Proposta Indecente

8 Terapia de casal.


Notas iniciais
Heeeey girls!!

O capitulo de hoje tá tãaao fofo! Sério mesmo, eu adorei escrevê-lo e acho que vocês também vão adorar ler cada pedacinho dele.
Bom, resolvi colocar uma música pra ficar mais legal o negócio. O nome é: Everything You Want - Boyce Avenue.
http://www.youtube.com/user/boyceavenue#p/search/0/lInyN-BKEcc

Eu SUPER recomendo essa banda pra vocês .. as músicas deles são muito boas, e os covers também .. E até acho que vou usar algumas músicas deles por aqui em alguns capitulos ..

Me desculpem pelos erros, e avisem ..

Espero que gostem,
Boa Leitura ♥

Ele é tudo que você quer
Ele é tudo que você precisa
Ele é tudo dentro de você
Que você gostaria de ser
Ele diz as coisas certas
Na hora certa
Mas ele não significa nada para você
E você não sabe o porquê

Capitulo VIII

(Contado por: 3º pessoa)

3º Dia

Era por volta das 16h30. Carla e Lyra estavam sentadas no sofá da sala, folheando algumas revistas sobre casamento. Alguns detalhes ainda precisavam ser resolvidos, e tudo deveria sair perfeitamente como a noiva desejava. Elas procuravam por algo especifico: lembrancinhas. Esse negócio de entregar aos convidados um casal de noivinhos, ou algo semelhante, era muito clichê. Tinha que ser algo diferente e que chamasse atenção. Algo que fosse... Praticamente único. A dona Simone, que não fazia nada de tão interessante, resolveu se juntar às duas.

Georg e Bill se encontravam na sala de jogos. Eles jogavam sinuca, apostando certa quantia em dinheiro. O clima estava meio quente, e os meninos estavam apenas de calça. Suas blusas foram colocadas em cima de uma poltrona.

— Pretende se casar com a Lyra? – pergunta Georg, enquanto executava sua jogada.

— Não sei. – responde ele, observando o movimento que as bolas faziam ao baterem nas laterais da mesa. – Acho que é um pouco cedo para falarmos sobre isso.

— Tem dúvidas de que ela seja a mulher certa pra você? – deu alguns passos, tentando encontrar a melhor posição para a próxima jogada.

— Não é isso. – Bill sentou-se num banco próximo ao bar. – A Lyra é... É uma pessoa incrível, mas...

— O quê? – Georg parou o que estava fazendo só pra prestar atenção.

— Nada. – se levantou. – Você errou e é a minha vez de jogar. – mudou de assunto.

Mais alguns minutos ali jogando, e o Georg acabou vencendo a partida. O combinado era que, além do dinheiro, o perdedor deveria pagar um jantar naquela noite, num restaurante que seria escolhido pelo vencedor. Bill não achou tão justo assim, e pediu uma revanche. De qualquer forma, ele não tinha alternativa a não ser aceitar o combinado.

Enquanto isso, as meninas continuavam na busca pela lembrança de casamento perfeita. Eram tantas revistas, e tantas coisas, que elas acabavam se distraindo com outros assuntos.

— Lyra, você e o Bill já...? – Carla pergunta.

— Já...? O quê? – ela havia entendido, mas não tinha certeza se escutara mesmo aquilo.

— Não seja boba. – diz Carla, passando uma página da revista. – Sabe muito bem o que eu quis dizer.

Simone ficou olhando, esperando por uma resposta.

— Ah... – Lyra gaguejou. — Não. – ela riu, tímida.

— Fala sério? – Carla pareceu surpresa. – Vocês nunca fizeram nada?

— Os meus pais são conservadores demais, e não aprovariam esse ato antes do casamento. – inventou uma desculpa.

— É a primeira vez que ouço uma garota dizer isso. – diz Simone. – E fico orgulhosa em saber que o Bill encontrou alguém como você. – novamente Lyra sorri sem graça.

— Isso significa que pretendem se casar?

— Estamos apenas namorando, Carla. É um pouco cedo para falarmos sobre casamento.

— Tem razão. – Simone volta a folhear a revista em suas mãos. – Vocês são jovens e tem muita coisa pela frente.

***

(Contado por: Bill)

Estava pronto, e apenas esperava que a Lyra terminasse de se arrumar para irmos ao restaurante. Porque mulheres demoram tanto a se vestirem? É só escolher uma roupa, um sapato, secar os cabelos e pronto! Não há segredo pra esse tipo de coisa, mas mulher gosta de complicar tudo.

Ficava olhando pro relógio de dois em dois minutos, e nada dela aparecer. Só pode estar de brincadeira! Onde essa garota se meteu? Comecei a andar de um lado para o outro na sala, enquanto isso o Georg e a Carla nos esperavam dentro do carro. Mais um minuto, e eu iria até o quarto pra saber se havia acontecido algo grave.

Quando estava prestes a soltar o primeiro grito, ela aparece no topo da escada. Usava um vestido de comprimento curto, mais ou menos um palmo acima do joelho; era justo, de manguinha curta, vermelho com detalhes em renda preta; nos pés um salto relativamente alto, na cor preta; os cabelos estavam presos num penteado, com poucas mechas soltas; a maquiagem era leve, e o destaque ficou inteiramente para os seus olhos.

Uau! Pensei. Ela estava... indescritivelmente linda. Não pode ser a mesma pessoa que trabalha comigo todos os dias. Lyra veio descendo as escadas com certo cuidado para não cair. Estava chegando aos três últimos degraus, quando ofereci minha mão para ajudá-la a terminar de descer. Logo senti seu perfume, que impregnou minhas narinas. Era um cheiro agravável.

— Você... Está linda. – disse.

— Obrigada. – responde, com um sorriso. – Não acha que o vestido está muito curto?

— Não, está perfeito.

***

Chegamos ao restaurante, e o gerente fez questão de nos acompanhar até a mesa onde ficaríamos. Era um lugar sofisticado, mas ao mesmo tempo simples o que nos deixava bem mais a vontade. O garçom veio nos perguntar se já gostaríamos de fazer os pedidos, mas preferimos apenas experimentar um pouco do vinho. O prato de entrada poderia ficar pra depois.

Conversa vai, conversa vem, algumas risadas pra cá, outras pra lá, e os assuntos pareciam não querer acabar. Tudo estava perfeitamente bem, quando a Carla resolve nos colocar numa saia justa.

— Sabe o que é mais engraçado? – diz ela. – Desde que chegaram ainda não vi os dois se beijarem.

Imediatamente olhei pra Lyra, que ficou calada sem saber o que dizer. Qualquer coisa que disséssemos e que desse alguma pista de que não somos um casal, poderia estragar a noite e quem sabe o restante da viajem. Minhas mãos suaram, e a Lyra continuava me olhando como quem quisesse dizer “faz alguma coisa agora!”.

— Somos reservados e preferimos fazer essas coisas quando as pessoas não estão olhando. – disse, e quase soltei um suspiro de alivio.

— Sei. – diz Georg. – Vocês são estranhos e nem parecem um casal.

— Porque não? – pergunta Lyra.

— Não demonstram carinho um pelo outro. – diz Carla. – Na maioria das vezes estão distantes, e são frios.

Sério? Talvez seja porque nós NÃO SOMOS UM CASAL! Não vamos ficar fazendo caricias em público, nem iremos falar um com o outro com voz de criança, ou sair distribuindo apelidos fofos. Além do mais, se eu estiver a fim de perder a vida, eu faço tudo isso com uma garota que está noiva. Nem pensar!

— Houve um tempo que ficamos assim também. – Carla bebe um pouco do seu vinho.

— E o que fizeram para mudar e melhorar? – pergunta Lyra.

Fiquei espantado com a pergunta da Lyra. Porque ela estaria interessada em “mudar” ou “melhorar” algo num relacionamento que não existe? Estranho. Muito estranho.

— A Carla me obrigou a fazer terapia de casal. – diz Georg, e nós rimos.

— Nós precisávamos daquilo! – diz ela. – E resolveu nossos problemas.

— Que bom. – disse. – Mas nós não precisamos de terapia.

— Foi algo tão bobo. – Carla continuava. – E aposto que vocês iriam adorar.

Deus faça a Carla fechar a boca! O que ela pretende nos falando sobre sua terapia? Acha que iremos fazer uma também, é isso?

— Como foi? – Lyra começa a se interessar pelo assunto.

— Lyra?!

— Só fiquei curiosa. Calma, Bill.

— Nosso terapeuta fez um jogo bem simples e que nos ajudou bastante, e até hoje o fazemos quando precisamos. – disse Carla.

— Que tipo de jogo?

— Basta se olharem e dizerem exatamente TUDO que admiram um no outro.

Que loucura é essa?! Que tipo de terapeuta faz um jogo idiota como esse para resolverem os problemas dos outros? Olha, eu sinceramente acho que vocês desperdiçaram dinheiro à toa. Não precisa de um terapeuta pra dizer o que você gosta no seu parceiro, faz isso em casa. É mais econômico.

— Porque não experimentam? – Carla insiste.

— Não. – disse. – Nós não iremos fazer isso.

— É divertido. – continuava insistindo.

— Estamos num restaurante, e as pessoas podem achar estranho. – Lyra se manifesta.

— Meu amor, eles não estão a fim de fazer esse jogo idiota. – diz Georg, tentando nos ajudar.

— Está com medo de não conseguir, não é Bill?

Esse é o tipo de pergunta que ela costumava fazer sempre que eu tinha medo de algo e não queria fazer de maneira alguma. E no final acabava me vencendo pelo cansaço. A Carla insistiu tanto, encheu tanto meu saco, que mais uma vez cedi a algo que não deveria nem passar pela minha mente.

Não bastava falar tudo o que gostávamos um no outro, ainda tínhamos que ficar olhando dentro dos olhos. Posso com uma coisa dessas? O que devo dizer? Ela é minha secretária! Na indecisão, e talvez com receio de falar algo errado, preferi deixar que ela começasse.

— Está pronto? – pergunta Lyra.

— Pode começar. – disse. Mas eu não estava nem um pouco preparado

— Bom... – ela pensa um pouco. – Eu adoro o seu sendo de humor. – eu ri discretamente. – Adoro quando começa a contar suas histórias e experiências, por que elas são sempre divertidas. – olha para um dos lados, meio tímida e volta a me olhar. – Eu adoro que... Secretamente você tenha um coração imenso. – minhas pernas tremeram nesse instante. – E ele é cheio de... Bondade. Humildade.

— E sangue. – tentei descontrair, por que estava tendo estranhas sensações.

— Claro, ele é cheio de sangue. – ela ri. – E-Eu não sei... Acho que você é uma boa pessoa e... Eu realmente gosto... Realmente amo ficar perto de você.

Ela havia terminado, e eu não queria que fosse a minha vez.

— É isso ai, fim de jogo. – disse.

— Bill! – diz Carla.

— É a minha vez? – perguntei. Eu queria fugir dali. – Gostaria de começar dizendo que eu amo... Todas as vezes que você fica brava. – nós rimos. – Sabe o que eu amo? De verdade?

— O quê? – pergunta ela.

— A maneira como você costuma fazer tudo pelas pessoas sem esperar algo em troca. – continuei. – Quando eu digo “obrigado”, você ouve? – ela ri. – Isso é muito... Fofo. – Lyra abaixa um pouco a cabeça, em seguida a levanta. – E eu amo... Eu amo... – as palavras fugiram, mas eu precisava continuar. – Você é a única pessoa pra quem eu nunca mentir na vida. – ela parece surpresa. – Juro por Deus! Confio em você mais do que qualquer um nesse mundo. Você conhece todos os meus segredos. – mais uma vez ela acha graça. – Amo seu sorriso. – não poderia me esquecer disso. – Seu sorriso é... Mágico. – as bochechas dela ficam vermelhas. – Quando estou trabalhando em algum projeto, tudo que penso é “faltam 15 minutos, apenas 15 minutos pra eu ver aquele sorriso outra vez”. – suspirei. — É esse sorriso que começa o meu dia.

Eu já tinha falado tudo que era pra ser dito. Ficamos olhando um para o outro, sem dizer mais nenhuma palavra. O momento de silêncio foi interrompido quando a Carla começou a comentar sobre algumas coisas que não tinham nada a ver com o assunto. Pelo menos nos livrou daquele constrangimento. Notei que o resto da noite ficou meio estranho, mas soubemos aproveitá-lo do melhor jeito.

Notas finais
E ai, o que vocês acharam do capitulo?
Ficou bem fofinho, não ficou? *---*
Cadê as opiniões? USHIDUSHUIDHSH

Beijos:**