Proposta Indecente
9 Isso, estraga tudo, seu idiota!
Notas iniciais
Bom, hoje vai ter uma música fofa que eu adoraria que vocês escutassem enquanto leem o capitulo inteiro. Sério mesmo, vale a pena fazer esse pequeno esforço de abrir o link, esperar o video carregar, e começar a ler ao som de Boyce Avenue - Find Me.
http://www.youtube.com/user/boyceavenue#p/u/9/CBJ2TRkj_ms
Se preferirem, podem aguardar um pouquinho e só colocar a música lá pro final, quando tudo começa a ficar bem fofo *suspira.
Enfim, me desculpem pelos erros e avisem.
Espero que gostem,
Boa Leitura ♥
Eu quero estar onde você está
Em tempos de necessidade eu só quero que você fique
Deixo uma nota em seu carro
Quando eu não consigo encontrar as palavras certas para dizer
........
Encontre-me, aqui em seus braços
Agora eu estou me perguntando onde você sempre esteve
Cegamente, eu vim para você
Sabendo que você respiraria uma vida nova de dentro
Capitulo IX
(Contado por: Bill)
3º Dia à noite...
Ficamos um bom tempo jogando conversa fora ali no restaurante. Estava na hora de voltar pra casa, e como a noite estava quente, Lyra achou que seria uma boa idéia se voltássemos andando pela areia da praia. Carla e Georg queriam chegar rápido em casa para descansarem, então foram de carro.
Caminhávamos lado a lado. Ela, com os braços cruzados e segurando os sapatos nas mãos. Eu, tentando aquecer as mãos, coloquei as mesmas dentro dos bolsos da calça. Não falávamos absolutamente nada, apenas apreciávamos o som que as ondas faziam. A única iluminação vinha da Lua e das estrelas.
— Acha mesmo que tenho um bom coração? – perguntei, quebrando o silêncio.
— Claro que tem. – responde ela. – Apesar de estar mentindo e me obrigando a fazer o mesmo, sei que não tem má intenção. – eu ri.
— Desde que chegamos, eu... Não agradeci por tudo que está fazendo por mim.
— Não precisa me agradecer, Bill. – ela me olha. – É pra isso que servem os amigos.
Não disse nada de imediato. Somos amigos e essa sim é uma realidade. O restante do caminho continuamos calados, até chegarmos. Eu não estava com nenhum pouco de sono, e ela também não. Resolvemos ficar sentados na areia por um tempo, ou até pelo menos o sono aparecer.
Estar ao lado da Lyra, mesmo sem dizer nada, era agradável. Sua presença atraia boas vibrações, e me fazia sentir bem. Eu estava sem graça, e pelo que notei, ela também não estava tão à vontade assim. Deve ter sido o jantar. Aquela maldita terapia que a Carla nos impôs não está tendo um bom resultado agora.
— Sério mesmo que você nunca mentiu pra mim? – pergunta ela, finalmente.
— É inacreditável, mas sim. – disse. – Você é a única pessoa pra quem nunca contei uma mentira se quer. – continuei olhando pro mar. – E nem sei por quê.
— Porque você confia em mim.
— É, eu confio muito em você.
Confiança. Esta ai uma coisa que eu não havia notado. Quero dizer, desde que a Lyra foi trabalhar comigo, tive que estabelecer um certo limite de confiança em chefe e funcionária. Mas... Ela é tão cativante, tão... Meiga, que não conseguir manter esse limite. No primeiro aperto e na primeira mentira, precisei recorrer a ela, que me ajudou sem pedir nada em troca. Acho que parte do sucesso da empresa eu devo a ela, por estar sempre ao meu lado me dando seu apoio que foi e ainda é muito importante.
— Se lembra do Jerry? – pergunta ela.
— Como eu poderia me esquecer daquele maldito traidor?
Jerry foi meu funcionário por alguns anos. Numa época em que estávamos com um projeto que levaria a empresa para outro nível, ele decide “roubar” e vender a nossa idéia para o concorrente. Acabamos perdendo um dos melhores prêmios, e de quebra ainda perdemos um ótimo editor, que acabou não fazendo tanta falta assim.
— Ele abriu seu próprio escritório no Japão, com ajuda de um importante empresário. – diz ela.
— Aquele desgraçado finalmente conseguiu o que tanto queria.
— Há duas semanas ele me ligou.
O Jerry ligando pra Lyra? Que história é essa? O que ele quer com ela? Perguntei, e a resposta não foi tão agradável assim.
— O Jerry ta precisando de uma secretária particular, então ele me fez o convite.
— O quê? – não acreditei.
— Fora o salário generoso, ele também me ofereceu um lugar pra morar, com todas as despesas de água, luz... Essas coisas, tudo pago pelo escritório.
— Que filho da mãe! – fiz uma pausa. – Aquele traidor quer tirar você de mim?! – ela me olha. – Digo... – gaguejei um pouco. — Ele quer tirar você da empresa?! – ela suspira. – E... Você aceitou a proposta?
— Ainda não. – respondeu, e fiquei mais aliviado. – Tenho um prazo pra pensar.
— Lyra, você não pode aceitar. – se fosse preciso, eu iria implorar. – E-Eu... Eu dobro a oferta dele, triplico! Faço qualquer coisa pra você não abandonar o barco agora!
— Bill... – ela segura minha mão esquerda. – Acha que eu seria capaz de te deixar?
Pensando bem, não. Ela não teria a coragem de fazer uma coisa dessas comigo. Seria injustiça demais, e eu não saberia como comandar aquele lugar sem sua ajuda.
— Relaxa. – diz ela. – Te abandonar, só em último caso.
— E o que vai dizer a ele?
— Direi que tenho o melhor chefe do mundo, e que não preciso das coisas que ele me ofereceu.
Na verdade, se for parar para pensar, ela precisa sim. Se o Jerry conseguiu abrir um escritório com a ajuda de um super empresário, o negócio deve ser ótimo e também deve pagar muito bem aos funcionários. Uma secretária particular ganharia muito mais, e com todas essas regalias, seria o emprego perfeito! Talvez seja minha obrigação dizer que tenho sorte por tê-la encontrado.
Ficamos ali sentados apreciando o espetáculo que a noite fez questão de nos mostrar. Não era Lua cheia, mas a Lua estava enorme e linda. O céu mais estrelado que nunca.
— Promete que não vai me abandonar nem por um milhão de euros? – disse a ela.
— Nossa! – diz ela. – Um milhão de euros é muito bom, hein? – nós rimos. – Eu poderia pensar nesse caso.
— Como é que é?
— Não é sempre que as pessoas nos fazem esse tipo de proposta, e temos que aproveitar as oportunidades.
— Se venderia por míseros euros?
— Me ofereça esses “míseros” euros – riscou as aspas no ar -, e veremos se me vendo ou não. – rimos novamente.
— Sabe que se você for embora, não poderei mais ver o seu sorriso, não é?
O sorriso que estava formado em seu rosto, se fechou. Ela ficou sem graça, desviou seu olhar do meu, e abaixou a cabeça. Nem eu estava entendendo o motivo de estar dizendo aquelas coisas. Saiu involuntariamente, e se eu pudesse voltar atrás, teria ficado calado.
— Foi mal. – disse.
— Porque você ainda ta sozinho, Bill?
Suspirei. Se eu soubesse a resposta, com certeza teria falado. Mas não faço a menor idéia. Talvez não seja o momento certo para estar com alguém, ou porque não encontrei a pessoa certa pra isso.
— Não sei. – respondi. – Acho que... Ainda não encontrei alguém que fizesse eu me sentir de um jeito diferente.
— De uma forma especial.
— É. – suspirei novamente. – Não quero ficar com uma pessoa só pra dizer que estou acompanhado, sabe? Quero... Quero poder dizer que ela é a razão pelo qual eu acordo todos os dias, o verdadeiro motivo que faz meu coração acelerar com um simples sorriso. Quero... Quero que seja algo... Inexplicável.
— Você vai encontrar essa pessoa. – eu ri. – Ou talvez ela esteja mais perto que nunca.
— Não sei não. – comecei a fazer desenhos na areia. – Às vezes é meio difícil de acreditar nisso.
— Porque acha isso?
— Ela não é completamente livre.
— Ela? Significa que existe alguém?
— N-Não.
— Como não? Acabou de dizer!
— Não disse nada. Você que entendeu errado.
— Me conta! Quem é a sortuda?
— Já disse que não existe isso. Foram só palavras ditas erradas.
— Sei. – não acreditou muito em mim.
Achei que estava ficando tarde demais. Sugeri que entrássemos em casa, e fossemos dormir. Lyra concordou. Me levantei primeiro, e ofereci minha mão para que ela pudesse se levantar com mais facilidade. A puxei, com certa força, fazendo com que Lyra se levantasse rapidamente, e seu corpo viesse de encontro ao meu.
Iríamos cair juntos, se eu não tivesse me equilibrado. Por impulso, eu a abracei. Algumas mechas de seu cabelo estavam no rosto, por causa da rápida atitude. Com a mão direita, afastei as mechas. Notei que seus olhos brilhavam e refletiam a Lua. Aquela foi a primeira vez que reparei na cor deles.
Outro ato de puro impulso me fez aproximar meu rosto do seu. Os olhos dela se fecharam. Em seguida foram os meus. Senti seus lábios macios, e junto apareceram estranhas sensações. Coisas que eu não havia sentido com nenhuma outra pessoa. Era... Inexplicável.
Pouco depois, Lyra me empurra. E ai vem a pior parte, quando ela me dá um tapa no rosto.
— Me beija outra vez, e eu juro que não vai sobrar um dente se quer dentro dessa sua boca!
Sinceramente, fiquei com medo dessa ameaça. E após o tapa, percebi a verdadeira burrice que acabei de cometer. Ela começou a caminhar em direção a casa, e fui atrás.
— Lyra! – chamei, e ela continuava andando. – Lyra, espera! – segurei em seu braço quando a alcancei. – Me desculpa!
— Você perdeu o juízo, foi?
— Desculpa! – disse novamente, e ela se desvencilhou. – E-Eu... Foi por impulso.
— Faça o favor de controlar seus impulsos quando estiver perto de mim.
Ela deu as costas e entrou em casa. Coloquei as mãos na cabeça, e me xinguei em pensamento.
***
Entrei no quarto, e ela estava terminando de arrumar a cama para dormir. A barreira feita de travesseiros no meio da mesma estava pronta. Mas depois do que aprontei, acho que não dá pra ficar ali.
— É melhor... Eu dormir no sofá. – disse, indo pegar o travesseiro.
— É, talvez seja melhor mesmo.
Arrumei minhas coisas, fui ao banheiro pra tomar um banho rápido, e voltei ao quarto. Me deitei no sofá desconfortável, e tentei me acomodar. Virei pra um lado, virai pra outro, e cada posição parecia pior. Só sei que fiquei de barriga pra cima, e não consegui dormir. Sinais de que o dia amanheceria em poucas horas começavam a aparecer, e ela não saia dos poucos pensamentos que vinham em minha mente.
Notas finais
Seguiram meu conselho e escutaram a música? DUSHDUSIHDIUSDUSH
Reviews, onde vocês estão?! UISHDHSIH
Beijos:**
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