Notas iniciais
Me desculpem pela demora, é que estou tendo vários trabalhos escolares, avaliações, e essa semana terei provas D:
Vou tentar me esforçar e escrever mais coisas pra postar em breve, tá?
Enfim .. O capitulo de hoje é divertidinho .. e pra quem estava sentindo falta do Tom, ele aparecerá no próximo..
Ah, eu nem sei o que dizer. UDSHDUISHDSHDSUH
Foi mal pelos erros, avisem.
Espero que gostem,
Boa Leitura ♥

Capitulo XII

(Contado por: Lyra)

5º Dia

Acordei me sentindo um pouco estranha por ter cometido pela primeira vez em quatro anos um ato de traição com alguém que não merecia. Mesmo que eu tivesse tentado evitar, não teria conseguido. O desejo falou mais alto, e acabei me deixando levar pelas palavras doces e jeito carinhoso que o Bill tem. Não vou negar, no instante eu estava mesmo querendo que acontecesse, mas agora que parei para pensar, percebo o quanto foi errado. Voltar atrás é algo impossível, e talvez eu não desejasse que isso acontecesse.

Suspirei. Afastei o braço do Bill que estava sobre minha cintura, mas continuei deitada. Está bom de intimidades, não é? Olhei pro seu rosto, e como era belo. Parecia um anjinho dormindo. Involuntariamente um sorriso surgiu nos meus lábios. O que está acontecendo com você Lyra? É muito errado e sabe disso! Ele acorda, e por alguns minutos ficamos olhando um para o outro sem dizer absolutamente nada. Sinto sua mão acariciar meu rosto.

— Bom dia. – diz ele.

— Bom dia. – respondi. – Bill, sobre o que aconteceu ontem...

— Lyra – me interrompeu. -, não precisamos falar sobre isso, se não quiser.

— O Tom não pode ficar sabendo.

— E ele não vai – estava sendo generoso. –, porque eu não vou contar absolutamente nada.

— Obrigada.

Ele se levantou e caminhou em direção ao banheiro. Fiquei mais um tempinho ali na cama, até ele reaparecer com uma toalha enrolada em sua cintura e seu corpo todo molhado pelo banho que acabara de tomar. Droga Bill! Também não precisa ficar me provocando, né? Fechei os olhos, tentando não ver nada. Ouvi quando ele riu.

— Me vê pelado e agora fica ai fechando os olhos. – diz ele, ainda rindo.

— Provocação é covardia. – não estava resistindo, então coloquei as duas mãos no rosto pra ter certeza de que os olhos continuariam bem fechados.

— Covardia é você estar vestida com essa camisola e eu não poder tirá-la novamente.

O coração acelerou. Que garoto tarado! Tá pensando que eu sou uma máquina de fazer sexo, é isso? Em alguns aspectos ele é bem parecido com o Tom, mas isso não é hora para fazer comparações.

— Já estou vestido.

— Se for mentira, acabo contigo!

Abrir os olhos e se deparar com... Aquilo, em plena luz do dia, era tentativa de me fazer ter um mini infarto. Não consegui dizer nada, e nem parar de olhar. Mas o que é isso? Bill, totalmente pelado na minha frente, não era bom. Quero dizer, era bom, mas... Ah, vocês entenderam o que eu quis dizer.

— Dá pra cobrir essas coisas? – perguntei.

— Você disse que ia acabar comigo se eu estivesse pelado. Estou esperando. – colocou as mão na cintura.

— Deus, como você é maluco! – ele riu, e ao ouvir sua risada, também ri.

***

Descemos para o café da manhã, e acho que todo mundo notou a nossa “alegria”, já que nos dias anteriores não estávamos tão felizes assim. Entre uma mordida num pedaço de pão francês e um gole no copo de suco de melancia fresquinho, trocávamos olhares que geralmente me deixavam sem graça.

— Vocês dormiram bem? – pergunta Simone.

— Não está vendo a cara do Bill? – diz Fofão. – A noite deve ter sido ótima.

— Foi incrível. – diz Bill, e abaixo um pouco a cabeça pelo constrangimento.

— Fico feliz que tudo esteja dano certo pra vocês. – diz Georg.

Terminamos a refeição. Como o casamento da Carla estava se aproximando, e fui convidada de última hora para ser a madrinha, eu precisaria comprar algo adequado para a ocasião. Bill não se importou quando eu disse que queria comprar um vestido. E sinceramente, quem vê de fora até pensa que somos um casal normal. Ele disse que me levaria a algumas lojas da cidade e também aproveitaria para comprar algo e me mostrar outros lugares de sua preferência.

Chegamos numa loja que não era grande, mas as roupas pareciam ter um preço salgado. Mas quem é que vai pagar mesmo? O Bill, é claro! Não tenho um tostão furado pra fazer nada aqui.

— Posso ajuda-los. – a vendedora se aproxima.

— Poderia mostrar alguns vestidos de festa? – pergunta Bill.

— Pra você? – a vendedora surpresa, pregunta.

— Não, não. – ele ri. – Pra minha... – olha pra mim. – Amiga. – volta a olhar a vendedora e repete. – Pra minha amiga.

Eu já estava ferrada mesmo, e um pouco de diversão não faria mal algum.

— Amiga?! – disse, colocando a mão na cintura. – Agora eu sou sua amiga?

— O quê? – ele não entendeu.

— Como tem coragem de me chamar de amiga, depois da noite incrível que tivemos?

— Lyra...

— Quer saber, não precisa me dar mais nada! – fingi estar brava. – Não quero que as pessoas pensem que sou sua amante! – virei as costas, e dei um sorriso.

Bill se aproxima de mim, e me olhando nos olhos, pergunta:

— O que está fazendo? – sussurrou.

— Sou sua namorada, Bill. – respondi. – Tenho o direito de ficar brava quando não me trata adequadamente.

Ele fica calado por alguns instantes, e sorri, não acreditando.

— Desculpa, meu amor. – diz ele, em tom normal. – Prometo não fazer mais isso.

— Está desculpado.

— Agora me dê um beijo. – se aproxima pra me beijar.

— Ei! – o afastei. – Te desculpei, mas não significa que não estou brava.

— Como é que é?

— Vai pagar o meu vestido ou não?

— Por favor – ele se vira para a vendedora. -, mostre alguns vestidos para a minha... – pigarreei. – Namorada.

— Claro. – diz a moça. – E acho que precisará de alguns sapatos também.

Perfeito! Acho que vou começar a fazer esse tipo de drama com o Bill toda vez que sairmos juntos. Será que funciona com o Tom também?

— Qual você prefere? – sai do vestuário. – O vestido azul ou o rosa? – estava usando o rosa.

— Lyra, este é o sexto vestido que você experimenta e desde o primeiro estava lindo. – responde, sem muita paciência.

— Só me dê a sua opinião. Qual prefere?

— Gostei desse rosa. Ele deixa o seu corpo bonito.

— Tá querendo dizer que nos outros o meu corpo ficou feio?

— Claro que não! Só estou dizendo que prefiro o rosa.

Hoje eu realmente estava inspirada para deixar o Bill completamente louco.

— Tá legal. – disse. – Acho que vou levar o azul.

— Então pra quê pediu minha opinião, se não iria levar a droga desse vestido rosa? – estava irritado.

— Pode ficar calmo? – estava sendo sínica. – Escolhi o azul porque é a minha cor favorita. – mentira.

Saímos da loja e acabei levando o vestido rosa e o azul, fora os dois pares de sapato. Demos algumas voltas pelas ruas tranquilas, e paramos num café. Fizemos o pedido, e começamos a conversar.

— O que está acontecendo com você hoje?

— Como assim?

— Aquele seu “ataque” – riscou as aspas. — lá na loja.

— Só incorporei o personagem. – dei um gole no cappuccino. – Se exagerei, me desculpe.

No meio da conversa, a irmã daquele amigo do Bill apareceu. Ela estava sozinha, mas pelo visto não queria permanecer assim por muito tempo.

— Você disse que iria me ligar, e até hoje não o fez. – diz ela, com um sorrisão.

— Me desculpe, eu realmente me esqueci.

— Poxa, se esqueceu de mim? – fez biquinho.

Por fora eu estava tentando não demonstrar qualquer tipo de sentimento, mas por dentro, estava me corroendo de vontade de levar minha mão na cara daquela vadia oferecida!

— Não me esqueci de você. – diz Bill. – É que tenho pouco tempo aqui com a minha família e as coisas andam um pouco corridas.

— Quando vai embora? – sem ser convidada, ela puxa a cadeira e se senta.

— Depois de amanhã.

— Então me ligue pra gente combinar de sair, antes de você ir.

O papo dos dois estava tão empolgante, que haviam até se esquecido de mim ali. Me tornei invisível. Mais alguns minutinhos, e ela se despede com um abraço e um beijo que chegou bem próximo dos seus lábios, praticamente no cantinho da boca. Eu ia me levantar pra finalmente deixar as marcas dos meus dedos no seu rosto, mas me controlei.

— Ela é legal. – diz Bill.

— Não achei.

— Então tá. – ele come um pedacinho da torrada.

— Vai mesmo ligar pra ela e marcarem pra sair?

— Não sei. Talvez eu ligue. Por quê?

— Nada.

— Você não se importaria se eu a convidasse para sair, não é?

— Claro que não. – meu pé balançava de nervosismo. – Você é um homem livre, Bill.

Não dá pra evitar, é mais forte que eu. Estou mesmo com ciúmes, mas e daí? A garota é muito oferecida! Ao sairmos do café, fomos andando pra casa.

— Lyra – ele parou no meio do caminho. – Me dá um beijo?

— Porque não vai beijar a irmãzinha do seu amigo?

— Isso é ciúme?

— Óbvio que não!

— Então venha me dar um beijo.

— Já disse pra ir beijar a vadia oferecida!

Pronto! Acabei descarregando o que não deveria.

— Você fica linda quando está com ciúmes. – me provocou.

— E você vai ficar lindo quando eu der um soco no meio da sua cara se não parar de me irritar!

E o ciúme chega num estágio onde o espirito de violência começa a tomar conta da gente, sem nem ao menos percebermos.

Notas finais
E ai, o que vocês acharam?
Beijos, beijos:*