Proposta Indecente
7 Não ultrapasse a barreira!
Notas iniciais
O capitulo de hoje não é exatamente uma continuação, mas talvez possa ser considerado assim. UDSHDUISHIDUSHDIUH
Hoje o Tom vai aparecer o/
Nem tenho muita coisa pra falar, então me desculpem se tiver qualquer erro ai, e avisem. Ah, muito obrigada pelos reviews que estão deixando, suas lindas! Vou morder cada uma! -v-
Espero que gostem,
Boa leitura ♥
Capitulo VII
(Contado por: Lyra)
2º Dia à noite
Já era noite e passava da meia noite e meia. Todos na casa deveriam estar no quinto sono e sonhando com algo bom. No meu caso, eu estava virada para o lado direito, com os olhos abertos e com uma enorme vontade de beber água. Temia me levantar para ir até a cozinha e encontrar alguém por lá. Mais especificamente, alguém que não fosse da casa ou que não estivesse vivo, se é que me entendem. Vai saber o que iremos encontrar por ai, não é?
Resolvi mudar de posição na cama, e quando me virei para o outro lado, dei de cara com o Bill. Pense no coração de uma pessoa que foi parar exatamente no pescoço?! O susto foi tanto, que gritei e me levantei rapidamente. Ele também acordou, e caiu da cama com os meus gritos.
— O que você estava fazendo nessa cama?! – perguntei.
— O que as pessoas fazem numa cama? – ele responde com outra pergunta.
Bem, as pessoas podem fazer várias coisas numa cama, inclusive dormir enquanto seu lugar na verdade é o sofá! Fiquei com raiva, muita raiva! O Bill só poderia ter perdido o medo de morrer! Ele realmente não tem amor a sua vida.
— Ficou maluco?! – quase gritei. – Não deveria estar no sofá?
— Lyra, o sofá é muito desconfortável – ele se levanta. — e estou acordando todo dolorido.
— O quê que eu tenho a ver com isso? – coloquei as mãos na cintura.
— Poxa, pensei que eu poderia dormir aqui.
— Pensou errado!
— Olha, eu prometo que nem encosto em você. – diz ele. – A gente não precisa nem dividir o mesmo cobertor.
Não sou o tipo de pessoa que costuma torturar as outras, e aquele sofá parecia mesmo ser bem desconfortável. O Bill fazia aquela cara de gato manhoso, e estava praticamente implorando pra poder dormir ali na cama. Eu não queria que isso acontecesse, o que o Tom iria dizer de algo assim? Se bem que ele não está aqui pra ver, mas se eu for pensar dessa maneira toda vez que quiser fazer algo errado, vou acabar me dando muito mal.
— Tá legal. – disse, e peguei alguns travesseiros. – A partir de agora existe o meu lado e o seu lado. – comecei a fazer uma barreira. – Se não quiser aparecer na frente dos seus familiares com um olho roxo, não ouse ultrapassar um centímetro se quer, ouviu?
— Sim. – respondeu. – Não vou ultrapassar nadinha.
Depois de fazer a barreira com os travesseiros, voltei a me deitar. Só então lembrei que eu estava com sede. Me levantei outra vez, e mesmo com medo, fui até a cozinha. Estava tudo muito escuro, e isso significa que: escuro + medo + pressa = dedinho na quina de algum móvel. Bati meu pé, e fiquei pulando por causa da dor. Nunca vi algo doer tanto.
Continuei meu trajeto e finalmente cheguei sã e salva na cozinha. Procurei o interruptor e acendi a luz. Eu precisava de um copo, mas eram tantos armários, que dificultava a minha vida. Tive que sair abrindo cada um deles, até encontrar um copo de vidro com detalhes. Caminhei na direção da geladeira e a abri, pegando a jarra de água. Coloquei um pouco do liquido, o suficiente para matar minha sede, e depois guardei tudo, colocando o copo sujo na pia.
A essa altura o meu sono nem existia mais. Eu não queria voltar pro quarto e ter que ficar olhando pro teto, mas também não poderia ficar ali na cozinha. Pra ser sincera, a minha mente naquele instante estava ligada ao Tom. Sinto saudades dele e adoraria saber o que anda fazendo enquanto estou fora. Sinto falta de escutar sua voz, de sentir seus braços em torno de mim.
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(Contado por: Tom)
Não costumo perder o sono, mas desde que Lyra viajou, só consigo pensar em quando irá voltar. Onde é que ela está agora? Sei que deve estar onde dissera que estaria porque confio nela, mas não deixo de me preocupar.
Estava sentado na varanda, olhando diretamente para o céu, que naquela noite dava um espetáculo com as estrelas. Balancei a cabeça e recostei-me na cadeira. Como sempre, ou como ela havia me acostumado, estava vendo o tempo passar sem fazer nada. Tudo estava tão silencioso, que chegava a me assustar.
Caramba, eu me sentia bem quando ela viajou naquela manhã. Pelo menos achava que estava. Mas pouco depois do telefonema dela avisando que chegara bem, talvez uma hora ou por aí, alguma coisa me fez pensar em como eu resistiria esses cinco dias afastado de todo seu carinho.
Eu a amo, e disso tenho plena certeza. Lyra não só era linda e encantadora, mas também tinha se tornado minha fonte de estabilidade. Após um dia difícil de trabalho, ela era a primeira pessoa para quem eu telefonava. Ela me ouvia, ria nos momentos certos – e errados também -, e tinha um sexto sentido para saber como eu estava me sentindo.
Mas, mais do que isso. Eu admiro a maneira como ela sempre dizia o que pensava. Me lembro de que, depois de termos saído juntos algumas vezes, lhe disse o que costumava dizer a todas as mulheres com quem ficava – que não estava preparado para uma relação fixa. Ao contrário das outras, contudo, Lyra apenas concordou com a cabeça e disse “Tudo bem”. Porém, a caminho da porta, ela virou o corpo e acrescentou:
— Mas o seu problema não sou eu, nem a sua liberdade, nem o que quer que esteja pensando. O seu problema é que você está sozinho. Seu pai fez o nome Winter ficar famoso, e provavelmente você passou a vida inteira sendo comparado pelas pessoas a ele. Você nunca foi você mesmo. É uma vida que faz você se sentir vazio por dentro, e você está procurando alguém que em um passe de mágica consiga preencher esse vazio. Mas ninguém pode fazer isso, a não ser você mesmo.
Essas palavras ficaram comigo naquela noite e na manhã seguinte ainda soavam verdadeiras. Meu pai era um bom pianista, e conquistou muita gente pelo jeito que tocava. Mas eu não era assim. O meu negócio era mesmo a guitarra, e desde que comecei a dar aulas num colégio privado, e as pessoas descobriram meu sobrenome, exigiam muito mais de mim.
Liguei pra ela de novo, pedi uma segunda chance, e depois de alguma insistência ela cedeu, ainda que relutante. Nos quatro anos em que namoramos, ela tinha se tornado tudo que eu sempre quis, e sei que devo dar muito valor a isso.
Meus pensamentos estavam longe, quando ouvi o telefone tocar. Pelo horário, só poderia ser algo muito ruim. Ninguém liga pra casa dos outros há essa hora pra dar uma noticia boa. Me levantei rapidamente, entrando em casa, indo para a sala, onde atendi o telefone.
— Alô? – atendi, já esperando pela má noticia.
— Te acordei, não foi?
Soltei um suspiro de alivio. Como era bom poder ouvir a voz dela novamente, senti até meu coração acelerar.
— Não consegui dormir por que estava pensando em você. – disse, e me sentei no sofá. Ela riu do outro lado da linha.
— Também não consigo parar de pensar em você.
— Sinto tanto a sua falta. Essa casa não é a mesma coisa sem você.
— Não fale assim, porque é bem capaz d’eu pegar o primeiro vôo amanhã e voltar pra casa.
— Então faça isso! Vem logo pra casa, pra nossa casa.
— Você sabe que se eu pudesse com certeza faria.
Desejei estar ao lado dela nesse exato momento. Nunca pensei que amaria tanto uma pessoa quanto ela. É surreal.
— O que anda fazendo enquanto estou fora? – pergunta ela, com aquela voz doce.
— Pra não dizer que não estou fazendo nada, hoje cedo fiz uma longa caminhada pela lagoa.
— Não acredito que fez isso sozinho! – pareceu surpresa. – O mundo deve estar prestes a acabar, não é?
— Muito engraçada você.
Aquela foi a primeira vez que fiz algo sem a Lyra, que eu só fazia com ela. Não foi tão divertido assim, mas pelo menos pude me distrair um pouco, vendo toda a paisagem das montanhas, as árvores balançando com o vento, e aquele cheiro de planta que, por mais incrível que pareça, eu gosto de sentir.
— Tô pensando em ir amanhã pra casa do meu tio. – disse, após uma pausa.
— É bom, por que você não fica sozinho e se distrai.
— Acho que farei isso mesmo.
Conversamos por poucos minutos. Estava tarde e ela com certeza precisaria acordar cedo pra trabalhar, e eu não queria ser o motivo de sua preguiça. Nos despedimos e um minutos depois de ter colocado o telefone no gancho, eu estava sentindo mais saudades que antes.
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(Contado por: 3º pessoa)
Lyra retorna ao quarto. Bill dormia abraçado a um travesseiro e tinha um leve sorriso nos lábios. Demoraria algumas horas até que o Sol começasse a nascer, e o melhor que ela poderia fazer era se deitar e tentar dormir. Foi o que fez. O problema é que não conseguia pegar no sono. Se sentia mal por estar mentindo descaradamente pro Tom. Ele, tão inocente acreditando que ela está numa viajem de negócios, enquanto está fingindo ser namorada do seu chefe e pra completar ainda tem que dividir a cama com o rapaz.
Notas finais
Comentem, comentem *---*
Beijos:**
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