Proposta Indecente
5 Você prefere no sofá ou no chão?
Notas iniciais
Muito obrigada pela força que me deram sobre minha amiga .. estou me sentindo bem melhor agora, e por isso estou aqui postando mais um capitulo pra vocês.
Os próximos não demorarão tanto quanto esse, porque eu não estava tão bem assim nesses últimos dias..
Também quero agradecer pelos reviews que estão deixando. Não fazem idéia do quanto isso é importante e me alegra *-*
Enfim ...
Neste capitulo vocês vão começar a perceber que a Carla não é tão má como o Bill disse, e que ela pode até se tornar amiga da Lyra nesses poucos dias .. O Fofão - quetenso -, começará a aparecer mais nos próximos e o Tom também ..
Me desculpem por qualquer erro e avisem.
Espero que gostem,
Boa Leitura ♥
Capitulo V
(Contado por: 3º pessoa)
1° Dia
Bill não estava tão confortável em ter que apresentar Lyra para Carla, mas como não tinha outra alternativa, ele seguiu adiante. Antes de ir para a cozinha, ele deu algumas dicas e alguns avisos para que Lyra ficasse um pouco mais esperta e não se deixasse enrolar pela possível conversa fiada que Carla jogaria pra cima dela.
De mãos dadas, eles foram para a cozinha. Fofão estava sentado numa cadeira na ponta da mesa. Carla se encontrava do lado esquerdo da mesa, Georg, seu namorado estava ao seu lado. Simone estava de pé, próxima ao balcão. Todos estavam calados e mantinham um sorriso nos lábios, exceto Carla, que mesmo demonstrando sua insatisfação, se levantou para um cumprimento.
— É um enorme prazer estar conhecendo a namorada do meu primo favorito. – diz ela, dando dois beijinhos no rosto de Lyra.
— Também é um prazer conhecê-la. – diz Lyra. – O Bill me falou muito sobre você.
— Aposto que nenhuma das coisas que ele te contou foram boas.
— Seja bem vinda! – Fofão interrompe a conversa. – Mas me diga uma coisa, o que foi que você viu nesse rapaz? – pergunta assim que se desvencilha de um abraço.
Bill estava esperando por uma resposta tipo “Ah, esse rapaz lindo, sedutor, tem qualidades incríveis e inexplicáveis. E quer saber de uma coisa? Eu realmente amo esse cara!”. Isso sim seria perfeito pra ele.
— Acredita que não faço a mínima idéia do que vi nesse garoto com cara de doente? – responde ela, e todos riem menos Bill.
Por um lado até que foi bom ela ter dito isso, pois assim a encenação ficaria um pouco mais convincente. E ele acredita que nada estaria bem se tivessem mesmo combinado o que iriam falar um do outro. Deixar as coisas acontecerem naturalmente é o melhor que têm a fazer.
A conversa seria bem mais agradável se fosse na sala de estar, então todos resolveram migrar pra lá. Sentaram-se nos aconchegantes sofás de couro branco legítimo, e os assuntos foram surgindo. Simone queria saber como Bill estava se saindo no ambiente de trabalho, e como conseguia se virar sozinho em relação a atividades domésticas, já que ele não é tão experiente assim.
— Não, eu não faço nada sozinho. – responde ele. – Tenho algumas pessoas que me ajudam bastante.
Fofão estava ansioso e curioso para saber como foi que o relacionamento dos dois começou. Ele não estava tão convencido assim que o Bill havia finalmente conseguido uma namorada. Mas não uma simples namorada, pra ele, Lyra era muita areia pro caminhão do seu enteado. Então a “cessão interrogatória” começou.
— Onde vocês se conheceram? – pergunta Fofão.
— Numa festa.
— Na casa de amigos.
Responderam ao mesmo tempo. Após isso, se entreolharam, percebendo a bobagem que estavam cometendo.
— Foi numa festa na casa de uns amigos. – Lyra corrige.
— E faz muito tempo que estão juntos? – pergunta Carla.
— Três meses.
— Quatro meses.
Repetiram o erro mais uma vez. “Droga, eles vão acabar percebendo!”. Pensou Bill. “Se esse idiota não calar a boca, vai acabar estragando tudo!”. Pensou Lyra. E ela estava certa. Mais uma bola fora, e a mentira seria descoberta.
— Na verdade nós nos conhecemos há quatro meses, mas estamos juntos apenas há três meses. – e a salvadora Lyra novamente age.
As perguntas duraram mais algum tempo, até que Simone resolveu dar uma ajudinha ao casal e interrompeu, mudando de assunto. Ela queria descontrair um pouco e os chamou para mostrar a área da piscina, que havia sido reformada desde a última vez que Bill esteve ali.
Fofão tinha muitos papéis para assinar em seu escritório de advocacia, então ele se despediu de todos e se retirou. Georg queria conhecer a pousada que estava pensando em comprar pela região. Ele chamou a Carla para ir junto, mas ela preferiu ficar.
— Posso roubar a sua namorada rapidinho, priminho? – pergunta Carla, segurando na mão de Lyra. – Prometo cuidar bem dela.
Lyra olhou pro Bill, que não estava nada confortável com a situação. Mas não pôde dizer nada além de:
— Por favor, trague-a viva de volta pra mim.
— Pode deixar.
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(Contado por: Lyra)
Fiquei um pouco sem graça, pois o Bill havia me dito coisas que poderiam ser consideradas terríveis sobre sua prima. Eu não queria bancar a inconveniente e dizer que não iria acompanhá-la, então fui. À primeira vista, Carla me parecia ser uma boa pessoa, quero dizer, ela foi simpática comigo. Em nenhum momento deu sinais de que era aquela “bruxa”.
Ela me levou até seu quarto. Em cima da cama havia vários pares de sapato na cor branca, do lado esquerdo do local, tinha uma arara com inúmeros vestidos de noiva. Não entendi muito bem o motivo de ela ter me levado até ali, mas também não questionei.
— Vou me casar daqui sete dias, e precisarei de uma opinião feminina pra decidir o que usar no meu casamento. – diz ela.
— Quer que eu a ajude a escolher seu vestido de noiva? – perguntei surpresa.
— Porque não? – caminhou até a arara. – Enquanto o Bill estiver aqui, a tia Simone ficará entretida com ele e não terá tempo pra me ajudar.
— Não seria melhor pedir ajuda a um especialista?
— Será uma cerimônia simples, e não vou precisar de um especialista pra me dizer o que devo vestir num casamento à beira do mar.
— Será na praia?
Um casamento na praia à beira do mar era tudo que alguém como não poderia ter. Além do Tom não curti muito esse tipo de coisa, teríamos algumas despesas a mais para levar os convidados ao local.
— Você vai me ajudar, não vai? – perguntou.
— Claro. – respondi.
Carla começou a experimentar os vestidos, e a minha missão era dizer quais deles eram os meus preferidos. Depois iríamos descartando até chegar ao que ela usaria. Passamos algumas horas juntas, e pude perceber que ela não era mesmo aquela garota de quem o Bill havia falado. Pelo menos ela não estava deixando transparecer isso.
— Você disse que o Bill comentou sobre mim. – diz Carla. – O que foi que ele disse?
— Só que vocês costumavam competir quando eram crianças.
— E ele disse o motivo dessas competições? – se sentou ao meu lado, na cama.
— Não. – respondi, e coloquei um sapato dentro da caixa. – Mas também não me interesso por essas coisas.
Cortei o mal pela raiz, antes que ela começasse a fazer mais perguntas ou tentasse falar algo ruim sobre ele. Não estou aqui pra julgar ninguém, e só quero que os dias passem rápido pra eu poder voltar pra casa.
***
Já era noite, e inclusive era meio tarde. O sono começava a querer chegar de mansinho, e eu estava sentada no sofá da sala ouvindo as histórias de quando o Bill era pequeno. Me diverti muito, e sinceramente até acho que dá pra usar uma dessas histórias pra fazer chantagem a ele. Não, eu não estou sendo má. Só quero garantir que terei alguma carta na manga quando precisar. É errado fazer isso?
— Venha querida. – disse Simone. – Vou mostrar-lhe o quarto onde poderá descansar.
Nós subimos a escada, e seguimos por um corredor que não era tão longo assim. Pude contar e havia pelo menos umas sete portas. Simone abriu a última delas, e me deparei com um enorme e espaçoso quarto. Três paredes eram brancas, e aquela que ficava logo atrás da cama, tinha a cor vermelha com alguns detalhes em flores na cor branca. Os móveis eram escuros, e davam um ar meio rústico ao local. Era tudo muito bonito, mas tinha um problema.
Simone disse que me deixaria sozinha, então aproveitei a oportunidade e pedi educadamente que ela chamasse o Bill.
— Olha ali. – apontei.
— O quê que tem? – pergunta ele. – É uma cama de casal.
— É isso ai! – disse. – É uma cama de casal, e não somos um casal.
— Shiiii. – diz ele, indo fechar a porta. – Fale baixo. – fechou a porta e voltou. – O que você quer que eu faça? Não posso dizer pra minha mãe que iremos dormir em quartos separados.
— Diga a ela que sou virgem e que só irei me deitar contigo depois do casamento. – ele riu.
— Se esqueceu que contamos a ela que moramos juntos?
Droga! Eu havia me esquecido completamente deste “detalhe”. Mas não vou dormir ao lado do Bill nem pensar! Está sendo trabalhoso ter que mentir na maior cara dura, e ainda terei de me deitar com ele? Não mesmo!
Olhei ao redor do quarto, e avisei um sofá. Não era grande, e também não me parecia ser tão confortável quanto aquela cama enorme. Ou seja, era o lugar perfeito pra ele passar a noite.
— Tem razão. – disse. – Não podemos dizer isso a sua mãe.
— Obrigado. – pareceu mais aliviado.
— Por isso você vai dormir no sofá.
— O quê?!
— Você prefere o chão? – fui sarcástica. – Acho que não, né? O sofá me parece mais confortável que esse chão duro. E você pode acordar todo dolorido amanhã.
— Tá de brincadeira comigo?
— Olha, pra não dizer que sou tão má, vou te dar um travesseiro.
— Lyra?!
— Ok, ok. – peguei um cobertor. — Pode levar um cobertor também. Eu costumo sentir um pouco de calor à noite mesmo e não vou precisar de dois cobertores. – ele ficou me olhando. – Está me olhando assim por quê? Vai arrumar o sofá pra você dormir e não fica me amolando.
Notas finais
DSUIHDSUDHSIUHDISH
É normal, eu também pensaria isso.
Mas digam ai o que vocês acharam?
Beijos *---*
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