Proposta Indecente

10 Muito mais do que eu imaginava.


Notas iniciais
Oi, oi *-*
Eu demorei um pouquinho né? É que esses dias andei com um pouco de preguiça e alguns probleminhas ai .. Mas estou de volta pra continuar a história..

Esse capitulo é muito fofo, cara! Sério mesmo, as coisas começaram a esquentar -v-
A música de hoje é: Change Your Mind - Boyce Avenue ..
http://www.youtube.com/user/boyceavenue#p/u/10/rZ7ElrN0d4Q

Não tem jeito, eu viciei nessa banda e nas músicas. SDHDISUHDIUSHDSUH
Me desculpem pelos erros, e avisem.

Espero que gostem,
Boa Leitura ♥

Aí está você com seu jeito perfeito
Você tem aquele brilho nos olhos
Ouvir uma palavra já faria o meu dia
mas não há lugar para mim em sua vida

...

Se eu pudesse mudar sua mente
como você iria me querer?
Você diria que precisa de mim?
Porque eu preciso de você agora

Capitulo X

(Contado por: Lyra)

4º Dia

Acordei, e o Bill não estava. Arrumei a cama, entrei no banheiro e fiz minha higiene matinal. Sai do quarto, indo em direção à cozinha. O pessoal já estava reunido, tomando o café da manhã. Cumprimentei todos, e me sentei ao lado do Bill, que era o único lugar livre. Ele me olha, em seguida desvia seu olhar do meu.

Devo dizer que o clima não era o melhor de todos. Eu não sabia o que dizer, pois estava meio confusa com os acontecimentos da noite anterior. Pra ser bem sincera, eu também não tinha muito coragem de olhá-lo. Vergonha, talvez.

— A terapia de ontem resolveu os problemas de vocês? – pergunta Carla.

— Que problemas? – pergunta Simone.

— Não há problema algum. – diz Bill, pegando o lenço e colocando-o em seu colo.

— Que tipo de terapia vocês fizeram? – pergunta Fofão, comendo um pedacinho de queijo.

— Foi uma idiotice que a Carla nos obrigou a fazer. – Bill coloca um pouco de suco no seu copo.

— Não obriguei ninguém a fazer nada. – ela se defende. – E você bem que gostou de falar e escutar aquelas coisas.

— Por favor, não comecem logo agora! – Simone fala mais grosso.

Aquela definitivamente não era uma das melhores manhãs. Ainda bem que essa viajem está chegando ao fim, e logo estarei de volta aos braços daquele que não deveria ter saído. Maldita hora que resolvi aceitar essa proposta do Bill, e tudo por quê? Por um aumento de salário no fim do mês. Essas situações constrangedoras estão me saindo caras demais.

— Bill, você tem algum programa pra hoje? – pergunta Georg.

— Não. – responde ele. – Por quê?

— Vamos sair pra pescar. – diz Fofão. – Não quer vir junto?

Pescar. Tá ai uma coisa que eu nunca fiz na vida. Achei bem interessante esse programa, e até me convidaria pra ir junto. Mas pelo visto é algo somente para garotos. E além do mais, não quero ficar tão perto assim do Bill. Quanto mais longe dele, melhor.

— Tá legal. – diz Bill. – Vou colocar uma roupa mais confortável e encontro vocês lá fora. – ele se levanta da mesa e se retira.

— Pode vir com a gente se quiser, Lyra. – diz Georg.

— Obrigada, mas eu prefiro ficar com as meninas. – respondi.

***

(Contado por: 3º pessoa)

Lyra se sentou numa cadeira que estava na varanda do quarto, e ficou observando o mar. A brisa suave fez com que ela fechasse os olhos e tentasse relaxar um pouco. No instante seguinte ela pôde ver perfeitamente o exato momento que Bill encostou seus lábios e a beijou. Um arrepio percorreu seu corpo, e uma sensação estranha fazia com que ela se sentisse ainda mais confusa em relação aos seus sentimentos por Tom. Será que eu gostei? Perguntou-se.

— Não Lyra, você não gostou. – disse a si mesma, abrindo os olhos.

— Deu pra falar sozinha agora? – pergunta Carla, aparecendo e assustando um pouco a Lyra. – Desculpa, é que a porta estava aberta e não achei que estivesse fazendo algo errado.

— Sem problemas. – ela se ajeita no lugar.

— No quê estava pensando? – Carla se senta na outra cadeira, bem ao lado.

— Nada importante.

— Tem certeza?

Se não era tão importante assim, por que incomoda tanto? Isso é tão estranho, e não deveria estar acontecendo. A cada segundo várias perguntas vinham em sua mente. Ela precisava conversar com alguém, mas não tinha certeza de que a Carla era a pessoa mais indicada pra isso. E se ela contasse toda a verdade e estragasse com os planos do Bill? Acabaria magoando a Simone, que está sendo tão boa e a trata com tanto carinho. Não, ela não queria magoar a “sogra”. Mas guardar aquilo pra si não iria resolver muita coisa. Tinha que desabafar, e a única que poderia escutá-la era a Carla.

— Pode confiar em mim. – diz Carla, segurando sua mão.

— O Bill... – ela pensou se deveria mesmo continuar. – O Bill me beijou.

— Sério? – ela ri. – Mas isso é a coisa mais normal do mundo, já que são namorados, não acha?

— É que...

— A não ser que a sua religião também não permita esse tipo de coisa?

— Não! Quero dizer... Não é isso. – ela se atrapalha um pouco. – Vou te contar tudo.

***

Uma tarde inteira de pesca era tudo que Bill precisava pra tentar esquecer certas coisas. Mas ultimamente alguns pensamentos teimavam em permanecer em sua mente. Quanto mais ele tentava, menos conseguia. O flashback daquele beijo aparecia der repente, e o fazia se perder em devaneios.

— Acho que você pegou algo bom. – diz Georg.

“Pegou algo bom”? Que tipo de vocabulário é esse quando se trata de uma garota? Ela não é um objeto! Pensa Bill.

— Pra sua informação, eu não peguei nada! – diz Bill. – Não é como um objeto.

— Tanto faz. – Georg continua. – Você tem muita sorte.

— É, eu tenho mesmo muita sorte. – um sorriso bobo surge em seus lábios.

— Deve ser uma delicia, não é? – Fofão participa da conversa.

— O que é isso? – Bill fica indignado. – Tenha mais respeito por favor.

— Só estou dizendo que esse peixe deve ser uma delicia depois de preparado.

— Esperai. – Bill começa a prestar atenção na conversa. – Do que vocês estão falando?

— Do peixe. – diz Georg. – Do que mais poderia ser?

Ele estava tão distraído, que nem ao menos percebeu quando foi que a conversa se iniciou. Não fazia nem idéia de onde haviam começado. Talvez ele tivesse “prestado atenção” somente no meio, e se confundiu todo pensando que estavam falando da Lyra.

À NOITE, NA SALA DE JOGOS...

O jogo daquela noite era dominó. Como sempre, os rapazes gostavam de jogar apostado, para terem o prazer de ver seu adversário pagando uma boa quantia em dinheiro, um jantar num bom restaurante, ou até mesmo aquele mico básico que ninguém conseguiria esquecer.

Fofão não gostava muito desse tipo de jogo, pois não conseguia vencer dos “profissionais”, como os meninos mesmo costumam se autodenominar. Ele preferiu ir verificar se aquele peixe que eles haviam pescado mais cedo, estava ficando pronto.

— Agora que ele já foi, você pode me contar o que ta acontecendo. – Georg joga uma peça.

— Não ta acontecendo nada. – Bill observa o jogo e em seguida faz sua jogada.

— Eu não nasci ontem, Bill. Você está estranho desde cedo, e tenho certeza que aconteceu alguma coisa.

Contar toda a verdade pro Georg poderia lhe trazer um problema, mas a viajem estava praticamente acabando. Se descobrissem agora, ele acabaria negando e tudo ficaria por isso mesmo.

— Tá legal. – diz ele, finalmente cedendo. – Eu vou te contar, mas tem que prometer que não contará pra ninguém!

— Ok, eu prometo. – eles fazem uma pausa no jogo.

— Ontem à noite... Eu beijei a Lyra.

— É só isso? Você beija sua namorada e ninguém pode saber? Que tipo de namoro é esse, hein?

— Nós não estamos namorando.

— Esperai Bill, também não precisa exagerar. – ele ficou preocupado. – O negócio da terapia era pra ser só uma brincadeira.

— Não tem nada a ver com a terapia. – Georg solta um suspiro de alivio. – Na verdade... A Lyra nunca foi minha namorada. Pedi a ela que fingisse ser alguém que não é só pra eu poder impressionar a família.

— Como assim?

— Ela é a minha secretária.

— Cara, que loucura!

— Eu sei. – Bill abaixa um pouco a cabeça.

O jantar já estava pronto. Simone pediu que a Lyra fosse avisar os meninos, para que eles não se atrasassem e a comida esfriasse. Do jeito que estavam empolgados com o jogo, era bem capaz de deixarem de comer só pra ficarem competindo.

Lyra foi até a sala de jogos, mas antes de entrar, ouviu seu nome e resolveu parar. Era errado ficar ouvindo a conversa dos outros, mas sua curiosidade falou mais alto. A porta estava entreaberta, então daria pra escutar perfeitamente.

— O negócio é que... – Bill continuava. – Depois daquele beijo, eu não consigo tirá-la da minha mente. – ele se levanta, e dá alguns passos. – Sabe quando você escuta uma música e ela não sai da sua cabeça? É exatamente assim que ela está.

— E-Eu nem sei o que te dizer.

— Pra piorar a situação, ela está noiva.

— Eu disse que era loucura vocês fingirem um relacionamento? Não, isso sim é uma verdadeira loucura! Se envolver com mulher comprometida é problema na certa.

— E você acha que não sei disso? – dá mais alguns passos, parecendo estar ansioso, nervoso... – Mas não dá pra controlar. Acho que... Tô apaixonado por ela.

Nesse instante, Lyra abre cuidadosamente a porta. Bill estava de costas, e ela fez um sinal com a cabeça pedindo ao Georg que não comentasse sobre sua presença.

— E você já tentou dizer isso a ela? – pergunta Georg.

— Claro que não. – ele volta a se sentar. – Isso seria uma grande bobagem e poderia até arruinar nosso relacionamento na empresa.

— Mas se tivesse coragem, o que diria? – ele começa a guardar o dominó dentro de uma caixinha. – Começa a ensaiar tudo ai, vai que você cria essa coragem?

— Eu diria que... Não sei um modo simples pra dizer tudo que sinto, mas eu vou dormir e acordo só pensando em você. Já... Até imaginei como seria se tivéssemos algo além da amizade. A verdade é que... Preciso de você muito mais do que eu imaginava.

— Diria isso a ela?

— Sim. – responde. – Quero dizer... Se eu tivesse coragem, eu diria sim.

— O que você acha sobre o que ele acabou de dizer, hein Lyra?

Rapidamente Bill olha para trás e se depara com ela parada. A voz dos dois parece ter desaparecido.

Notas finais
Lindo, lindo, lindo, né não? DUSHDSIUHDIUSHDSUIH
Esse Bill é um fofo mesmo .. Casava com ele agorinha! SIHDSHDSH
O que vocês acharam?

Beeijos:**