem trocaram carinhos ou beijos na frente de ninguém. Rachel, porém, estava feliz em ser a pessoa mais próxima a Finn na faculdade, em passar todo o tempo livre dos dois com ele, em ter a ajuda dele em seus preparativos para os testes para o musical Yentl, e em acabar grande parte dos dias na cama de um dos dois.

Na maioria das vezes, eles ficavam no dormitório dele, por causa de Kurt. Contudo, quando o garoto saía com Adam ou com amigos do curso de moda que tinha começado a fazer, sabiam muito bem aproveitar cada canto do loft, e riam das próprias peripécias, pensando na reação de Hummel, se soubesse de tudo que acontecia em seu sofá, na bancada da cozinha, no chuveiro, no tapete da sala, no aparador próximo à porta e em qualquer lugar que pudesse servir de apoio quando o clima entre Finn e Rachel ficava mais quente.

Foi mais ou menos duas semanas depois do início da amizade colorida entre eles, que o outro dono da casa finalmente os flagrou, ao chegar mais cedo, por ter tido um encontro desmarcado pelo “ficante”. Felizmente, Finn ainda estava completamente vestido e Rachel só tinha tirado a camiseta, e estava usando sutiã, mas a cena que ele viu, com a melhor amiga saindo do colo do irmão dele às pressas e pegando a blusa no chão, foi suficiente para que ele tivesse perguntas a fazer, apenas minutos mais tarde.

“Ué, ele já foi?” Questionou, entrando na sala, depois de tomar um banho rápido e de ouvir a porta se fechar, enquanto vestia o pijama.

“Ele ficou sem jeito.” Ela respondeu, rindo.

“Qual é o lance entre vocês? Vocês não voltaram... voltaram?”

“Não... nós estamos ficando, somos amigos com benefícios ou algo assim.” Ela deu de ombros.

“Tá explicado! Ele não ficaria sem jeito, se vocês tivessem voltado. Eu já peguei vocês assim, outras vezes. O que ele não queria era me explicar essa... situação estranha.” Concluiu. “E você tá satisfeita com isso?” Enrugou a testa, um tanto quanto ressabiado.

“É claro que eu quero mais, Kurt. É claro que o que eu quero é voltar pro Finn, ser noiva dele de novo... me casar com ele, como a gente já deveria ter feito.” Confessou. “Mas agora é só uma questão de tempo. Eu tenho certeza.” Afirmou, convicta, e o amigo não a questionou, porque na verdade concordava, sabendo o quando os dois se amavam e sempre iriam se amar. “Uma questão de tempo.” Rachel repetiu, sorrindo e indo para seu quarto.

Ela sentia que agora precisava apenas esperar, e Rachel Berry sempre tivera imenso orgulho de seu sexto sentido!