Proposta Indecente
6 Eu gosto de biscoitos, não de você.
Notas iniciais
Aqui estou mais uma vez para postar um capitulo pra vocês.
Muito obrigada pelos reviews que estão deixando, tá? Eu tô amando cada um deles e me divertindo muito!
Nem tenho o que falar sobre hoje, é melhor vocês lerem. DUSHDIUSHDUSH
Qualquer erro, me avisem.
Espero que gostem,
Boa Leitura ♥
Capitulo VI
(Contado por: 3º pessoa)
2º Dia
O dia amanheceu, e o relógio marcava 8h35. Lyra despertou do seu sono assim que começou a ouvir passarinhos cantando do lado de fora da casa. Ela se levantou com cuidado pra não acordar o Bill, que dormia todo torto no sofá. Sem querer, ela acabou tropeçando e caiu no chão, fazendo barulho.
— O quê? O que foi? O que houve? – Bill acorda meio atordoado.
— Calma. – diz Lyra. – Não foi nada.
— O que está fazendo ai no chão?
— Estou vendo se tem alguma sujeira. – foi irônica. – Eu cai, e é melhor você não começar a rir.
Certamente ele começou a rir, o que a fez ficar com raiva. Lyra se levanta e vai pro banheiro. Ao se espreguiçar, Bill sentiu seu corpo totalmente dolorido. Não havia dormido muito bem naquela noite graças ao sofá, e precisaria tomar uma atitude para aquilo não se repetir.
***
Ela desce as escadas com um sorriso no rosto, e encontra a Simone logo ali na sala falando ao telefone. Após desligar, a mãe do Bill lhe dá a devida atenção.
— Como foi a noite, querida? – pergunta sorrindo. – A cama estava confortável?
— Muito confortável. – responde Lyra. – Acho que eu não poderia ter dormido melhor.
Bill aparece, e a sua cara não estava tão boa quanto a dela. Sua mãe lhe faz a mesma pergunta que fez a ela, e pra não levantar qualquer tipo de suspeita, ele olhou para Lyra, abriu um sorriso falso e respondeu:
— A noite foi ótima, mãe.
— Em que sentido? – pergunta Carla, entrando na conversa.
— Não é da sua conta! – Bill foi ignorante.
— Não precisa me jogar pedras, Bill. Eu só estava querendo descontrair um pouco.
— Péssima hora pra tentar descontrair.
— Já chega, Bill. – diz Simone. – Vão tomar o café da manhã, antes que ele esfrie.
Carla chama Lyra, e as duas vão juntas para a cozinha. Elas se sentam de frente uma para a outra, e não paravam de falar sobre casamento. Georg chega pouco tempo depois, e se junta a elas.
— Querido, hoje não poderei dar tanta atenção à você e sua namorada, por que estou ajudando nos preparativos do casamento da Carla e passarei o dia inteiro resolvendo algumas coisas. – diz Simone, acariciando o rosto do filho.
— Tudo bem, mãe. – ele faz uma pausa. – Estou pensando em levar a Lyra para conhecer alguns lugares daqui. Acha que ela vai gostar de conhecer o meu lugar secreto?
— É claro! – pegou sua bolsa. – Aquele lugar é lindo, principalmente ao pôr do Sol.
***
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(Contado por: Bill)
Eu queria que a Lyra conhecesse os meus lugares favoritos, e para isso iríamos precisar de um longo dia. Quando terminamos de tomar nosso café da manhã, a chamei até o quarto. Convidei a passar um dia inteiro visitando lugares que ela provavelmente jamais esqueceria.
Assim que terminamos de conversar, ela foi se arrumar. Eu já estava vestido de uma forma confortável, pois o dia estava quente. Mas ela insistiu em querer trocar de roupa. Apareceu vinte minutos depois usando um vestido de cumprimento um pouco acima do joelho, e com estampa de flores. Nos pés usava uma sapatilha, e o cabelo estava meio preso.
Como o horário do almoço se aproximava, a nossa primeira parada seria no meu restaurante favorito. Ao chegarmos, pedi ao gerente – que também é meu velho conhecido – para nos colocar num lugar privilegiado; numa varanda com vista direta para o mar. Era um local fresco, e que dava a sensação de leveza. O garçom veio nos perguntar o que gostaríamos de pedir, e primeiramente pedi duas taças de vinho.
— O que vendem nesse restaurante? – pergunta Lyra.
— Frutos do mar. – respondi. – E eles preparam uma lagosta que é dos deuses. – ela ri.
— Não sabia que você gostava de frutos do mar.
— E não gostava até conhecer esse lugar.
Ficamos conversando, enquanto esperávamos nosso prato principal. Dividimos experiências engraçadas e constrangedoras que passamos. Lyra também me contou como conheceu seu noivo, e o quanto os dois lutaram para ficar juntos, já que ele era de outra cidade e se mudou apenas para ficar ao seu lado. Ao ouvir coisas românticas que fizeram um para o outro, pude concluir o quanto têm sorte por terem se encontrado. Também notei que seus olhos brilhavam e um sorriso bobo surgia em seus lábios toda vez que falava o nome dele.
Enquanto almoçávamos, avistei um amigo que não via há muito tempo. Nós fomos parceiros no ensino médio, e sempre saiamos juntos para tentar encontrar uma namorada. Ele estava acompanhado, o que significava que havia encontrado alguém. Ao contrário de mim, que estou mais sozinho do que nunca. Ele me viu, e veio falar comigo.
— Bill! – se aproximou. – Há quanto tempo, hein? – me levantei, e o cumprimentei com um aperto de mão.
— É verdade. O que anda fazendo?
— Me formei em medicina, fui transferido pra esse lugar maravilhoso e estou à procura de um apartamento.
— Poxa, que legal. Você sempre quis ser médico mesmo, não é?
— Sim. – respondeu. – E finalmente consegui. Mas e você, o que faz da vida?
— Tenho um escritório de design gráfico, mas ainda pretendo realizar aquele sonho de abrir uma escola de música.
A moça que estava com ele, apareceu. Devo confessar que ela era muito bonita, e não me parecia estranha.
— Se lembra da minha irmãzinha Kathy? – pergunta ele.
— Não vai me dizer que é ela? – fiquei surpreso. – Nossa, como está diferente. – Kathy ri.
— Me desculpem, eu nem apresentei a minha namorada. Essa é a Lyra.
— Olá. – diz Mike.
— Oi. – diz Lyra.
— Não querem se juntar a nós? – perguntei.
— Não iremos atrapalhar?
— Claro que não.
Eles se sentaram, e pudemos recordar os velhos tempos de colégio. E eu sabia que conhecia aquela garota, só não poderia imaginar que fosse a irmã pentelha do Mike. Quando era mais nova, ela costumava encher nosso saco para que a levássemos aos treinos de futebol, e agora havia se tornado uma bela garota. Alta, morena, rostinho de boneca e um corpo de dar inveja a qualquer pessoa. Estava muito melhor do que um dia eu poderia imaginar, e olha que já imaginei cada coisa horrível sobre ela.
Durante todo o almoço, a Lyra permaneceu meio calada. Só falava algo quando perguntávamos algo. Acho que ela não estava se sentindo tão confortável assim, já que só falávamos de coisas que ela não fazia nem idéia.
Fomos embora, e dentro do carro o silêncio tomava conta. Estávamos indo a uma sorveteria bastante conhecida.
— Está tão calada. – quebrei o silêncio. – Não gostou do almoço?
— Não é isso. – finalmente ela diz. – Eu adorei aquele lugar.
— Então porque está tão quieta? Não diz uma palavra desde que saímos do restaurante.
— Vi o jeito como olhava para a irmã do seu amigo.
— Que jeito? – olhei rapidamente para ela, e voltei a prestar atenção na rua.
— Você gostou dela.
— Tá, não vou mentir. – disse. – Ela é muito atraente.
— O problema é que sou sua namorada, esqueceu?
— Não é minha namorada de verdade.
— Mas está me apresentando a todo mundo como se fosse, e não quero sair de chifruda dessa história, ok? – parecia irritada.
Estacionei o carro, e nem ao menos havíamos chegado a sorveteria.
— Ninguém precisa ficar sabendo que sairei com ela.
— Marcou um encontro com ela? – pareceu indignada.
— Achou mesmo que eu deixaria passar uma oportunidade daquelas?
— Você é um idiota, sabia?!
— Nós não estamos namorando de verdade e eu posso sair com quem eu quiser!
— Legal, então acho melhor contarmos a sua mãe toda a verdade.
— Ficou maluca?
— Não vou ficar bancando a namorada cega, enquanto você se diverte por ai com uma qualquer!
É impressão minha ou isto está parecendo uma cena de ciúmes? Bem, seja lá o que for, fez um sorriso brotar em meus lábios. Pela primeira vez senti que alguém se importa comigo.
— Está com ciúmes de mim, Lyra? – perguntei com a cara mais sínica do mundo.
— Se enxerga, Bill! – quase gritou. – Porque eu teria ciúmes de você? – fez uma pausa. – Pessoas só sentem ciúmes umas das outras quando gostam, e esse não é o meu caso.
— Não gosta de mim?
— Eu gosto de biscoitos, não de você.
Essa foi profunda. Fiquei calado, girei a chave e voltei a dirigir. Cerca de dez minutos depois chegamos à sorveteria. Experimentamos aquelas delicias tentadoras, e ficamos por lá o restante da tarde. Paguei a conta, e seguimos para o nosso destino final.
— Que lugar é esse? – pergunta ela.
— É um mirante. – respondi. – Aqui dá pra ter uma ótima visão de toda a praia.
— Me trouxe pra ver a praia?
— Também. Mas há algo a mais que eu gostaria que visse. – olhei pro relógio de pulso. – Já vai começar.
Logo meu espetáculo favorito deu inicio. O Sol começou a se por no horizonte, dando a impressão de que estava entrando no mar. Os fachos de luz eram refletidos na água, que com o movimento das ondas, deixava a paisagem ainda mais incrível. Era praticamente impossível tirar os olhos, enquanto tudo acontecia. Olhei pra Lyra, que parecia estar hipnotizada.
— Bill, isso é... É fantástico! – ela me olha.
— Eu sabia que iria gostar.
— Nunca imaginei ver algo tão lindo assim. Sério mesmo, isso é inacreditável. – voltou a olhar na direção do mar.
— Acho melhor irmos pra casa. – disse. – Passamos o dia inteiro andando por ai, e você deve estar cansada.
— Um pouco.
— Podemos vir aqui outro dia se quiser.
— É claro que eu quero!
Entramos no carro, e voltamos pra casa.
Notas finais
Cadê as opiniões de vocês, hein, hein? USHDUSHUDIH
Beeijos:*
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